Diferenças de gênero no Brasil

Para a autora, o uso do discurso da diferença macho-fêmea envolve uma outra cilada: oculta as diferenças entre as mulheres (e entre homens), no comportamento, no caráter, no desejo, na subjetividade, na sexualidade, na identificação de gênero e na experiência histórica. Há uma enorme diversidade de identidades de mulheres e homens ... No Brasil, o número de mulheres supera o de homens, mas seus direitos estão longe de ser os mesmos. No país, elas recebem piores salários, são mais afetadas pelo desemprego, subrepresentadas na política, vítimas de assédio e até mesmo de feminicídio. Confira diferentes dimensões da desigualdade de gênero, e o que pode ser feito para combatê-la diferenças de gênero no uso da biblioteca, especificamente o uso das TICs. Este interesse se deve a estudos que destacam o viés de gênero relacionado às TICs, além de evidências sobre envolvimento diferenciado por gênero em atividades e profissões que envolvem as TICs, 10 fatos sobre a desigualdade de gênero no Brasil ... Mas as diferenças ainda persistem. Os casos de violência contra a mulher constituem o aspecto mais tocante no que diz respeito à ... 'Ideologia de gênero' é uma expressão usada para se referir às questões relacionadas com a identidade de gênero, que é a identificação de uma pessoa como homem ou mulher.. Nos últimos anos o assunto tem sido muito discutido no Brasil. Para entender mais sobre o tema é interessante saber inicialmente o que é uma ideologia e o que é identidade de gênero. Diferenças de gênero e idade no apoio social e índice de massa corporal em adultos na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, Brasil Gender and age differences in social support and body mass index in adults in Greater Metropolitan Rio de Janeiro, Brazil Diferencias de género y edad en el apoyo social e Brasil tem uma das maiores diferenças na América Latina, diz fórum de Davos Por Assis Moreira — De Genebra 18/12/2019 05h00 Atualizado 2019-12-18T08:00:54.015Z No final do mês de outubro, o “Relatório de Desigualdade Global de Gênero 2016”, divulgado pelo Fórum Econômico Mundial, indicou que o Brasil atingiu péssimos índices em boa parte dos critérios. O Índice Global de Desigualdade de Gênero avalia o progresso dos países na busca pelo “equilíbrio entre homens e mulheres”. Revista Estudos Feministas, Florianópolis, 26(1): e41780 3 DISCRIMINAÇÃO DE GÊNERO EM GRANDES EMPRESAS NO BRASIL 1 Em 1934, a proteção à mulher empregada que precisa amamentar e cuidar do recém-nascido passou a fazer par te dos direitos sociais na Constituição F ederal. As percepções sobre a TPM também revelam um certo viés de confirmação entre os pesquisadores que estudam as diferenças de sexo e gênero – muitos tendem a conduzir estudos que reforçam ...

A destruição do tecido industrial brasileiro

2020.09.15 06:37 Hike16 A destruição do tecido industrial brasileiro

Olá, camaradas, quero contribuir para esse sub com um texto que eu e uns camaradas escrevemos, pois acreditamos que os comunistas precisam ter mais acúmulo sobre o desenvolvimento das forças produtivas mas sem que isso se confunda com um desenvolvimentismo cretino. Estamo abertos ao debate, com críticas e apontamentos. Abraços!
Parte I – a importância da indústria
Modos de produção (e reprodução) da vida social são uma unidade de dois aspectos: relações de produção e forças produtivas. A esquerda brasileira em geral costuma com toda a justeza denunciar e almejar uma mudança quase que exclusivamente no primeiro. Cabe perceber que da mesma forma que as relações sociais capitalistas jamais teriam se generalizado se não houvesse o advento histórico da grande indústria de transformação, não pode haver relações de produção plenamente socialistas sem uma correspondente base material muito avançada.
Nesse sentido, quando olhamos o Brasil, vemos vários problemas na produção econômica em solo nacional. No que se relaciona mais diretamente com as relações de produção, vemos uma péssima distribuição da renda nacional, com um índice GINI – que busca esboçar a desigualdade em uma escala de 0 a 1, sendo 1 o mais desigual – de aproximadamente 0,53. Cabe ressaltar que, em países vizinhos, apesar da pobreza, o índice é menor, como é o caso da Colômbia (0,50), Uruguai (0,39), Bolívia (0,42) e Cuba (0,38). No tocante às forças produtivas, estas não são nem um pouco abundantes em termos relativos à população. Hoje, nosso PIB per capita fica na faixa dos 9 mil dólares anuais por pessoa, tendo tido o pico de 13 mil, em 2011. Não é um valor pequeno, de forma alguma, como se verifica em outros países muito mais assolados pelo rapinagem imperialista. Mas está muito longe de estar perto dos países de capitalismo autônomo e avançado, que figuram cifras acima dos 30 mil dólares anuais por pessoa.
É verdade que a produtividade nacional não se impõe como uma barreira imediata e intransponível para o início de uma nova ordem social, como, por exemplo, atesta a valente e forte experiência cubana, ou mesmo a revolução bolchevique partindo da Rússia semi-feudal. Talvez justamente por isso que a esquerda costume focar suas preocupações estratégicas (isto é, quando tem alguma) nos aspectos relativos às relações de produção, além de uma compreensível precaução de não voltar a incidir nas concepções etapistas da revolução brasileira. Trata-se de uma ressalva plenamente justificada: defender a ampliação das condições industriais e produtivas para poder socializá-las com qualidade à maioria da população. Não pode se confundir com ilusões no desenvolvimento da ordem capitalista ou ainda com pretensões nacionais da burguesia nativa, que hoje no Brasil é associada e profundamente dependente do imperialismo.
Ainda que o atraso nas bases econômicas não seja essa barreira intransponível para o início do processo socialista, certamente o é para o seu pleno desenvolvimento. Não pode haver florescimento das capacidades humanas para o/a trabalhadoa, seu ativo envolvimento na vida política e nos rumos do país, sem que haja uma base material arrojada que os libere do trabalho extenuante. Para um país se desenvolver plenamente rumo ao socialismo é condição necessária (mas não suficiente) que ele atinja grau de sofisticação bastante elevado em suas forças produtivas, como se verifica na história da União Soviética e também na China, onde o povo e a força dirigente tiveram que empenhar esforços colossais para superar o atraso tecnológico dessas sociedades. O avanço da revolução socialista nesses países fica tanto mais penoso e dificultado conforme menos desenvolvidas são essas forças produtivas e as relações de produção fruto de sua história.
Nesse sentido, cabe então colocar na ordem do dia o debate sobre os rumos que um país deve adotar para o desenvolvimento de suas capacidades produtivas e da geração de renda, serviços e produtos. A experiência histórica indica que uma indústria manufatureira desenvolvida é condição imprescindível para a geração de riqueza. Ainda que o estágio atual de desenvolvimento do capitalismo possa fazer parecer que o grosso da riqueza está se deslocando cada vez mais para o setor de serviços, sua base material ainda reside na manufatura, pois é na manufatura em que a maior parte do valor é agregada às mercadorias.
Além disso, os serviços sofisticados estão umbilicalmente conectados à indústria. Por exemplo, todos os serviços de informática estão assentados sobre o fato de existir um objeto físico, a saber um computador ou qualquer outro dispositivo, que possibilita a existência desse serviços. Além do mais, o domínio sobre tais serviços sofisticados necessita de um grande desenvolvimento e aprendizado tecnológico, e os países que têm tais domínios são justamente os que têm sua forças produtivas em um grau de maturidade mais avançado. A importância da indústria reside no fato de ser por meio dela que o trabalho humano pode desabrochar muitas de suas potencialidades, como a soma coordenada do trabalho de muitos operários, que é mais produtivo do que a soma simples das partes. Na produção manufatureira, diferentemente dos serviços, a finalidade é um produto, não uma atividade, e portanto a possibilidade de ampliar a produtividade possui menos restrições. Na indústria, temos por excelência a possibilidade de economia de escala e de escopo, que otimizam o potencial produtivo. Assim, sem uma indústria manufatureira desenvolvida, o caminho para a riqueza é impossível.
Entretanto, é comum nos depararmos com objeções postas pelos economistas ortodoxos (neoclássicos, e maiores apologistas da ordem). Para se contrapor à ideia de que uma base manufatureira fecunda é necessária para poder ter desenvolvimento econômico, eles remetem a uma noção desenvolvida por David Ricardo – as chamadas vantagens comparativas. Isto é, um país deveria se concentrar e se especializar em produzir o que ele sabe fazer melhor e com mais produtividade. Por exemplo: se um país tem vastas extensões de terras agricultáveis e recursos minerais abundantes, ele deveria se concentrar nesses setores. Sendo assim, seria capaz de aprimorar cada vez mais tais setores, e isso possibilitaria conseguir trocar suas mercadorias no mercado mundial com tamanha produtividade e eficiência com relação aos demais competidores, que de tal sorte ele conseguiria gerar excedentes e assim adquirir os demais bens que não é capaz de produzir, e se desenvolver – dizem tais mistificadores. Na prática, a vantagem comparativa dos países de capitalismo dependente é produzir bens primários enquanto que as vantagens dos países centrais são a produção de bens industriais de alta tecnologia. Para os defensores dessa visão, o Brasil deveria se focar em aumentar sua produtividade agropecuária e no setor de mineração, e assim as ditas “forças de mercado” conduziriam o país rumo a um crescimento econômico sustentado.
Essa visão é ingênua. De fato, nenhum país (exceto a Inglaterra, de onde tal ideia partiu) se desenvolveu apenas apostando nas suas vantagens comparativas, pois, inicialmente, ninguém dispõe como vantagem de ter forças produtivas avançadas: essas forças tiveram de ser desenvolvidas. Também podemos olhar para os países ricos e constataremos que são – adivinhe, sim! – os países mais industrializados. Se hoje alguns países com altos índices de riqueza per capita não possuem grande participação relativa da indústria, costuma ser porque nestes já houve um pico de industrialização, e agora eles têm grande participação de serviços industriais sofisticados, como a Austrália.
Por outro lado, não podemos cair em uma espécie de “industrialismo ingênuo”, como se tudo se resumisse a um desenvolvimento mais ou menos intrínseco das forças produtivas, ignorando as relações de produção, de propriedade e de trabalho que condicionam, ou em última instância determinam, a alocação do excedente econômico da sociedade. Não menos importante, há que se lembrar da geopolítica do imperialismo, que alavanca os países de capitalismo avançado através da rapina e exploração do restante do mundo, relegando a ele o atraso econômico e a miséria de sua população. Isto é, como via de regra, há sim grande correlação entre países ricos e desenvolvidos com o desenvolvimento de sua indústria, mas rejeitamos um argumento que tome a existência da indústria como explicação simples da riqueza destas nações, algo que simplifique essa questão numa resposta de causalidade unidirecional. Em linhas gerais, simplificadamente, podemos ver que o desenvolvimento industrial de países europeus e dos EUA ao longo do século XIX permitiu que estes gestassem em seu solo grandes monopólios e associações capitalistas que viriam a usar seus respectivos Estados nacionais para seus desígnios comerciais. Com a crescente exportação de capital e a consequente partilha do mundo entre as nações, criou-se uma ordem mundial muito hábil em sufocar os esforços de desenvolvimento autônomo dos demais países. Essa é a situação colocada no cenário internacional a partir do final do século XIX, mas que, mudando o que tem que ser mudado, vigora até os dias atuais com novas determinações. Portanto, ainda que ela tenha cumprido papel indispensável, não é pura e simplesmente pela industrialização que os países capitalistas ficaram ricos, e, nesse sentido, não será pela simples (que de simples não tem nada, na verdade) industrialização que o Brasil superará sua condição de penúria econômica e social – é preciso confrontar a dominação imperialista e seus agentes internos.
Parte II – a tragédia brasileira
Uma coisa importante nem sempre percebida sobre a industrialização de um país é que não basta termos uma boa participação quantitativa industrial na economia nacional para podermos usufruir de todo o potencial qualitativo da indústria. Há uma significativa diferença entre ter indústria e ter um complexo industrial. Isto é, o importante não é apenas ter várias indústrias, mas tê-las em setores que estejam ligados entre si, fornecendo e absorvendo a produção umas das outras. A importância de ter toda a cadeia produtiva em solo nacional é evidente: cada parcela de excedente fica aqui, movimentando a nossa economia. Mais que isso, num momento de instabilidade, de alta demanda por algum produto – como são os ventiladores pulmonares durante a pandemia atual -, vemos que não basta ter dinheiro para querer comprar – quem produz é quem tem vantagem. Se hoje parece “comum” a situação de atraso industrial do Brasil em relação ao mundo, cabe dizer que nem sempre foi assim. A situação atual é produto direto do processo de aprofundamento da dependência e associação das classes dirigentes nacionais ao imperialismo.
Enquanto é verdade que no ano de 1930 o Brasil não viveu uma revolução, o deslocamento das frações de classe no poder alçou a industrialização no país, até então dominado pelas elites rurais. O governo de Getúlio criou importantes bases para que o capitalismo pudesse se desenvolver com força nas cidades, promovendo a industrialização do país. Ao longo das décadas de 1950 até 1970, o Brasil passou por um intenso processo de industrialização, passando de um país essencialmente agrário para uma economia com forças produtivas bastante desenvolvidas, no final da década de 70. O Brasil foi um dos países que mais rápido se industrializou no mundo, tendo atingido taxas volumosas de crescimento. Esse projeto desenvolvimentista teve sua origem nos governos Getúlio Vargas e JK, com a criação de empresas como a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN, financiada pelos EUA em troca da participação do Brasil na II Guerra Mundial) e a Petrobras, que tiveram seu caráter estatal garantido por intensa campanha popular.
Mesmo durante o regime civil-militar, esse projeto desenvolvimentista não foi abandonado – estando presente através do I PND e II PND (Plano Nacional de Desenvolvimento). Apesar de estar umbilicalmente ligado ao capital internacional, esse projeto não era tão subserviente ao modo que vemos no governo atual. De fato, durante a ditadura civil-militar, o imperialismo ampliou sua dominação sobre o Brasil, mas isso não impediu tais projetos de terem pontualmente desacordos com os interesses imperialistas, como o programa nuclear brasileiro, por exemplo. O combustível para esse desenvolvimento era crédito internacional barato e de longo prazo, e grandes obras de infraestrutura. No ano de 1979, em virtude das crises do petróleo, houve um choque internacional nas taxas de juros, elevando substancialmente o preço do crédito, o que foi um golpe fatal nesse modelo desenvolvimentista. Como consequência disso, ao longo da década de 1980, a economia brasileira sofreu com crise na balança de pagamentos e calote na dívida externa, que havia aumentado massivamente no período anterior e hiperinflação. A estagnação da década de 80 marca o fim do modelo nacional desenvolvimentista.
Ao início da década de 80, a indústria representava algo em torno de 40% da produção nacional, enquanto que, ao longo dos anos 2000, foi para a casa dos 23%, e hoje, com a crise continuada, estamos estacionados nos 18%. Em muitos países, é comum ver uma diminuição relativa da participação industrial em favor do setor de serviços; trata-se de uma tendência geral. Entretanto, os países de capitalismo desenvolvido o fazem após terem obtido um grau de sofisticação industrial que permitiu o desenvolvimento de serviços de alto valor agregado (o chamado de arco da industrialização) – caminho esse que o Brasil definitivamente não seguiu, pois nossa economia apenas diminuiu sua complexidade. Vejamos o que aconteceu que nos conduziu nesse descaminho:
Ao longo de década de 1990, a economia brasileira passa por uma série de transformações importantes com a adoção das políticas econômicas do “Consenso de Washington”. Ou seja, houve uma brusca abertura comercial, uma série de privatizações, além de medidas para a estabilização monetária (Plano Real) – como uma sobrevalorização cambial e altíssima taxa de juros, tendo a SELIC chegado a 40% ao ano. As medidas do Consenso são excessivamente rigorosas, e verdadeiramente implacáveis contra a indústria. A manufatura brasileira, que se desenvolveu com um amplo protecionismo, era posta desnuda para disputar no mercado mundial. Medidas como sobrevalorização cambial e alta taxa de juros, que eram para ser passageiras para a estabilização monetária, se tornaram o padrão, mas são péssimas para a indústria, e contribuíram significativamente para a manufatura brasileira estar nesse atoleiro.
De toda forma, durante os anos 2000, o Brasil pôde finalmente desenvolver sua economia, com uma moeda estável e inflação controlada. Nesse período, o mundo viu a ascensão de um novo gigante econômico: a China, com sua produção manufatureira abundante e barata, e sua colossal demanda por gêneros agropecuários e minerais, que contribuiu para a alta do preço das commodities, experienciada no período. Assim, conjunturalmente, foi vantajoso para o Brasil aumentar sua produção agropecuária e extrativista para a exportação, enquanto que o câmbio, muito valorizado no período, tornava a importação de manufaturas muito mais em conta do que o estímulo à produção interna. O interesse governamental imediato de segurar a inflação se contrapôs no médio prazo à vitalidade de nossa indústria. Assim, com uma melhoria conjuntural, o Brasil acabou por diminuir a complexidade de sua economia, e aprofundou sua dependência econômica de forma estrutural.
Em 2011, era claro para o governo e para os industriais que o cenário macroeconômico precisava mudar para dar chance à nossa indústria. Foi então que este começou a abandonar a gestão super-ortodoxa da economia e passou a adotar a chamada “Nova Matriz Econômica”, vulgo “Agenda FIESP” – grande proponente e articuladora da mudança. Tratava-se de uma diminuição dos investimentos públicos e ampliação das desonerações fiscais, além de uma baixa nos juros e alguma desvalorização cambial, visando a dar mais espaço e competitividade ao nosso setor industrial. Ocorre que não bastavam condições macroeconômicas para que nossa tecnologicamente atrasada indústria nacional pudesse alcançar o desempenho de suas congêneres mundiais. Mais ainda: nesse período, o mundo começou a testemunhar a diminuição do preço das commodities, que, junto da mudança que a economia brasileira vinha operando, diminuiu radicalmente nossa balança comercial e a arrecadação do governo. As desonerações, ao invés de induzirem os investimentos industriais, serviram apenas para os empresários aumentarem suas margens de lucro.
Em 2015, o segundo mandato de Dilma inicia com um verdadeiro estelionato eleitoral, praticando uma agenda econômica exatamente ao contrário do que dizia nas eleições de 2014. A forma de buscar ajustar a situação fiscal do Brasil foi pela agenda ultra reacionária e anti-povo comandada pelo banqueiro Joaquim Levy, que promoveu inúmeros cortes no orçamento na área de bem-estar social e subiu a taxa SELIC para 14,25% ao ano. Desde então, com o decorrer do golpe de 2016, o debate econômico no Brasil parece ter se reduzido somente ao controle fiscal, com a visão ortodoxa hegemônica condenando por princípio os gastos públicos. O câmbio de fato começou a tornar-se mais favorável à indústria, mas faltava o ambiente político e a coordenação institucional para incentivar os industriais a retomar os investimentos. A verdade é que esse setor, como o restante da burguesia, tem muito pouco compromisso com o país para além de sua rentabilidade pessoal. É preferível para estes girar seu capital para a especulação do que tomar os riscos do investimento produtivo, que poderia induzir um crescimento geral.
Para coroar esse processo, tivemos ainda a contribuição da Lava-Jato, operação articulada a partir dos EUA com o intuito de promover um completo massacre no cenário político e econômico brasileiro, nos tornando presas fáceis para o recrudescimento da dominação imperialista. Os efeitos sobre a política todos já conhecem, mas é importante ressaltar que a vilania lava-jatista também recaiu sobre setores-chave de nossa economia. Dentre as várias “inovações jurídicas” da Lava-Jato, a que mais tocou a indústria foi a pena imposta às empresas cujos dirigentes se envolveram em escândalos de corrupção, de impedi-las de participar de licitações por alguns anos. Trata-se de um tremendo absurdo, uma vez que quem fez o ilícito foram pessoas físicas, ainda que dirigentes das empresas. Impedir as empresas de acessarem projetos públicos, na verdade, é impedir o governo de executar suas obras com o melhor da engenharia nacional – que, importante dizer, infelizmente está concentrada em poucos monopólios, tão suscetíveis a esses escândalos. A promiscuidade entre poder público e poder econômico privado é algo imanente no capitalismo; portanto, não se trata aqui de uma defesa moralista de separar o joio do trigo para defender os “empresários honestos”. Trata-se tão somente de denunciar uma medida da justiça destinada a essa finalidade, que não contribui em nada para o combate à corrupção, e somente cria auto-entraves ao desenvolvimento de nossas forças produtivas.
Com isso, vimos pararem as obras do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (COMPERJ) e da Refinaria Abreu e Lima em Pernambuco, que acrescentariam enormemente nossa capacidade de refino; podemos citar ainda a Linha 6 do metrô de São Paulo, a Usina Angra 3 da Estação Nuclear Almirante Álvaro Alberto, e outros 90 bilhões de reais em obras paradas que de alguma forma foram afetadas pela Lava-Jato. Mais ainda, a longa saga do submarino nuclear brasileiro (tecnologia que fornece um salto de qualidade operacional à embarcação, essencial para uma marinha contemporânea) também foi interrompida. Nesse caso, não apenas pelo fato de somente a Odebrecht ter capacidade de engenharia para tal empreendimento, como pela vagamente motivada prisão do Almirante Othon, engenheiro-militar brasileiro articulador da tecnologia nuclear no país. Soma-se a isso também a série de operações como a “Carne Fraca” de 2017, que visaram a alcançar frigoríficos do país, afetando duramente sua capacidade de exportação e competição com os monopólios norte-americanos. Ainda que saibamos bem o que significam essas empresas no Brasil, desde a exploração e falta de qualidade de trabalho de seus funcionários até a compra de políticos, não devemos ter dúvidas de que, ainda que não seja essa sua razão de ser, sua participação no mercado mundial é antagônica aos interesses estadunidenses, principalmente neste período de crise mundial continuada. Evidência disso é que, mesmo com a divisão internacional do trabalho empurrando o Brasil para a produção de commodities, os EUA se beneficiaram em 2019 com a política externa imbecil de Bolsonaro, e ampliaram sua exportação de soja para a China no vácuo por nós deixado.
Ao fim e ao cabo, temos o cenário atual, em que a participação da indústria é diminuta (e cada vez menos complexa), os serviços são cada vez menos sofisticados e o setor primário é o salvador da balança comercial. Entretanto, seja no setor da indústria, seja nos serviços, na agropecuária, no mundo financeiro, é imprescindível não perder de vista o caráter dependente e simultaneamente associado de nossa burguesia nativa em relação ao imperialismo. Ela se desenvolveu como “sócia-menor” dos empreendimentos do capitalismo central em nosso país, e desde o golpe de 64 o imperialismo é o setor hegemônico do bloco de forças dominantes no Brasil. Sendo dependente, nossa burguesia articula internamente sua dominação de modo a sufocar as classes subalternas, tanto econômica quanto politicamente, em patamares muito mais intensos do que é necessário no “centro”. Sendo associada, a burguesia nativa brasileira está confortável com essa situação de subordinação, e não possui qualquer projeto como classe para alçar o Brasil a uma condição de capitalismo autônomo, tecnologicamente avançado. Assim, o desenvolvimento tecnológico e em escala de nossa indústria deve ser visto como mais um dos momentos internos ao processo de revolução socialista no Brasil. Trata-se de mais uma das “tarefas nacional-populares”, junto às reformas agrária, urbana, educacional, tributária etc. que a burguesia nativa, diferentemente de suas congêneres europeias, não precisou realizar para instalar sua dominação. Ao contrário de interditá-las por definitivo, a burguesia na verdade joga tais tarefas para as classes subalternas, que deverão cumprí-las no percurso do processo radical de transformação social – como momento interno, e, portanto, não como etapas precedentes – que irá destruir a dominação burguesa (interna e externa) em nossas terras e construir um Brasil livre, soberano, popular e socialista!
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2020.09.11 23:26 Carrasco_Santo Conheça nossas abelhas sem ferrão - nativa da América

https://www.youtube.com/watch?v=ravQiuw0guU
Fala pessoal, só divulgando aqui neste sub informações sobre as abelhas sem ferrão. O vídeo acima tem 7 minuto, mas tem informações gerais boas para quem nunca ouviu falar.
Muita gente só conhece as abelhas apis (africanizada) com ferrão, elas não são naturais da América, mas poucos conhecem sobre as abelhas nativas e que várias espécies produzem mel em quantia razoável (não todas) e podem ser criadas com este fim.
Li muito sobre o tema nos últimos meses e estou iniciando a criação com minha primeira colônia de Jataí, para fins de informação e passar um conjunto de informações mais mastigadas para quem quiser se aprofundar no tema, eis as seguintes informações:
Se alguém tiver interesse, criei um sub sobre o assunto aqui no Reddit, aos poucos estou estruturando ele e por enquanto só tem eu nele. :P
https://old.reddit.com/abelhassemferrao/
Então é isto, bom proveito com estas informações iniciais e se caso se interesse mais sobre o assunto procurem ler mais sobre ou então assista vídeos no Youtube sobre o assunto, tem muitos muito bom. Pessoalmente recomendo o próprio curso de meliponicultura da Embrapa ministrado pelo professor Cristiano Menezes que tem no próprio canal, são 4 vídeos, Curso de Meliponicultura 1, 2, 3 e 4, com média de 40 minutos por vídeo:
https://www.youtube.com/useabelhabrasil
Valeu. :)
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2020.09.08 19:39 Malarazz Resultados do censo do /r/futebol 2020

Introdução
Primeiramente, obrigado a todos que responderam o censo! Tivemos 371 respostas esse ano, comparado com 68 em 2018.
Essa thread vai ser enorme. Nela, vou descrever e comentar sobre as estatísticas mais interessantes de cada uma das perguntas, principalmente respectivas aos 13 clubes grandes do Brasil. Quem preferir visualizar sozinho de maneira mais completa pelo google forms, aqui está o link do censo. Já quem gostaria de comparar com o último censo de 2,5 anos atrás, aqui está ele. Lembre-se que o censo foi separado em 4 categorias. Sinta-se à vontade pra pular pra categoria mais interessante (na minha opinião a 3) se não quiser ou não aguentar ler tudo. As perguntas estão numeradas e na mesma ordem que estavam no censo, então vocês também podem pular pra discussão das perguntas que acham mais interessantes.
Parte 1: Perguntas Demográficas
1) Aonde você nasceu? -- De 2018 pra cá, o subreddit ficou bem mais diversificado com esse quesito. Apesar de São Paulo continuar liderando, proporcionalmente o estado caiu muito. 76 (21%) dos usuários nasceram lá, enquanto que 22 (32%) ano passado. Rio Grande do Sul vem em segundo e Rio de Janeiro em terceiro, com 67 e 55 membros respectivamente (18% e 15%).
Curiosamente, apesar de ter metade da população e um futebol menos tradicional, o Paraná tem mais usuários do que Minas Gerais: 34 vs 25 (9% vs 7%). Outro fato bastante curioso são os estrangeiros. Os 4 portugueses nós já esperávamos, até por causa do Jorge Jesus. Mas além deles, 2 usuários nasceram em outro país da América do Sul, 3 na América do Norte, 2 em outro país da Europa, e 1 na Ásia, pra um total de 12 (3%) usuários que são estrangeiros. A proporção esse ano ficou parecida com a do censo passado, quando 2 (3%) dos usuários nasceram fora do Brasil. Fico muito curioso pra saber da vida desses usuários: se vêm de pais brasileiros ou simplesmente falam português e gostam da cultura e/ou futebol brasileiro.
2) Aonde você mora? -- Ranking muito parecido com o de nascimento, porém claro, com mais usuários morando no exterior do que nascendo lá. 30 (8%) usuários moram no exterior, sendo 13 (43% deles) na América do Norte. Essa proporção foi um pouco menor que os 9% de 2018.
3) Qual é o seu gênero -- 8 (2%) usuários são mulheres, enquanto em 2018 eram 2 (3%). Nenhuma surpresa aqui, quando combinamos duas coisas extremamente masculinas (futebol, e reddit para brasileiros).
4) Qual é sua cor ou raça? -- Similar ao censo do /brasil que agora perdi o link, 275 (75%) dos usuários são brancos, 70 (19%) pardos, 12 (3%) negros, 6 (2%) asiáticos, 2 (1%) árabes e 1 indígena. Tanto aqui quanto no gênero a gente vê que a população do /futebol não é nem um pouco representativa da população brasileira em geral.
5) Qual é sua idade? -- Semelhante ao censo passado, a faixa etária mais comum é 23 a 27 anos com 138 (37%) usuários. Em seguida vem 18 a 22 anos com 114 (31%), 28 a 32 anos com 66 (18%) e menos de 18 anos com 25 (7%). Os 2 (1%) usuários mais velhos têm entre 43 a 47 anos.
6) Qual é o seu grau de escolaridade? -- 159 (43%) usuários atualmente cursam o ensino superior. 77 (21%) têm graduação completa, 33 (9%) estão cursando pós-graduação, e 32 (9%) têm pós-graduação completa. Acho que seria bom ter separado mestrado e doutorado nessa questão. Talvez seja uma ideia interessante pro próximo censo.
7) Se você cursou ou está cursando o Ensino Superior, qual é sua área de formação? -- Dos 307 respondentes, 64 (21%) fazem ou fizeram Engenharia, 58 (19%) ciências sociais ou humanas, 47 (15%) ciência da computação ou similares, 35 (11%) administração e negócios e 34 (11%) direito. Essa é um pergunta complicada de analizar porque muitas pessoas escreveram "Other: xx" quando talvez se encaixava numa das opções dadas.
8) Qual é sua situação no mercado de trabalho? -- 146 (40%) usuários apenas estudam, enquanto 94 (26%) estudam e trabalham, 91 (25%) só trabalham e 34 (9%) estão desempregado.
9) Qual é seu status de relacionamento? -- Confirmando um estereótipo do reddit, 256 (69%) usuários estão solteiros. 79 (21%) em um relacionamento estável, 26 (7%) casados e 7 (2%) noivos. Me pergunto qual as porcentagens pra população brasileira em geral pra essa faixa etária. PS: não leiam as respostas manuais.
10) Há quanto tempo você usa o reddit? -- 89 (24%) usuários usam o reddit há mais de 5 anos, enquanto 69 (19%) usam há entre 1 e 2 anos. Apenas 41 (11%) usam há menos de 1 ano, sendo 17 desses (41% dos 41) há menos de 6 meses.
Parte 2: Futebol Como Passatempo
11) Há quanto tempo você acompanha o /futebol? -- Curiosamente, ao contrário da última pergunta, a maioria dos usuários são novos no pedaço. 133 (36%) entre 1 e 2 anos, 90 (24%) entre 6 meses e 1 ano e 73 (20%) há menos de 6 meses. Apenas 39 (11%) estão aqui há mais de 3 anos.
12) Que tipo de usuário você é? -- Aqui a gente vê algo que já é conhecido no reddit afora. A regra de Pareto, 80% do conteúdo é criado por 20% dos usuários.
228 (62%) usuários lêem as threads e/ou comentários mas raramente fazem o próprio, enquanto que 110 (30%) escrevem comentários mas raramente criam threads. Sobram apenas 30 (8%) que criam threads com certa frequência.
13) Como você descobriu o /futebol? -- Essa foi uma das questões mais surpreendentes pra mim. 207 (56%) usuários descobriram o /futebol no /brasil ou em outro lugar do reddit, enquanto que 148 (40%) simplesmente digitaram futebol no reddit torcendo pra existir. Apenas 7 (2%) vieram aqui por indicação de um amigo, enquanto que só 3 (1%) acharam o /futebol pelo google.
Para os veteranos que lembram do golpe ano passado, imagina se a gente tivesse migrado pro /FutebolBR? Ia perder um monte do fluxo de novos usuários.
14) Quantas partidas você costuma assistir por semana? -- 181 (49%) usuários assistem futebol 1 ou 2 vezes por semana, enquanto que 104 (28%) assistem 3 ou 4 vezes por semana e 33 (9%) assistem entre 1 vez por mês e 1 vez por semana. Apenas 19 (5%) usuários assistem 7 vezes ou mais por semana, enquanto que só 6 (2%) nunca ou quase nunca assistem. Uma ideia pro próximo censo seria separar as opções por 1, 2, 3, etc. invés de "1 ou 2".
15) Como você mais costuma assistir as partidas em casa? -- 159 (43%) costumam assistir por streaming, enquanto que 90 (24%) pelo premiere, 63 (17%) por TV a cabo sem ser premiere e 45 (12%) por TV aberta.
16) Você assistiu a quantas partidas no estádio em 2019? -- 178 (48%) usuários não assistiu nenhuma partida no estádio em 2019, o que eu achei bem curioso. 84 (23%) assistiram a 1 uma 2 partidas e 37 (10%) assistiram a 3 ou 4 partidas. Surpreendemente, 40 (11%) assistiram a 9 ou mais partidas ano passado.
17) Você costuma assistir partidas sem ser nem seu time nem seu rival jogando? -- Essa foi uma pergunta meio confusa que acho que precisa ser reformulada no próximo censo. Só não sei pra o que. Ainda assim, 188 (51%) usuários costumam assistir apenas jogo importante, enquanto que 138 (37%) aceitam assistir qualquer tipo de partida mesmo sem ser importante ou do seu time. 34 (9%) não costumam assistir partidas sem ser nem seu time nem seu rival jogando.
18) Você acompanha as ligas nacionais de quais países? (Selecione todas que acompanhar) -- 321 (87%) acompanham o Brasileirão, 231 (63%) a inglesa, 135 (37%) a espanhola e 100 (27%) a alemã. Apenas 57 (15%) acompanham a liga francesa do Neymar, e só 22 (6%) não acompanha nenhuma liga.
Há algumas diferenças interessantes perante ao censo passado. O Brasileirão caiu por 12% (67 ou 99% dos usuários em 2018) e a francesa caiu por 40% (17 ou 25% dos usuários em 2018), enquanto a alemã aumentou em 69% (11 ou 16% dos usuários em 2018). Interessante também os usuários que acompanham as ligas do Japão, da Austrália e da Nova Zelândia.
19) Você costuma assistir campeonatos estaduais? Se sim, quantos jogos? -- 187 (51%) usuários assistem vários jogos, inclusive contra times menores, enquanto que 118 (32%) assistem apenas jogos importantes e 59 (16%) raramente ou nunca assistem, ou só assistem só a final.
20) Se você acompanha campeonatos estaduais, você acompanha os de quais estados? (Selecione todos que acompanhar) -- Pra surpresa de ninguém, o Paulistão é o estadual mais badalado com 191 (55%) usuários acompanhando. Porém, apesar de termos mais gaúchos do que cariocas, o Campeonato Carioca ganha audiência de 162 (47%) usuários enquanto que o Gauchão apenas 106 (31%). Faz sentido, pois tem muita gente de outros estados que torcem pra times cariocas, e também porque simplesmente é um estadual mais competitivo.
Talvez por motivos parecidos, 49 (14%) usuários acompanham o Campeonato Mineiro enquanto que só 28 (8%) acompanham o Paranaense. Apenas 4 estados, Acre, Alagoas, Piauí e Roraima têm seus estaduais completamente ignorados pelo /futebol. Os resultados são parecidos com 2018, porém na época haviam 10 estados com 0 espectadores.
21) Como você acha que devem mudar os estaduais? (Tente selecionar a opção mais próxima da sua ideia) -- Chegamos à primeira pergunta suculenta e polêmica do censo. Apesar de eu ter pedido pra selecionarem uma das opções, muita gente quis detalhar sua ideia, o que efetivamente vira um voto nulo pro censo. Mas tudo bem.
119 (categoria A, 32%) usuários acham que o formato atual tá bom como tá ou deve apenas ser levemente reduzido, enquanto que 89 (categoria B, 24%) acham que times grandes devem entrar direto no mata-mata e 145 (categoria C, 40%) acham que times grandes devem parar de disputar estaduais.
Algo interessante que já era de se esperar foi a correlação entre a frequência que a pessoa assiste estaduais e sua opinião sobre o atual formato. Dos 159 usuários que assistem vários jogos, 43% tem opinião na categoria A, 16% na B e 41% na C. Dos 127 usuários que assistem apenas jogos importantes e/ou clássicos, 27% pertencem à categoria A, 35% à B e 38% à C. Dos 54 usuários que raramente ou nunca assitem, 29% pertencem à categoria A, 17% na B e 54% na C. Nos números deste parágrafo foram ignorados os usuários que “votaram nulo” no censo.
Apesar de fazer sentido na minha cabeça, não pôde ser visto uma correlação entre o entusiasmo do usuário sobre futebol e sua opinião sobre o formato de estaduais (i.e. usuários que assistem 2 ou menos partidas de futebol por semana vs usuários que assistem 3 ou mais partidas por semana).
22) Enquanto continuar existindo estaduais no formato atual, você acha que clubes grandes deveriam disputar com força máxima ou com reservas/sub-23? -- Semelhante à última pergunta, 179 (49%) usuários querem força máxima em clássicos e decisões e sub-23 nos demais, 150 (41%) querem sub-23 sempre e apenas 33 (9%) querem força máxima sempre.
23) Antes da pandemia, você jogava futebol? -- 202 (55%) usuários não costumavam jogar. Até que faz sentido pela demografia (ou estereótipo) do reddit. 61 (17%) usuários jogavam menos de 1 vez por mês, enquanto 45 (12%) 1 vez por semana. Apenas 8 (2%) jogavam 3 vezes por semana ou mais.
24) Você costuma assistir futebol feminino? -- 249 (68%) usuários não assistem, enquanto que 101 (28%) assistem às vezes e apenas 12 (3%) assistem com certa frequência. Além disso, 4 usuários escreveram "somente olimpiadas ou copa do mundo".
25) Além do futebol, qual outro esporte você costuma assistir? (Selecione todos que assistir) -- Esse foi talvez o meu maior erro no censo. O Ayrton Senna tá se revirando no caixão, tadinho. Eu esqueci de incluir Fórmula 1! Num censo pra brasileiros! O esporte que eu vejo meu vô assistir todo domingo! Esqueci o Tênis tambem mas no Brasil esse é esquecível, azar. Em minha defesa eu ainda dei um google "esportes mais assistidos no brasil", mas só apareceu um monte de artigo sobre os esportes mais praticados.
Anyway, essa pergunta me surpreendeu um monte. O grande líder foi e-sports com 143 (39%) usuários dando audiência. Basquete veio em segundo com 131 (36%) e futebol americano em terceiro com 95 (26%), enquanto que 86 (24%) usuários só assistem futebol. Me surpreendeu também que os esportes que eu achava populares no Brasil, luta e vôlei, só tem 56 (15%) e 46 (13%) usuários assistindo, respectivamente. E o futsal que é o mais parecido com o futebol só tem 28 (8%) espectadores. Curiosamente, temos um usuário que assiste xadrez, um curling e um punhobol. Não me pergunta o que é isso. Also, tivemos 4 usuários que selecionaram tanto um esporte quanto “nenhum, só o futebol.” 🔔🔔 Shame 🔔🔔 Shame 🔔🔔 Shame 🔔🔔.
No próximo censo, além de acrescentar Fórmula 1, acho que seria uma boa ideia separar e-sports em CS, LoL, DotA e FIFA/PES. Não sei se esses são o top 5 ou tem mais.
Parte 3: Futebol Como Paixão
26) Qual é o principal clube pro qual você torce? -- Essa pergunta foi bem interessante. Era óbvio que o Flamengo iria ganhar, por ter a maior torcida e tar em ótima fase. 71 (19%) tem o Flamengo como time principal. Mas a grande surpresa pra mim foi o Grêmio aparecer em segundo com 49 (13%), atropelando o Corinthians com seus 35 (10%). Tu pode pensar “faz sentido porque muita gente coloca o Corinthians como segundo time”, mas não, apenas 1 usuário colocou, enquanto 2 colocaram o Grêmio.
Fora isso, temos Inter e São Paulo empatados com 33 (9%), Palmeiras com 24 (7%) e Vasco com 20 (5%). O Atlético-MG com 15 (4%) tem quase o dobro que o Cruzeiro com 8 (2%). Isso pode ser um sintoma da fase horrível do Cruzeiro.
27) Aproximadamente o quão longe você mora do estádio do seu time? -- Outra surpresa, 114 (31%) usuários moram a mais de 500km do estádio do seu time. Apenas 77 (21%) moram a menos de 10km, enquanto que 60 (16%) moram entre 10km e 30km e 38 (10%) moram entre 30km e 100km.
28) Você se considera torcedor de dois clubes brasileiros? -- E aqui temos outra pergunta polêmica, que quer saber não apenas sim ou não como tambem tua opinião. Nessa, a descrição vai ser longa. Daqui em diante vou chamar os usuários que responderam sim de “bitorcedores.”
Superficialmente, apenas 59 (16%) usuários torcem pra dois clubes. 145 (39%) não mas respeitam, 72 (20%) não e nem tem opinião e 91 (25%) não e acham um absurdo. Mas a gente não vai parar na superfície.
Acho que todos nós esperávamos que o Flamengo seria o clube mais popular entre os bitorcedores. E de fato ele foi. Mas eu esperava que seria por uma diferença muito mais gritante. Apenas 12 dos 56 (21%) bitorcedores torcem pro Flamengo. Em segundo lugar vem o São Paulo com 9 (16%), e em seguida, de maneira surpreendemente, Grêmio e Inter empatados com o Corinthians com 7 torcedores cada (13%). Por outro lado, 2 (4%) bitorcedores torcem pro Santos, e 1 (2%) pra cada um de Cruzeiro e Atlético-MG. Segue a tabela completa mais pra baixo, mas antes disso deixa eu explicar ela melhor.
Comparando a quantidade de bitorcedores com o total de torcedores pra cada clube, vemos que a grande maioria (8 dos 13) tem entre 13% e 19% da sua torcida torcendo pra um segundo clube. A maior proporção foi do Athletico, onde 3 dos 11 (27%) torcedores torcem pra um segundo clube. Já as menores foram do Botafogo (0 dos 5) e Atlético-MG (1 dos 16, 6%). São Paulo tem 9 dos seus 38 (24%) torcedores torcendo pra outro time, enquanto o Santos tem 2 dos 8 (25%). Note que o Flamengo, alvo desse stigma, tem uma proporção normal, considerando que 12 dos seus 71 (16%) torcedores torcem pra um segundo time.
Por último, vemos a proporção de usuários por clube que acha um absurdo torcer pra 2 times. O Atlético-MG foi disparado o clube mais intolerante, onde 11 dos seus 16 (69%) torcedores acham um absurdo uma pessoa ter dois clubes do coração. Já o Athletico tem 5 dos seus 11 (45%) torcedores pensando dessa forma, enquanto o Flamengo tem 7 dos 76 (9%) e o São Paulo 3 dos 38 (8%) achando um absurdo torcer pra dois times. A tabela completa com toda essa informação para os 13 grandes aparece abaixo.
Time X Dos usuários que torcem pra 2 times, o número que torce pro time X Dos usuários que torcem pra 2 times, a % que torce pro time X Dos torcedores do time X, a % que torce pra 2 times Dos torcedores do time X, o número que acha um absurdo Dos torcedores do time X, a % que acha um absurdo Número total de torcedores do time X
Athletico 3 5% 27% 5 45% 11
Atlético-MG 1 2% 6% 11 69% 16
Botafogo 0 0% 0% 0 0% 5
Corinthians 7 13% 19% 8 22% 36
Cruzeiro 1 2% 13% 3 38% 8
Flamengo 12 21% 16% 7 9% 76
Fluminense 2 4% 17% 3 25% 12
Grêmio 7 13% 14% 17 33% 51
Inter 7 13% 19% 12 33% 36
Palmeiras 5 9% 19% 3 12% 26
Santos 2 4% 25% 1 13% 8
São Paulo 9 16% 24% 3 8% 38
Vasco 4 7% 16% 7 28% 25
29) Qual é o segundo clube (aquele que fica geograficamente mais longe de você) pro qual você torce? -- Essa pergunta ficou meio confusa porque usuários organizaram de forma diferente o primeiro e o segundo clube. Não sei como reformular ela no próximo censo. Talvez “qual é o segundo clube (aquele que for “maior”) pro qual você torce”?
De qualquer forma, as estatísticas interessantes já aparecem na última pergunta. Aqui, vemos que 275 (77%) usuários não têm segundo clube, enquanto 5 (1%) torcem pra cada um de Flamengo, Vasco, São Paulo e por incrível que pareça, Paysandu. Curiosamente, 3 (1%) escolheram o Milan.
30) Fora o maior rival, qual clube você mais quer ver perder? -- Outra pergunta suculenta sugerida por algum usuário aqui há muito tempo atrás. Essa também vai ter uma discussão enorme, então botem o cinto gurizada.
Superficialmente, pra surpresa de pouca gente, nós vemos o Flamengo sendo o clube mais desprezado do Brasil, com 96 (26%) usuários querendo vê-los perder. Curiosamente, isso é muito maior do que a quantidade de usuários que apenas querem o mal pro rival (60, 16%) e que não querem o mal pra ninguém (36, 10%). O Corinthians é claro vem em segundo com 60 (16%). Palmeiras tem 38 haters (10%) e São Paulo 14 (4%). Pra minha surpresa, apesar de todas suas falcatruas, Cruzeiro tem apenas 11 (3%) e Fluminense só 8 (2%). Meu tio sempre teve a opinião de que o pessoal fora do RS não gosta do Grêmio por considerar ele um time argentino, mas não vemos isso aqui. 0 usuários escolheram ele, enquanto apenas 2 (um torcedor do Caxias e outro do Grêmio) desprezam o Inter.
Mas podemos ir mais fundo. Primeiramente, tal como ilustrado acima, houve muitos usuários que selecionaram o nome do seu rival invés de selecionar “Apenas quero o mal pro meu rival.” Talvez fosse melhor reformular essa pergunta pra “qual clube de outro estado você mais quer ver perder.” Enfim, pra diminuir esse problema com os dados, eu editei cada usuário que escolheu o nome do seu rival para “apenas quero o mal pro meu rival.” Clubes gaúchos, mineiros e paraenses foram fáceis. Para os cariocas, eu considerei o Flamengo como rival de todos os outros três grandes, enquanto que o Vasco e Fluminense são simultaneamente rivais do Flamengo, mas o Botafogo não. Já em SP, o Corinthians, São Paulo e Palmeiras são simultaneamente rivais um do outro, enquanto o Santos ficou sem rival.
Levando em consideração apenas torcidas de tamanho médio (4 ou mais), sobram 351 usuários. As maiores diferenças são no Palmeiras e São Paulo. O primeiro caiu para 27 (8%) usuários que o desprezam, enquanto que o São Paulo caiu para 4 (1%).
Os clubes que mais desprezam o Flamengo são o Santos (6 dos 8, 75%), Atlético-MG (10 dos 15, 67%), e Palmeiras (14 dos 24, 58%). O único clube com muitos torcedores (10 ou mais) que não quer ver o Flamengo perder mais que todos os outros foi o Inter. 8 dos 31 (26%) colorados desprezam o Flamengo, enquanto que 17 (55%) despreza o Corinthians. Isso faz sentido, porque o Corinthians “roubou” um Brasileirão em 2005 enquanto o Flamengo meteu 5 a 0 no Grêmio ano passado.
Dos clubes com poucos torcedores, Ceará (0 dos 5) e Santos (0 dos 8) são os com mais desgosto no coração (0 torcedores “não querem o mal pra ninguém”), enquanto que Cruzeiro é o mais pacífico (3 dos 7, 43%). Dos clubes com muitos torcedores, Atlético-MG (0 dos 15), Athletico-PR (0 dos 11) e Inter (1 dos 31, 3%) são os com maior antipatia por outros clubes, enquanto que o São Paulo (4 dos 37, 11%) é o mais pacífico.
Segue a tabela completa para quem quiser ver. Para ler a tabela: 20% dos 15 torcedores do Atlético-MG, por exemplo, querem o mal apenas pro seu rival, 7% pra cada um de Corinthians e Fluminense e 67% pro Flamengo.
31) Fora o(s) seu(s) clube(s) do coração, com qual clube você mais simpatiza? -- Uma pergunta um pouco diferente da de dois torcedores. Temos usuários que torcem pra dois times e simpatizam com um terceiro. Temos usuários que torcem só pra um time mas simpatizam com outro. E temos usuários que não simpatizam com nenhum - especificamente, 103 (28%).
Dos times com simpatizantes, pra minha surpresa, a Chape ficou apenas em segundo com 22 (6%) usuários. O time mais simpático do /futebol é o Vasco com 26 (7%). O Bahia fecha o pódio com 19 (5%). Fora isso, podemos ver algumas curiosidades ao analizar mais profundamente.
Dos 86 torcedores da dupla grenal, 3 (3%) deles simpatizam com o arquirival, enquanto que 1 vai mais longe e considera o arquirival seu segundo time. Curiosamente, essa pessoa mora em Porto Alegre ou região (i.e., a menos de 10km do estádio). Nenhum dos 24 Cruzeirenses e Atleticanos torce ou sequer simpatiza com o rival. Nenhum dos 20 Coritibanos e Athleticanos torce ou sequer simpatiza com o rival. Dos 5 torcedores do Botafogo, 1 (20%) simpatiza com o Fluminense, enquanto que dos 76 torcedores do Flamengo, 1 simpatiza com o Botafogo. Curiosamente, 2 (3%) torcedores do Flamengo e 1 dos 25 (4%) torcedores do Vasco desprezam o Botafogo acima de todos os outros. Dos 38 torcedores do São Paulo, 3 (8%) simpatizam com o Santos, enquanto que dos 36 torcedores do Corinthians, 1 (3%) simpatiza com o Santos.
32) Você participa de alguma torcida organizada? -- Gostei dessa pergunta. E até fiquei surpreso com os resultados. Temos 9 (2%) usuários do sub que atualmente participam de uma torcida organizada. Além disso, temos 2 (1%) usuários que já participaram delas. Um falou que parou por “questões de tempo, responsabilidades e etc.” enquanto o outro comentou “acho que são importantes no estádio, mas a estrutura e cultura delas é lamentável” (eu gostaria de ouvir mais sobre isso).
Fora isso, 182 (49%) usuários responderam “não, e sou indiferente,” 93 (25%) “não, mas apoio elas,” 59 (16%) “não, e odeio elas” e 20 (5%) “não, mas tenho amigos que participam.” Dos usuários que escreveram sua propria resposta, um colocou “gosto da festa e não gosto da briga,” outro “não, mas sei que a maioria dos seus integrantes não são bandidos infiltrados,” mais um “não, e acho que as vezes atrapalham o futebol, porém algumas fazem um trabalho fenomenal (Fortaleza),” e por último “não participo, gosto da festa que fazem, mas são problemáticas na questão da violência.”
Parte 4: Futebol Como Profissão
33) Você já tentou seriamente virar jogador de futebol profissional? -- Uma pergunta interessante que eu não tinha muitas esperanças de receber um “sim”, mas ainda assim recebemos. 1 usuário conseguiu enquanto 24 (7%) tentaram mas não conseguiram. Outros 22 (6%) tiveram parentes que conseguiram. 318 (86%) simplesmente nunca tentaram.
Outra coisa interessante foram as respostas manuais. Um usuário escreveu “joguei em categorias de base mas nunca tive ambição,” outro “jogo nas categorias sub 17,” e o meu favorito, “não, mas tive um ex-colega que treinou no Internacional e teve chance de ir para o Real Madrid, mas foi tonto e perdeu a chance porque não quis ficar longe da família.” Imagina se o Messi tivesse pensado dessa forma. Imagina se tivesse alguém com ainda mais talento que o Messi mas que pensou dessa forma e o talento nunca floresceu. Perguntas interessantes.
34) Você já tentou ganhar a vida do futebol sem ser jogador, pelo menos por um tempo? Se sim, como? -- Pergunta parecida com a anterior, porém mais ampla. Ainda assim, não gostei dela. Ela teria que separar “tentei e não consegui” de “tentei e consegui,” e talvez “tentei, consegui, e continuo conseguindo.” Mas não tenho nem ideia qual o melhor jeito de fazer isso.
De qualquer forma, 344 (93%) usuários nunca tentaram. Dos 26 que tentaram, 10 (38%) foram como apostador, 5 (19%) como jornalista, 2 (8%) como técnico, 1 (4%) como dirigente e 1 como narrador. Nenhum usuário selecionou Youtuber da lista, mas um escreveu “além de Youtuber, também planejo ser Técnico ou Preparador.” Além disso, um usuário escreveu que já estagiou em medicina do esporte no Athletico, outro “Quadra de Futebol Society,” mais um “Faltou e-Sports aí na lista,” enquanto outro afirmou ser diretor do Criciúma!
Conclusão
Então é isso. Termina mais um censo do /futebol. Espero que vocês tenham achado interessante. Mas lembrem-se que não dá pra extrapolar muito os dados desse censo, e que a população do /futebol não é nada representativa da população de torcedores brasileiros de futebol. Agora pra sair outro censo acho que talvez só em 2022, então aproveitem esse.
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2020.05.18 17:07 pedceron Parecer Científico da Sociedade Brasileira de Imunologia recomenda fortemente a não-utilização da cloroquina/hidroxicloroquina no tratamento da Covid-19 com as evidências atuais



Na íntegra:
Parecer Científico da Sociedade Brasileira de Imunologia (SBI) sobre a utilização da Cloroquina/Hidroxicloroquina para o tratamento da COVID-19
A COVID-19 é uma infecção causada pelo vírus SARS-CoV-2 que pertence ao subgrupo B do gênero Betacoronavirus da família Coronaviridae. A infecção humana provavelmente foi causada pela transmissão de um vírus circulante em espécies animais, possivelmente morcegos ou pangolins. Entretanto, até o momento ainda não está completamente demonstrado a via de contaminação humana, e a comunidade científica está ativamente estudando como esta zoonose acometeu a espécie humana. O primeiro caso humano relatado ocorreu na província de Wuhan na China em 30 de dezembro de 2019. Devido ao alto grau de transmissão, principalmente por contato entre pessoas, este vírus rapidamente disseminou em todo o mundo, sendo que a Organização Mundial de Saúde (OMS) determinou emergência mundial de saúde em 30 de janeiro de 2020.
A COVID-19 teve seu primeiro caso no Brasil confirmado em 25 de fevereiro de 2020 e desde então o número de casos vem crescendo, sendo motivo de preocupação para as autoridades de saúde pública. A atualização diária do Ministério da Saúde mostra nesse momento, 18 de maio de 2020, que o Brasil está com mais de 240 mil casos comprovados de pessoas infectadas e de 16 mil óbitos registrados, apresentado mais de 10 mil casos diários de novos casos com uma taxa de cerca de 800 óbitos por dia. Estes dados demonstram que o Brasil continua com uma curva crescente de infecção da sua população, caracterizando esta como uma emergência sanitária ainda não controlada. Neste momento, o Brasil é o quarto país em número de casos de COVID-19, e estudos em andamento sugerem que esse número está subestimado.
Os sintomas mais comuns da COVID-19 são febre, tosse e dificuldade respiratória, podendo evoluir para quadros de pneumonia. A evolução da COVID-19 tem um amplo espectro de apresentação clínica desde a infecção assintomática a sinais de uma gripe comum. Uma fração dos pacientes pode evoluir para quadros mais graves, que requerem internação e suporte intensivo, incluindo ventilação mecânica, com uma taxa de letalidade estimada que varia entre 0,7 a 14% dos casos relatados. Deve ser ressaltado que no momento não existe conduta definida de tratamento para os casos mais graves, embora seja consenso que a primeira fase da doença cursa com o início de intensa replicação viral, enquanto os pacientes com evolução para uma segunda fase que envolve uma resposta imune inflamatória desregulada, são os que apresentam quadros pulmonares e respiratórios mais graves, frequentemente associados a fenômenos trombóticos. A doença pode, em alguns indivíduos, evoluir para um comprometimento vascular sistêmico e chegar à falência múltipla de órgãos, apresentando risco elevado de óbito.
Apesar de ser uma doença que foi descrita recentemente, a COVID-19 recebeu atenção especial da comunidade científica mundial que se mobilizou em intensa atividade de pesquisa responsável, em um curto período de tempo, por descobertas sobre o seu agente causador e o ciclo biológico do vírus, as vias de transmissão, os principais mecanismos fisiopatológicos e métodos diagnósticos. Além disso, a avaliação de possíveis novas terapias, assim como o reposicionamento de fármacos, têm sido alvo de intensa investigação científica, sendo uma das principais prioridades da comunidade científica mundial. Entretanto, deve ser ressaltado que até o momento não foi descrita nenhuma terapia efetiva para o tratamento da COVID-19 que tenha bases sólidas com resultados cientificamente comprovados.
Muitas possibilidades de estratégias profiláticas e terapêuticas têm sido investigadas, como a utilização de fármacos antivirais, fármacos que atuam no bloqueio da entrada do vírus na célula alvo, imunoterapias que utilizam anticorpos monoclonais neutralizantes e transferência de plasma hiperimunes de pacientes convalescentes, desenvolvimento de vacinas, dentre outras.
Uma das estratégias terapêuticas que tem sido testada para a COVID-19 está baseada na utilização da cloroquina ou de seu análogo farmacológico hidroxicloroquina. Esses dois fármacos fazem parte de uma classe de medicamentos denominada aminoquinolinas. Esses fármacos têm indicação terapêuticas em algumas doenças, principalmente em malária e doenças reumáticas, como lupus eritomatoso sistêmico e artrite reumatoide. Ambos os fármacos têm descrição de efeitos adversos como retinopatias, hipoglicemia grave, prolongamento QT (que se relaciona com alteração da frequência cardíaca) e toxidade cardíaca, sendo exigido contínuo monitoramento médico dos indivíduos em uso da cloroquina ou hidroxicloroquina.
A escolha desta terapia, ou mesmo a conotação que a COVID-19 é uma doença de fácil tratamento, vem na contramão de toda a experiência mundial e científica com esta pandemia. Este posicionamento não apenas carece de evidência científica, além de ser perigoso, pois tomou um aspecto político inesperado. Nenhum cientista é contra qualquer tipo de tratamento, somos todos a favor de encontrar o melhor tratamento possível, mas sempre com bases em evidências científicas sólidas. Baseado nessas evidências, a Sociedade Brasileira de Imunologia (SBI) analisou os estudos sobre o tratamento com cloroquina e/ou hidroxicloroquina na COVID-19 e traz aqui um resumo das bases científicas que estão disponíveis até o momento.
Em relação à sua utilização na COVID-19, um dos primeiros estudos com proposta terapêutica para essa infecção mostrou que a associação entre hidroxicloroquina e azitromicina levava a uma diminuição da carga viral em pacientes tratados com esses dois fármacos (Gautret et al., 2020). Entretanto, esse estudo apresenta um grupo muito restrito de pacientes, com um total de 36 pacientes avaliados em 3 braços de tratamento, sendo uma amostragem pequena e sem grupo controle para comprovar qualquer resultado definitivo.
Mais recentemente, diferentes estudos com avaliação do uso da cloroquina/hidroxicloroquina em grupos mais abrangentes de pacientes foram publicados. Em um estudo retrospectivo multicêntrico de coorte, foram avaliados 1438 pacientes com confirmação laboratorial de infecção por SARS-CoV-2 admitidos em 25 hospitais (Rosenberg et al., 2020). Nesse estudo foram avaliados 4 braços de tratamento, hidroxicloroquina e azitromicina, hidroxicloroquina, azitromicina e sem uso desses dois fármacos. Inicialmente esse estudo mostrou que os pacientes que receberam hidroxicloroquina e azitromicina apresentaram uma maior incidência de falência cardíaca quando comparado com o grupo sem tratamento (Rosenberg et al., 2020). Além disso, esse estudo também mostrou que não houve nenhuma melhora significativa quanto à mortalidade quando foram avaliados os grupos de pacientes que receberem hidroxicloroquina, azitromicina ou ambos os fármacos em associação em comparação com o grupo sem tratamento (Rosenberg et al., 2020).
Em outro estudo observacional em pacientes hospitalizados com COVID-19 foram avaliados 1376 pacientes (Geleris et al., 2020). Nesse estudo os pacientes foram avaliados quanto a necessidade de intubação orotraqueal e óbito em 2 braços, com ou sem tratamento com hidroxicloroquina. Esse estudo mostrou que a introdução do tratamento com hidroxicloroquina não foi associada com a diminuição ou aumento do risco de intubação ou óbito quando comparado com os pacientes que não receberam esse fármaco (Geleris et al., 2020). Entretanto os autores ressaltam que estudos randomizados são necessários para uma melhor conclusão quanto a eficácia dessa terapia.
Uma das principais críticas em relação aos estudos referidos anteriormente é que muitos dos pacientes avaliados estavam em estado grave quando receberam esses fármacos. Recentemente foram avaliados pacientes com COVID-19 moderada em estudo multicêntrico controlado randomizado (Tang et al., 2020). Nesse estudo foram avaliados 150 pacientes em dois braços, com ou sem tratamento com hidroxicloroquina, mostrando que não houve diferença quanto à evolução dos pacientes que usaram ou não esse fármaco, mas vários efeitos adversos relacionados ao uso de hidroxicloroquina foram relatados nos pacientes em uso desse medicamento (Tang et al., 2020). Corroborando esse estudo, Mercuro e cols. (2020) mostraram, em um estudo de coorte de 90 pacientes com COVID-19, que os indivíduos em uso da hidroxicloroquina tiveram um risco aumentado de apresentar um prolongamento do intervalo QT. Além disso, em estudo randomizado com pacientes graves com COVID-19, a utilização de alta dose de cloroquina como tratamento único ou em associação com azitromicina ou oseltamivir, não foi recomendado devido a segurança farmacológica relacionada com o prolongamento do intervalo QT e letalidade (Borba et al., 2020).
Baseados nas evidências atuais que avaliaram a utilização da hidroxicloroquina para a terapêutica da COVID-19, a Sociedade Brasileira de Imunologia conclui que ainda é precoce a recomendação de uso deste medicamento na COVID-19, visto que diferentes estudos mostram não haver benefícios para os pacientes que utilizaram hidroxicloroquina. Além disto, trata-se de um medicamento com efeitos adversos graves que devem ser levados em consideração. Desta forma, a SBI fortemente recomenda que sejam aguardados os resultados dos estudos randomizados multicêntricos em andamento, incluindo o estudo coordenado pela OMS, para obter uma melhor conclusão quanto à real eficácia da hidroxicloroquina e suas associações para o tratamento da COVID-19. Estudos multicêntricos prospectivos com uma maior abrangência amostral e desenhados de forma randomizada e duplo-cego são necessários para diminuir o viés de interpretação dos resultados obtidos para prover a comunidade científica e médica do suporte necessário para conclusões definitivas sobre a utilização da hidroxicloroquina no tratamento da COVID-19.
Deve ser ressaltado que o investimento na pesquisa de outras possibilidades terapêuticas também deve ser priorizado para que tenhamos um maior número de terapias com potencial efetivo no tratamento da COVID-19. Sendo que até que tenhamos vacinas efetivas e melhores possibilidades terapêuticas comprovadas para o tratamento dessa doença, o isolamento social para conter a disseminação do SARS-CoV-2 ainda é a melhor alternativa nesse momento. Dados colhidos em vários países do mundo mostram que esta é a única medida efetiva para desacelerar as curvas de crescimento dessa infecção.
Finalmente, a SBI se solidariza com as famílias dos entes queridos que são perdidos todos os dias, e compreende a urgência e a ansiedade para se conseguir uma vacina ou tratamento eficaz que freie a terrível escalada de mortes ao redor do mundo. Como uma das sociedades científicas líder no Brasil, à frente das pesquisas sobre COVID-19, subscrevemos o recente editorial de uma das mais importantes revistas médicas no mundo, The Lancet (2020). Reforçamos que o engajamento da sociedade brasileira é fundamental para superar a grande crise sanitária que estamos vivendo e que a condução para as soluções devem ser fundamentadas em bases científicas multidisciplinares sólidas, como uma política de Estado.
Assinam este documento os pesquisadores integrantes do Comitê Científico e Diretoria da Sociedade Brasileira de Imunologia. São eles:

Comitê Científico
João Viola (Presidente)
Alexandra Ivo de Medeiros
Ana Caetano de Faria
Claudia Brodskyn
Cristina Bonorino
Daniel Mansur
Daniel Mucida
Fernando Cunha
Gustavo Menezes
Helder Nakaya
Jean Pierre Peron
João Marques
Jorge Kalil
Manoel Barral Netto
Patricia Bozza
Pedro Vieira
Renata Pereira
Diretoria
Ricardo Gazzinelli (Presidente)
Karina Bortoluci
Cristina Cardoso
Dario Zamboni
José Alves Filho

Bibliografia:
Borba et al. Effect of high vs low doses of chloroquine diphosphate as adjunctive therapy for patients hospitalized with severe acute respiratory syndrome coronavirus 2 (SARS-CoV-2) infection: A randomized clinical trial. JAMA Netw Open. 3:e208857, 2020.
Gautret et al. Hydroxychloroquine and azithromycin as a treatment of COVID-19: results of an open-label non-randomized clinical trial. Int J Antimicrob Agents. 2020 [Epub ahead of print].
Geleris et al. Observational study of hydroxychloroquine in hospitalized patients with Covid-19. N Engl J Med. 2020 [Epub ahead of print].
Mercuro et al. Interval prolongation associated with use of hydroxychloroquine with or without concomitant azithromycin among hospitalized patients testing positive for coronavirus disease 2019 (COVID-19). JAMA Cardiol 2020 [Epub ahead of print].
Rosenberg et al. Association of treatment with hydroxychloroquine or azithromycin with in-hospital mortality in patients with COVID-19 in New York State. JAMA 2020 [Epub ahead of print].
Tang et al. Hydroxychloroquine in patients with mainly mild to moderate coronavirus disease 2019: open label, randomised controlled trial. BMJ 369:m1849, 2020.
The Lancet. COVID-19 in Brazil: “So What”. Lancet 395:1461, 2020.31095-3/attachment/c424a26a-9642-469b-b1f3-431955b25a54/mmc1.pdf)
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2020.03.26 17:54 tatubolinha2000 Mantenha-se informado 26/03

📰 JRMUNEWS 🗞 Ano 2 – Nº 403 🗺 Notícias do Brasil e do Mundo 🗓 Quinta-Feira, 26 de março de 2020 ⏳ 86º dia do ano no calendário gregoriano 🌘 Lua Crescente 2% visível
💭 Frase do dia: "Não permita que nada tire a sua capacidade de sonhar." - Gazeta FM
Hoje é dia... 🔹 do Amigo Virtual 🔹 do Cacau 🔹 da Conscientização Sobre Epilepsia 🔹 do Mercosul 🎂 Aniversário do Club ATHLETICO PARANAENSE de Curitiba
😇 Santos do dia: 🔹 Santa Lúcia Filippini 🔹 São Bráulio
🎂 Municípios aniversariantes: Fonte: IBGE • Antônio Martins-RN • Barueri-SP • Campo Redondo-RN • Capela do Alto-SP • Carapicuíba-SP • Galinhos-RN • Ipuã-SP • Itaberaba-BA • Jaçanã-RN • Lagoa de Velhos-RN • Lindolfo Collor-RS • Mariana Pimentel-RS • Martinópole-CE • Paraná-RN • Poá-SP • Porto Alegre-RS • Reserva-PR • Riolândia-SP • Ruy Barbosa-RN • Santa Luzia-MA • Santa Rita de Cássia-BA • Santo Antônio do Jardim-SP • Terra Roxa-SP • Uruoca-CE • Vera Cruz-RN • Xangri-lá-RS
🇧🇷 BRASIL 🇧🇷 ✍ Mourão defende isolamento e diz que Bolsonaro não se expressou bem ✍ Decreto de Bolsonaro determina que lotéricas abram ✍ Presidente é alvo de panelaços, xingamentos e pedidos de renúncia ✍ Regina Duarte diz que Bolsonaro 'está certíssimo' sobre quarentena ✍ Ministro Mandetta diz que fica e vê 'grande colaboração' na fala de Bolsonaro ✍ Vice-presidente participa da primeira reunião do Conselho da Amazônia ✍ MP que criaria abono natalino para o Bolsa Família perde a validade ✒ Senado está disposto a liberar verbas para combate ao covid-19 ✒ Maia cobra do governo 'política séria' para proteger idosos pobres ✒ Câmara e Senado aprovam medidas para enfrentamento ao coronavírus ✒ Maia diz que investidores querem flexibilização de isolamento ⚖ Ministro do STF mantém MPs editadas para combater efeitos da pandemia ⚖ Ministro do STF, Alexandre Moraes suspende dívida de três estados com a União, BA, MA e PR ⚖ TJSP suspende decisão que proibia cultos religiosos no estado 📌 Governadores pedem aplicação de lei que prevê renda básica para todos os brasileiros 📌 Dois navios pedem ajuda ao Brasil para desembarcar passageiros 📌 Governador de Goiás, Ronaldo Caiado rompe com Bolsonaro 📌 Cientistas e médicos condenam discurso de Bolsonaro 📌 Crianças fazem cartinhas para agradecer profissionais da saúde 📍 Voluntários distribuem 40 toneladas de alimentos no Rio de Janeiro 📍 São Paulo pagará R$ 55 mensais a famílias de alunos carentes 📍 Sesc SP coloca estruturas físicas à disposição do estado 📍 Campanha arrecada R$ 23,5 milhões para compra de respiradores para hospitais paulistas 📍 Coletores de lixo recebem bilhetes de agradecimento em SP 🍀 Loteria: Sem vencedor, Mega-Sena sorteia R$ 2,5 milhões no próximo concurso: As seis dezenas sorteadas foram 05-09-24-27-33-46
🌎 INTERNACIONAL 🌍 🇫🇷 França retira tropas do Iraque por causa do novo coronavírus 🇬🇧 Reino Unido diz que meio milhão de pessoas pedem assistência 🇬🇧 Tribunal de Londres nega pedido de fiança de Julian Assange 🇺🇳 ONU lança apelo global de US$ 2 bilhões para ajudar países vulneráveis 🇺🇸 Senado dos EUA vota pacote de US$ 2 tri para combater coronavírus 🇺🇳 OMS diz que países devem usar tempo de confinamento para combater coronavírus 🇪🇬 Egito desinfeta área de pirâmides esvaziadas de turistas 🇻🇦 Jornal do Vaticano interrompe publicação diante de pandemia 🇷🇺 Putin adia votação de mudanças para se preservar no poder
🖤 MORTES 🖤 ✝ Stuart Gordon, diretor de 'A hora dos mortos-vivos, aos 72 anos ✝ Bill Rieflin, baterista do R.E.M, aos 59 anos ✝ Floyd Cardoz, chef do 'Top Chef', por complicações do coronavírus, aos 59 anos
🧫 CORONAVÍRUS (Covid-19) 😷 😷 Mortes por coronavírus sobem para 59 no Brasil; são 2.554 casos confirmados 😷 Há 1 mês, Itália resistia a ampliar restrições; hoje tem 7500 mil mortes 😷 Espanha tem 738 mortes em 1 dia, chega a 3.434 e ultrapassa a China 😷 França registra 1.331 mortos por coronavírus, aumento de 231 em 24 horas 😷 EUA registra mais de mil mortos e quase 70 mil casos 😷 Ao menos 25 dos 27 governadores manterão restrições mesmo após Bolsonaro pedir fim de isolamento 😷 SP vai construir hospital em 20 dias para casos de Covid-19 😷 Governo recebe doação de 25 mil máscaras de prevenção 😷 Bradesco, Itaú e Santander vão comprar 5 milhões de testes 😷 Secretário cita 'lacunas', mas propõe protocolo para uso de remédio contra a malária 😷 Hospital contratará 599 enfermeiros para o Pacaembu 😷 Criança sem sintomas ainda podem contaminar os mais velhos
💰 ECONOMIA 💲 💰 Ibovespa salta 17,9% em dois dias, maior ganho desde outubro de 2008; dólar cai a R$ 5,03 💰 Dow Jones sobe “apenas” 2,4%, após perder quase mil pontos na reta final com risco de atraso em pacote 💰 Empresas afetadas pelo coronavírus já podem pedir suspensão do pagamento ao BNDES 💰 Tesouro recompra R$ 35,5 bi de títulos públicos em março 💰 Dívida Pública Federal sobe 1,22% em fevereiro e vai para R$ 4,28 tri 💰 Refinarias da Petrobras reduzem produção com colapso do petróleo 💰 Petrobras espera que queda de preço da gasolina chegue aos postos 💲 Fundos têm captação líquida de R$ 11,9 bilhões em março até o dia 20, diz Anbima 💲 Rede disponibiliza maquininha adicional gratuitamente para varejistas 💲 JPMorgan reduz projeções para bolsas da América Latina; Ibovespa deve encerrar ano aos 80.500 pontos 💲 Fundos imobiliários de shoppings suspendem pagamentos de dividendos 💲 Banco Mundial e FMI pedem alívio de dívida para países mais pobres 💲 Contas externas têm saldo negativo de US$ 3,9 bi em fevereiro 📊 Indicadores: 🏦 Ibovespa 74955 pontos 📈 💵 Dólar Canadá R$ 3,543📈 💵 Dólar Comercial R$ 5,026📉 💵 Dólar Turismo R$ 4,83📉 💶 Euro R$ 5,432📉 💷 Libra R$ 5,924📉 💸 Bitcoin R$ 33.543,49📉 💸 Bitcoin Cash R$ 1.127,46📉 💸 XRP R$ 0,82📉 🔶 Ouro (g) R$ 261,41📉 ⚪ Prata (g) R$ 2,3279📉 💰 Poupança 0,245% a.m. 💰 Selic 3,75% a.a. 💰 CDI 3,65% a.a. 💰 IPCA a.m. fev/20 0,25% 💰 IPCA a.a. 2020 0,4605% 💰 IPCA acum. 12m 4,0049% ⛽ Petróleo Brent (barril) US$ 27.510📉 ⛏ Minério de Ferro 62% US$ 89,57 💨 Algodão (lp) R$ 291,22📈 🐂 Boi (@) R$ 199,50📈 ☕ Café (sc) R$ 589,87📈 🌽 Milho (sc) R$ 59,49📉 🥚 Ovos (30 dz) R$ 102,16↔️ 🥜 Soja (sc) R$ 99,69📈
🔬 CIÊNCIA, TECNOLOGIA & SAÚDE 💓 💓 Ministério da Saúde diz que vacina faltou onde público não prioritário foi atendido 💓 Cafeína aumenta capacidade de resolver problemas, mas não criatividade 🔬 Fósseis raros de 3 espécies de pterossauros são encontrados no Marrocos 🖱 iFood anuncia desconto de comissões e antecipação de repasse dos pagamentos para restaurantes da plataforma
🏆 ESPORTES 🏆 ☑ Capitão do Valencia lamenta que jogo da Champions possa ter disseminado coronavírus entre a torcida ☑ Técnico da seleção brasileira de esgrima morre com suspeita de coronavírus aos 79 anos ☑ Corinthians ganha homenagem com nome de avenida perto da Arena ☑ Com futebol paralisado, Flamengo coloca funcionários em férias coletivas ☑ Seleção da Espanha oferece instalações e funcionários para a saúde
🎭 ARTE & FAMA 🌟 🎙 Metallica reagenda turnê pelo Brasil para dezembro 🎙 Ed Sheeran não deixará de pagar funcionários durante surto de coronavírus 🎙 Jackson Browne, estrela do rock de 71 anos, está com covid-19 🎙 Fundação de Michael Jackson doa mais de R$ 1,5 mi contra a covid-19 🎙 Harry Styles e Camila Cabello adiam turnê europeia por causa do coronavírus 📺 Tamanho Família tem gravações suspensas 📺 Produtora de novelas da Record demite todos os seus funcionários 📺 Coordenadora do Cidade Alerta, na Record, é confirmada com coronavírus 🎞 Diretor de Bacurau disponibiliza seu primeiro filme gratuitamente
🔎 #FAKENEWS: Não é verdade que Toffoli, Maia e Alcolumbre criaram a quarentena em um pacto para derrubar Bolsonaro. Fonte: Boatos..org
🛳 TURISMO ✈️ 🎒 Conheça Itabuna-BA: A Capital do Cacau, no sul do estado da Bahia está a cerca de 430 km da capital, é a quinta cidade mais populosa do estado. A cidade de Itabuna, em conjunto com o município vizinho de Ilhéus, forma uma aglomeração urbana classificada pelo IBGE como uma capital regional B, exercendo influência em mais de 40 municípios que juntos apresentam pouco mais de um milhão de habitantes. A região servia como principal ponto de passagem de tropeiros que se dirigiam a Vitória da Conquista. Na região cortada pelo rio Cachoeira, surgiu o Arraial de Tabocas, em meio à mata que então era desbravada. O nome Tabocas, segundo a tradição, deve-se a um imenso jequitibá, de cuja derrubada fora feita uma disputa, sendo aquele o "pau da taboca", ou seja, da roça que se abria. Itabuna se destaca pela vasta cultura, com grupos de teatro, grupo de capoeira, dança e bandas musicais com trabalho autoral expressivo de diferentes gêneros. Itabuna é um centro regional de comércio, indústria e de serviços. Sua importância econômica cresceu no Brasil durante a época áurea do cultivo de cacau, que, por ser compatível com o solo da região, levou-a ao 2º lugar em produção no país, exportando para os Estados Unidos e Europa. A cidade é um importante entreposto comercial do estado situado às margens da BR-101 e BR-415 e hoje se destaca com indústrias de grande porte, consolidando como polo médico, prestador de serviços e de educação. O município conta com Shoppings, um dos maiores do interior da Bahia. Fonte: Guia do Turismo Brasil
📚 FIQUE SABENDO... ...Por que o prêmio recebeu o nome de Oscar? ⁉️ Até 1931, o troféu, era chamado apenas de estatueta. Nesse ano, conta a lenda, a bibliotecária da Academia, Margaret Herrick, ao observar a estatueta em cima da mesa de um dos diretores da Academia, comentou: "Nossa, parece meu tio Oscar". Ela se referia a Oscar Pierce, um fazendeiro do Texas. O crítico de cinema Sidney Skolsky ouviu a brincadeira e a publicou. O nome pegou. O Troféu imprensa, cópia fiel do Oscar, foi criado em 1958 para premiar os melhores da TV Brasileira. Fonte: O Guia dos Curiosos
📖 BÍBLIA: Confia ao Senhor as tuas obras, e teus pensamentos serão estabelecidos. Provérbios 16:3 🙏
Que seu dia seja como a vontade de DEUS: bom, perfeito e agradável!! 🥖
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2019.12.12 03:11 GrifoCaolho D&D, História, Ensino, e Brasil Colônia

Vocês acabaram de chegar à vila de Engenho Novo, onde foram contratados para resolver uma série de crimes. Ela é pequena e de fundação recente, e sua principal autoridade é um nobre português de nome Dom Bosco. Ele é auxiliado por um padre, que está na vila a mando da Igreja para a conversão dos nativos. Vocês avançam pela estrada de terra batida, observado as casas simples e plantações de cana de açúcar no horizonte. A vila parece estar sem uma única alma viva, mas logo vocês percebem que as casas estão todas vazias devido a algum acontecimento na praça central: parece que toda a população de Engenho Novo está reunida, preocupada, em torno de algo.
Com uma introdução parecida com essa, dei início a uma sessão de RPG (D&D 5E, simplificado) com meus alunos do 6º e 7º Ano do Fundamental II (idades entre 11 e 13 anos). A aventura foi uma adaptação de Moon over Graymoor, uma aventura gratuita para D&D 5E, pensada para convenções e one-shots, com uma particularidade: o foco dela não é o combate, mas a investigação.
As adaptações foram feitas no sentido de tornar Graymoor, um vilarejo medievalesco em Faerun, em uma vila brasileira do começo do século XVII na zona da mata Pernambucana - e tornou-se, então, Engenho Novo. Nobres tornaram-se portugueses, o padre da cidade tornou-se católico, e a população um misto de nativos, escravos, e poucos homens livres.
A criançada usou personagens simplificados, sem preocupação com a classe de cada um, e foi encarregada de descobrir quem era o culpado pelos desaparecimentos em Engenho Novo. Das coisas interessantes que sobressaíram na atividade:
Fiquei contente pra caramba com o resultado: as crianças adoraram a diversão diferente, mataram a curiosidade do RPG, pediram por mais, e guardaram a prevalência da desigualdade no Brasil colonial, a importância do status social, e as inúmeras diferenças entre Europa e Brasil.
Tô ansioso pra desenhar uma aventura mais elaborada e trazer a mesma dinâmica, melhorada, pro ano que vem, sem ter que rodar tanto no improviso uma próxima vez.
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2019.11.18 12:57 Brunoekyte O que é Persona e Público no marketing digital e qual a diferença

É comum misturar os conceitos, mas eles são diferentes e se complementam. Persona e Público são definidos na fase de estratégia do marketing digital.

O que é Persona?

A Persona representa um cliente padrão e serve para definir a estratégia de comunicação: canais, design e formato.

O que é Público?

O Público representa a segmentação necessária para alcançar a Persona e suas variações. É utilizado nas campanhas patrocinadas. Se a Persona é inspirada em alguém de 35 anos, o Público vai abranger pessoas de 25 a 45, por exemplo.

Qual a diferença entre Persona e Público?

Persona representa o perfil de um cliente relevante, com o objetivo de definir a estratégia e comunicação. Público é a segmentação indicada para encontrar a Persona. Ambos são definidos na fase de estratégia do marketing digital.
Pode e deve existir mais de um Público para alcançar uma Persona. Alguns Públicos podem ser utilizados para alcançar várias Personas, pois nem sempre é possível fazer uma segmentação perfeita. Por exemplo, quem passa na home do site entra em uma lista de remarketing comum, que não pode ser diferenciada.

Exemplos de Personas e Públicos

Considerando um comércio de luminárias especializado em produtos de alto padrão. Veja exemplos de Personas e Públicos.
Persona 1: arquiteta de 35 anos, brasileira, autônoma, solteira, classe social A. Acompanha os principais canais de comunicação sobre arquitetura no Brasil e EUA. Gosta de viajar pelo mundo e conhecer diferentes culturas. Tem dificuldade para encontrar novos fornecedores de luminárias de alto padrão.
Persona 2: executiva brasileira de 40 anos que deseja mudar-se para um imóvel maior, pois os filhos estão crescendo. Tem alto poder aquisitivo e dispõe de uma arquiteta que lhe auxilia, mas gosta de escolher os principais itens de decoração sozinha. Frequenta a academia e busca manter uma alimentação saudável.
Estes são dois exemplos principais, embora poderiam haver dezenas. A seguir, confira os Públicos correspondentes para estas Personas, que abrangem os consumidores em geral.
Público arquitetos para a Persona 1:
Público designers para a Persona 1:
Público engenheiras civis para a Persona 1:
Público executivas para a Persona 2:
Neste exemplo, foram criados 3 Públicos para alcançar 1 Persona, e 1 Público para a outra. Desta forma, o ideal é produzir 2 conceitos criativos, um destinado ao Público profissional e outro que se comunique melhor com o consumidor final.
Dica: Além desta divisão ainda pode ser criado um Público de remarketing e seguidores, englobando as duas Personas para estratégias de comunicação que atendam os 2 casos, como novidades e ofertas.

É realmente necessário trabalhar com Personas?

Não. É possível trabalhar apenas com Públicos.
Personas funcionam melhor quando já se conhece bem seus clientes, e quando há esta característica marcante onde uma “figura” pode representar um grupo de clientes.
Iniciar com públicos e com o tempo avaliar a ideia de criar personas pode ser uma boa solução.
Muitas literaturas de marketing digital insistem em dizer que a persona é o ponto de partida de tudo. Mas isto são conceitos teóricos. O marketing digital tem pouco mais de 10 anos de “vida”, portanto há muito o que descobrir ainda. Entenda os conceitos e decida o que é melhor para seu negócio.

Quais os benefícios de utilizar Personas na estratégia de marketing digital?

Quantas Personas são necessárias?

Se elas servem para definir a comunicação, então quanto maior a quantidade criada, mais complexo será todo o processo de marketing digital. Serão mais anúncios, conteúdos, patrocínios em mídia e indicadores para analisar o desempenho. Então para iniciar, 2 Personas é um bom número. Trabalhar com 5 personas, por exemplo, é um cenário de maturidade avançado, indicado para grandes equipes de marketing digital.

Como escolher as Personas?

Elas representam seus principais clientes, ou até mesmo o cliente ideal.
Quando o negócio está iniciando, é possível apenas imaginar suas personas. Idealize uma ou duas personas, mas esteja aberto para receber outros perfis de cliente que podem ser ainda melhores.
Já para negócios em operação é necessário entender quais são melhores clientes e mais alinhados com o negócio. Ter os dados dos clientes é fundamental para este trabalho, para evitar que seja apenas empírico. Crie um mapa e pontue algumas pessoas reais.
Feito o mapeamento de clientes reais, é hora de avaliar suas características demográficas e interesses.

Quais são as informações para criar um persona?

O suficiente para encontrar estas pessoas no mercado. Não é necessário detalhar dados que não vão ajudar na segmentação de público.

Conclusão

Trabalhar com pesonas é uma boa prática, mas é opcional. É possível planejar apenas pensando em públicos, ou seja, de forma mais ampla.
Duas personas é uma boa quantidade. Cada nova persona vai exigir mais investimento, tanto em criação quanto na execução das campanhas. Trabalhar com mais personas exige maturidade digital. Personas menos relevantes também serão impactadas pelas campanhas, pois as segmentações nunca são perfeitas.
Separe as campanhas por Persona ou Público. Avalie os resultados. Descarte personas e públicos que não são eficientes e tente outras.
Veja também:
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2019.10.10 19:40 simonekama Automação Instagram para ganhar seguidores no Instagram reais.

Automação Instagram para ganhar seguidores no Instagram reais.
Conheça o segredo para ganhar seguidores no Instagram através de automação e também aprenda a baixar video do Instagram.

Além de seguidores no Instagram, precisa vender mais ?

Confira essas dicas abaixo que vão te ajudar:
Se você tem a impressão que vender no Instagram é algo difícil, fique tranquilo que iremos desmistificar isso pra você.

Os erros cometidos em quem quer aumentar suas vendas no Instagram:

– Somente postar propaganda!
Você transformar seu perfil em um perfil de spam e propagandas sem fim, diminui e muito o alcance do seu perfil.
– Tentar vender sem criar autoridade no perfil do Instagram.
É muito difícil uma pessoa comprar de você se ela não reconhece em você um porto seguro no tema.

Saiba que através de automação Instagram, você pode aumentar seus resultados seguindo alguns passos.

Hoje o Instagram é a maior rede social do mundo , inclusive é a rede que mais cresce em 2019 . Quando se pensa em seguidores para Instagram , automaticamente você já pensa em pessoas famosas , mas , saiba que hoje todo mundo pode ter muito mais usuários acompanhando suas postagens .
Com o aumento de uso da plataforma, aumentou também o número de plataformas que prometem mais seguidores para Instagram e esse post é pra explicar sobre essas ferramentas .
Grande parte delas é baseada em interações , ou seja , você cadastra seu perfil , configura seu público alvo e a partir daí o sistema segue, deixa de seguir e da likes nas postagens do público que você pré determinou , com isso , vários usuários vão retribuindo sua interação e com isso você aumenta seu número de amigos .

A evolução do Instagram

O Instagram costumava ser um aplicativo realmente básico. Você tirava uma foto. Colocava um filtro nela (para ficar mais bonita), e compartilhava com o seu pequeno número de seguidores no Instagram.
Era isso. Nada chique.
Esse já não é mais o caso.
Atualmente, o Instagram possui uma tonelada de recursos.
Quando o Snapchat começou a atrair milhões de seguidores e apps como o Periscope começaram a utilizar vídeos ao vivo, o Instagram teve que se apressar para oferecer esses recursos também.

Uma coisa importante para ter seguidores no Instagram e curtidas, é necessário saber como funciona o algoritmo do Instagram.

Como era antes?

Antes a rede social enviava o seu conteúdo pra todos ou quase todos seus seguidores de maneira até desordenada.
Com isso, os usuários recebiam muitas vezes publicações que não eram do próprio interesse, tornando a rede social muitas vezes enjoativa.

Como funciona agora?

Agora a rede social filtra as postagens de acordo com o seu interesse e você recebe um conteúdo muito mais qualificado de acordo com seus gostos.

E como é determinado o meu gosto pessoal?

De acordo com suas interações no Instagram. Por exemplo:
Você curtiu a postagem de um prato de comida que gostou. Com isso, o Instagram vai entender que você gosta de determinado conteúdo daquele perfil e sempre irá mostra-lo a você.
O inverso também serve, ou seja, se você postar determinado conteúdo e seus seguidores gostarem, ele irá aparecer com mais frequência para eles.

E se determinado usuário não curtir o meu conteúdo, como isso impacta em ganhar seguidores no Instagram?

O Instagram irá determinar que seu conteúdo não é mais interessante para esse usuário e deixar de enviar para ele.

Como melhorar meu algoritmo e ganhar seguidores no Instagram?

Conteúdo é tudo

Desde a difusão do Inbound Marketing, o conteúdo se tornou o centro das ações no marketing digital. Com uma proposta diferenciada do marketing tradicional, o Inbound coloca as empresas como especialistas que compartilham seus conhecimentos. Dessa forma, não é preciso chegar até o público de maneira invasiva.
Mas já que não invadimos o espaço do prospect, como ele chega até nós? A ideia principal é criar um conteúdo de qualidade, 100% adequado ao que o seu público consome pela Internet.
Essa presença não se resume a anúncios diretos com botões de compra ou contato direto com a equipe de vendas. Trata-se de um conteúdo educativo que irá, de fato, ajudar a persona a solucionar uma determinada dor.
É importante aceitar de antemão que o marketing de conteúdo veio com tudo e tomou conta das estratégias de sucesso. E essa mesma lógica também aplicada às redes sociais. Por isso é importante saber como criar conteúdo para o Instagram para atingir os melhores resultados.

Como criar conteúdo para Instagram?

Você já parou para pensar na quantidade de conteúdos que aparecem nas redes sociais todos os dias?
Se você abrir o Instagram agora e olhar com um pouco mais de criticidade, vai entender o que estamos falando.
A quantidade de imagens de produtos e anúncios – fora as fotos de seus amigos, moods, tbts – é absurda.
Agora, o que determina qual post chama mais atenção das pessoas? O que está por trás do contéudo que realmente dá certo no Instagram?
Depois de pensar muito nisso e analisar nossos conteúdos que bombaram, chegamos à seguinte resposta:
Os 3 principais requisitos para um conteúdo que dá certo no Instagram são: objetivo, persona e estratégia.

Aprenda agora a baixar video do Instagram para ter um conteúdo bacana.

Não sabe como pegar a URL da foto ou video para baixar video do Instagram?

É um processo bem simples, abra seu Instagram, vá até a publicação(foto ou video) que deseja baixar, clique na parte superior da propriedade, vai abrir um menu, clique em copiar link. Pronto, agora cole no formulário acima e clique no botão, o sistema vai baixar video ou fotos do Instagram como uma mágica para você.

Stories, foque nos STORIES. Isso vai ajudar muito a ganhar seguidores no Instagram.

Você sabia que o stories é uma função de enorme engajamento no Instagram?
As chances de uma empresa dar certo é pela junção de três estratégias: humor, interação e bons conteúdos.
Se tudo isso estiver, pelo menos, nos stories, seu sucesso já está um passo a frente de ser garantido.
Claro que não é apenas isso, mas se me perguntasse quais as principais formas de conquistar o público, eu apontaria essas três acima.
Um perfil que possui stories interativos e com bons conteúdos tem mais chances de engajamento.
Mas, claro, que toda regra tem exceção!
Outra boa ideia para usar e tornar seu stories mais interativos é fazendo enquetes. As pessoas amam respondê-las e é uma ótima oportunidade de conhecer seu seguidores.
Você pode fazer perguntas sobre eles ou sobre algum de seus produtos ou serviços. Isso vai ajudar bastante seu negócio!
E para não ficar somente nas enquetes para conhecer seu público, teste outras funções, como a perguntas e respostas.

Saiba quais são as principais hashtags do seu negócio para ter seguidores no Instagram.

O Instagram é movido pelas hashtags, por isso, é ideal que você pesquise quais são as principais hashtags relacionadas ao seu negócio. Através delas, poderá saber quais termos colocar em seus posts do Instagram, quais temas abordar e quais são os tipos de posts que mais recebem curtidas e comentários.
A segunda estratégia por trás das hashtags é você procurar por tags que estão relacionadas ao seu perfil. Quando você faz a busca, você encontra termos relacionados ao que procurou, visualiza as principais publicações e as publicações mais recentes.
Por isso, é tão comum que perfis de moda utilizem #lookdodia, #tendência, #fashion e outras hashtags que ajudam a categorizar seus conteúdos, por exemplo — e assim, cada segmento utiliza as tags que melhor se aplicam à sua realidade. Outra novidade é que também é possível seguir hashtags, o que amplia ainda mais as chances de você ser encontrado por meio delas e ganhar curtidas no Instagram.

Como deixar meu perfil bem estruturado para ter seguidores no Instagram:

Perfil de negócios com preenchimento de informações.

Para que o perfil da sua companhia tenha mais chances de se consolidar é importante que esteja modalidade de perfil empresarial. Basta ir até o menu de configurações do aplicativo e mudar o perfil para comercial. Ressalto que para realizar essa mudança é necessário ter um perfil de Facebook para fazer a vinculação. Complete o preenchimento das informações como e-mail, endereço e telefone, algo importante para que seus clientes possam entrar em contato.

Nome curto e marcante.

Quanto mais letras tiver o seu @ mais difícil será para que seus consumidores encontrem o seu perfil. Observe ainda que empresas que possuem nomes muito longos podem não conseguir escrevê-los inteiros por falta de caracteres. Mesmo reduzindo o nome do @ você pode e deve adicionar o nome inteiro da sua organização no campo de nome dos dados a serem preenchidos de maneira que ele apareça em destaque.
Como usar o Instagram no PC e ter mais facilidade de usar certa automação Instagram?

Instagram no PC

Apesar de ter sido originalmente criado para ser utilizado em dispositivos móveis, como já citamos, é possível utilizar em seu computador, na versão desktop. Basta acessar o site do Instagram e navegar entre os conteúdos das pessoas que você segue e tanto gosta de acompanhar.
Diretamente pelo computador você também pode baixar video do Instagram como foi explicado anteriormente e facilitar o desempenho do seu perfil.

O que é o shadowban do Instagram?

O termo “shadowban” existe desde 2006, mas só há poucos anos se disseminou pelo público digital. Por definição, um shadowban é o ato de bloquear o usuário de uma rede social de forma que ele não perceba que foi banido.
Em 2016 o termo começou a ser utilizado em relação ao Instagram e, em 2017, passou a ser mais conhecido pelos marketeiros. Apesar disso, muita gente ainda não sabe o que significa.
O shadowban no Instagram acontece quando seu conteúdo deixa de aparecer em feeds de hashtags, de localização ou até mesmo na aba Explorar. Dessa forma, seus posts só aparecem para as pessoas que já te seguem, o que pode diminuir bastante o alcance e a conquista de novos públicos. Isso faz com que o uso de hashtags estratégicas e localizações caia por terra totalmente, já que ninguém novo vai ser atingido pelos seus posts.

Não confunda com o algoritmo do Instagram

Quedas no alcance e pouco crescimento de perfil também podem estar relacionadas ao algoritmo do Instagram. E você precisa entender bem a diferença entre ele e o shadowban.
Desde junho de 2016, o Instagram vem aperfeiçoando o algoritmo da ferramenta para que os usuários tenham, cada vez mais, experiências melhores dentro da rede social. Isso incluiu, por exemplo, a mudança do feed cronológico para um feed de relevância. Hoje em dia, a gente vê com preferência os posts que mais importam pra gente.

Como funciona a automação Instagram?

Geralmente as ferramentas de automação para Instagram são utilizadas com o objetivo de crescer o número de seguidores.
Entretanto, antes de contratar uma plataforma, é necessário que você tenha em mente que as ferramentas de automação têm como objetivo executar automaticamente tarefas que você perderia muito tempo fazendo manualmente.

Principais vantagens de investir em automações.

  • Conta ativa mesmo quando você está offline
  • Aumento de seguidores muito mais rápido
  • Mais engajamento da sua empresa com usuários
  • Melhora o relacionamento com os seguidores (afinal você irá responder o que eles perguntam rápido, vai poder começar uma conversa, etc.)
  • Fortalecimento da marca
  • Automatizar processos repetitivos que os profissionais de rede sociais costumam fazer manualmente\
Mais vantagens de usar automação Instagram:

Realiza ações repetitivas

Acessar o perfil todos os dias, curtir fotos, comentá-las e enviar agradecimentos aos novos seguidores podem ser tarefas exaustivas e que fazem perder um tempo considerável.
Com o uso de um aplicativo de automação, ele é o responsável por fazer esse tipo de interatividade e deixá-lo livre para outros compromissos.

Atrai novas pessoas ao seu perfil

É um hábito comum entre os usuários do Instagram entrarem no perfil de um novo seguidor, e decidir se o segue de volta. Quando a ferramenta é ativada, ela passa a seguir novas pessoas, que tendem a entrar em seu perfil e por serem pré-dispostas ao que você vende, podem ter interesse em segui-lo.

Otimiza o tempo

O tempo que você gastaria com seguir pessoas, curtir fotos/vídeos e agradecer novos seguidores pode ser aproveitado para outras ações que geram uma série de benefícios ao seu negócio. É uma das vantagens que convencem as pessoas a investirem em uma das ferramentas que gerenciam as contas do Instagram.
Como Usar o Instagram de Forma Profissional?
O Instagram é uma rede social que tem crescido muito para divulgação de produto, aumentar o tráfego de site e de blog. Por isso, é importante trabalhar alguns elementos que fazem com que os seguidores reais encontrem os perfis profissionais que são mais interessantes no momento.
Além disso, para transformar o Instagram em um negócio é crucial usar alguns elementos que despertam o engajamento para gerar maior interação no perfil.
Entretanto, pessoas ou marcas que querem saber como usar o Instagram de forma profissional, precisam conhecer artifícios que ajudam a criar conexão com o Público-Alvo.
No entanto, a automação no Instagram é uma forma de dominar as artes dessa mídia e levar o negócio para um outro nível.
Automação Instagram não é Compra de Seguidores.
Para ter o controle disso, é necessário uma ferramenta de automação no Instagram que pode fazer toda a diferença na estratégia e potencializar o alcance do que se publica.
A grande sacada é uma combinação de um conteúdo excelente e ferramentas de gerenciamento que facilitam e aumentam a produtividade de quem trabalha com marketing nas redes sociais.
Para quem é gerente de contas em uma agência, pequeno empreendedor, influenciador digital ou profissional responsável por gerar resultados com o Instagram, a automatização vai facilitar muito o trabalho.
É muito fácil transformar seguidores em clientes. Mas para isso, além da automação no Instagram, é necessário conhecer as ações de Marketing que vão fazer o Instagram trabalhar automaticamente!
  • Tenha um perfil empresarial;
  • Conheça bem o mercado;
  • Saiba quem é o público;
  • Crie conteúdo relevante para quem vai consumi-lo;
  • Utilize hashtags estratégicas;
  • Conteúdo recorrentes para gerar mais consistência;
  • Valorize o público;
  • Analise as métricas;
  • Parcerias com influenciadores;
  • Transforme seguidores em leads e leads em clientes.
Executar todas essas ações pode ser trabalhoso e demandar muito tempo, que poderia ser otimizado com a ajuda de uma automação no Instagram. Por isso, a automação é recomendável para quem quer ter um bom negócio online usando o Instagram com as estratégias de automação.

Qual automação Instagram vocês do Blog Estratégia 10k recomendam?

O Maisgram oferece um serviço diferenciado para seu Instagram, aumente sua visibilidade para alavancar seu negócio. Nossa ferramenta vai atrair pessoas que realmente se interessam pelo seu perfil, você escolhe o público e ganha muito mais seguidores no Instagram.

Quais funções a automação Instagram Maisgram realiza?

Segmentação de Público.

Utilize Perfis para encontrar seu público alvo. Você pode filtrar ainda mais seus novos Seguidores com nosso filtro por gênero. Ganhar apenas Seguidores Homens, Mulheres ou ambos reduzindo perfis Comerciais.

Direct de Boas Vindas

Configure uma mensagem personalizada para ser enviada a seus novos seguidores. Melhore seu relacionamento com os clientes e consiga ganhar seguidores no Instagram.

Sistema Automatizado para Seguir e Deixar de Seguir.

O Maisgram trabalha por você realizando interações de Seguir e Deixar de Seguir automaticamente.

Relatório Completo de Atividades.

Você pode acompanhar diariamente todas as ações executadas pela nossa plataforma.

Aumente seu Engajamento com Likes e Visualizador Automático de Stories.

Nossa plataforma automatiza Likes em postagens da sua Timeline e também visualiza automaticamente diversos Stories das melhores hashtags brasileiras.

Suporte via WhatsApp.

Converse com um especialista para ampliar ainda mais seus resultados. Nossa equipe é altamente qualificada para solucionar problemas.

Como está funcionando a automação Instagram após as atualizações do Instagram?

No dia 29/05/2019 o Instagram realizou uma atualização na qual se exigiu, da nossa ferramenta, mudanças em alguns procedimentos de trabalho. O Instagram atualizou sua plataforma no intuito de transformar a rede social em uma rede totalmente humanizada. O Maisgram a partir de agora trabalha de forma a priorizar o crescimento de forma sustentável e humana. Mas para isso acontecer e você obter mais resultados, precisará colaborar com a utilização correta do seu perfil no Instagram. No Instagram, contrariamente ao que dizem, NÃO EXISTEM limitações. O que existe é uma inteligência artificial que detecta excessos de determinadas ações e falta de outras, bloqueando algumas partes da sua conta, caso entendam que há necessidade. E como podemos ter mais resultados? Aí vão algumas dicas para que seu Instagram possa ter o máximo de crescimento:
1 – Poste regularmente no Feed e nos Storys. 2 – Participe dos Storys de outros amigos, responda enquetes, faça perguntas de acordo com o tema. 3 – Comente em postagens de seus amigos, claro que sempre de forma humanizada. Comente sempre de acordo com o tema. 4 – Evite Seguir, Deixar de Seguir e Curtir manualmente. O sistema Maisgram já faz isso por você. 5 – Responda sempre os directs enviados pelos seus amigos pra você de forma a não parecer um robô ou spam. Em resumo, quanto mais você realizar as dicas acima, mais humanizado seu perfil estará e o Maisgram poderá trabalhar de forma plena em seu perfil.
6 – Utilize a ferramenta Maisgram para baixar video do Instagram e tenha sempre um ótimo conteúdo. Gostaríamos de frizar que alterações são feitas para manter a segurança de seu perfil e sempre estarmos em conformidade com as diretrizes do próprio Instagram.

E o fim do likes no Instagram? Como funciona essa questão na automação Instagram?

Será o fim dos Likes no Instagram ?

A partir de 17/07/2019 o Instagram iniciou um novo teste no Brasil para ocultar o número de curtidas nas postagens do Feed. Na prática, apenas o proprietário do perfil continuará sabendo quantas curtidas suas publicações receberam. Seus seguidores não terão mais acesso ao número de “likes”. “Não queremos que as pessoas sintam que estão em uma competição dentro do Instagram e nossa expectativa é entender se uma mudança desse tipo poderia ajudar as pessoas a focar menos nas curtidas e mais em contar suas histórias”, disse a empresa em nota oficial. E no que isso impacta a nossa plataforma? A ótima notícia, é que todos os impactos são positivos. Essas mudanças, em conjunto com as mudanças das últimas semanas, tendem a reduzir o número de Seguidores e Likes Fake. Primeiro pela parte técnica de o próprio Instagram estar derrubando esses Seguidores e Likes Fake e segundo pela mudança do comportamento dos usuários que não verão mais necessidade de comprar Likes se o intuito é meramente alimentar seu próprio ego. É aí que os usuários que utilizam o Maisgram ganham, nosso sistema faz você ganhar Seguidores, Likes e Engajamento real e duradouro. Você pode aumentar a visibilidade do seu perfil, melhorar seu relacionamento com seus clientes, expandir sua marca e até vender muito mais. O Maisgram foi desenvolvido pra você que precisa de resultados reais no seu perfil e não números ilusórios e forjados. Essas atualizações não influenciaram na parte de baixar video do Instagram.

Saiba mais sobre as instabilidades no Instagram e o quanto ela afeta na parte de ganhar seguidores no Instagram:

Se você teve problemas com o Instagram nas últimas semanas, fique tranquilo pois este é um problema enfrentado por usuários do aplicativo no mundo inteiro. Problemas como: Bloqueio para seguir pessoas. Falhas totais ou parciais na visualização de storys e linha do tempo. Lentidão de forma geral. Perda enorme e anormal de seguidores reais. Bloqueio para curtir postagens. Exigência para se alterar senha ( mesmo que não usem nenhum tipo de sistema para ganho de seguidores ). Entre outros. O Instagram está sofrendo de uma instabilidade há algumas semanas. Estes problemas estão relacionados aos últimos update em sua plataforma. Não se sabe ainda, quando a situação irá estar totalmente normalizada. Lembrando que o Instagram não costuma mencionar nenhum tipo de problema ou instalidade em suas redes sociais. E também, não costuma emitir nenhum comunicado oficial.

Como uso a automação Instagram e posso ganhar seguidores e também baixar video do Instagram?

CLIQUE AQUI e utilize a automação Instagram, tanto para ganhar seguidores no Instagram, quanto para baixar video do Instagram.

Existe teste Grátis na automação Instagram?

Sim, o Maisgram proporciona um teste Grátis por 3 dias , sem compromisso nem fidelidade nenhuma.
Blog Estratégia 10k.

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2019.10.09 22:32 simonekama Dj para festa profissional e ter o melhor flyer de festa para os convidados.

Dj para festa profissional e ter o melhor flyer de festa para os convidados.
Aprenda como escolher o melhor Dj para festa e ainda ter um flyer de festa de primeira qualidade para seus convidados.

Como escolher o melhor Dj para festa?

Para escolher bem, é necessário se apegar a alguns detalhes:

O contratado tem Dj som iluminação completo?

O principal foco do serviço de DJ para Festa é oferecer um serviço que transformará por completo sua festa. Que conte com ampla experiência na área para entregar um serviço qualificado e à sua altura. Se o que deseja e procura é um DJ para Festa acima da média, o Dj precisa ter som e iluminação completa.
Temos o DJ som iluminação que atenderá todas suas necessidades, adaptando-se às suas preferências e gostos, sobretudo para oferecer o que há de melhor em DJ para Festa. Para que sua festa esteja completa, temos uma variada lista de músicas, dos mais diversos estilos musicais, não à toa nosso DJ para Festa é um referencial no mercado.
Pergunte sempre se quem você for contratar, possui os serviços de dj som iluminação e quais irá levar no dia do evento. Já deixe tudo programado!

Repertório.

O Dj que for contratar precisa ter repertório amplo, não só para as músicas que você determinou antes, mas ter também alguma variação caso surja alguma pequena mudança no andamento do evento.

REPERTÓRIO MUSICAL

Isso é muito pessoal e não há regras, já que depende do perfil, gosto e personalidade cada casal. Além da proposta de cada casamento também. Explico: geralmente na reunião inicial com os noivos o desenho do repertório musical já começa a ganhar vida. “É a música X que não pode faltar, aquele gênero musical que ele detesta e etc… Procuro me adaptar a cada estilo de festa. O DJ deve fazer a leitura correta dos convidados. Num casamento existem gerações diferentes, ao contrário da festa de aniversário.

Estilos que o Dj som iluminação precisa ter:

Anos 60:

No Brasil tivemos: Os “Anos Dourados” onde surgiram três grandes estilos musicais: a bossa nova (com Tom Jobim e Vinícius de Moraes), as músicas sociais dos festivais (músicas como: Disparada, Travessia, A Banda, Alegria Alegria) e o rock da jovem guarda (o ritmo ie ie ie de Roberto Carlos, Erasmo Carlos e Vanderleia). No mundo temos: O som da Motown (com Jackson’s Five, Diana Ross, Lionel Richie, Marvin Gaye, Steve Wonder e entre outros); A música soul, com grupos como The Supremes, The Temptations, James Brown e Aretha Franklin; O “Surfing Music” (com Beach Boys); O Rock and Roll ganha popularidade (Elvis Presley); Surgem fenômenos britânicos como o conjunto The Monkees, The Rollings Stones e The Beatles – que em 1967 lançam aquele que é considerado o melhor álbum da história: Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band; Surgem músicas de protesto, com Bob Dylan, Joan Baez entre outros. Em 1969 ocorre o Festival de Woodstock, nos EUA, com apresentações ao vivo de Jimi Hendrix, Janis Joplin, Creedence Clearwater Revival, The Who, Sly and Family Stone, Carlos Santana, entre outros lendários do rock clássico.
Dj para festa profissional que possui todo tipo de repertório e anima a galera!
Você sabia que os principais motivos pelo qual baladas top não conseguem vencer as barreiras de custar caro está no que eles acreditam?
Quando baladas top desejam conseguir ampliar as vendas, existe uma tendência, na natureza humana, de pensarem mais nas dificuldades disso, ou seja, baladas top, mas flyer de festa não são assim tão complicadas quando se tem o caminho certo a seguir!
Aproveite as oportunidades. flyer de festa é um mundo vasto de informações, e você, como local para comer bem pode se beneficiar disto, aprendendo em dj som iluminação como essas e ver muito, mas muito mais nesse promotor de eventos aqui em nosso portal.
SOM
Sonorização completa do evento seja ele som ambiente, balada ou banda. Temos tudo que você precisa.

Anos 70:

Foi a última década do período classic rock. É também conhecida como a “Era da Discoteca“, devido ao surgimento da disco music. Surgiu também nesta década o movimento punk.

A era Disco:

Um estilo de música extremamente dançável e popular até hoje! Inicialmente ouvido em casas noturnas, chamadas de discotecas, onde os dançarinos eram atraídos por música mecânica pré-gravada e incessante iluminação altamente elaborada.
Foi uma era marcada por artistas nacionais, como:
  • ABBA
  • Bee Gees
  • Donna Summer
  • Olivia Newton-John
  • Barry White
E diversos outros artistas que um Dj festa retrô flashback precisa ter.
Tivemos também o rock muito bem lembrado nos anos 70, com bandas como:
  • Dire Straits
  • Eric Clapton
  • Queen
  • Kiss
E outro estilo que faz muito sucesso em festas anos 70, é o Soul e Black Music.
Muitos artistas fizeram sucesso na época também como:
  • Chic
  • Jimmy Bo Horne
  • Tim Maia
  • The Gap Band
  • James Brown

Possuímos Dj festa retrô flashback especializados em anos 60 e 70.

Anos 80:

A primeira metade dos anos 80 trouxe o sucesso das bandas Góticas na Inglaterra. Se destacaram bandas como The Cure e The Smiths.
Nos EUA, por sua vez, a primeira metade dos 80 foi caracterizada principalmente pela ascensão do Rock New Wave, uma vertente mais “Pop” e não tão pesada e agressiva.
Na segunda metade da década, houve uma maior diversificação dos gêneros, onde se difundiu o Flash House, Miami e entre outros.
Muitos artistas fizeram sucesso como:
  • Michael Jackson
  • Madonna
  • Kenny Loggins
  • Cyndi Lauper
  • George Michael
  • Pet Shop Boys
No Brasil, o estilo Trash e o Rock também estiveram muito vivos com bandas como:
  • RPM
  • Legião Urbana
  • Paralamas do Sucesso

Os anos 80 são mais uma década na qual o nosso Dj para festa retro flashback sabe tudo e mais um pouco. Vamos para os anos 90…

Anos 90:

Essa é uma época em que fizeram sucesso diversos estilos:
  • Grunge Rock
  • Trash
  • House Music
  • Miami Music
  • Funk Music
  • Lambada
  • Sertanejo
  • Pagode
  • Romântico
  • Pop Boys Band
  • R&B
Para uma festa Flashback, existem alguns estilos que o Dj para festa retrô flashback considera mais dançante e animado. Vamos deixar alguns exemplos de artistas que costumam empolgar mais a pista de dança:
  • Snap
  • Corona
  • Depeche Mode
  • Whitney Houston
  • Dj Bobo
  • Shakira
  • Double You
  • Ace Of Base
PROJEÇÃO
Diferentes tipos de projeção para diferentes necessidades. Ela pode ser em um bolo, uma tela, uma parede inteira ou ate mesmo em uma fachada, o importante é imergir seus convidados no ambiente sonhado.
Porém, como toda categoria, há especificidades de som e iluminação essenciais para o sucesso de uma festa. E quando dizemos sucesso, falamos de sintonia, leveza, euforia. É o entretenimento em sua plenitude. Por isso, é preciso pensar em cada detalhe:localização da pista de dança
equipamentos
repertório musical
jogo de luzes
recursos de entretenimento
atração especial
  • Referências sobre o Serviço
Sempre que puder procure o máximo de referência sobre o profissional em que esta contratando, Ao receber uma indicação de algum conhecido que já teve a oportunidade de conhecer o trabalho daquele profissional fica mais fácil para depositar sua confiança, mesmo assim procure suas próprias referências, se o profissional te oferece informações claras sobre o que ele esta lhe oferecendo, no caso dele ter um web site procure fotos de serviços, vídeos de festas feitas por este profissional, tente ver o máximo de informações possíveis pois são elas que irão lhe passar segurança no profissional que procura.
  • Contratando o Serviço
Sempre que puder exija um contrato entre você e o prestador, conheça antes o profissional que irá lhe atender, se possível marque uma visita para conhecer os equipamentos ou visitar o show room se disponível, assim você pode ter maior segurança e conhecer o que estão lhe oferecendo. No contrato deve conter todos os itens que o mesmo lhe passou no orçamento e todas as demais informações acordadas entre as partes, peça que o mesmo visite o local com antecedência a festa para ver o espaço e suas características podendo assim indicar o melhor equipamento a ser usado.

Anos 00:

Hoje, os anos 2000 já são considerados Flashback e tanto de nós olhamos pra isso e pensamos: “Como passou rápido!”
Pois é, os Anos 00 também tiveram diversos estilos musicais dividindo holofotes, porém, assim como nos anos 90, o Dj para festa retrô flashback considera alguns mais dançantes e animados.
Exemplos:
  • Daft Punk
  • Benny Benassi
  • Gigi D`Agostino
  • Magic Box
  • Lasgo
  • Spice Girls
Como você pode ver, um Dj festa retrô flashback precisa ter amplo conhecimento do que tocar em sua festa Flash e com certeza o Baladas SP Djs, são a melhor escolha.
Possuímos equipe de Djs especializados em festas de casamentos e repertório variado com mais de 50.000 músicas em vários ritmos musicais como os clássicos dos anos 70,80,90, Flash Back, Rock, Pop, Eletrônica, Raggae, Disco, Regional, Atual, Ambiente, Rap, Latina, Jazz, Étnica, Country, Popular, Brasileira, Fado, Hip Hop, Samba, Jazz, Tango, Axé, New Age (Enya), Black , MPB, Sertanejo, Gospel, Funk, Valsa, Dance Music, Forro, Lambada, Pagode, Xote entre outros.

CONTRATANDO UM DJ PARA FESTA DO BALADAS SP, VOCÊ GANHA UM FLYER DE FESTA PARA VOCÊ ENVIAR PARA SEUS CONVIDADOS.

E se você na verdade possui um bar ou balada e precisa de um flyer de festa para divulgar sua agenda da semana?

Flyer de festa padronizado para melhorar a identidade visual da balada.
A Rush Eventos executa criação de artes em altíssima qualidade para melhorar a comunicação do seu negócio com seu público.
Desenvolvemos Logotipos, Web Flyers, Flyer de Festa, Artes padronizadas para linha do tempo e stories no Instagram, Facebook e WhatsApp, Video Flyers e Video Stories para as redes sociais, além de Video Cardápios.
Porém, qual o tamanho ideal de um flyer? Nessa hora a simplicidade conta bastante, pois não será o tamanho do flyer que fará a diferença, e sim o formato do flyer, seu título e o seu conteúdo, que devem chamar atenção do leitor naquele único e precioso instante visual. Portanto, qual o tamanho ideal de um flyer? Não existe! O que existe é sua criatividade para torná-lo ideal. O que existe são padrões muito usados de tamanhos como A6 (148x105mm), A5 (148x210mm) e A4 (210x297mm) e desses o mais comum para imprimir flyers é o tamanho A5.
Dessa forma, criar um flyer requer um conteúdo inteligente, com objetividade, imagens e linguagem adequada ao público-alvo. Investir na impressão de flyers é outro ponto crucial. O formato do flyer deve estar alinhado, e de preferência composto por material de alta qualidade, a fim de criar destaque e atrair a atenção dos interessados. Assim, imprimir flyers é uma tarefa importante, e deve ser levada em consideração para a divulgação do seu evento, promoção e negócio.

Conteúdo simples

Você gosta de flyer de festa? Mas gosta MESMO? Então, este artigo é para você!
Como flyer de festa pode revolucionar o mundo em que vivemos? Pelo menos na nossa área? Já imaginou? Seus filhos e netos falando sobre quando você ajudou muitos baladas top?
Escute os que estão a mais tempo no assunto sobre flyer de festa.
Enfim… conseguir ampliar as vendas é bom e todos gostam. Este é o momento de aprender definitivamente o que fazer quando nos deparamos com custar caro.
Você não terá muito espaço, portanto, você precisa ser o mais limpo e claro possível. Por exemplo, o cabeçalho deve ser curto, mas atraente, a fim de atrair a atenção do cliente. É preciso prestar muita atenção ao cabeçalho. Na maioria dos casos, o cabeçalho é o elemento mais importante do folheto, pois definirá a vontade do cliente de comprar seu produto ou recusá-lo.

Músicas interpretadas pelos artistas queridinhos do casal

Você ama David Bowie e Tim Maia e não abre mão de ouvir as músicas desses artistas cantadas por eles mesmos? Essa é mais uma das vantagens de contratar um DJ para sua festa: as canções tocadas por eles são interpretadas pelos artistas originais.
DJ X Banda
Uma das maiores preocupações dos noivos é com o aumento de gastos em um casamento, ainda mais quando imprevistos podem aparecer a qualquer momento.
A opção financeira entre DJ ou banda para o casamento pode ser daquelas escolhas que fazem a diferença. Além dos valores, deve-se levar em conta o número de integrantes. Uma banda com certeza terá mais de 1 pessoa, o que pode acarretar no aumento de valor pago ao buffet.
A escolha de um DJ para casamento indicado pela casa de festas pode deixar o orçamento mais em conta, quando um pacote pode ser negociado.
Geralmente, os noivos que optam por fazer tudo em um lugar só possuem maior poder de barganha. É possível negociar valores não somente com a casa de festas, mas também com o DJ.
Um bom DJ pode ajudar na escolha da música
Depois de definido quem irá tocar na festa, o importante será manter a pista de dança sempre cheia. O casal deve aproveitar esse momento de definição do repertório para pedir as músicas que são importantes e indispensáveis para fazer da festa um momento ainda mais inesquecível.

Como contratar um dj para festa do Baladas SP?

CLIQUE AQUI e saiba mais!
E como contratar um flyer de festa profissional para meu bar?
CLIQUE AQUI e obtenha um orçamento.
Blog Estratégia 10k.

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2019.10.04 21:15 Pacs_1 Por que os propagadores do discurso de direita são roquistas?

tl;dr: talvez fatores estilísticos e sociais.

Repare que o inverso não é verdade , nem todos "roquistas" são de direita. Mas a maioria dos haters da direita são roquistas. Nando Moura, Caio Copolla, Eguinorante - e várias páginas de FB - exaltam o "rock de macho" em oposição a outros gêneros musicais. Por outro lado, influenciadores da esquerda, apesar de muitos gostaram do gênero, não vestem a camisa do rockism. Por que isso acontece?

Tenho algumas hipóteses. Acho que a mais basal é idealização do masculino que esse gênero cria. Em nossa realidade pós-moderna, o estereótipo de homem de forte, sagaz, inabalável e viril, cada vez mais divide espaço com uma masculinidade mais franca e saudável. Acontece que alguns homens enxergam adotar essas mudanças como um sinal de fraqueza. Então faz sentido que conservadores anseiem por resgatar um estilo de empoderamento das "qualidades masculinas".

Além disso, especialmente no Brasil, os fatores étnico-sociais são muito relevantes. Convenhamos, se você abrir o Spotfi agora e olhar os últimos lançamentos de Rock e comparar com os do Funk verás evidentemente a diferença na origem social dos artistas. Olhando em retrospecto, nas últimas décadas, o rock deixou de ser o estilo musical mais popular sendo substituído por estilos da periferia (Hip-Hop, Funk e Sertanejo). Ou seja, o gênero que outrora , indiretamente, compartilhavam valores da elite, não tem mais o alcance de tempos passados. Não a toa a existência da necessidade de elevar o rock à uma categoria "mais intelectualmente valorosa", o que, logicamente, não é verdade - existiram obras fenomenais tão como supérfluas e medíocres, e isso acontece em todos os gêneros.

Particularmente, apesar do rock ser o estilo que mais ouço, não entendo a obsessão que algumas pessoas tem com o gênero, como se ouvir outro tipo de música te fizesse inferior de alguma forma.

Mas isso é só que eu penso, e vcs?
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2019.09.16 20:39 luizahelenita Ganhar seguidores no Instagram brasileiros através de sistemas.

Ganhar seguidores no Instagram brasileiros através de sistemas.

Ganhar seguidores no Instagram brasileiros através de sistemas.

Ganhar seguidores no Instagram brasileiros com plataformas de automação é muito melhor do que comprar fakes.
Por quê utilizar o Instagram hoje como principal rede social?
Os números do Instagram surpreendem demais, olhe abaixo:
Muito por que os números do Instagram não param de impressionar:
  • Em 2019, o aplicativo de fotos atingiu a marca de 1 bilhão de usuários, passando à frente do Twitter.
  • As postagens no Instagram conseguem 58% a mais de engajamento do que as do Facebook.
  • O país com o maior número de usuários é o Estados Unidos, seguido do Brasil .
  • São feitos mais de 80 milhões de uploads de fotos por dia
  • 70% dos usuários checam seu perfil 1 vez ao dia e 35% várias vezes ao dia.

Mais interações em seu perfil.

Basicamente, para ganhar seguidores, curtidas e interações de forma geral em seu Instagram utilizamos uma estratégia de “dar para receber”.
Ou seja, você interage primeiro e as pessoas retribuem depois. Então uma forma de se alcançar mais seguidores, curtidas e interações é você seguir pessoas, curtir postagens e interagir manualmente com usuários.

E qual o problema disso?

O grande problema disso tudo é que se você tem mais de um perfil ou não tem tempo para dedicar 24h do seu dia para o Instagram, você acaba deixando muitas oportunidades de lado.
Então, pra atingir a plenitude de seu perfil, o ideal é que você automatize algumas funções e tenha seu tempo livre pra gerar um bom conteúdo.
Lembre-se que o seu público irá interagir se gostar do seu post, dessa forma, o seu post tem que acrescentar algo a mais ou se ele for útil de alguma maneira.
Portanto, mesmo que se trate de uma rede social, é de grande valia que você ofereça o melhor conteúdo possível para o seu público, ele tem que ter qualidade e ser interessante, dessa forma será capaz de atrair mais pessoas e estimular maiores interações.

Tenha um estilo definido de conteúdo.

Coisas como usar sempre o mesmo filtro pra manter uma unidade de cor, pensar nos tipos de conteúdo (como por exemplo fotos de comida, paisagens, decoração, look do dia e assim por diante) e entender a sua linha editorial é o que vai fazer você ter um feed padrão. Se você curte fotos minimalistas, aposte nelas.

Conteúdo relevante:

  • Fotos de qualidade.
  • Poste com frequência.
  • Varie seu conteúdo entre linha do tempo e stories.
  • Evite excesso de propagandas.
  • Vá além do comum, seja criativo.

Não Publique em Excesso na linha do tempo.

Vale lembrar que você não deve fazer publicações em excesso. Então, qual seria a quantidade de vezes ideal para se postar no Instagram ao longo do dia? Nós recomendamos a frequência semanal de 3 a 4 posts.

Use os Stories.

Para os Stories, recomendamos que você poste todos os dias.
Crie enquetes e postagens que exijam a participação dos outros usuários para aumentar seu engajamento.
Participe dos Storys de outros amigos, responda enquetes, faça perguntas de acordo com o tema.

Uso dos Directs.

Responda sempre os directs enviados pelos seus amigos pra você de forma a não parecer um robô ou spam.

Como utilizar o gatilho mental da curiosidade para trazer clientes ao seu perfil e aumentar seus seguidores Instagram.

A teoria do intervalo de informação, de George Loewenstein, afirma que quando existe algo que não sabemos porém queremos conhecer, somos fortemente motivados a encontrar a resposta.
E a busca por essa informação, ativa partes de nosso cérebro relacionadas ao prazer!
Se o seu seguidor sentir que precisa daquela informação que só você vai dar, não tenha dúvidas, ele irá atrás para consegui-la.
E o Instagram é uma ótima ferramenta para aguçar os sentidos. Principalmente o da visão!

Use as hashtags de forma correta para ganhar seguidores Instagram.

Se você usar hashtags comuns como #amor #felicidade e #selfie, algumas pessoas irão visualizar o seu post, mas não serão as pessoas que você quer atrair.
Se o seu objetivo é como ganhar seguidores no Instagram que tenham a ver com seu público-alvo, é preciso pensar nas hashtags que mais combinam com ela.

Compartilhe conteúdo de outros perfis do seu nicho.

Compartilhar conteúdo de seguidores, parceiros ou de influenciadores no seu nicho dando os devidos créditos é uma boa forma de se aproximar de perfis importantes. Além disso, há a possibilidade de seu Instagram ser mencionado por esses perfis dos quais selecionou uma foto.

Esteja presente na rede.

A sua presença nas redes sociais é importantíssima na hora de manter o público interessado no seu conteúdo. De nada adianta você seguir todas as dicas, postar fotos incríveis, fazer os melhores comentários e só abrir o Instagram uma vez por semana. Interaja com seus amigos pra aumentar seu engajamento.

Faça conteúdo patrocinado no Instagram.

É possível acelerar seu processo de ganhar seguidores no Instagram por meio de campanhas de marketing na rede social. Nesse sentido, dá para criar conteúdo só para anúncios ou patrocinar conteúdo já existentes no feed e no stories.

Qual a diferença entre ganhar seguidores no Instagram brasileiros reais ou compra de fakes?

Buscando resultados instantâneos muitas empresas e perfis comerciais acabam comprando seguidores no Instagram. Contudo essa aquisição não é algo vantajoso e ainda pode oferecer muitos riscos, prejudicando a imagem do seu negócio.
Ao comprar seguidores você corre o risco de atrair uma série de contas fakes para seu perfil. E isso, além de ir contra as políticas do Instagram, pode prejudicar sua imagem diante dos consumidores reais. Afinal quem gostaria de interagir com uma página com comentários e curtidas de perfis falsos?
Você pode obter um resultado muito melhor utilizando programa para ganhar seguidores no Instagram como plataformas de automação.
Elas executam determinadas funções para facilitar o seu trabalho e não ter necessidade de você gastar seu precioso tempo com partes burocráticas.
O sistema que nós do Blog Estratégia 10k recomendamos, é o Maisgram. Ele é o sistema mais eficaz para obter resultados.
O Maisgram oferece um serviço diferenciado para seu Instagram, aumente sua visibilidade para alavancar seu negócio. Nossa ferramenta vai atrair pessoas que realmente se interessam pelo seu perfil, você escolhe o público e ganha muito mais seguidores no Instagram.
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Utilize Perfis para encontrar seu público alvo. Você pode filtrar ainda mais seus novos Seguidores com nosso filtro por gênero. Ganhar apenas Seguidores Homens, Mulheres ou ambos reduzindo perfis Comerciais.
– Visualização automática de Stories pra melhorar o engajamento.
O Maisgram visualiza automaticamente diversos Stories das melhores hashtags brasileiras.
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A plataforma automatiza Likes em postagens da sua Timeline.
– Mensagem de boas vindas para seus novos seguidores.
Configure uma mensagem personalizada para ser enviada a seus novos seguidores. Melhore seu relacionamento com os clientes.
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Você pode acompanhar diariamente todas as ações executadas pela nossa plataforma.
Todas essas funções ajudarão seu perfil a turbinar o alcance da sua rede social.

Quais os resultados que o Maisgram para ganhar seguidores no Instagram proporciona?

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Fuja dos fakes!

Com o Maisgram eu estou comprando fakes?

De jeito nenhum. Com o sistema Maisgram para ganhar seguidores no Instagram brasileiros não trabalhamos dessa maneira e não recomendamos essa prática, pois no fundo você estará se enganando, criando uma base de seguidores spam e likes “fake”. Outra razão é que de tempos em tempos o Instagram simplesmente apaga todas as contas spams e você perderá todos esses seguidores e likes “fake”.

Preciso passar minha senha para a plataforma de ganhar seguidores no Instagram brasileiros?

Sim. Para iniciar o uso do sistema Maisgram para ganhar seguidores no Instagram brasileiros é necessário você passar seu login e sua senha. O sistema é totalmente seguro, possuímos um sistema criptografado ssl em nosso servidor.
Quando encarado como parte do trabalho de marketing, um perfil no Instagram cresce e traz excelentes resultados! Afinal, é uma ferramenta que permite ser mencionado, criar relacionamentos, conhecer melhor sua audiência, inspirar e criar oportunidades.

Existe teste grátis no sistema para ganhar seguidores no Instagram brasileiros Maisgram?

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Blog Estratégia 10k.

seguidores instagram
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2019.06.21 20:42 JesseAmaro77 SCUM - Atualização Maneater (+ WIPE)

SCUM - Atualização Maneater (+ WIPE)
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Postado em 21 DE JUNHO de 2019 por WONDERWE1SS
Tradução: ✪ G.H.O.S.T ✪ #4225 - Jessé Amaro da Costa
Post Original: https://steamcommunity.com/games/513710/announcements/detail/1616144864285230751
Grupo SCUM BRASIL OFICIAL - facebook.com/groups/scumbrasil
Discord: https://discord.gg/NpbdQne
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https://preview.redd.it/48jfc5vfmq531.png?width=676&format=png&auto=webp&s=220f059293673c7b75130ab2c50dd919a73e46f3

Olá amigos e amigas!!

A hora da atualização Maneater finalmente chegou e estamos muito animados para mostrar a você o que estávamos trabalhando!

IMPORTANTE: como já anunciamos antes, haverá uma limpeza (wipe) total de tudo, então esteja pronto para isso.

Para começar, confira nosso novo trailer da atualização do Maneater! Há rumores de que uma versão sem censura existe em algum lugar da internet. No entanto, é em um desses sites que devs nunca se atrevem a visitar, então você está por conta própria quando se trata de encontrá-lo! Se você conseguir encontrá-lo de qualquer maneira, avise-nos para que possamos ligar para sua mãe.

https://www.youtube.com/watch?v=uEfSnxaNXQ0

Personagens Femininos


Vocês pediram e nós ouvimos! Hoje você irá receber a primeira versão dos personagens femininos no SCUM! Por favor, tenha em mente que esta é apenas a primeira versão e continuaremos a trabalhar nelas à medida que formos!

Aqui estão alguns pontos que você também deve estar ciente:

  • Assim como nossos prisioneiros do sexo masculino têm um controle deslizante de pênis, nossas prisioneiras têm um controle deslizante de peito. Isto funciona da mesma maneira para ambos.
  • No momento ainda não há tatuagens em nossas senhoras! Não entre em pânico, porque estamos adicionando-os o mais rápido possível, o tempo não estava do nosso lado e tivemos que priorizar!
  • Por enquanto você tem 3 variantes de cabeça para escolher!
  • Há também algumas coisas realmente interessantes que gostaríamos que você descobrisse por si mesmo!

\"Você não pode sentar com a gente!\"

Otimizações


Nós trabalhamos muito neste departamento também e aqui está o que fizemos:

  • Depois de toneladas de perfis de servidores e clientes, conseguimos encontrar os maiores produtores de lag e assassinos FPS.

  • Você será capaz de notar o aumento de FPS em cidades maiores e as quedas de FPS devem ser mínimas a partir de agora, já que centenas de objetos estão sendo muito melhor processados ​​e carregados do que antes. Jogadores com CPUs mais lentas e melhores GPUs devem sentir a maior diferença.

  • Nós cuidamos dos congelamentos aleatórios conforme melhoramos nosso fluxo, então quando você vai para outro sector ou você está apenas entrando em uma cidade, deve ser muito mais suave.

  • Virtualização de itens 2.0! Os maiores produtores de lag eram itens no servidor, pois eles eram mal-gerenciados e causavam impacto no servidor, mesmo se estivessem inativos. Agora, com o retrabalho do inventário, recomendamos que você armazene seus itens em baús e outros recipientes. O servidor em que você joga será grato.

  • Replicação de Objetos! Nossos testes mostraram um aumento de 400% de FPS nos servidores e isso deve resultar em um atraso mínimo e sessões de jogo agradáveis ​​com 64 jogadores!

Construção de Base



A primeira versão das construções de base permitirá que você construa suas próprias bases com defesas simples e alguns itens funcionais. Nas próximas semanas, adicionaremos muito mais itens funcionais para construir dentro de suas bases, como geradores e bancadas de trabalho.

• Todas as portas que você construir são automaticamente reivindicadas por você e não podem ser reivindicadas por outros jogadores.

• Todo elemento de base que você cria é de sua propriedade. Interações disponíveis apenas para proprietários como abrir / fechar portas, colocar travas e elementos destruidores com uma ferramenta também estão disponíveis para os membros da equipe.

• Para a primeira versão, desativamos a construção em cidades, bases e áreas mais habitadas como visto no mapa em anexo. Com o tempo, vamos permitir mais liberdade na construção, mas sempre mantendo o equilíbrio do jogo em mente!

\"Bata antes de entrar\"

\"Mantenha os vizinhos intrometidos fora do seu quintal.\"

Uma casa de férias para toda a família ...

... vamos ver quando essas crianças tentarem escapar daqui.

https://preview.redd.it/we07np7i8r531.png?width=1024&format=png&auto=webp&s=4d32beaa499b391c782ae1ea923df12769697c1a
Voce pode construir no espaço vermelho!!

Novo Inventário


Adivinha! Nós revisamos o sistema de inventário!

A maior parte foi modernizando o sistema para melhor acomodar os novos requisitos relacionados a inventário. Isso também significa que nossa equipe de programação terá muito mais facilidade em implementar as coisas a partir de agora. Ele também traz otimizações massivas relacionadas ao inventário do personagem e dos carros, bem como um novo design da GUI. Sem estragar demais - fique atento a mais guloseimas relacionadas ao inventário!

• Graças ao novo Ul, você agora pode filtrar itens próximos: roupas, alimentos, bebidas, armas, ferramentas e medicamentos.
https://preview.redd.it/btv9oepqrq531.png?width=418&format=png&auto=webp&s=07d03a0e538cfca68ae583ea4ec6357d4afaefd3

• Cada item de vestuário tem agora uma representação visual adequada de quão bem ele mantém o calor, o quão molhado está e o limite de peso do item de vestuário.

https://preview.redd.it/55hf1gptrq531.png?width=238&format=png&auto=webp&s=234f6f1198be6a7e23e42292b656e7c64543aa4c
• Infelizmente, devido a algumas complicações imprevistas, não foi possível adicionar a opção de rotação de itens neste patch, mas prometemos adicioná-lo o mais rápido possível.

Frescos como os biscoitos da vovó.

Reparo dos Veículos


• A partir de agora você também pode reparar seus veículos com uma caixa de ferramentas. Você pode reparar 10% de cada vez ou reparar tudo.

• 10% = 10 usos da Toolbox.

https://preview.redd.it/64ej5j50sq531.png?width=1119&format=png&auto=webp&s=9c74f63def5871f0a1b9c88fb7fd752c324a2d7d

Barbas e Cabelos


Bem, você sabe, são os cabelo e barbas, e agora eles podem crescer, ir à escola, se casar, sair, e então eles deixam você sozinho com um ninho vazio e um buraco no seu peito. Ok, não realmente. Eles apenas crescem.

• Cada cabeça tem seu próprio penteado.
• Demora cerca de 20 horas de jogo para aumentar o cabelo e a barba até ao seu comprimento máximo.
• Você pode cortar seu cabelo / barba em 10% e repetir isso até obter o comprimento desejado.
• Não se preocupe, você pode optar por cortar completamente seu cabelo ou barba ou ambos, se quiser.

Você perdeu irmão?

Missões


Estamos introduzindo nosso novo sistema de missões! Estamos começando com algumas missões tutoriais para que os recém-chegados ao gênero de sobrevivência possam aprender as cordas.

• As missões do tutorial podem ser iniciadas pressionando o botão "Track" na aba do diário
• Planejamos adicionar diferentes tipos de missões com vários requisitos no futuro próximo:

  • Missões de Localização
  • Missões de Nível de habilidade
  • Missões de equipe
  • Missões de tempo Limitado
  • Missões de NPC

• Por favor, não se esqueça que estamos sempre abertos a sugestões, por isso, se tiver alguma, informe-nos nossos fóruns! Estamos sempre assistindo!

https://preview.redd.it/u9l7bib6sq531.png?width=1121&format=png&auto=webp&s=6845b0c2f70ec38400736c22d9e06176b4e0f7b2

Discoteca e SafeZones


AS ZONAS SEGURAS (Safe Zones) ESTÃO EM FUNCIONAMENTO! E que melhor maneira de abri-las do que com uma festa?

"Espere, há muito para implementar e eles adicionaram uma maldita discoteca para todas as coisas?"
Se essa é a sua pergunta, você provavelmente é novo aqui. Não se preocupe, vamos alcançá-lo!

Vocês me encontrar aqui!

Desculpe, apenas para VIP!
Este setor está mais seguro que nossos servidores!

As zonas seguras são chamadas dessa forma por um motivo. Se você está em uma zona segura, você não pode ser morto de qualquer maneira de dentro ou de fora e você também não pode matar ninguém em uma zona segura.

Ahh, a música que você ouvirá lá embaixo é fornecida por nossos amigos incríveis da F.O.R.M !!

Siga-os no YouTube e no Facebook [www.facebook.com]

Castelos


Nossa equipe de arte fez outro castelo. Não temos certeza de qual é o problema deles. Eles têm trabalhado muito duro, então pode ser que eles estejam sonhando em construir castelos de areia em praias exóticas ou eles apenas gostam de brincar com casas de bonecas. De qualquer forma, é muito legal e você deve ir lá para uma visita!

https://preview.redd.it/52fjty7ntq531.png?width=898&format=png&auto=webp&s=2803bb6865b4a722a3cbbbcedacff89ec183a4eb
https://preview.redd.it/4r1mz02qtq531.png?width=894&format=png&auto=webp&s=49c6dad3fc12797b2631182bf9822aa571c5e0f0

Correões de BUGs


• Corrigido um bug onde o jogador não conseguia mirar de M9 enquanto caminhava.
• Corrigido um bug onde se você estivesse usando um chapéu em primeira pessoa, não renderizaria a sombra.
• Corrigido um bug onde os sons da chuva desapareciam.
• Corrigido um bug onde os sons de queda não tocavam no multiplayer.
• Corrigido um bug onde o jogador continuaria a nadar em águas rasas
• Corrigido um bug onde você se afogaria enquanto sua cabeça estava acima da água
• Corrigido um bug em que o áudio subaquático ainda tocava ao sair do menu principal.
• Corrigido um bug onde os jogadores podiam saltar sobre janelas que tinham algum tipo de barricada

Correções de Ativos e Adições de Jogabilidade


• Os AirDrops não devem mais ficar dentro das bases.
• Os jogadores vão nascer fora das bases.
• Cortar árvores agora gera mais logs (troncos).
• Reduzida a taxa de spawn de itens de Natal.
• As informações do arco agora serão exibidas na seção 'mãos' e 'coldres'.
• Partículas de impacto agora têm uma melhor visibilidade em distâncias maiores
. Nós aumentamos o número de veículos para 64.

Quadrinhos


Hora cômica! Para quem acabou de sintonizar, aqui está uma lista das edições anteriores:

E aqui está a mais nova adição:


https://preview.redd.it/hvf48o4nsq531.png?width=549&format=png&auto=webp&s=64dcfaa2bd5d0304d40306d92b7016223e018cec
Obrigado à todos por estarem aqui e tenham uma boa semana!!

Olá!





É por isso que defini um período em que o preço atual será mantido, para maximizar o fluxo atual de novos Ativos Humanos, no texto do criador deste post:

Já mencionamos que com a nova atualização o preço total aumentará, mas mudamos de ideia. Temporariamente. Por um certo tempo, você poderá comprar o nosso jogo com a atualização do Maneater por 20$

Esta também será minha última mensagem através do canal oficial, já que outras intrusões são consideradas altamente desaconselháveis. Por enquanto ...

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Postado em 21 DE JUNHO de 2019 por WONDERWE1SS
Tradução: ✪ G.H.O.S.T ✪ #4225 - Jessé Amaro da Costa
Post Original: https://steamcommunity.com/games/513710/announcements/detail/1616144864285230751
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2019.04.18 06:42 trafans Assexualidade

Vejo que mesmo aqui pouco se fala sobre esse assunto. Mais algum assexual por aí? Ou alguém querendo aprender?
O que é assexualidade? Bom, não há um entendimento único e universal, mas no geral entende-se como a ausência de atração sexual ou a falta de interesse em práticas sexuais com outras pessoas (não decorrente de problemas médicos, psiquiátricos, reações a medicamentos, etc.).
O que não é assexualidade? Como dito, consequências de transtornos (como transtorno do desejo sexual hipoativo) ou tratamentos médicos (antidepressivos são conhecidos por afetar a libido), celibato ou abstinência sexual (que são atos voluntários, muitas vezes motivados por questões religiosas), frescura/medo de sair do armário como homo/uma fase/falta de conhecer a pessoa certa/trauma/não ter feito um sexo bom/etc (falar que é "uma fase" é o maior clássico).
Quantos assexuais existem? O mais comum é ouvir que 1% das pessoas são assexuais. Na famosa Escala de Kinsey, 1,5% dos homens foram considerados como categoria X (sem reações ou contatos socio-sexual), mas não se considerava a atração sexual em si. Em pesquisas mais recentes, Anthony Bogaert chegou ao número de 1% de pessoas que não sentiam atração sexual na Grã-Bretanha. No Brasil, uma pesquisa da Folha de 2010 aponta 7% das pessoas com nenhum interesse em sexo. Porém grande parte desse número eram viúvos, o que dificulta a interpretação dos dados nesse sentido.
Como assexuais podem ser felizes sem sexo? Simples, não dá pra sentir falta do que você não sente haha
Sobre atrações sexual, romântica e física: Ao não sentir atração sexual ou não querer fazer sexo com outras pessoas, mas ainda sim se apaixonar ou se sentir atraído aos outros de alguma forma, foi necessário distinguir o que a maioria das pessoas engloba numa única coisa. Pois veja, a ideia prevalente é de que as 3 coisas andam juntas: achar o corpo/rosto de alguém bonito, a vontade de transar com a pessoa e a vontade de ficanamoracasar. Claro que ninguém vai sentir vontade de casar com todo mundo que achar bonito, mas a ideia que se tem de gostar de alguém envolve, a princípio, as 3 coisas. Como diria Rita Lee, "amor sem sexo é amizade". Até que surgem aqueles que gostam (ou amam), mas sem sexo. Diante dessa aparente contradição, foi necessário discretizar as coisas, de onde esses conceitos se fazem úteis. De modo geral, pois cada pessoa sente de um modo diferente, a atração sexual seria a vontade, ou o desejo, de fazer sexo com alguém. A atração romântica seria a pura paixão, ou o desejo de se ter uma relação íntima com alguém. E a atração física, o mero sentimento de achar alguém bonito, desde aquela segunda olhada ao ver a pessoa até ficar excitado. Sim, uma coisa acaba influenciando a outra, mas são 3 sentimentos distintos. Dentro dessa perspectiva, assexuais só não sentem a atração sexual, podendo, assim, achar outras pessoas fisicamente atraentes e/ou se apaixonando, ou querer estar em um relacionamento.
Sobre libido: Dentro dessa perspectiva sexual, a libido (ou desejo) aparece como a vontade de satisfazer essa atração sexual com alguém. Assim, pode parecer contraditório um assexual ter libido. O que diferenciaria do conceito comum é a parte de estar "direcionada" a alguém, nesse caso estando contida em si, digamos. Desse jeito muitos assexuais ficam excitados e se masturbam, mas acaba aí, não tem a necessidade de envolver outra pessoa diretamente.
Sobre espectros, intensidade, área cinza e porquê "a" não é exatamente o oposto de "hétero/homo/bi/pan": A diferença entre hétero/homo/bi/pan está na relação do sexo/gênero entre as pessoas envolvidas, assim tem-se um espectro homo-hétero em polos opostos, com bi/pan englobando os dois lados. Mas um assexual simplesmente não está nessa escala, pois elas tratam de por quem se sente atração, não o quanto se sente, ou ainda, assexuais não sentem, enquanto o resto sente. Daí nasce o espectro assexual-sexual. É muito comum o termo allosexual, que representa quem não é assexual, mas "a" tem o sentido de negação também, o que leva a "não-não-sexual", eliminando a dupla negativa chega-se a "sexual". Voltando ao espectro, agora sim é algo mais coerente com o sentir e o não-sentir. De um lado quem sente, do outro lado quem não sente. Da própria natureza dos espectros, há algo entre dois polos, e esse algo foi conceituado como o que não se encaixa na assexualidade de forma "estrita", mas que aparentemente não está na mesma intensidade que quem está na sexualidade "plena". Por exemplo, alguém que passa meses ou até anos sem sentir atração sexual - ao mesmo tempo que a pessoa não é totalmente assexual, ainda tem uma sexualidade, mas mais "sutil" que a maioria das pessoas no lado sexual. Dessa consideração entre assexualidade-área cinza-sexualidade, surge a própria bandeira assexual. O preto, o cinza, o branco e o roxo. O roxo como cor da comunidade.
Sobre atrações primária, secundária e demis: Dentro do universo gray o caso mais conhecido são os demissexuais. Sentir atração após formar um forte laço afetivo. Na busca por mais conceitos que explicassem os comportamentos associados à atração, chegou-se a essa ideia de duas atrações distintas. A primária é aquela sentida imediatamente. A aparência, o cheiro, uma troca de olhares, um toque, uma cantada... tudo o que leva um até então desconhecido a ser atraente se encaixa. A secundária é a que vem com o tempo, através da amizade, carinho, confiança, admiração, comprometimento... Não é por todas as pessoas próximas que um demissexual vai sentir atração, mas é uma condição básica, de modo que com um desconhecido simplesmente não existe essa atração. Quanto tempo esse laço emocional leva para se formar? Não existe um tempo mínimo ou máximo. Pode ser questão de um mês, pode ser questão de um ano. Ou mais, ou menos. Não dá para predizer.
Duas matérias sobre para quem quiser ler mais: TAB - Assexuais (UOL) e Quem são os assexuais: relatos de brasileiros que não se interessam por sexo (BBC). E a tese de doutorado "Minha vida de ameba": os scripts sexo-normativos e a construção social das assexualidades na internet e na escola, da recém-falecida Elisabete de Oliveira, maior pesquisadora do assunto no Brasil. Bônus: Elisabete no programa "Gabi Quase Proibida" - Parte 1, Parte 2, Parte 3 e Parte 4.
OBS: Faltou tempo, ainda vou escrever mais, mas podem contribuir ou fazer perguntas.
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2019.04.12 21:41 Vladmirsilveira A Cidadania Regional Americana e o Ordenamento Jurídico

A tríade cidadania, direitos humanos fundamentais e dignidade humana representa o mínimo para que esse discurso passe a ser uma realidade concreta no mundo

Revista Diálogos & Debates

Por: Vladmir Oliveira da Silveira e Vanessa Toqueiro Ripari

Dada a importância e a confluência entre globalização e cidadania hoje, principalmente coma ampliação da tutela dos direitos humanos fundamentais, resgataremos neste artigo o significado inicial, elucidando algumas mudanças que os conceitos de Estado e de cidadania vêm sofrendo conjuntamente a partir do alargamento e alcance atual dos direitos humanos.
Analisaremos ainda a problemática da aceitação da soberania compartilhada por meio do Estado Constitucional Cooperativo para a efetiva compreensão e reflexão deste novo momento histórico, que por sua vez requer uma ação coordenada e solidária. Como reflexo do atual paradigma, emerge o conceito de cidadania pluritutelada, reconhecendo-se verdadeiramente a plena efetivação, a concretização e, acima de tudo, seu alcance universal, que Hannah Arendt resumiu como “o direito a ter direitos”. Sejam nacionais (fundamentais-estatais), regionais (comunitários-humanos) e universais (globais-humanos).

O ESTADO-NAÇÃO E A CIDADANIA

O período conhecido como Idade Média, em que predominou o sistema feudal, caracterizava-se politicamente pela fragmentação do podei de governo em diversos feudos e ficou marcado por lutas contra os abusos do poder instaurado. Marcelo Neves, no livro Trans constitucionalismo (São Paulo: WMF/Martins Fontes, 2009), explica essa relação hierárquica ao discorrer sobre a formação social pré-modema:
“Como a sociedade se confundia com a própria organização política territorial, a distinção inclusão/exclusão identificava-se com a diferença membro/ não membro.
O conceito de pessoa, associado à semântica moderna da individualidade, não estava presente, uma vez que não se distinguia claramente entre homem e sociedade-organização. Não havia limitações jurídico-positivas relevantes ao soberano no exercício do jus-imperium, ou seja. Limitações normativas estabelecidas e impostas por outros homens à sua ação coercitiva. Nesse contexto, pode-se falar de uma subordinação do direito ao poder.
A subordinação do jurídico ao político, em uma formação social na qual o poder está no centro da sociedade, leva a uma relação assimétrica entre o poder superior e o poder inferior ou entre o soberano e os súditos”.
Com efeito, a ideia de cidadania era limitada, pois os senhores feudais exerciam o poder em seus territórios de forma quase ilimitada, numa relação de suserania e vassalagem em que mesmo os servos obedientes não podiam participar dos destinos do feudo.
Mas aos poucos a Europa presenciou o processo político de centralização e absolutização do poder na direção do Estado Moderno absolutista, autoritário e concentrado em regra,nas mãos de uma única pessoa- o rei, que titularizou o poder absoluto sobre o Estado. Em decorrência, o povo era desprovido de participação política, não cabendo falar, portanto, em cidadania no sentido moderno do termo. Iniciou-se assim uma nova época (a Idade Moderna) e os Estados se formaram em, consequência da união de dois atores: o rei e a burguesia.
O longo período entre o século XVI e o século XVIII foi marcado por importantes movimentos filosóficos, sociais e jurídicos, permitindo o surgimento de um novo tipo de Estado: o Estado-Nação, inicialmente na versão-de Estado de Direito.
O Estado de Direito irá se desenvolvendo, a partir dessa versão inicial, aliado ao processo dinamogênico, que fará com que ele passe à ser um Estado Social de Direito e, finalmente, um Estado Social democrático de Direito.
O Estado Nação, convém observar, decorreu do conceito de Estado da Razão, fruto do Iluminismo. O intuito de individualizar cada grupo com uma cultura, língua própria, costumes também adveio dessa noção de Estado.
Estabeleceu-se a ideia de que a pertença do indivíduo atal estrutura lhe confere segurança, aceitação e referência civilizacional. Sendo assim, pode-se dizer que o Estado-Nação se afirmar por meio de uma ideologia e por um aparato jurídico próprios, capazes de impor uma soberania sobre um povo num dado território, com moeda única e exército nacional.
A principal característica do Estado de Direito é justamente a de que todos têm direitos iguais perante a Constituição. Percebe-se, assim, uma notável mudança no conceito de cidadania. Por um lado trata-se do mais avançado processo democrático que a humanidade já conheceu; por outro, tal processo implicou a exploração e dominação do capital, ao mesmo tempo que tornou a cidadania um conceito individualizado que alcança apenas o Estado Constitucional Nacional.
Norberto Bobbio, ao discorrer no livro A Era dos Direitos sobre o significado filosófico-histórico de inversão, característico da formação do Estado moderno e que ocorreu na relação entre Estado e cidadãos, conclui que:
“Passou-se da prioridade dos deveres dos súditos à prioridade dos direitos do cidadão, emergindo um modo diferente de encarar a relação política, não mais predominantemente pelo ângulo do soberano, e sim pelo do cidadão, em correspondência com a afirmação da teoria individualista da sociedade em contraposição à concepção organicista tradicional”.
Pode-se dizer que ocorreu a ampliação dos direitos na passagem do homem abstrato ao homem concreto, por meio de um processo de reconhecimento de direitos e de proteção ao indivíduo, agora cidadão. A cidadania “fechada”, de origem grega, evoluiu para uma cidadania aberta ou compartilhada, não apenas para novos indivíduos, mas também para novos direitos.
Exatamente por isso, ao analisar a condição dos apátridas nos regimes totalitários que antecederam a Segunda Guerra Mundial, Hannah Arendt afirmava (no livro Origens do Totalitarismo) que a real cidadania que devemos buscar deve ser fundada na proteção universal, sem determinar raça, cor ou sexo:
“A calamidade dos que não têm direitos não decorre do fato de terem sido privados da vida, da liberdade ou da procura da felicidade, nem da igualdade perante a lei ou da liberdade de opinião (…) mas do fato de já não pertencerem a qualquer comunidade. Sua situação angustiante não resulta do fato de não serem iguais perante a lei, mas de não existirem mais leis para eles”.
Ao analisar o papel do Estado na atualidade, emerge a necessidade da construção de uma via que afirme a globalização sem relegar o ser humano ao papel de mero ingrediente do regime econômico e dependente da tutela exclusiva do Estado. As atuais relações internacionais não mais permitem estruturas estanques de Estados fechados, desconectadas dos valores compartilhados pela comunidade internacional, como ocorria na época do Estado Constitucional Nacional.
O paradigma dos direitos de solidariedade demanda um Estado “aberto” à cidadania. Assim, essa nova cidadania pela qual se clama também não pode ser alcançada nos moldes do tradicional Estado nacional homogeneizante, dominador (imperialista) e negador das diferenças, mas deve caracterizar-se por um conteúdo mais abrangente e sempre com pluralidade jurídica e de tutela.
Torna-se imperioso por isso o reconhecimento de uma cidadania pluritutelada e, portanto, nacional, regional e universal, que assegure em diferentes partes do globo o “direito a ter direitos”, na célebre expressão de Hannah Arendt, impulsionando mudanças que não se restringirão apenas a uma nação ou outra (cidadania estatal), mas serão implementadas de modo universal e regional.

OS DIREITOS HUMANOS E O PROCESSO DINAMOGÊNICO

Se o nível de complexidade da sociedade se modifica, a semântica orientadora do vivenciar e do agir precisa adequar-se a ele, pois do contrário perde-se a conexão com a realidade, afirma Niklas Luhmann no livro A Sociologia do Direito.
Nesse contexto, torna-se imprescindível o alargamento do conceito de cidadania com O intuito de alcançar mais pessoas, ao mesmo tempo que se amplia o rol dos direitos, num processo que chamamos dinamogênico – a criação ou nascimento dinâmico de direitos em decorrência das necessidades dos seres humanos que, de tempos em tempos, consciente de seus problemas, se articulam num protagonista coletivo para reivindicar direitos e limitar o poder dominante.
Assim, com o enfrentamento entre o poder estabelecido e os novos atores, aparecem novos paradigmas do direito que positivam novas demandas e transformam as relações jurídicas anteriores. Entretanto, como os direitos humanos são indissociáveis, parte da doutrina prefere falar em dimensões e não em gerações, como recomendado pelo professor Willis Santiago Guerra Filho (ver Processo Constitucional e Direitos Fundamentais. São Paulo: Celso Bastos, 2001, pp.46-47).
O caráter histórico ou dinamogênico se torna essencial para o entendimento do tema da afirmação e efetividade desses direitos, de vez que, descontextualizados, os direitos se enfraquecem e perdem sentido, favorecendo retrocessos, principalmente sociais.
A história dos direitos humanos narra uma sucessão de batalhas diretas e indiretas pela abertura de espaços de proteção frente ao poder estabelecido, mediante a racionalidade, os avanços econômicos e tecnológicos. São atos e fatos históricos, ‘posicionamentos ideológicos e filosóficos, textos normativos e instituições que configuraram um corpo jurídico de instituições e normas de caráter declaratório internacional e de direito fundamental constitucional.
Por uma questão metodológica, os cursos de direitos humanos valem-se da doutrina de Karel Vasak (em 1979 ele utilizou pela primeira vez, numa conferência realizada em Estraburgo, na França, a expressão “gerações de direitos”, buscando demonstrar a evolução dos direitos humanos), que os sistematiza em três gerações: i) a primeira, a dos direitos de liberdade; ii) a segunda, a dos direitos de igualdade; e iii) a terceira, a dos direitos de solidariedade ou fraternidade.
Há autores, entretanto, que defendem uma quarta ou até quinta geração de direitos humanos. Não nos aprofundarernos nesse debate, para não nos desviar do objetivo. Cumpre apenas lembrar que a partir da segunda geração de direitos o cidadão poderá exigir prestações positivas do Estado.
Observe-se que, na visão do professor J.J. Canotilho, os direitos sociais estão atrelados não só ao reconhecimento do dever do Estado como também à sua tutela.
Ocorre que, com a superação do Estado-Nação, os direitos de segunda dimensão passam a ser atrelados também ao reconhecimento do dever da comunidade internacional e à sua tutela, dentro do paradigma atual da solidariedade.
Assim, é na terceira geração que reencontramos o gênero humano como protagonista principal dos direitos, agora na versão difusos. São direitos que aparecem com um novo player, as organizações internacionais, que passam a dividir esse plano de atuação com os Estados. Nesse sentido, são direitos não mais do indivíduo de determinado país, mas do gênero humano – isto é, direitos (dos seres) humanos.’

A SOLIDARIEDADE E AS ORGANIZAÇÕES INTERNACIONAIS

Uma nova geração de direitos, voltados para o ser humano em sua essência, fincou raízes após as tragédias. ocorridas durante a Segunda Guerra Mundial, proclamando os direitos e a dignidade da pessoa humana. Esses direitos dos povos ficaram conhecidos como direitos de solidariedade – completando a associação das três gerações de direitos com o tríplice chamamento da Revolução Francesa: “Liberdade, igualdade, fraternidade (solidariedade)”. Além isso, esse estágio representa a reconstrução dos direitos humanos (ver Flávia Piovesan: Direitos Humanos e o Direito Constitucional Internacional. São Paulo: Max Limonad, 1997), destruidos durante as guerras mundiais não apenas em razão de sua violação, mas inundamentalmente por causa da coisificação do ser humano e do consequente tratamento do indivíduo como meio e não como fim.
A partir desse novo enfoque foi superada a exclusividade da tutela estatal, isto é, não se permite mais fragmentar o ser humano nesta ou naquela categoria de pessoa, vinculada a este ou àquele Estado e o homem passa a ser visto como um gênero (ser humano) que possui anseias e necessidades comuns, dentre os quais a paz, o desenvolvimento econômico e um meio ambiente sadio.
Só após a Segunda Guerra o tema dos direitos ganhou dimensão internacional, envolvendo todos os povos em perspectiva universal. Esse processo de internacionalização, no entanto, tem como pressupostos dois fundamentos: de um lado, a limitação da soberania estatal, uma vez que é justamente o Estado que passa a ser encarado como um dos principais violadores dos direitos humanos; de outro, a concepção universal acerca desses direitos, que devem ser alcançados por todos.
Desse modo, pode-se dizer que as organizações e um aparato jurídico próprios capazes de impor uma soberania sobre um povo num dado território, com moeda única e exército nacional.
A principal característica do Estado de Direito é justamente a de que todos têm direitos iguais perante a Constituição. Percebe-se, assim, uma notável mudança no conceito de cidadania. Por um lado trata-se do mais avançado processo democrático que a humanidade já conheceu; por outro, tal processo implicou a exploração e dominação do capital, ao mesmo tempo que tornou a cidadania um conceito individualizado que alcança apenas o Estado Constitucional Nacional.
Norberto Bobbio, ao discorrer no livro A Era dos Direitos sobre o significado filosófico-histórico de inversão, característico da formação do Estado moderno e que ocorreu na relação entre Estado e cidadãos conclui que: “Passou-se da prioridade dos deveres dos súditos à prioridade dos direitos do cidadão, emergindo um modo diferente de encarar a relação política, não mais predominantemente pelo ângulo do soberano, e sim pelo do cidadão, em correspondência com a afirmação da teoria individualista da sociedade em contraposição à concepção organicista tradicional”.
Pode-se dizer que ocorreu a ampliação dos direitos na passagem do homem abstrato ao homem concreto, por meio de um processo de reconhecimento de direitos e de proteção ao indivíduo, agora cidadão. A cidadania “fechada”, de origem grega, evoluiu para uma cidadania aberta ou compartilhada, não apenas para novos indivíduos, mas também para novos direitos.
Exatamente por isso, ao analisar a condição dos apátridas nos regimes totalitários, que antecederam a Segunda Guerra Mundial, Hannah Arendt afirmava (no livro Origens do Totalitarismo) que a real cidadania que devemos buscar deve ser fundada na proteção universal, sem determinar raça, cor ou sexo:
“A calamidade dos que não têm direitos não decorre do fato de terem sido privados da vida, da liberdade ou da procura da felicidade, nem da igualdade perante a lei ou da liberdade de opinião’ (…) mas do fato de já não pertencerem a qualquer comunidade. Sua situação angustiante não resultado fato de não serem iguais perante a lei, mas de não existirem mais leis para eles”.
Ao analisar o papel do Estado na atualidade , emerge a necessidade da construção de uma via que afirme a globalização sem relegar o ser humano ao papel de mero ingrediente do regime econômico e dependente da tutela exclusiva do Estado. As atuais relações internacionais não mais permitem estruturas estanques de Estados fechados, desconectadas dos valores compartilhados pela comunidade internacional, como ocorria na época do Estado Constitucional Nacional.
O paradigma dos direitos de solidariedade demanda um Estado” aberto” à cidadania. Assim, essa nova cidadania pela qual se clama também não pode ser alcançada nos moldes do tradicional Estado nacional homogeneizante, dominador (imperialista) e negador das diferenças, mas deve caracterizar-se por um conteúdo mais abrangente e sempre com pluralidade jurídica e de tutela.
Torna-se imperioso por isso o reconhecimento de uma cidadania pluritutelada – e, portanto, nacional, regional é universal-, que assegure em diferentes partes do globo o “direito a ter direitos”, na célebre expressão de Hannah Arendt, impulsionando mudanças que não se restringirão apenas auma nação ou outra (cidadania estatal), mas serão implementadas de modo universal e regional .

OS DIREITOS HUMANOS E O PROCESSO DINAMOGÊNICO

Se o nível de complexidade da sociedade se modifica, a semântica orientadora do vivenciar e do agir precisa adequar-se a ele, pois do contrário perde-se a conexão com a realidade; afirma Niklas Luhmann no no livro A Sociologia do Direito.
Nesse contexto, torna-se imprescindível o alargamento do conceito de cidadania com o intuito de alcançar mais pessoas, ao mesmo tempo que se amplia o rol dos direitos, num processo que chamamos dinamogênico – a criação ou nascimento dinâmico de direitos em decorrência das necessidades dos seres humanos que, de tempos em tempos, consciente de seus problemas, se articulam num protagonista coletivo para reivindicar direitos e limitar o poder dominante.
Assim, com o enfrentamento entre o poder estabelecido e os novos atores, aparecem novos paradigmas do direito que positivam novas demandas e transformam as relações jurídicas anteriores. Entretanto, como os direitos humanos são indissociáveis, parte da doutrina prefere falar em dimensões e não em gerações, como recomendado pelo professor Willis Santiago Guerra Filho (ver Processo Constitucionais Direitos Fundamentais. São Paulo: Celso Bastos, 2001, pp.46-47).
O caráter histórico ou dinamogênico se torna essencial para o entendimento do tema da afirmação e efetividade desses direitos, de vez que, descontextualizados, os direitos se enfraquecem e perdem sentido, favorecendo retrocessos, principalmente sociais.
A história dos direitos humanos narra uma sucessão de batalhas diretas e indiretas pela abertura de espaços de proteção frente ao poder estabelecido, mediante a racionalidade, os avanços econômicos e tecnológícos. São atos e fatos históricos, ‘P0sicionamentos ideológicos e filosóficos, textos normativos e instituições que configuraram um corpo jurídico de instituições e normas de caráter declaratório internacional é de direito fundamental constitucional.
Por uma questão metodológica, os cursos de direitos humanos valem-se da doutrina de Karel Vasak (em 1979 ele utilizou pela primeira vez, numa conferência realizada em Estraburgo, na França, a expressão “gerações de direitos”, buscando demonstrar a evolução dos direitos humanos), que os sistematiza em três gerações: i) a primeira, a dos direitos de liberdade; ii) a segunda, a dos direitos de igualdade; e iii) a terceira, a dos direitos de solidariedade ou fraternidade.
Há autores, entretanto, que defendem uma quarta ou até quinta geração de direitos humanos. Não nos aprofundaremos nesse debate, para não nos desviar do objetivo. Cumpre apenas lembrar que a partir da segunda geração de direitos o cidadão poderá exigir prestações positivas do Estado.
Observe-se que, na visão do professor JJ Canotilho, os direitos sociais estão atrelados não só ao reconhecimento do dever do Estado como também à sua tutela. Ocorre que, com a superação do Estado-Nação, os direitos de segunda dimensão passam a ser atrelados também ao reconhecimento do dever da comunidade internacional- e à sua tutela, dentro do paradigrna atual da solidariedade.
Assim, é na terceira geração que reencontramos o gênero humano como protagonista principal dos direitos, agora na versão difusos. São direitos que aparecem com um novo player, as organizações internacionais, que passam a dividir esse plano de atuação com os Estados. Nesse sentido, são direitos não mais do indivíduo de determinado país, mas do gênero humano – isto é, direitos (dos seres) humanos.”

A SOLIDARIEDADE E AS ORGANIZAÇÕES INTERNACIONAIS

Uma nova geração de direitos, voltados para o ser humano em sua essência, fincou raízes após as tragédias” ocorridas durante a Segunda Guerra Mundial, proclamando os direitos e a dignidade da pessoa humana. Esses direitos dos povos ficaram conhecidos como direitos de solidariedade – completando a associação das três gerações de direitos com o tríplice chamamento da Revolução ” Francesa: “Liberdade, igualdade, fraternídade (solidariedade)”,
Além isso, esse estágio representa a reconstrução dos direitos humanos (ver Flávia Piovesan: Direitos Humano” e o Direito Constitucional Internacional. São Paulo: Max Limonad, 1997), destruídos durante as guerras mundiais não apenas em razão de sua violação, mas fundam totalmente por causa da coisificação do ser humano e do consequente tratamento do indivíduo como meio e não com o fim.
A partir desse novo enfoque foi superada a exclusividade da tutela estatal isto é, não se permite mais fragmentar o ser humano nesta ou naquela categoria da pessoa, vinculada a este ou àquele Estado. E o homem passa ser visto como um gênero (ser humano) que possui anseios e necessidades comuns, dentre os quais a pai, o desenvolvimento econômico e um meio ambiente sadio.
Só após a Segunda Guerra o tema dos direitos ganhou dimensão internacional, envolvendo todos os povos em perspectiva universal. Esse processo de internacionalização, no entanto, tem como pressupostos dois fundamentos de um lado, a limitação da soberania estatal, uma vez que é justamente o Estado que passa a ser encarado como um dos principais violadores dos direitos humanos, de outro, a concepção universal acerca ” desses direitos, que devem ser alcançados por todos.
Desse modo, pode-se dizer que as organizações internacionais são a expressão mais visível do esforço articulado e permanente de cooperação internacional, reafirmando a luta pela solidariedade.
Objetivo inicial das organizações internacionais de direitos humanos (como a ONU e a OEA), a manutenção da paz e da harmonia entre os povos, foi reconhecida como sujeito de direito internacional público (com legitimidade e legalidade para normatizar em âmbito internacional, seja regional ou universal), vigiando inclusive o reconhecimento e a efetividad,e dos direitos aplicados em cada Estado. As conclusões da Conferência de Viena sobre o direito dos tratados entrou em vigorem 27 de janeiro de 1980 e o Brasil é.parte desde 25 de outubro de 2009, embora já. as aplicasse como costume internacional.

GLOBALIZAÇÃO E O ESTADO CONSTITUCIONAL COOPERATIVO

Cada vez mais os povos estão vinculados numa relação de interdependência. A dominação imposta em termos político-ideológicos diante da contenda Oeste- Leste desmoronou com o muro de Berlim. Entretanto, passou se à dominação econômica, que não necessita de tanques nas ruas, mas possui grande eficiência.
Por isso, ganha relevância a análise das relações Norte-Sul, ou países ricos/países pobres, dado que o valor democracia – tão caro é colocado em xeque diante da mudança do centro de poder decisório dos Estados.
Pode-se afirmar que, sea globalização de fato aproximou os Estados e 0s povos, não previu como realizar esse processo sem agravar as relações de dominação.
Paulo Bonavides alerta para um tipo de globalização que destrói a soberania do Estado, negando-lhe a qualidade essencial de poder supremo, menosprezando elementos éticos, fáticos eaxíolégícos que fundamentam interesses nacionais da ordem jurídica, Em um texto publicado em 2000 na Revista do Institutos dos Advogados Brasileiros, ele escreveu: “Os neoliberais da globalização só conjugam em seu idioma do poder cinco verbos. Com eles intentam levar a cabo, o mais cedo possível, a extinção as soberanias nacionais, tanto internas quanto externas.
Os verbos são: desnacionalizar, desestatizar, desconstitucionalizar desregionalizar e desarmar, Por obra simultânea dessa ação contumaz, impertinente e desagregadora, se sujeita o país à pior crise de sua história. De tal sorte que breve na consciência do povo, nas tribunas, nos foros, na memóriada cidadania, a lembrança das liberdades perdidas ou sacrificadas se apagará, já não havendo então lugar para tratar, por elementos constitutivos da identidade, a Nação, oEstado, a Constituição, a Região e as Forças Armadas”.
Nessa dinâmica estão em risco os fundamentos do sistema, as estruturas democráticas do poder e as bases constitucionais da organização do Estado. Portanto, numa globalização emque as fronteiras se diluem devido ao grande e rápido acesso à informação, torna-se imprescindível que os Estados soberanos venham, na mesma velocidade, a adequar-se à nova sociedade global.
Os direitos surgidos do contexto aterrador da Segunda Guerra e da esperança representada pela fundação da ONU inauguram uma. perspectiva de cooperação internacional em que o Estado-Nação é superado por uma nova concepção de Estado, que Peter Haberle denomina Estado Constitucional Cooperativo. Nele, a consolidação desse novo paradigma estatrlgerâ’expectativas para o incremento da cidadania nos planos doméstico e internacional, mormente no que se refere a seus.efeitos jurídicos.
Diante desta nova realidade, já se observa maior cooperação internacional-e, cômo consequêncía, exige-se reformular o conceito de soberania, uma vez que os Estados não são autossuficientes, ou seja, não mais operam individualmente nas relações internacionais, mas interdependentemente, Assim, a comunidade internacional deve buscar soluções que conciliem o conceito de soberania com as necessidades de cooperação e integração entre os Estados, pois estes, por mais fortes e poderosos que sejam, não podem resolver sozinhos problemas como terrorismo, meio ambiente, fluxo de capitais e crimes contra a humanidade, entre outros.
É essencial esclarecer que, na soberania compartilhada, os Estados não renunciam à soberania, mas passam a exercê-Ia de forma compartilhada com outros Estados e nas matérias expressamente previstas em tratados.
Essa limitação aparente do Estado, característica da soberania compartilhada, garante a solidariedade e a democracia, além de um piso mínimo de direitos decorrente do chamado princípio da complementaridade, que deverá ser sempre exercido em favor do ser humano.
Não há perda da soberania, pois, na medida em que ela é compartilhada, os Estados passam a ter jurisdição também fora de seus territórios, em temas universais partilhados com os demais Estados. Compartilhar implica perdas e ganhos dentro de uma nova perspectiva.
O caminhar do Estado-Nação em direção ao Estado Constitucional Cooperativo deve ocorrer e ser incentivado dentro da comunidade, pois esse paradigma transforma sociedades em comunidades e o simples cidadão em “cidadão do mundo”, Se antes da globalização já se destacava a importância das organizações internacionais, no atual quadro. essas instituições se evidenciam como fundamentais, dada a necessária superação do Estado-Nação, pela soberania compartilhada e pelo Estado Constitucional Cooperativo, como forma de integrar a nacionalidade, regionalidade e universalidade em favor dos direitos é da proteção do ser humano.

NACIONALIDADE, REGIONALIDADE E UNIVERSALIDADE

Para Norberto Bobbío, a tarefa mais importante de nosso tempo, com relação aos direitos do homem, não é a de fundamentá-Ios, mas a de protegê-los. A tentativa incessante, de fundamentação dificultou em muito sua proteção, haja vista as diversas concepções teóricas, oriundas de diversas matrizes religiosas, políticas e ideológicas.
Superada essa questão, caminhamos para um, consenso.que universaliza tais direitos, quando ampliamos de forma complementar e integrativa os sistemas de proteção: a) doméstico-estatal; b) internacional-regional; .e c) internacional-universal.
No primeiro caso, os brasileiros têm seus direitos fundamentais protegidos pelo Estado brasileiro. Os cidadãos americanos ou os europeus têm seus direitos protegidos na esfera internacional-regional pela OEA e pela União Europeiacrespectivamente. E finalmente no patamar internacional-universal o ser humano é protegido. pela ONU. Conforme explicado, a cidadania possui significado dinâmico. Éum conceito histórico, o que faz com que seu sentido se modifique no tempo e no espaço, acompanhando o progresso da humanidade.
Isso ocorre não apenas pelas regras (de nacionalidade) que definem quem é ou não titular da cidadania (íus sanguinis, ius solis), mas pelos direitos e deveres distintos que caracterizam o. cidadão em cada Estado. Percebe-se que, mesmo dentro de cada Estado, o conceito. e a prática da cidadania veio se alargando. significativamente ao longodo último. século.
A rapidez das mudanças, em virtude principalmente dos avanços tecnológicos e culturais, faz com que aquilo que num dado momento é considerado perigosa subversão da ordem, no momento seguinte seja corriqueiro, “natural”.
Não há hoje democracia ocidental em que a mulher não tenha direito. ao voto – o que era considerado inpensável até muito pouco tempo atrás, mesmo em países desenvolvidos como a Suíça. Vale lembrar que o direito básico aovotojã esteve vinculado à propriedade de bens, à titularidade de cargos ou funções e até mesmo ao fato de pertencer ou não a determinada etnia.
Dentro do atual significado. de cidadania surge a necessidade de cooperação fundada na vontade de atuar em conjunto no plano internacional, em escala regional e global. No contexto da cooperação internacional em prol dos direitos humanos é possível observar a afirmação da soberania compartilhada e do Estado.Constitucional Cooperativo, que adiciona à sua estrutura elementos de abertura, cooperação e integração que descaracterizam o Estado Nacional Como estrutura fechada e centrada na soberaniar nacional, ens’ina Marcos Augusto Maliska (ver Desafios aoEstado Constitucional Cooperativo. Rio: Revista Forense, mai/jun 2007).
Permite-se, assim, que a comunidade internacional fixe padrões mínimos de proteção ao ser humano – o que o garantirá mesmo em períodos de instabilidade institucional dos Estados. A soberania, portanto, não. deve ser evocada como escudo de proteção às violações de direitos humanos por intermédio da cláusula de jurisdição doméstica, mas como instrumento para efetivar a proteção aos indivíduos e aos povos.
Desse modo, o princípio da soberania compartilhada deve harmonizar-se com a necessária cooperação internacional no âmbito dos direitos humanos, num eco às reais necessidades da humanidade, por intermédio da relação de complernentaridade entre as esferas de proteção, que fundamentam as distintas cidadanias complementares.
Assim, ao afirmarmos que cidadaniaé o direito a ter direitos, é evidente que o ser humano pode ter (como de fato já possui em diversas. partes do planeta) direitos nacionais, regionais e universais. Para ilustrar essa idéia: e identificar as consequências dessa relação de complementarídade, apresentamos-o caso de Damião XímenesLopes, decidido pela Corte Interamericana de Direitos Humanos.

CIDADANIA REGIONAL AMERICANA

A Corte Interamericana de Direitos Humanos condenou, em agosto de 2006,0 governo brasileiro pela morte violenta do paçiente Damião Ximenes Lopes, internado num hospital psiquiátricoem Sobral, no Ceará, declarando na sentença condenatória.”a responsabilidade internacional (do Estado brasileiro) por descumprir, neste caso, seu dever de cuidar e de prevenir a vulneração da vida e da integridade pessoal”.
Essa sentença afirmou e concluiu que o Brasil violou sua obrigação intenacional assumida livre e soberanamente perante a comunidade internacional de respeitare garantir os direitos humanos (no caso, o direito de Damião à saúde, além do direito às garantias e à proteção judicial que seus familiares deveriam gozar).
No caso, a cidadania brasileira (pacote de direitos conferidos pela Constituição): não foi suficiente para i) impedir a violação dos direitos fundamentais de Damião e de seus familiares, e ii) para garantir, pelo menos, a adequada punição dos violadores. Com efeito, foram acionados, em caráter complementar, os direitos humanos-regionais cidadania regional americana) de Damião e de seus familiares.
A condenação do Estado brasileiro representou a afirmação da cidadania regional de Damião e a efetividade do sistema regional americano, que funcionou de forma complementar à proteção nacional.
Sendo a primeira vez qu.e a Corte se pronunciou sobre violações de direitos humanos envolvendo portadores de transtornos mentais, o episódio representou também um passo importante para o aprimoramento da política pública de saúde mental no Brasil. Nesse. sentido, verificou-se um amadurecimento na relação ente direito doméstico e internacional (regional).
É preciso destacar que a soberania brasileira foi respeitada, pois a Corte atuou tão-somente por reconhecimento expresso de sua competência por parte do país, além de ter agido depois de esgotados todos os recursos internos cabíveis. Mostra-se eficiente, destarte, a complementaridade sistêmica entre os diversos sistemas de proteção do ser humano.
Diante disso devemos enfatizar que a preocupação internacional sobre a situação interna do respeito aos direitos humanos é o novo paradigma que envolve a humanidade. Os direitos humanos são hoje parte da agenda global, e sua violação ofende não apenas as vítimas ou seus concidadãos, mas toda a humanidade.
Assim, surge uma teoria mais articulada entre direitos humanos e fundamentais, principalmente no âmbito universal, para que possamos aprimorar a defesa do ser humano, inclusive em relação aos próprios Estados.
Assim, a tríade cidadania, direitos humanos fundamentais e dignidade humana – direitos interdependentes e complementares – representa o mínimo essencial para que o discurso dos direitos humanos deixe de figurar apenas nos fóruns internacionais, nas constituições ou discursos acadêmicos, passa nao a significar uma realidade concreta no mundo.
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2018.11.29 02:33 taish Dois anos de E/HRT: um relato

trilhazinha fofa~
...Parece que foi ontem. Nada como um clichê pra começar, mas parece mesmo. Um aspecto muito interessante da transição é que ela cai como uma luva, e fica até difícil de lembrar que as coisas foram diferentes. Não que as memórias (e aquela dor toda) não existam mais; mas a transição de personas acaba tão confortável, natural, correta, que não parece que no passado eu performava outro gênero. O normal é tão normal que parece que nem está ali. É difícil de explicar; mas se eu não lembrar conscientemente do passado, é como se aquela experiência nem tivesse existido. Existem cicatrizes e feridas abertas, ainda tenho muita disforia de diversos tipos, e estou longe de estar "pronta" (seja lá o que isso signifique); mas num momento qualquer, sem prestar atenção, é como se eu tivesse sempre vivido no meu gênero.
Não posso provar, mas tenho certeza de que só posso sentir isso por estar com o hormônio correto. Agora, por contraste, percebo quanto atrito o hormônio oposto me causava.
Minha terapia hormonal demorou onze meses. Iniciei a transição em janeiro, passei a full-time em junho, e comecei estrogênio em novembro. Já sabia que queria; a espera foi pra ingressar no ambulatório do SUS, e no meio tempo revirei a cidade e não encontrei um endocrinologista que me atendesse. Apesar da ansiedade excruciante — e minha nossa, poucas ansiedades são tão ansiosas quanto esperar por HRT, a consciência não dá descanso —, o primeiro ano de transição foi tão intenso e complexo que acabei feliz por ter levado menos de um ano.
Tinha bastante medo de que meu corpo não respondesse bem aos hormônios, ou de forma insuficiente, já que iniciei aos 38. Sabia que genética é bem mais fator do que idade, mas temia mesmo assim. Foi preocupação em vão, porque sinceramente, não tenho do que reclamar. E olha que demorei um ano pra atingir e estabilizar nos níveis corretos. Comecei com seis meses de estrogênios conjugados, em dose baixa. Aumentei a dose e passei pra valerato de estradiol nos seis meses seguintes, e adicionei antiandrógeno. Durante esse primeiro ano, tive níveis baixos de estradiol e a testosterona resistia em diminuir. Solucionei tudo isso passando a usar 17b-estradiol sublingual no segundo ano. Hoje tenho bons níveis com uma dose médio-baixa, segura e eficiente. Se tem algo que eu faria diferente, é pesquisar bem, muito bem, a HRT antes; perdi muito tempo, tomei porcaria, e só melhorou quando eu mudei a rota de administração por minha conta — e atualizei minha endo por tabela. HRT é na verdade bastante simples, mas os protocolos usados no Brasil estão muito desatualizados. E apesar da neura e pressa na busca pelos níveis hormonais corretos, tive todos os efeitos previstos. A verdade é que a gente não tem informações suficientes relacionando níveis e resultados — mas ao mesmo tempo, é natural buscar se assegurar das melhores alternativas.
Uma coisa bacana que aprendi com a HRT foi dar tempo ao tempo, e acreditar nele. As coisas mudam devagarinho, em pequenos incrementos. Amadurecer no hormônio certo é um grande efeito em si, e é alentador perceber que, aos poucos, vamos mudando. E que mesmo quando a gente tá acostumada, ainda se surpreende com pequenas mudancinhas aqui e ali. E pode acreditar: a gente é incapaz de dizer, imaginar, como vamos mudar com a HRT — principalmente as mudanças no rosto. Iniciei a transição tentando fazer as pazes com o fato de que seria uma ogra pra sempre, mas vejam só: nem sou. Eu não me dava nenhuma chance nem tinha qualquer expectativa, hoje o espelho nem briga muito comigo. (Quase sempre.) É um processo muito legal e suficientemente indistinguível da magia (pra citar a terceira Lei de Clarke). Em que pese todo o inferno e as frustrações de ser trans, é fascinante a noção de estarmos mudando profundamente e por completo nossos corpos, ativando expressões genéticas que já contemos. Antes da transição, rejeitava HRT porque me parecia um jeito fake de mudar. Não podia estar mais errada: HRT é um jeito absolutamente natural de corrigir. É dar ao corpo a chave de código certa, e deixar que ele tome conta do recado. É uma das melhores partes da transição, sem dúvida, e é uma perspectiva única e interessante poder curtir a (segunda) puberdade.
Vou deixar minha listinha de resultados porque sempre ajuda quem procura informação, tem curiosidade, ou está questionando se esse é o caminho pra si. Mas lembrem que alguns efeitos variam bastante de pessoa pra pessoa!
Quando comecei a HRT, sabia o básico, mas procurei ler o mínimo possível acerca dos resultados, porque queria evitar me influenciar pelas experiências dos outros, e também pra doer menos caso nada acontecesse. Acho que foi positivo, pois pude curtir cada mudança com mais espotaneidade e menos expectativa. Como às vezes é difícil separar o que foi efeito da HRT, e o que foi efeito placebo/concomitante (afinal, minha vida mudou por completo), como referência, vou partir da tabela de efeitos de E/HRT da WPATH (Associação Mundial para a Saúde Transgênero). Sempre lembrando: os "prazos" previstos pressupõem níveis hormonais dentro das faixas-alvo (ou seja, estradiol/E2 e testosterona/T em níveis femininos), o que pode normalmente demorar meses em idas e vindas ao endocrinologista para estabelecer as dosagens corretas — já que o corpo leva aproximadamente três semanas para estabilizar cada mudança de dosagem. Por isso, não leve os intervalos de tempo muito a sério, e ps vejam apenas como uma linha-guia genérica.
1 Redistribuição da gordura corporal
Sim. Comecei a HRT com o peso mais baixo possível, e depois de seis meses me permiti ganhar peso lentamente, até chegar a ~seis quilos. Queria bunda e peito; foi quase tudo pras coxas! Minha bunda foi de "negativa" a "mínima", então já conto como vitória. Não tive flutuação de volume dos seios com o peso. As coxas já tinham bom tamanho, e agora estão saindo do controle. Infelizmente não perdi nada de barriga :( O que lá estava, lá permanece. Mas também era querer demais; não fiz exercícios localizados pra ajudar, admito e subtraio do resultado.
Nesse quesito também incluo as alterações no rosto, já que são relacionadas à suavização via acumulação de gordura em padrão feminino. Essa parte foi a mais surpreendente pra mim, porque tinha certeza que estava além da possibilidade de qualquer mudança. Percebi diferença a ~12 meses; foi quando me olhei no espelho e disse mas ué, tem alguma coisa diferente. Comparando antes e depois, as diferenças são absolutamente sutis, mas inegáveis. Durante o segundo ano, meu rosto arredondou e ficou ainda mais feminino, o que me deixa esperançosa pros resultados cumulativos que vem adiante. Como "efeito colateral", laser, HRT e mudança de hábitos me rejuvenesceram uns bons cinco anos.
2 Diminuição da massa musculaforça
Não sei, na real. Nunca fui musculosa. Não percebi diferença na força.
3 Suavização da pele/diminuição da oleosidade
Sim! Principalmente a oleosidade da pele e dos cabelos, que antes eram um problema sério, e hoje são controláveis com os produtos e a rotina certa. Essas mudanças são relacionadas à testosterona e vieram rapidamente quando inicei o antiandrógeno (questão de dias). Minha pele já era macia porque eu hidrato diariamente há anos, mas ainda assim percebi significativa melhora nesse quesito ao longo do tempo. Principalmente em áreas protegidas do corpo (colo, parte interna dos braços), que ficaram maciíssimas.
4 Diminuição da libido
Sim, quando iniciei antiandrógeno. No começo, somente com estradiol, não houve diferença alguma; quando controlei a testosterona, pude atingir o verdadeiro zen de um espaço mental finalmente livre da constante interferência, insistência, e chatice da libido.
Mas não é apenas uma diminuição: é também uma modificação bastante significativa de forma. Antes, tesão era o simples latejar da "coisa". Agora, é absolutamente oposto: nada objetivo, nada concentrado, e bem mais difícil de explicar. É tipo uma ânsia que vem com um calor que toma conta de todo o corpo, principalmente o peito. Ainda não sei bem; não exploro essa parte, porque essa configuração genital ainda presente me deixa muito mal e travada. Mas às vezes, me invade, sem motivo aparente, durante atividades rotineiras. E é bem divertido.
5 Diminuição de ereções espontâneas
Sim, quando iniciei antiandrógeno. Iniciar estrogênio sem bloquear testosterona me trouxe disforia genital muito forte (e era algo que não havia experimentado antes da transição). As respostas e movimentos insistentes, principalmente quando passei a full-time, me enlouqueceram, e até o formigamento pré-ereção da glande me deixava com uma raiva enorme de tudo. A adaptação ao estradiol, a intensificação das emoções, somada à insistência do padrão de libido da testosterona, foi muito contraditória e me causou sérias crises pelo simples sentir da coisa ali em seu lugar. Já sabia que queria CRS, nesse período ficou totalmente óbvio. Quando baixei a T, a disforia melhorou um pouco — a inércia total é uma bênção —, mas ainda me incomoda bastante.
6 Disfunção sexual masculina
Nenhum interesse nessa função; a coisa tá aposentada, e pra todos os efeitos, é inútil. Nenhuma reclamação a esse respeito.
7 Crescimento mamário
Sim! Ufa! São pequenos, mas do mesmo tamanho da minha irmã, um pouquinho maior que o da minha mãe, e em linha com o que tenho na família — então, por enquanto, vai dando a lógica.
Meus seios tiveram basicamente dois grandes períodos de crescimento, e aparentemente nada fora destes. O primeiro foi do início do estrogênio até o quinto mês; mas o mais significativo foi o segundo, do 13° ao 16° mês, quando ganharam boa massa e forma. Agora já fazem oito meses sem movimento :( Medinho de terem completado seu crescimento, vejamos o que o terceiro ano traz. Hoje ainda os acho muito pequenos para o meu tórax, mas se ganhar um pouco mais de seio, dispenso de vez as intenções de colocar prótese. A experiência do desenvolvimento dos seios é uma das coisas mais legais da face da terra, aliás. Pra mim foi como se, pela primeira vez, meu corpo estivesse fazendo algo certo pra mim. Me trouxe uma conexão corpo-mente que eu não jamais havia tido até então. De fato, tem sido tudo que eu imaginava que seria.
8 Diminuição do volume testicular
Sim. A previsão de atrofia é três a seis meses, mas percebi a partir do segundo mês de T nos níveis certos. Fazer o "tucking" era péssimo, extremamente desconfortável... e hoje eu nem percebo. Nem preciso mais colocar na posição, só de ajeitar o kit na hora de colocar a calcinha, eles já vão sozinhos pra sua casinha. Devem estar com metade do tamanho, parecem um caroço de ameixa. Admito um certo prazer sádico por ver os maledettos assim, patéticos, atrofiados, e com os dias contados.
9 Diminuição da produção de esperma
Sim. Quando da manutenção obrigatória necessária à saúde do sistema, nem preocupa mais qualquer sujeira. Gotinhas incolores. Não deve cobrir o fundo de uma tampinha de refri.
10 Perda e crescimento desacelerado de pelo corporal ou facial
Em partes. Sim? Em alguns lugares foi bem óbvio: eu tinha uns 20 cabelos no peito, eles desapareceram yay. Nas pernas diminuiu, mas não o suficiente pro meu gosto (sou obcecadadamente anti-pelos). Nos braços diminuiu bastante. No rosto, já tinha feito quatro sessões de laser antes da HRT, então não pude perceber os efeitos.
11 Calvície de padrão masculino
Pouca diferença. Tenho entradas horríveis que me causam enorme disforia, elas persistem e eu e minha dermatologista já meio que jogamos a toalha, que o dano já foi feito. Em dois anos de minoxidil + finasterida, apenas recuperei um pouco de volume no topo, e interrompi o processo de perda, o que é excelente.
Efeitos não listados pela WPATH
12 Mudança do odor corporal
Que estranho isso não estar na tabela da WPATH, porque é algo totalmente relacionado à testosterona dominante. Sim! Um par de meses depois de adicionar antiandrógeno, percebi que minhas roupas sujas no cesto não estavam mais empestando o banheiro ao se acumular. Foi um dia marcante: tinha saído pra fazer exercícios, voltei toda suada, percebi que a pilha de roupas não tinha aquele cheiro azedo. Peguei a camiseta suada com que tinha caminhado e cheirei, e não tinha cheiro de nada. Um cheiro de... água fresca? O mais engraçado foi perceber meu cérebro fazendo "illogical... does not compute", já que esperava o mesmo cheiro que percebeu a vida toda. Comecei a rir, achando graça, chorar, emocionada, e cheirando repetidamente a camiseta suada, como que pra compreender e superar o evento ilógico. Foi muito divertido.
13 Diminuição do tamanho dos pés
Esse é um assunto polêmico! HRT não altera estruturas ósseas, logo, pés não deveriam diminuir — e não diminuem na maioria das vezes. Mas noutras, diminui! Talvez seja algo ligado à perda de musculatura. Só sei que, desde que comecei HRT, diminuí os sapatos de 42 pra 40, o que foi um gigantesco salto em qualidade de vida. Perdi todos os calçados do começo da transição, que estão grandes demais pra usar, mas não reclamo, não não.
14 Mudanças psicológicas
É geralmente difícil apontar o que foi causado efetivamente pela alteração de perfil hormonal, e o que foi efeito das outras mudanças — autoaceitação, suporte familiaamigos, transição social, amadurecimento, sair de uma vida em segredo, etc. Mas um efeito bastante comum e que, concordo, é causado pelo estrogênio, é um aumento na intensidade, na amplitude, e no alcance das emoções. Elas invadem e se tornam impossíveis de bloquear. Elas ficam MUITO mais fortes, e às vezes vem múltiplas, em conjunto, simultaneamente — é como ir de mono pra polifonia surround. Nunca senti nada remotamente parecido antes da HRT, e isso inclui momentos incríveis de euforia do início da transição. Às vezes elas vem com uma reação de corpo inteiro, como que com tremores por dentro do corpo. E já disse que elas ficam inescapáveis? A definição também aumenta: os vales ficam ainda mais baixos, e os picos, ainda mais altos. A reboque disso, percebi um aumento na capacidade empática. Já tinha bastante, hoje é algo que toma conta por completo. O "sentir o outro" fica muito amplificado. Sento pra ver tevê e choro com qualquer coisa. Descobri uns oito tipo de choro diferentes, aliás. Meu preferido é o em que as lágrimas escorrem sozinhas, sem espasmos da face ou sons. Só as lágrimas.
Também coloco aqui o surgimento de um desejo de maternidade. Passei a vida me sentindo meio incomodada por crianças, afirmando que não queria filhos, e não queria mesmo. Hoje percebo que o que eu não queria era ser pai. Descobri o desejo de ser mãe sem querer, um dia assistindo crianças comendo no youtube, e chorando desesperadamente. Sinceramente, sempre tive medo da hora em que fosse sentir falta do meus ovários e do meu útero, e tem sido tão difícil como parece. Antigamente, crianças me irritavam fácil. Hoje é absolutamente impossível segurar um sorriso ao ver qualquer pequeno — dia desses passei por uma creche e tinha uns dez pitocos brincando e eu quase derreti na calçada. E quando eles sorriem pra gente? Sou capaz de narrar todas as vezes que me aconteceu. Apesar da impossibilidade de ficar grávida, curto muito essa mudança, porque acho que ela tem muito a ver comigo. E a melhor parte é que eu posso deixar esses sentimentos jorrarem, sem mais vergonha, ter que esconder, empilhar entulho no caminho. Eles vem e eu abro caminho e as coisas ficam certas. Ainda não podemos comprovar os efeitos psicológicos da HRT, mas se eu fosse chutar, concordaria com os que dizem que nossos cérebros simplesmente funcionam melhor sob o hormônio certo dominante. Não é à toa, nem um pouco à toa, que HRT (junto à transição) é o melhor tratamento pra disforia de gênero.
Como vocês podem notar, poderia passar dias falando sobre minha experiência com HRT — mas fiquemos por aqui por ora. Quaisquer dúvidas, só chamar nos comentários!
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2018.10.20 01:10 Paralelo30 A ascensão dos generais

Por Edoardo Ghirotto e Gabriel Castro
Com a esperada vitória de Bolsonaro, pela primeira vez desde a volta da democracia, o grupo mais poderoso de um governo é egresso da caserna
Não acontecia desde o tempo em que o presidente da República usava óculos escuros e se chamava João Baptista Figueiredo (1979-1985). Se o mais provável ocorrer no dia 28 e Jair Bolsonaro vencer as eleições, os militares farão sua reentrada na cena política brasileira em grande estilo. Como está configurada hoje, a equipe encarregada de planejar um eventual governo Bolsonaro é quase toda formada por egressos da caserna. Dos quatro integrantes principais, apenas um — o economista Paulo Guedes — é civil. Os outros três são generais. Os militares são neste momento o grupo mais poderoso do protogoverno Bolsonaro não apenas porque encabeçam sua formulação e têm a confiança do candidato, mas também porque estão prestes a controlar um orçamento de 245 bilhões de reais. Esse valor — 20% do total aprovado pelo Congresso para 2019 — é a soma do que está destinado às quatro pastas com que Bolsonaro acenou até o momento à categoria: Defesa, Educação, Infraestrutura e Ciência e Tecnologia.
Além do próprio candidato, capitão reformado do Exército, seu núcleo duro de campanha conta com o vice, general Hamilton Mourão, e três auxiliares: Augusto Heleno Ribeiro Pereira e Oswaldo Ferreira, de quatro estrelas, e Aléssio Ribeiro Souto, de três. O primeiro, coordenador do programa de governo e indicado como possível titular da Defesa, é o mais próximo do presidenciável. Aos 70 anos de idade, foi o primeiro comandante da bem-sucedida missão de paz da ONU no Haiti. Tido como conciliador e maleável, é bastante respeitado nas Forças Armadas. Até há pouco tempo, o atual comandante-­geral do Exército, Eduardo Villas Bôas, o tinha como conselheiro. Como comandante militar da Amazônia, contudo, causou confusão e chegou a provocar um mal-estar entre o Exército e o governo Lula ao afirmar que a demarcação de terras indígenas era “lamentável, para não dizer caótica”. Está na reserva desde 2011.
Braço-direito de Heleno, o general Oswaldo Ferreira é o responsável pelos projetos de infraestrutura e possível titular da pasta de mesmo nome. Ele foi convidado por Bolsonaro para integrar sua equipe pouco depois de entrar para a reserva, em abril do ano passado. Engenheiro formado pela Academia Militar das Agulhas Negras (Aman), chefiou o Comando Militar do Norte. Já deu mostras de ter opiniões para lá de contundentes. Recentemente, queixou-se da fiscalização ambiental em obras, comentando que, quando era um jovem tenente, não havia “nem Ibama nem Ministério Público para encher o saco”. Entre as grandes ambições do general está a conclusão das obras da usina Angra 3 (leia o quadro na página ao lado). A área de Ferreira é hoje a que oferece maior potencial de colisão entre o grupo dos militares e o economista Paulo Guedes. Cotado para o Ministério da Fazenda, Guedes elabora um plano radical para privatizar 1 trilhão de reais em ativos e passar à iniciativa privada uma miríade de obras de infraestrutura, cujo valor das concessões serviria para abater da dívida pública. Ferreira, devoto da escola desenvolvimentista de Ernesto Geisel e Dilma Rousseff, acredita que cabe ao Estado induzir o crescimento, inclusive por meio da retomada de obras — o que confronta diretamente as ideias privatistas de Guedes.
O terceiro general de Bolsonaro, Aléssio Souto, na reserva desde 2011, é o menos próximo dos generais do Exército ainda na ativa. Responsável pela elaboração dos programas na área de educação e ciência e tecnologia, é do tipo que gosta de externar opiniões inflamadas. Assíduo frequentador da seção de cartas do jornal O Estado de S. Paulo, já defendeu uma “intervenção militar” para colocar “a democracia nos devidos eixos”. Nada muito diferente do que já foi dito pelo general Mourão, que nos últimos tempos tem deixado cada vez mais clara sua indisposição para ser um vice de caráter apenas decorativo.
Com exceção de Mourão, os três generais de Bolsonaro costumam se reunir diariamente no subsolo do hotel Brasília Imperial, no Setor Hoteleiro Sul da capital federal, onde, entre goles de café e pão de queijo, discutem os rumos do país. A esse grupo se somam, com frequência inconstante, pelo menos outros quinze militares, com menor grau de proximidade com Bolsonaro, entre eles o brigadeiro Ricardo Machado e o astronauta e tenente-coronel da Força Aérea Brasileira (FAB) Marcos Pontes, já convidado por Bolsonaro a assumir o Ministério de Ciência e Tecnologia. Os participantes se dividem entre seis grupos temáticos que incluem segurança, saúde e meio ambiente. O elo entre todos eles é Waldemar Gonçalves Ortunho Junior, coronel reformado do Exército e encarregado de compilar as propostas e enviá-las para Bolsonaro.
Em reunião recente, a discussão girou em torno de uma medida considerada vital para a política educacional de um futuro governo Bolsonaro: cortar o “viés ideológico de esquerda” que o capitão e seus aliados creem que domina o atual currículo escolar. Como remédio, o programa do general Aléssio Souto pretende vetar disciplinas sobre diversidade, discussão de gênero e afins. No meio da conversa, contudo, um professor lembrou que uma mudança radical nesse sentido poderia provocar protestos, principalmente no meio universitário. Os presentes, então, passaram a debater como reagir a uma situação assim. Um dos militares respondeu de pronto: cerca-se o câmpus, controla-se o acesso de forma a identificar quem entra e quem sai. É a visão militar em sua versão mais rudimentar — quando há um problema, basta traçar uma linha reta até a solução.
Os militares perderam espaço na vida política do Brasil na mesma medida em que avançou a redemocratização. Na gestão Sarney (1985-1989), a primeira de um civil depois de 21 anos de ditadura, um capitão comandou a Ciência e Tecnologia e a Previdência Social, e generais chefiaram os ministérios do Exército, da Aeronáutica e da Marinha. Fernando Collor (1990-1992), durante a campanha, incluiu os integrantes da corporação na categoria de “marajás”, mas escalou os coronéis da reserva Jarbas Passarinho e Ozires Silva para chefiar áreas fulcrais, como a Justiça e a Infraestrutura. Dali para a frente, os militares foram perdendo poder e orçamento e ficaram 26 anos longe do comando do Executivo. Tal situação só foi interrompida em fevereiro deste ano, quando o presidente Michel Temer escalou o general Joaquim Silva e Luna para chefiar a Defesa e delegou ao Exército a tarefa de assumir a segurança pública do Rio de Janeiro.
Uma pesquisa feita pelo Datafolha em junho mostrou que 78% dos brasileiros consideram as Forças Armadas a instituição mais confiável do país. É um número assombroso, principalmente quando comparado à popularidade do Congresso, no qual 67% dos brasileiros declaram não confiar. Especialistas concordam que o protagonismo militar num país aumenta à medida que a crise do seu sistema político se aprofunda — é frequente que líderes impopulares se valham do prestígio das Forças Armadas para melhorar a própria imagem.
Os militares podem atuar como forças moderadoras ou gerar instabilidade, dependendo do governo em questão. Nos Estados Unidos, país que nunca teve um regime militar autoritário, é comum a participação de oficiais aposentados na política, seja em cargos eletivos, seja como conselheiros. Em governos como o de Donald Trump, eles têm sido um fator de contenção dos instintos mais primários do presidente. Em seu recém-lançado livro sobre os bastidores da Casa Branca, o jornalista Bob Woodward, célebre pela cobertura do escândalo Watergate, relata uma passagem em que Trump ordena que o secretário de Defesa, Jim Mattis, elabore um plano para assassinar o ditador sírio Bashar Assad. Mattis disse que obedeceria, mas não o fez. “O fato de, em Washington, os generais serem vistos como agentes que estabilizam a política deriva de as instituições nos EUA serem muito fortes”, diz Oliver Stuenkel, professor de relações internacionais da Fundação Getulio Vargas.
É uma realidade muito distinta da de Venezuela e Cuba, dois países em que os militares participam ativamente da política, mas com uma diferença fundamental: lá, o envolvimento das Forças Armadas é institucional, e não individual — como acontece na campanha de Bolsonaro, por exemplo. Tanto na Venezuela como em Cuba, os militares, como administradores, revelaram-se um rematado fracasso, mas, mais do que isso, puseram uma instituição a serviço de um governo, não do Estado.
O grande risco da participação militar em um governo é exatamente a contaminação política das Forças Armadas. No Brasil, pelo menos até aqui, não há sinal dessa deterioração. As Forças Armadas, como instituição, permanecem exemplarmente neutras do ponto de vista político. O Alto-Comando do Exército, inclusive, não enxerga ganhos no que chama de “imersão da força no ambiente político”. Os comandantes temem que um eventual fracasso de Bolsonaro possa respingar na instituição. O sucesso, por outro lado, também poderia trazer complicações ao aprofundar uma simbiose encarada como indesejável. No intento de separar a função da caserna da imagem dos prováveis ministros, o Exército prepara um documento que, a pretexto de tratar da sucessão do general Villas Bôas, reafirmará sua natureza de instituição a serviço do Estado e não de governos. Que assim seja.

De volta aos anos 70

Com larga vantagem nas pesquisas, Jair Bolsonaro tem ventilado a ideia de escolher Oswaldo Ferreira no rol de generais para ser o comandante de um superministério de Infraestrutura, que, por sinal, ainda não foi bem explicado, mas encamparia Transportes, Portos e Aviação Civil e Minas e Energia. Hoje na reserva, Ferreira sente-se à vontade para dar entrevistas sobre as áreas que podem estar sob seu controle no eventual governo do PSL, demonstrando até certo saudosismo dos anos 1970, quando era tenente no Departamento de Engenharia e Construção do Exército. Nostálgico da ideia de “Brasil grande”, ele defende a construção de grandes hidrelétricas na Amazônia e a retomada de Angra 3, usina nuclear na costa do Rio de Janeiro.
Controversa, a finalização de Angra 3 terá um custo elevado. Com apenas 60% de obras prontas e mais de 10 bilhões de reais já investidos, estima-se que sejam precisos mais 17 bilhões para que ela seja terminada. O governo não tem essa folga no caixa, e a única solução seria a entrada de capital privado na empreitada. A gestão Temer até iniciou tratativas com empresas chinesas interessadas no negócio, mas Bolsonaro tem dito que energia é setor estratégico e, portanto, território proibido para a potência asiática.
De um jeito ou de outro, a dinheirama necessária para a conclusão de Angra 3 seria repassada ao consumidor através da conta de luz, a uma tarifa altíssima, uma vez que subsídios estão fora de cogitação. Estimativas mostram o custo do megawatt-hora de Angra 3 a 480 reais, contra apenas 79 reais na usina hidrelétrica de Belo Monte, por exemplo.
Embora a energia gerada por grandes hidrelétricas na Amazônia seja mais barata, sua construção também tem um desembolso elevado. Belo Monte, o maior projeto da região, ainda não foi terminada e custou mais de 30 bilhões de reais. Seu reservatório é a fio d’água — ou seja, foi desenhado para que a área de floresta alagada fosse a menor possível. Ferreira criticou a escolha, que implica uma produção reduzida de energia no período de estiagem. Para que a geração seja contínua, é preciso construir reservatórios maiores. E é aí que mora o problema. Por ser a Amazônia uma região plana, é necessário alagar áreas muito extensas para que as represas tenham uma queda d’água forte o suficiente para rodar as turbinas geradoras. “É preciso analisar os aspectos do que chamamos de tripé da sustentabilidade: social, ambiental e financeiro”, diz Claudio Salles, presidente do Instituto Acende Brasil. Antes de partir para novas usinas no Norte do país, talvez fosse mais eficiente resolver a barafunda jurídica que o governo Dilma criou ao baixar os preços da conta de luz na marra, medida contestada na Justiça até hoje — um problema que afugenta novos investidores e congela projetos.
Felizmente, a voz do general Ferreira sobre energia não é a única na campanha de Bolsonaro. Capitaneada por Luciano de Castro, professor na Universidade de Iowa, nos Estados Unidos, uma equipe de técnicos trabalha nas recomendações ao líder das pesquisas. Uma delas, inclusive, é a de privatizar a Eletrobras (com ou sem chineses). No mercado, espera-se que essas vozes sejam ouvidas com mais intensidade do que as que sentem falta de um passado faraônico.
Bianca Alvarenga

Antigos subversivos

O professor Antônio Flávio Testa, de 67 anos, é cientista político, doutor em sociologia, antropólogo, administrador, mestre em artes marciais e, nos últimos meses, integra a equipe que formata o programa de governo do candidato Jair Bolsonaro. Ele presta consultoria na elaboração de propostas, produz textos e faz contatos com organismos nacionais e internacionais sobre os temas em discussão. O grupo que está finalizando o plano é liderado por três generais e um brigadeiro — especialistas nas áreas de defesa, transportes, educação, ciência e tecnologia. Testa é um dos poucos civis incluídos na lista de pessoas autorizadas a participar de todas as reuniões, inclusive as que envolvem “assuntos estratégicos”. Sua posição converge com a dos militares em muitas questões, mas nem sempre foi assim.
A foto ao lado faz parte de um dossiê do extinto Serviço Nacional de Informações, o famigerado SNI, braço estatal da vigilância e da repressão política durante a ditadura. Em 1977, Testa, então com 26 anos, foi alvo de uma investigação que levou à sua prisão e à de vários estudantes acusados de “assumirem caráter contestatório ao regime e às autoridades constituídas” e de praticarem “ilícitos contra a segurança nacional”. O “crime” em questão era compor uma chapa para disputar o comando do diretório estudantil da Universidade de Brasília (UnB). Na época, isso era considerado um ato de subversão. O propósito dos estudantes — “lutar pela liberdade de expressão”, “contra a censura” e por “melhores condições de vida” – era altamente comprometedor para os militares que estavam no poder.
“Naquela época, eu apenas compartilhava da utopia de liberdade democrática dos estudantes, mas não tinha nenhuma ligação com partidos políticos”, explica o professor, dizendo-se surpreso em saber que era monitorado pelos serviços de inteligência do regime militar e da existência de um dossiê sobre o episódio. Ele lembra que foi detido e levado a uma repartição federal em Brasília, onde passou a noite. Sem mandado judicial, sem inquérito e sem que Testa soubesse do que era acusado, os agentes lhe fizeram uma única pergunta: “Você é o chefe?”. Por acaso — e talvez para sua sorte —, entre os arapongas que o prenderam havia um ex-aluno dele de caratê, que o reconheceu e decidiu “aliviar”. Testa não vê nenhum problema em trabalhar com os militares agora. “São épocas diferentes. Hoje, eu acredito no projeto do Bolsonaro”, diz.
Há outro “ex-subversivo” na cúpula que elabora o programa de governo do candidato do PSL — esse considerado um elemento ainda mais perigoso por causa de suas ligações com os comunistas. Professor da UnB, o cientista político Paulo Kramer, de 61 anos, traça cenários e estratégias de ação que deverão nortear o futuro governo Bolsonaro no Congresso. O professor também foi vigiado pelo Exército durante a ditadura na década de 80. No relatório com carimbo de “confidencial” (acima, veja a reprodução do documento), Kramer, aos 24 anos, é investigado por ser empregado de uma livraria do Rio de Janeiro “que seria de propriedade do PC do B”. “Eu era mesmo comunista, mas não sabia que a livraria era front do partido”, disse o professor, que também se sente confortável em colaborar com o projeto de Bolsonaro ao lado de militares. Ele participa ainda da elaboração de um conjunto de medidas que deverão ser anunciadas logo nos primeiros dias de governo. “Eu vi lá atrás que os grupos de esquerda queriam substituir uma ditadura autoritária de direita por uma ditadura totalitária de esquerda. Posso dizer que fiz uma viagem da extrema esquerda para a direita”, afirmou Kramer.
Hugo Marques
Publicado em VEJA de 24 de outubro de 2018, edição nº 2605
https://veja.abril.com.bpolitica/a-ascensao-dos-generais/
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2018.08.29 14:34 S3n4d0r Critérios que fariam um bom presidente

Um esboço não exaustivo. Segue para avaliação e contribuições.
- Não ser dono de meio ou veículo de comunicação, ou personagem da mídia (rádio, tv, jornal, portal, apresentador, astro, âncora, etc.). Pra evitar os aventureiros e pirados.
- Ter sido prefeito de uma cidade enorme, governador, ministro, no mínimo senador. Ter apenas experiência na iniciativa privada é insuficiente, pois a lógica do governo é completamente diferente, desde a gestão de pessoas até a gestão fiscal. Ter sido apenas técnico também é insuficiente. Precisa ter experiência de chefe, e de preferência ser um líder.
- Diploma superior é desejável, mas não obrigatório. Obrigatório é ter um histórico de participação, engajamento em algum tipo de causa ou defesa de direitos, demonstrando resultados através de alianças, interlocução e negociação, e atingindo objetivos concretos. Ou ter sido prefeito, governador, etc.
- Não ser afilhado ou parente de político, nem de família tradicional e notoriamente rica. Pra evitar a oligarquia. A menos que seja um self made man: ele é o padrinho, e a família é tradicional e rica por causa dele. Se alguém tem um talento excepcional para a política e para o poder, desde que não seja um personagem da mídia, terá talento também para ser presidente.
- Não ser um radical que deseja rupturas. A principal qualidade de um presidente é PERCORRER um caminho. É apontar uma visão que as pessoas se reconheçam e que respeite as diferenças. Não se trata de evitar o confronto, mas de reconhecer sua inevitabilidade e então abraçar o conflito. Não tem como dar algo bom de um presidente que enfatize a divisão. A tolerância e o respeito à diversidade humana devem estar na base desse caminho, ainda mais no Brasil, né. Alguém que pretenda mudar tudo em pouco tempo é no mínimo ingênuo, e no máximo vai cometer erros irreparáveis. Um bom presidente tem um plano de 8 anos, dividido em duas partes.
- Não ser preso, nem condenado em segunda instância. Se for considerada uma prisão política, injusta ou com erros, então que se prove, que se obtenha apoio, que se consiga uma ordem legítima apontando isso como um fato, até a pessoa ser perdoada ou absolvida, e portanto vai poder concorrer. Mas isso não muda a regra geral que presos e condenados em segunda instância não pode ser presidente, porque não tem cabimento nenhum. Considere ainda o principio de Justiça que uma vez cumprida a pena a pessoa está zerada. Volta a ser primário. Assim, um ex-presidiário até pode ser presidente, mas um apenado não tem como.
- Ser casado ou ter um relacionamento estável. O que eu quero dizer é: precisa ter pelo menos uma pessoa no mundo que aguente essa pessoa o tempo todo. Tudo bem se for solteiro mas tem um irmão, ou se tem um amigão que fica junto e dorme na mesma casa. Não tem nenhuma diferença a combinação de gênero ou a atividade sexual, mas a pessoa precisa ter alguém no mundo além do cachorro e da mãe que conviva com ela e fique com ela (refém não vale).

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2018.05.06 02:46 PHVF Desigualdade de gênero não existe no Brasil - mude minha mente

Sem treta ou ofensas, só quero ver o outro lado da moeda. Como sendo um mero vestibulando, não tenho nenhum conhecimento sobre mercado de trabalho nem convivência social suficiente para ter uma opinião concreta.
Pelo meu ponto de vista, não acho que a mulher seja mais desvalorizada que o homem na sociedade brasileira. Não nego que isso já existiu, assim como houve escravidão no Brasil. Então gostaria de saber a opinião do brasil sobre isso. Desigualdade de gênero existe no nosso país?
De fato, homem é diferente de mulher (não só pela "torneirinha", mas fisicamente e emocionalmente), só que não acho que isso leve a um preconceito generalizado do gênero. Sim, há exceções em todo lugar, mas no geral, não acho que haja essa diferença.
Não, esse posto não é pra algum trabalho de escola, é só curiosidade minha msm, mas quem sabe eu use pra algum tcc da vida
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2018.04.17 23:40 downvoter300 Esclarecimentos sobre as regras do sub: Racismo, Misogenia e Spam.

Então galera, eu não queria fazer esse post imenso mas... Cuidado com o que posta no /brasilivre.
Brincadeiras à parte, sinto que precisamos esclarecer algumas coisas.

Racismo

tl;dr Estão proibidos posts claramente racistas.
Há alguns dias atrás eu e o ssantorini estavamos conversando sobre o que fazer sobre posts racistas.
Eu tenho como um princípio muito importante do sub que as regras do Reddit são suficientes e que não precisamos de ir além delas criando novas regras, e que os moderadores devem ser quase invisíveis, interferindo só o absolutamente necessário na dinâmica das discussões.
Mas ao mesmo tempo ele levantou o argumento de que poderiam usar postagens racistas para derrubar o nosso sub. Ele levantou também o argumento de que, como racismo é crime no Brasil, é bem provável que alguém jogue o nosso sub na Safernet e o Reddit, recebendo a denúncia, resolva simplesmente deletar o sub para evitar problemas ao invés de dialogar conosco primeiro.
Então nós enviamos um email há alguns dias para os admins do Reddit sobre o assunto.
Eles não responderam a mensagem, mas há 6 dias abriram um AMA e um usuário perguntou exatamente a mesma coisa que nós.
O que aconteceu foi o seguinte: ele respondeu "sim, racismo é totalmente permitido no Reddit".
Em poucas horas o comentário dele foi parar na CNN News e estava pela internet inteira.
Então ele viu a repercussão e fez um edit dando um passo atrás, dizendo basicamente o seguinte: "Sim, racismo é totalmente permitido no Reddit, mas se a sua comunidade tiver posts racistas, nós nos reservamos ao direito de remover ela do site sem te dar satisfação nenhuma".
Você pode ler o comentário que ele fez aqui.
Então assim, diante dessa resposta em cima do muro, eu vejo que a melhor opção é que, de hoje em diante, estão proibidos posts claramente racistas no /brasilivre. Isso é uma "jurisprudência" que eu estou tirando direto do que disse o administrador do Reddit, é algo feito na intenção de evitar que o sub seja suspenso, e não de transformar aqui num safe space.
Se nenhum moderador tiver algum protesto quanto a isso, passamos a atuar assim a partir de hoje.
Pode criticar os líderes do movimento negro? Pode criticar a atuação dos banqueiros judeus na Segunda Guerra? Pode ser contra as cotas? Pode dizer que muitos quilombolas estão tirando proveito do Estado para usufruir do bom e do melhor? Sim, pode.
Agora se você diz que todo judeu ou negro é assim ou assado, ou que todo judeu ou negro possui características intrisecamente malignas, ou faz piadas racistas que assumem isso, então aí o seu post será removido, e se você seguir postando assim com comportamento de troll, será banido.
Não queremos que os users fiquem medindo palavras, não somos um safe space. Mas basta você ser específico na sua crítica, dizendo que ela diz respeito a um indivíduo ou a um grupo social específico que por acaso se identifica com raça tal, e deixar claro que você não está generalizando aquilo para todos os indivíduos daquela raça em questão. Tente não soar como um eugenista.

Misogenia

tl;dr Use o seu bom senso e não poste coisas que vão afastar todas as mulheres do sub. Aqui não é o clube do bolinha.
Eu vou aproveitar o ensejo para deixar isso claro também, porque é um assunto recorrente.
A política atual do sub sobre o assunto é, como de praxe, a mesma do Reddit, e eu creio que ela é satisfatória. Acho que os problemas que temos com isso se devem antes à não-aplicação das regras que já existem do que de uma necessidade de criar novas regras por cima das regras do Reddit.
Cada linha de código a mais é mais um bug em potencial no seu programa. Cada nova regra a mais é mais uma brecha para algo ser mal-interpretado e usado para promover um viés ideológico específico. Então por isso que eu insisto em nos apegarmos ao que já está aí, as regras do Reddit, porque elas funcionam.
Não estão proibidas postagens anti-feministas, que defendem papéis sociais tradicionais para mulheres ou que consideram existir diferenças biológicas inatas entre os dois gêneros. Se você acha que a mulher é mais feliz dentro de casa do que fora de casa trabalhando, ninguém vai te banir por isso. Se você acha que as mulheres deviam estar cobrindo o corpo ao invés de queimando sutiãs, tudo bem, isso não é da conta da moderação. Opiniões assim são amplamente permitidas Reddit afora então creio que não teremos problemas com a administração por isso.
Porém, é proibido apologia à violência contra mulher. Ou seja, qualquer postagem que sugira que as mulheres devem ser maltradas, menosprezadas ou agredidas física ou verbalmente é contra as regras do Reddit.
Então, novamente, não fiquem medindo palavras, mas usem o bom senso. Não é permitido postar que mulheres devem ser forçadas a fazer isso ou aquilo, ou comentários em linguagem chula que buscam incentivar os usuários a maltratarem a classe feminina como um todo, "mulher é uma raça desgraçada, são todas umas víboras, etc." não faça isso. Lembre-se que tem mulheres postando aqui no sub também.
Um mecanismo simples é a seguinte: o que estou para postar irá ofender um grupo específico de pessoas que por acaso são mulheres ( tal como feministas ) ou irá ofender a todas as mulheres? Se a sua consciência te revelar a segunda opção, provavelmente você não deve fazer o post, porque ele viola as regras do Reddit.

Spam

Qualquer pessoa que ficar criando vários tópicos seguidos que ninguém quer ler e tentando vencer os downvotes na marra, através da quantidade de tópicos, pode ser alertada ou banida por spam. Spam é contra as regras do Reddit.
Novamente, use o bom senso. Deixe o seu tópico downvotado com alto índice de rejeição entre os usuários pelo menos desaparecer da primeira página do new antes de tentar criar outro sobre aquele assunto de novo.

Aplicação das Regras

Deixando claro também que a atitude da moderação é conversar com a pessoa primeiro antes de fazer qualquer coisa. Quando a pessoa é uma alt de algum troll clássico recorrente essa conversa pode ser mais curta, mas nunca damos mute em ninguém no modmail ou saímos banindo pessoas sem antes conversar com elas. E tudo que nós fazemos é às claras e está logado no publicmodlog para todo mundo que quiser ver.
Quero escutar o feedback de vocês sobre o que postei aqui, principalmente dos moderadores, então quem se deu ao trabalho de ler ou quase ler, comente.
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2018.01.22 18:27 DocInternetz FAQ Febre Amarela

O usuário ehmuidifici sugeriu um tópico sobre Febre Amarela. Compilei informações e posso responder perguntas durante a tarde de hoje.

Informações gerais sobre a doença

Febre Amarela é uma doença infecciosa febril aguda, causada por um vírus do gênero Flavivirus. O quadro clínico da febre amarela pode variar desde infecções assintomáticas até a quadros graves e fatais. Não existe um tratamento específico, mas sim tratamento de suporte. A letalidade (mortes entre casos) pode variar de 20% a 50%.

Estamos tendo uma epidemia?

A Febre Amarela tem áreas endêmicas (locais onde sempre tem doença) no Brasil, mas nas últimas décadas temos tidos casos fora das áreas endêmicas. Esses casos parecem seguir um padrão sazonal, e portanto temos adotado medidas de vigilância e controle também sazonais (controle do vetor, vacinação sazonal e em área de risco, etc). Quando temos mais casos do que o esperado apenas em regiões restritas, chamados de surto. Então, no momento, ainda não estamos classificando como epidemia, mas como surtos, porque são apenas algumas regiões afetadas. Como tem surgido casos em mais regiões, pode ser que em breve a situação seja sim classificada como epidemia (mas isso não faz muita diferença para você, leitor).
Ok, mas agora tem algo diferente acontecendo? Parece que sim (mas considerando "agora" como "2016 em diante", não como 2018 especificamente). Em 2016-2017-2018 temos visto uma quantidade de casos muito maior do que em anos anteriores. Entre julho/2016 e junho/2017 haviam sido confirmados 779 casos humanos, e 262 óbitos. De julho de 2017 até a segunda semana de 2018, foram notificados 470 casos humanos suspeitos de FA, dos quais 290 foram descartados, 145 permanecem em investigação e 35 foram confirmados. Do total de casos confirmados, 20 evoluíram para o óbito (letalidade de 57,1%). A maior parte dos casos em investigação foi notificada na região Sudeste (75,8%).
Porém, é bom destacar que toda esta expansão da circulação do vírus está associada à ocorrência do ciclo silvestre da doença, não havendo ainda nenhum indício ainda de urbanização (veja abaixo sobre essas definições).
Precisaremos acompanhar os próximos meses para ver qual o padrão de casos que teremos esse ano.

Transmissão

A doença não é transmitida diretamente entre humanos nem entre macacos (o termo correto é "primatas não humanos", mas vou escrever "macacos" para simplificar) e humanos.
Existem dois ciclos: silvestre e urbano. No ciclo silvestre, mosquitos silvestres arbóreos transmitem a doença para humanos que estão na região de mata ou no seu entorno. O ciclo urbano seria quando houvesse transmissão pelo mosquito Aedes como vetor entre humanos infectados. O último registro de febre amarela em ciclo urbano no Brasil foi em 1942 - desde lá todos os casos foram classificados como ciclo silvestre.

Vacinação

A vacinação contra febre amarela é a medida mais importante e eficaz para prevenção e controle da doença. A vacina usada no Brasil é produzida pelo Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos) da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), chamada "VFA – atenuada".
Ela é muito segura e eficaz, conferindo de 90% a 98% de proteção. Os anticorpos protetores aparecem entre o sétimo e o décimo dia após a aplicação da vacina, razão pela qual a imunização deve ocorrer dez dias antes de se ingressar em área de risco da doença. A imunização com dose integral da vacina confere imunidade para vida toda.
Quem deve se vacinar: o mais importante é evitar o ciclo urbano da doença, e para isso precisamos vacinar pessoas em áreas de risco (transição mata-urbana, zonas de surtos, etc).
Cada secretaria de saúde tem as orientações sobre quais áreas devem ter a população vacinada (por exemplo: São Paulo (PDF), Rio Grande do Sul )
E a vacina fracionada? O fracionamento da dose (que é basicamente "repartir" um frasco da vacina, utilizando 1/5 da dose usual) é uma ferramenta para podermos imunizar mais pessoas em épocas de surto. É uma opção eficaz e segura, e confere a mesma imunização do que a dose integral - a diferença é na duração da imunização. Estima-se que a dose fracionada tenha duração de oito anos.

Casos suspeitos:

Deve ser considerado caso suspeito indivíduo com exposição em área afetada recentemente (em surto) ou em ambientes rurais e/ou silvestres, com até sete dias de quadro febril agudo, acompanhado de dois ou mais dos seguintes sintomas: cefaleia (dor de cabeça), mialgia (dor muscular), lombalgia (dor nas costas), mal-estar, calafrios, náuseas, icterícia ("amarelão"), e manifestações hemorrágicas (sangramentos, manchas roxas pelo corpo, etc).
O diagnóstico específico é feito em serviços de saúde, com confirmação por testes laboratoriais.
O período de incubação (tempo entre a infecção pela picada do mosquito e o aparecimento de quadro clínico) médio varia entre 3 e 6 dias, podendo ser de até 10 a 15 dias.

Bibliografia

Esse link tem dados gerais, bem como perguntas e respostas.
Esse link tem dados epidemiológicos mais detalhados, inclusive informes que tem sido publicados semanalmente.
Esse é um vídeo do Dráuzio Varella e Esper Kallás (infectologista) falando sobre febre amarela, e é muito bom, recomendo.
About me: sou epidemiologista. Meu trabalho principal não é vigilância epidemiológica, mas se surgirem perguntas avançadas eu busco as informações necessárias ou incomodo os amigos infectologistas.

TL;DR: Se estiver em área de risco, vacine-se conforme orientação da secretaria de saúde local. Se não, combata o mosquito (e use repelente para se prevenir de outras doenças, como dengue, zika e chikungunya).

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2017.12.09 17:50 wongp Na média, homens são superiores que mulheres em exatas

O discurso politicamente correto de hoje em dia é negacionista ao discutir entre diferenças inatas entre homens e mulheres. Recentemente um engenheiro do Google foi demitido exatamente por apontar essa diferença. Para onde iriam as feministas se elas descobrissem que existem mais homens no Vale do Silício por diferenças em habilidades entre o gêneros, não por causa do preconceito?
No vestibular americano, o SAT, a diferença entre homens e mulheres na parte de matemática tem sido constante, mesmo com a diminuição das desigualdades legais/sociais. (http://www.aei.org/publication/2016-sat-test-results-confirm-pattern-thats-persisted-for-45-years-high-school-boys-are-better-at-math-than-girls/).
Para cada mulher que gabarita o SAT Math (Vestibular Americano), existem 2.1 homens. No PISA (avaliação educacional internacional), nos top 1%, temos 1.6 homens para cada mulher em 36 dos 40 países avaliados. https://economics.mit.edu/files/7598
Nas competições de matemática competitiva nos EUA, existem 10 homens para cada mulher participante. https://economics.mit.edu/files/7598
Dos mais de 60 ganhadores da Medalha Fields(Nobel da Matemática), uma ganhadora era mulher. No Nobel da Física, 1. Em Economia, 1. Dos 168 ganhadores do Nobel de Química, 4 eram mulheres.
Isso não significa que devemos julgar a habilidade de um indivíduo particularmente por ser homem ou mulher. O/A primeiro/a programadoa da história era Ada Lovelace, uma mulher. A chefe de software da missão Apolo da Nasa era Margaret Hamilton, uma mulher. As melhores professores de matemática que tive eram mulheres. Mas a diferença existe e explica em grande parte porque as mulheres são minoria em STEM e também explica boa parte da diferença salarial entre homens e mulheres (não sei no Brasil, mas no resto do mundo STEM se paga bem melhor).
tl;dr Existe uma pequena, mas estatisticamente relevante, diferença de habilidades entre homens e mulheres em exatas. Nos extremos de habilidade (PhDs, Nobel, Engenheiros do Google), a diferença é significativa.
EDIT: a ciência prova que mulheres são melhores que homens nas seguintes habilidades de acordo com Steven Pinker, psicólogo de Harvard. "Women match shapes more quickly, are better at reading faces, are better spellers, retrieve words more fluently, and have a better memory for verbal material." **
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2017.04.13 16:07 1984stardusta Alienação parental

O SILOGISMO SOFÍSTICO DO ABUSO SEXUAL TRAVESTIDO EM ALIENAÇÃO PARENTAL
 Silogismo, conceito filosófico, é um modelo aristotélico de raciocínio lógico baseado na ideia de dedução. Como todos sabem, ele é composto por duas premissas e uma conclusão deduzida. Muito usado no Direito, baseia a Jurisprudência, dando sustentação à ideia de igualdade de direitos para todos. No entanto, o silogismo pode levar a um erro. Outra figura filosófica, o Sofisma, pensamento que se utiliza do raciocínio lógico dos três elementos do silogismo para induzir ao erro, a uma falsa conclusão sem perder a lógica, com a intenção de enganar. 
O calo social, pai é pai, é outro sofisma que conduz a desastres psicológicos quando ignora a diferenciação entre titularidade, hoje muito diversificada e função. É a função que é rasgada quando de um abuso sexual contra um filho ou filha. No discurso psicojurídico esta diferença é negada. E ainda, o pedófilo é um psicopata. E como tal, tem uma enorme capacidade de convencimento, é exímio manipulador. É uma pessoa acima de qualquer suspeita posto que tem uma divisão em sua mente, e gerencia com muita habilidade esta cisão, diferente dos psicóticos que são regidos por ela. Sedutor por natureza, o psicopata está sempre atento a todos os detalhes, tendo plena consciência do crime que está cometendo, mas sem sentir nenhuma culpa.
Ao contrário do que parece, não é o prazer sexual que o move para praticar o abuso. É o prazer pela Síndrome do Pequeno Poder, da dominação absoluta do outro, do desafio da prática da transgressão secreta, do êxtase de enganar a todos.
Este perfil é mais um complicador que é evitado nas avaliações destas queixas. Em lugar de examinar o pai suspeito, é feita acareação, lembrando porões, para depois afirmar, pelo uso do olhômetro, que não houve abuso porque a criança sentou no colo do pai.
Mais uma vez temos um grave Silogismo Sofístico. Claro que a criança pequena continuará a sentar no colo do pai abusador, não se pode esquecer que as práticas de abuso excitam as crianças e lhes deixam uma mistura de sensação prazerosa única, e culpa. A criança ama e obedece ao abusadopai. Portanto este olhômetro é um sofisma que vem baseando o argumento de laudos periciais, todos não protocolares, recheados de achismos e silogismos sofísticos.
 A tão aludida Alienação Parental da mãe, isto é curioso porque hoje este conceito pertence ao gênero feminino apenas, tem sentenciado a totalidade dos processos de abuso sexual intrafamiliar. E tem cometido a aberração do afastamento do convívio da criança com sua mãe. 
A perda da guarda está banalizada, num tempo em que se funda a importância do convívio compartilhado com pai e mãe. O caso da menina Joanna Cardozo Marcenal Marins é emblemático. Atendendo ao pai que alegava Alienação Parental, foi tirada a guarda da mãe, ordenado seu afastamento absoluto por 90 dias, e a menina foi assassinada pelo pai e madrasta no primeiro mês do prazo deste despacho.
 A Alienação Parental não precisa ser muito provada. Alegações verbais, pequenas manobras de autoalienação, já apontada como ponto a ser verificado com cuidado por Maria Berenice Dias em seu livro “Incesto e Alienação Parental”, fazem o argumento que pode levar a este desfecho. Esta autora chama a atenção para o uso de falsa alegação de Alienação Parental como manobra para se tornar vítima através da Alienação Auto Infligida. Mas, da alegação de abuso sexual é exigida prova de materialidade, o que destituiria este crime de sua essência, o crime às escuras. Maria Clara Sottomayor, desembargadora em Portugal, autora de vários títulos sobre Direito da Criança, contesta o conceito de Alienação Parental, que, aliás, não tem base científica. Ela compreende o período que se sucede à separação do casal como um processo de luto que tem sua própria duração de tempo, e que se desfaz, naturalmente, à medida que os dois do casal refazem suas vidas afetivas. Ela também faz uma classificação das ocorrências de Alienação Parental. Os critérios diagnósticos da S.A.P. precisam distinguir a Alienação Adaptativa da Alienação Patológica, a Alienação Justificada da Não Justificada, para evitar ignorar as causas da Alienação. Por exemplo, a Alienação Parental Justificada, quando, sob o tempo da Justiça e todos os seus prazos e recursos, um pai é nefasto para a criança, por qualquer tipo de violência com ela praticada, é uma maneira encontrada pela mãe de alertar a criança para o uso da sedução que ele faz. Vale trazer aqui o criador do conceito: Richard Gardner. Prestando trabalho voluntário na Universidade de Columbia, defendia homens acusados de violência doméstica e abuso sexual contra filhos. .Forjou o conceito e com o seu uso ele, desacreditando a criança, inverteu as posições de vítima e algoz e passou a fazer sucesso, o que lhe rendeu ganhar o título de professor convidado. Gardner pensa como pedófilo e escreve: “as atividades sexuais entre adultos e crianças são parte do repertório natural da atividade sexual humana, uma prática positiva para a procriação, porque a pedofilia estimula sexualmente a criança, torna-a muito sexualizada e a faz ansiar experiências sexuais que redundarão num aumento da procriação”, em seu livro “True and False Accusations of Child Sex Abuse”, pp. 24-25. Palavras dele. Estas e muitas outras com este mesmo teor. E este conceito, forjado por alguém que assim pensa, está consagrado e é hegemônico e dogmático entre nós. 
Gardner, idolatrado entre nós, diante do apelo de ganhar os processos destes homens violentos e estupradores dos filhos, criou pelo descrédito na criança, a inversão de posições vítima e algoz, atribuindo esta última à criança de 03, 04, 05 anos.
Excluiu a criança, desqualificando sua voz. O foco passou então a estar no pai, que vitimizou, e na mãe que demonizou. 
Combinou esta manobra sofística, em que usa o mecanismo de defesa do ego da projeção, primário, com a “terapia da ameaça” a que a mãe é submetida para engessá-la e dissuadi-la de qualquer maneira da busca de proteção e dignidade de seu filho ou filha.
 A mãe é ameaçada. Ameaça de perda da guarda, ameaça de punição financeira, ameaça de afastamento total de convívio com a criança. É incrível como operadores de Justiça executam com tanta habilidade esta terapia da ameaça em tempos em que se luta por cidadania, sem se dar conta do comportamento 
que estão tendo. E pior, como estas ameaças tem se concretizado, sem nenhum cuidado as sequelas causadas, destruindo crianças e mães.
 A terapia da ameaça faz parte de sistema repressor de controle absoluto. Está embebida da matéria prima que rege o pedófilo, o medo, a intimidação, a dominação perversa. Para avaliar o discurso e o comportamento de uma criança que revela um abuso sexual intrafamiliar, o profissional há que se capacitar especificamente, e da maneira mais adequada e qualitativa, seguindo protocolo, métodos e técnicas, com rigores das Ciências Humanas. Ocorre que, além de ser muito mais difícil de suportar do que atribuir uma prática de Alienação Parental, a capacitação faz com que o profissional entre em contato com a pior das perversões. A pedofilia é uma compulsão, repetitiva sempre, da ordem dos comportamentos sub animais. O descrédito na fala da criança é patrocinado pele ausência de capacitação técnica dos profissionais que deveriam auxiliar com esclarecimentos e indícios os processos que buscam proteção para a criança. Quando não estamos capacitados a ver e ouvir, tudo pode ser falado ou mostrado, mas não conseguimos enxergar. Neste cenário, o “melhor caminho” para esta negação de fatos horrorosos é a Cegueira Deliberada, hoje endêmica, que entra no lugar da Responsabilidade Empática. Urge buscá-la para garantir o Direito à Dignidade da Criança. A Childhood Brasil desenvolveu um método baseado em estudos científicos, a “Escuta Especial”. O cuidado com o discurso da criança, a atenção com a disposição até dos móveis na sala, a escolha da sequência de perguntas, o respeito através da ausência de afronta e dúvida, o cuidado com o profissional que toma o depoimento da criança atingido pela escuta por esta barbárie, a entrada do MP na vida da criança, são elementos fundamentais para se cumprir o Princípio do Melhor Interesse da Criança, hoje tão esquecido e contrariado. O registro audiovisual e a parede de espelho unifacial são recursos de tecnologia a favor da não revitimização por repetição infindável de oitivas, deixando à mostra a expressão corporal da criança, e tornando a oitiva viva e 
observável por todos os Operadores do processo.
 Mas a resistência ao uso destes instrumentos favoráveis à criança é enorme. É uníssona a preferência dos profissionais pelo Poder da interpretação pessoal que ignora a metodologia e a técnica científicas, e o Protocolo, uma unificação de linguagem. Em 2014, a escuta de crianças e adolescentes em situação de violência sexual, lançava diretrizes para Consolidação de uma Política Pública do Estado Brasileiro, e teve como parceiros o Tribunal de Justiça de São Paulo, a Escola Paulista de 
Magistratura, a Escola Judicial dos Servidores S.P., o C. N. J., UNICEF, o National Children’s Advocacy Center, a Secretaria de Reforma do Judiciário, a Secretaria de Direitos Humanos, o Ministério da Justiça, e a Universidade Católica de Brasília
 Tive a honra de estar lá a convite da Childhood, e testemunhar este passo qualitativo na Proteção de Crianças e Adolescentes. E o mais importante: eram desembargadores, 
juízes, promotores, defensores, advogados, comprometidos com a criança. Comprometidos. Senti-me alimentada pela esperança.
Esta instituição, a Childhood, havia instalado uma unidade, já em funcionamento em Pernambuco, com a metodologia e a técnica da melhor qualidade, inclusive com o uso de Protocolo. Mas, pouco se sabe sobre isto, não interessa aos adeptos da Doutrina 
da Alienação Parental, e a implantação de um modelo que segue um Protocolo é pouco aceito. Haja vista a instalação de Salas de Depoimento Sem Dano em todas as Comarcas do Rio Grande do Sul, e que tem um uso em torno de 10%, por resistência à pequena grande mudança, informação falada em voz baixa.
No ano passado, 2015, mas só agora divulgado, a Comissão de Eutanásia da 
Holanda concedeu autorização deste procedimento a uma mulher de pouco mais de 20 anos, fato agora divulgado. Ela tinha sido estuprada dos 05 aos 15 anos. O pedido do procedimento foi concedido após ela ter se submetido à terapia intensiva, por anos, e ter sido avaliada por uma junta médica que atestou que ela estava em plena lucidez, no controle de suas faculdades mentais. Apenas, e tão somente, ela não estava suportando mais as doenças psicológicas destas memórias.
 Não nos cabe trazer à baila aqui a eutanásia, a junta médica, ou a desistência desta jovem. Como resultado do abuso, ela sofria de estresse pós-traumático, anorexia severa, depressão crônica e alucinações. Doenças diagnosticadas como incuráveis pela junta médica em três avaliações. A dor diuturna profunda e silenciosa que desenhava seu sofrimento na deformação do corpo pela anorexia, que sentia a tristeza do holocausto subjetivo, e que alucinava retornando à cena da opressão dos abusos, foi insuportável durante toda a sua curta vida. Exatamente o que temos afirmado há anos pela experiência clínica com inúmeros sobreviventes do incesto e do abuso intrafamiliar. A dor psicológica, pela primeira vez, foi dimensionada respeitando-se os limites humanos, e foi reconhecida pelos médicos como tão insuportável quanto uma dor neoplásica de um paciente terminal que fundamenta as autorizações deste procedimento nos países em que a eutanásia é legalizada. O abuso sexual é uma tatuagem na alma de meninos e meninas. Algumas vezes, a 
violência, não pela força, mas pela crueldade ao tatuar, que o requinte da perversão adquire dimensões inimagináveis, causando uma infecção crônica nesta tatuagem que dói e sangra sem parar. Provável ter sido o caso desta sempre corajosa menina holandesa. Ursos não são estrelas!
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