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Meu feedback sobre New World

2020.09.01 19:36 hmmild Meu feedback sobre New World

I – INTRODUÇÃO

1.Olá, primeiramente, queria dizer que eu sou apenas um cara que gosta de jogar e ajudar as pessoas e, que as vezes algumas ideias surgem à mente, e assim aconteceu durante esse primeiro contato com o jogo e, por oportuno, explicar que aqui são apenas algumas ideias iniciais, que precisam ser trabalhadas, veja bem, ideias, um ponto de vista pessoal, ou seja, apenas uma opinião pessoal como jogador.

2.Eu começo dizendo ainda: difícil não é você conseguir players para um novo jogo, mas sim mantê-los.

3.Aqui estão apenas algumas idéias e análises pessoais de um jogador comum. Muitas coisas que estarão aqui são ideias iniciais e esboços prematuros. Antes de começar, queria deixar uma visão rápida sobre o que eu penso da realidade dos MMORPGs ao longo do tempo:

  1. O mundo já não é mais como era há 10, 20 anos atrás. As tecnologias e as informações estão cada vez mais intensas e aceleradas. Dito isso, na minha análise como jogador há mais de 20 anos, eu percebo que muitas "empresas tradicionais" não acompanharam essa revolução tecno-científica no mesmo ritmo em que elas aconteceram, tanto é que muitas delas, precursoras de alguns gêneros, somam mais prejuízos do que lucro.

  1. Na primeira década do século, podíamos contar nos dedos de uma das mãos os grandes e pioneiros jogos de MMORPG, dentre outros gêneros semelhantes.

  1. Muitos de nós, hoje com seus trinta e poucos anos, ou quase lá, de existência, estávamos na adolescência e começando a engajar nesse universo dos MMORPG, passando horas e horas do nosso tempo imersos em determinado game da espécie.

  1. Pois bem, o tempo passou, e aquela galera que crescia junto com os primeiros MMORPGs foram se ocupando com seus empregos, estudos, família, enfim, já não tinham mais tanto tempo livre para despender aos MMORPG da época, que exigiam e recompensavam os jogadores mais imersivos e dedicados exclusivamente ao jogo.

  1. Nesse contexto, juntamente com o avanço acelerado da globalização, algumas empresas foram rápidas e perspicazes ao perceberem a tempo essas mudanças no mercado. Eis então que surgem e se popularizam gêneros como por exemplo: os mobas, battle royale, os hack and slash, os action rpgs entre outros.

  1. Aqui não vou me alongar muito sobre o tema, apenas dizer que esses gêneros conseguiram contemplar uma gama muito maior de jogadores, como, por exemplo, aqueles que não tem muito tempo para dispor ao game e, também obtiveram uma fatia maior ainda de mercado. Consequentemente, por obterem êxito com essa façanha, muitos jogos explodiram e se popularizam virando fenômenos, trazendo cada dia mais e mais adeptos ao seu nicho.

  1. Agora, no cenário atual, o jogador que joga 12 horas por dia e o jogador que joga apenas duas horas, estão num cenário de igualdade. Uma vez que o mundo e o mercado mudou, o foco dos games mudou, as pessoas mudaram, as tecnologias mudaram. Porém, muitas empresas, que desprezaram até a própria comunidade, não conseguiriam enxergar isso e foram à falência, já dizia Cássia Eller: “Mudaram as estações e nada mudou...♫”

  1. É possível perceber, que esses novos jogos buscam manter sempre um cenário justo, equilibrado, alinhado a diversão, interação e o constante progresso, valorizando outros aspectos em detrimento ao tempo gasto com o jogo e execuções de ações massivas, repetitivas e cansativas. Agora há um equilíbrio natural, o principio fim é, por exemplo, a habilidade individual e o raciocínio de cada jogador, e não mais nos itens e nas vantagens dos leveis que o jogador adquiriu jogando 25 horas por dia. Agora, para você conseguir progredir no game e estar entre os melhores, não é preciso ser um “crackudo” e totalmente aquém da realidade.

  1. Dito isso, deixo algumas questões? Qual caminho New World quer seguir? O que New World quer contemplar? Qual o público alvo do New World?

  1. Eu acredito que assim como algumas novas empresas estão fazendo e, conseguindo sucesso com isso, a Amazon, com o New World, pode focar o máximo possível na igualdade e num sistema justo de progressão, encaminhar as dificuldade e os desafios dentro do jogo para o ponto certo, e não mais ficar na mesmice falida de sempre.

  1. Se a Amazon conseguir isso, New World tem um potencial enorme de crescimento e de dar um passo importante para uma nova era dos gêneros de MMORPGs . Mas para isso, na minha singela opinião, é preciso deixar de lado alguns preceitos ultrapassados que já não se enquadram mais no mercado atual.

  1. Dessa forma, é necessário reinventar e criar novos paradigmas e, antes de mais nada, é fundamental ter muita coragem e não ter medo de errar, para que no fim, não seja apenas mais um no meio de tantos jogos horríveis que já existem, e que ainda insistem na mesmice ultrapassada de outrora.


II – OBSERVAÇÕES INICIAIS SOBRE NEW WORLD


  1. Acredito que New World precisa ter um proposito inicial mais conciso, seja para atrair novos jogadores, seja para mantê-los. É preciso haver uma ideia central que faça com que o game não se torne algo repetitivo, enjoativo e com um fim precoce.

  1. Como fazer isso? Primeiro de tudo, o game deve ter um sistema justo e igualitário para todos. Como assim? Deve recompensar dentro das proporções todos os jogadores de maneira igual, seja o que joga sozinho, seja o que joga em grupo, seja o que joga 20 horas por dia, seja o que joga duas horas, ponto.

  1. O quesito, por exemplo, da "sorte aleatória", pode ser bem melhor trabalhado para esse aspecto. Abordo esse tema melhor no item VIII do tópico. Isso possibilita que os jogadores tenham em mente que em New World a qualquer momento a sua sorte pode mudar, e que mesmo você jogando pouco tempo, você pode ter a chance de ser agraciado de alguma forma com a sorte.

  1. Outra fundamental observação é que devem existir temporadas sazonais, sempre com atualizações e novidades, em busca de a cada nova temporada aprimorar o conteúdo que já existe.

  1. Eu não acredito que o jogo deveria ter uma transição engessada, por exemplo: começa aqui, vai pra ali, e depois terminar lá, mas também não deve ser algo desorganizado e sem sentido, é preciso limitar algumas progressões precoce demais, criar um sistema de penalidades de ganho de experiência, assim tudo terá seu devido tempo para acontecer. O que eu mais tenho observado são players leveis baixos correndo e atravessando para áreas que tecnicamente deveria ser mais perigosa ou restritas para eles no momento. Acredito que as busca pelo level máximo não deva ser algo com grande impacto dentro do jogo, mas também não deve ser desprezado tão facilmente, o foco do jogo não deve ser farmar, farmar, farmar, farmar, farmar, tal área, ou tal monstro. O foco não deve ser o level máximo e suas vantagens extrapoladas. Sinceramente, existem infinitos e melhores aspectos a serem exploradas do que isso.

  1. Dá pra perceber que o jogo mistura um pouco a história da alta e baixa idade média juntamente com o início da formação dos primeiros burgos. O território se divide numa espécie de suserania e vassalagem e mistura a ideia de um feudo/burgo.

  1. Um grande problema que deu pra perceber nesse primeiro teste, é justamente a questão territorial, aparentemente os players tendem a se agrupar na facção que possui mais domínio de terras e mais faccionados afim de buscar mais facilidade dentro do jogo. Isso é preciso ser corrigido, criando algum sistema de equilíbrio natural, fazendo com que esta questão não tenha tanto impacto no jogo.

  1. Acredito que toda facção devia ter pelo menos 1 território permanente e estável sob seu domínio. E que essa questão territorial não influencie significativamente na progressão individual dos jogadores e nas conquistas de desempenho.


III – FLANDERS

  1. Eu acho que seria genial, desde logo, mostrar ao jogador de New World, que o mundo, ao qual ele pertence, é um universo de constante e incansáveis guerras, paralelo a luta pela sobrevivência e a oportunidade de ter seu nome na história, de ser reconhecido no universo a qual ele pertence, seja pelos seus feitos, maestrias, conquistas, habilidade, enfim.

  1. Antes de falar sobre o que acho sobre o sistema de guerra de New World, quero começar pelo sistema de “zona de Flanders”. Para quem não conhece, Flanders (atual Bélgica) foi uma região de intensa batalha entre França e a Inglaterra pelo controle do Canal da Mancha, um local de comercio lucrativo e ponto estratégico para quem o dominasse, e que deu contornos a “Guerra dos 100 anos”.

  1. New world poderia trazer áreas de intensas batalhas e diversas disputas, essas áreas seriam zonas neutras de pvp obrigatório, monstros e bosses de extrema dificuldade e difíceis de matar, porém o foco dessas áreas jamais poderia ser a experiência de leveling ou loot, mas sim a sobrevivência e o combate frenético. As facções estariam em intensas disputa, estariam preocupados em matar os super Bosses, matar as facções rivais e sobreviver. Não podem por exemplo ser aceito formação de grupo nessas áreas (precisa ser estudado). No final, conseguem as recompensas pela morte do Boss, se conseguirem mata-lo, apenas os membros da facção que causou mais dano à ele. Deve ser uma área com desafios difíceis pela sobrevivência. Para essas áreas podem haver por exemplo 3 divisões, até o lvl 20, do lvl 21 ao 40, e do level 41 ao 60, restringindo o acesso de cada area pelo level e títulos (vou falar sobre eles abaixo) dos jogadores. Novamente, o equilíbrio é tudo. Acho que pra uma ideia inicial nesse sentindo é isso.


IV – RANK E ALGUMAS CONSIDERAÇÕES SOBRE O PVP

  1. Um sistema de rank das mais variadas categorias deve haver em new world, é mais um objetivo a ser almejado pelos jogadores. Desde da divisão por quantidade de abate, até a divisão de level de colheita e ouro.

  1. Por exemplo, um divisão para o rank de abates e mortes, com algumas peculiaridades. Uma ideia inicial nesse sentindo seria: para cada abate que você conseguir no mundo aberto você soma 2 pontos no rank, para cada morte você diminui -1 ponto. Abater jogadores 10 leveis menores que o seu, você não pontua, morrer para jogadores 10 leveis menores que você, você perde -5 pontos. Matar jogadores com 10+ leveis maiores que o seu você soma 5 pontos. Deve haver também um sistema que pontue a assistência nos abates, para contemplar todos, principalmente aqueles que querem focar seus personagens em cura e proteção por exemplo.

  1. É preciso estudar também, como funcionaria o abate e a morte do jogador estando em um grupo.

  1. Durante a guerra os abates não contabilizam, há tão somente uma nota geral pela vitória ou pela derrota.

  1. O pvp em mundo aberto: deve acontecer num cenário mais justo possível, se o jogador for abatido por um grupo, o jogador que morreu não deve ter tantos prejuízos, isso se eles estiver solo, e o grupo que o matou não deve ter tantos benefícios, no fim o jogo deve contemplar sempre um ambiente justo e equilibrado. Consegue êxito por exemplo, aquele que tem uma melhor habilidade de combate, independente apenas dos itens que carrega, que montou uma emboscada bem sucedida, que atacou na hora certa, que conhece os limites do seu personagem, que sabe usar um contra-ataque, que combinou melhor seus pontos de habilidade, enfim. E na guerra vai vencer o que tem uma melhor estratégia, uma melhor tática, que sabe a hora de atacar, recuar. É preciso criar um sistema justo, durante o tópico vou deixar algumas outras ideias de como poderia ser isso.

  1. Basicamente é deixar claro que você ter um item lendário, não deve lhe tornar uma lenda.

  1. O jogo deve primar sempre pelo justo e o equilíbrio.

  1. Ayrton Sena e eu, cada um com uma Ferrari igual, mas no final a gente sabe o resultado, o melhor sempre ganha é claro, que nesse caso seria eu, obviamente, :rofl:. Mas deixando a brincadeira de lado, o que eu quero dizer com isso é que a vitória deve acontecer não porque o carro desse ou daquele é melhor, e sim porque naquele momento, naquela disputa, quem estava no volante foi melhor. Mantendo a analogia, na realidade atual, quem ganha é quem tem o melhor carro. Agora eu pergunto, atualmente, quem assiste, se entretém e se empolga com a Formula 1? É apenas uma analogia exemplificativa.


V – SISTEMA DE CONDUTA

  1. ​​Minha ideia principal neste item é o sistema de conduta junto com o faccionado renegado.

  1. Para entender minha ideia, primeiro quero que você entenda um pouco como ela é desenhada em minha mente. Eu dividi a conduta dos jogadores em duas, vou chamá-las de conduta azul e vermelha.

  1. Faço parte de uma facção, mas não gostei e quero mudar, posso? Depende, você está disposto a pagar o preço? Você será caçado por sua traição, seu nome estará nos murais das cidades e uma recompensa por sua cabeça será imposta, os membros da sua atual facção irão lhe caçar em busca da recompensa e de vingar sua traição.

38.CONDUTA AZUL: você ganharia pontos de conduta azul quando trabalhar em prol da facção, para cada boa conduta você ganha pontos de conduta azul, por exemplo, participação em guerras e invasões, abate de membros de outra facção, etc.

39.CONDUTA VERMELHA: seria o oposto da conduta azul, a cada “sabotagem” você perde a conduta azul, zerando sua conduta azul, ela fica negativa e começa a ficar vermelha, ao atingir uma certa quantidade de conduta vermelha você pode trocar de facção. Para ativar os pontos negativos de perda de conduta e ganho de conduta vermelha, você precisa encontrar um NPC que aparece em áreas aleatórias de vez em quando. Não pode ser previsível. Você fará uma missão que lhe permitirá realizar atos de traição ou sabotagem, como, por exemplo, matar membros de sua facção atual, a partir do momento em que você faz o primeiro ato de traição em busca de ativar a conduta vermelha, você já está marcado para morrer por causa da traição. Quanto mais atos de traição você fizer, maior será a recompensa por sua cabeça. Quando você trabalha contra a facção em busca de ser um renegado, sua cabeça está em alta e as punições são severas, ainda é preciso trabalhar nessa ideia, é apenas um esboço inicial.

  1. Uma das muitas consequências dentro da mudança de facção pode ser que o jogador perca todo o progresso de classificação, conquista e itens dentro dos armazéns de sua antiga facção, algo mais ou menos nesse sentido.

  1. Marechais e membros de altos cargos não podem mudar de facção. É preciso encontrar um título ou um limite em que a mudança é possível e o jogador se torna um renegado.


VI – TÍTULOS

  1. Acho que isso é uma oportunidade única.

  1. Implementar um sistema de títulos é um desafio e objetivo adicional para os jogadores almejarem dentro do jogo. Mas não é qualquer sistema. É um sistema único, grandioso e revolucionário.

  1. O que seriam os títulos? Primeiro, os nomes aqui são apenas para exemplificar algo que pode ser muito melhor trabalhado.

  1. Em primeiro lugar, cada facção deve ter seu “Marechal”, é mais um objetivo para os jogadores perquirirem dentro do jogo.

  1. O título de Marechal de uma facção nada mais é do que seu representante de honra e comandante máximo dentro do jogo, e esse título deve ser temporário e obtido por meio de eleição e / ou disputa em um grande evento de batalha entre os integrantes da facção, que preenchendo alguns requisitos e outros títulos pré-existentes poderão disputar essa posição.

  1. Mas para você ser um Marechal, você precisará primeiro ter alguns outros títulos, só então você poderá competir pela vaga de Marechal, em um grande coliseu, por exemplo.

  1. Todos os jogadores que foram inscritos para competir pela vaga do Marechal, competiram em um campeonato de disputa 1vs1 pelo título, até que remanesçam apenas dois que disputarão o confronto final pelo título de Marechal.

  1. Como você se qualifica para competir pelo título de Marechal?

  1. Para entender isso, você deve primeiro entender como isso é desenhado em minha cabeça:

  1. New World, a meu ver, tem uma grande oportunidade de revolucionar os jogos MMORPG. Uma chance de ouro. Faltam apenas alguns ajustes e um propósito único, grandioso e consistente.

  1. Minha ideia consiste em alguns “planos de carreira”, novamente são apenas nomes exemplificativos. Se você ama pvp, venha jogar New World, se você ama pve, venha jogar New World, sem você adorar criar e construir, venha jogar New World, se você gosta de andar pelo mapa e ser um explorador, venha jogar New World, se você quer ser muito rico e exibir suas conquistas, venha jogar New World.

  1. Em New World não deve existir aquela mesmice engessada de sempre, mago, cavaleiro, curandeiro, arqueiro, não, não e não. Em New World cada jogador montará sua própria “classe” de acordo com seu perfil, estilo de jogo e objetivos dentro do jogo. Por exemplo, você adora o pvp? Então busque os títulos e conquistas que te fortalecerão nesse quesito. Você ama o craft? Então busque os títulos e conquistas que te fortalecerão nisso. Você é um jogador mais focado no pve? Faço o mesmo, busque seus títulos e conquistas para você conseguir se destacar nessa area. O que eu quero dizer com isso é que com um sistema único e infinito você pode finalmente moldar seu personagem de acordo com suas pretensões, nenhum personagem será igual ao outro. Você quer usar bastões mágicos com foco no pve? Você então buscará dentro do jogo quais conquistas e títulos combinaram com sua maestria, itens, perfil, status, pretensões, enfim, as possibilidades são infinitas.

  1. Eu acredito que cada facção precisará de jogadores das mais diversas áreas, jogadores com habilidades de pvp, jogadores com habilidades de pve, jogadores com habilidades de artesanato, jogadores com muito dinheiro para financiar a manutenção das cidades e guerras, todos são importantes dentro de New World, independente do level e perfil do jogador, todos têm um papel dentro do jogo.

  1. Se o jogador quiser ser um expert em combate pvp, ele vai buscar uma carreira ideal que se encaixe com o seu perfil e lhe proporcione isso, primeiro focar em um titulo máximo e nas combinações de conquistas adjacentes que ele achar melhor para seu estilo, como por exemplo: General ( mais focado em combate corpo a corpo), Alquimista-mor( mais focado em dano magico e bastões mágicos), Mestre-Sacerdote (dano magico e cura), etc... São apenas alguns nomes exemplificativos.

  1. Se o jogador quiser se especializar em lutar contra bosses e monstros épicos e lendários, ele buscará o título e os caminhos para ser um Mestre Caçador.

  1. Se o jogador quiser ser um Mestre Artesão, com crafts poderosos, valiosos e exclusivos, que só ele pode fazer, então seguirá este caminho profissional.

  1. Se o jogador quiser ter muito dinheiro, com grandes aquisições, vantagens comerciais, casas, ele buscará o título de Barão-mineiro.

  1. As possibilidades são infinitas, as combinações de maestria, armas, estilo de jogo, títulos, interesses, objetivos, tudo, é um imenso mundo a ser explorado.

  1. Com alguns ajustes aqui e ali, este jogo se torna o melhor.

  1. Exemplo disso? Se você quer ser um artesão, seus serviços serão solicitados, pois somente você poderá fabricar certos itens com a possibilidade de conseguir modificações raras e valiosas, por exemplo, somente você poderá esfolar certos monstros que precisam um alto grau de maestria, e esse nível apenas os artesãos podem alcançar.

  1. Neste ponto do item, seria um mundo extraordinário, se New World seguisse esse caminho: Se ao invés de todos os monstros soltarem o mesmo item por exemplo: “couro cru”, por que não soltar itens específicos, como: couro de lobo, couro de coelho, couro de crocodilo, isso iria expandir um universo de craft extraordinário, um mercado único, os jogadores quem quiserem ser artesões teria algumas vantagens ao escolher essa carreira, só eles que poderiam esfolar alguns monstros e manejar crafts mais complexos. Esses comentários são apenas algumas ideais e exemplos que precisam ser explorados e trabalhados.

  1. O mesmo vale para o jogador que quer ser um Barão-mineiro, você com esse título máximo, pode ir até o nível 100 de mineração por exemplo. Sem o título, você só pode ir até 50, por exemplo. São ideias e combinações infinitas.

  1. O mais importante é que cada título tenha um “Plano de Carreira”.

  1. Por exemplo, se o seu forte é o combate corpo a corpo e você é focado no pvp, eu diria que você ia querer seguir a carreira de General, começando com o primeiro título de soldado, depois de algumas conquistas torna-se sargento e assim por diante até chegar ao último posto de general. Os nomes são apenas exemplares. Se esse é o seu propósito dentro do jogo, estar focado na guerra, combate corpo a corpo e no pvp, você vai buscar fazer conquistas e adquirir os melhores títulos que combinem com seu personagem, itens, maestria, etc.

  1. Ou talvez você queira dominar a arte da magia ou da cura e seguir a carreira de curandeiro ou mago. De qualquer forma, as possibilidades são imensas.

  1. O segredo e o desafio seria encontrar a melhor construção para o seu perfil, entre seus títulos, maestria, equipamentos, atributos e finalidades, por exemplo, você é um grande jogador de pvp, a lenda do combate, porém, em uma invasão de monstros os jogadores mais focados no pve, que são especialistas em abater monstros, teriam uma pequena vantagem nesse quesito, já que essa seria sua especialização. Mas cuidado, não são apenas os caçadores que poderão matar ou impactar os lendários bosses e monstros, apenas terão uma ligeira vantagem neste aspecto, pois essa seria sua carreira e função dentro do jogo, eles nasceram para isso.

  1. Se um jogador quer estar focado no pvp, mas também quer uma melhor performance para matar monstros, por exemplo, ele deve investir um pouco mais para ter uma melhor performance na luta contra monstros, e encontrar qual combinação de títulos é melhor para ele. Existem desafios e possibilidades a serem estudados, que cada jogador terá que descobrir dentro do jogo, qual o seu perfil?!.

  1. Por exemplo como seria um modelo disso na minha cabeça:

Exemplo 1
Eu quero ser um jogador focado no pvp e combate corpo a corpo:

Carreira de General
I - Título de soldado: +3 de força
II - Título de sargento: +2% de dano com arma de uma mão contra players
III - Título de tenente: +2% de resistência física e magica contra jogadores
IV - Título de capitão: +5 de força
V – General: +5% de danos contra player segurando arma de uma mão ou escudo

Exemplo 2
Eu quero ser um jogador focado no PVE e combate a distância:

Carreira de Grão Mestre Caçador
I – Título caçador 1: +3 de destreza
II –Título caçador 2: +5% de dano contra monstros
III – Título caçador 3: +5% de resistência contra monstros
IV – Título caçador 4: +5 de destreza
V – Grão Mestre Caçador: +10% de dano a distância contra monstro

  1. Os bônus dos títulos dentro do jogo, é algo a ser estudado e trabalhado cuidadosa e profundamente.

  1. Neste sistema, novamente, apenas um exemplo, cada jogador só poderia habilitar um único grande título principal ou plano de carreira principal e ter um número limitado de especializações menores. É um universo a ser explorado.


VII – LIMITES E PENALIDADES

  1. Aqui não tem muito segredo, o jogo precisa ser o mais amplo possível, não deve haver muitas restrições de uso de itens, você pode usar o que quiser, desde que preencha alguns requisitos.

  1. Os status precisam ser melhor trabalhados. Combinar determinada quantidade de atributo necessário para usar um item e/ou upar uma habilidade de maestria é algo que pode ser bem melhor trabalhado. Pode acrescentar também combinações com os títulos e plano de carreia. São muitas possibilidades.

  1. É preciso haver sistema de penalidades para ganho de experiência e formação de grupo, tanto para pve como pvp. Isso evita uma serie de problemas dentro do jogo, por exemplo, que players inexperientes e leveis baixos sejam “carregados” por outros jogadores até um momento do jogo ao qual eles não deveriam estar.


VIII – ÁREAS EXPLORÁVEIS E MONSTROS MISTERIOSOS

  1. Em primeiro lugar, para entender como isso está em minha mente, isso deve ser encarado como algo extremamente raro e completamente aleatório.

  1. A ideia não é algo: “Eu vou entrar no jogo e fazer isso”. NÃO, você não vai.

  1. É algo assim: você está caminhando no mundo aberto, no meio do nada, não é um lugar específico, não é um monstro específico, não é um momento específico, é simplesmente aleatório, não é um respawn fixo, não é você quem decide, não há cálculo, não há uma forma de você “farmar” isso, é algo totalmente imprevisível, ao acaso e por sorte.

  1. De repente você vê, não sei, um coelho diferente (monstro mistérioso), você mata e quando analisa e você tem a POSSIBILIDADE de conseguir algo valioso, veja só, eu disse que você tem a POSSOBILIDADE, por exemplo, de conseguir uma pedra valiosa, ou um componente que pode ser usado para um craft valioso, etc. Veja bem, e atenção, além desses monstros misteriosos aparecerem de maneira totalmente aleatória, a chance de conseguir alguma coisa deles também é totalmente dependente da sorte.

  1. Outra coisa que poderia existir com a mesma ideia, são áreas e / ou objetos exploráveis. Uma gruta misteriosa por exemplo, uma garrafa no meio do rio, um arbusto, coisas que o jogador tem a opção de explorar ou entrar. Mas, novamente, são coisas totalmente aleatórias, que não estão disponíveis para sempre, possuem um curto período de tempo para serem exploradas.


IX – OUTRAS IDEIAS POSSÍVEIS


  1. Futuramente, caso a comunidade e o jogo queiram implementar montarias, ou algo do tipo, é preciso criar um sistema totalmente equilibrado e muito bem elaborado, e que não tenha grande impacto na jogabilidade, eu tenho uma ideia inicial para esse sistema, onde a montaria serve ÚNICA e EXCLUSIVAMENTE para o deslocamento. E o jogador terá que pensar com muito cuidado se vale a pena usá-la para uma determinada viagem.

  1. O jogador não poderá usar a montaria o tempo todo.

  1. Haverá restrições de área para montarias.

  1. O cavalo terá uma barra de energia que tem um tempo de recarga considerável, se o jogador quiser ir para uma área muito longe o cavalo pode ficar cansado, se não tiver condições para suportar a viagem, e assim ele entrará em “tempo de recarga”. O cavalo ficará na mesma velocidade de um jogador se movimentando, até que ele possa novamente desenvolver velocidade, ele poderá fazer isso somente após um determinado percentual de energia recuperada. O jogador não poderá realizar ações em cima do cavalo. Se o cavalo ou o jogador for abatido, o jogador cai e terá que decidir se corre atrás do cavalo, foge ou vai para o duelo. O jogador precisa ir até o cavalo caso perca o controle dele e o animal saia correndo pela floresta. O jogador não pode fazer algo como assobiar e o cavalo aparecer misteriosamente. Caso o jogador se perca do seus cavalo ao fugir dos inimigos por exemplo, passado algum tempo o cavalo dará respawn na cidade onde o jogador tenha feito seu “check-in”.

84.Os acampamentos devem ter estábulos para o cavalo descansar e recuperar as energias mais rapidamente, porém não deve ser algo instantâneo. De qualquer forma, há muitas variáveis em mente para isso.


X – CONSIDERAÇÕES FINAIS

Eu tenho várias outras ideias, mas por enquanto acho que é isso.

O mais importante é que o jogo entregue uma gama infinita de possibilidades alinhadas as mais variadas formas e estilos de jogos. Se você gosta do pve, você vai ter suas inúmeros funções e caminhos para de divertir e crescer dentro do jogo, benefícios de craft, farms, você pode ter um papel de destaque nas invasões de monstros e lidar com bosses difíceis, você pode conseguir riqueza e gloria nesse seguimento e estilo de jogo, igualmente se você gosta de pvp, com as intensas guerras e os espólios das batalhas pvp. Acredito que em New World toda facção vai precisa de bons jogadores de pve, com os benefícios que estes jogadores podem ter para lidar com monstros poderosos, crafts, colheitas, mineração, como também precisar do talento de bons jogadores de pvp para as batalhas e guerras. Basta encontrar o equilíbrio do sucesso.

Essas são minhas considerações em face desse primeiro contato com o jogo.

Espero profundamente que o jogo não seja apenas mais um no meio de tantos outros horríveis que já existem.

A Amazon tem plena capacidade e poder para revolucionar mais esse mercado.

Espero que alguma coisa aqui tenha contribuído com algo, e torço pelo sucesso do jogo.

E continuem sempre olhando para o Brasil, aqui também tem mercado e pessoas capacitadas para fazer muita coisa pelo mundo, tanto real como virtual. Abraços!
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2020.07.29 01:05 AdsonLeo [Encontro Miojo] Aceito uma Mãozinha (5º Level; D&D 5e)

Olá pessoal, postando aqui um encontro que já vinha querendo colocar no papel há um tempo. Faz parte da ideia de "Encontro Miojo", rápido para ler e colocar em jogo mas com potencial para se desenvolver em algo maior, como o nosso bom macarrão instantâneo. O mais importante é dar um pontapé em suas aventuras e alguns ganchos com o que trabalhar quando estiver em dúvida ou com preguiça.
Isso faz parte de um blog que atualizo nunca. Mas às vezes aparece algo lá e decido postar aqui. Espero que gostem e a quem interessar o blog é o Sopa de Dado e a postagem desta aventura é essa aqui.
Neste encontro busquei trazer desafio a aventureiros chegando em leveis medianos, sendo um combate desafiador mas também com um tom humorístico e leve. É possível até que não haja derramamento de sangue no fim e tudo se resolva com simples interações sociais e resultados finais interessantes para ambos os lados - heróis e vilões. Admito que talvez não seja toda mesa que acomode o "good ending" afinal, como verão, envolve lidar pacifica e amigavelmente com vilões óbvios.
De toda forma, este encontro é pensado para impor um desafio considerável para um grupo de quatro aventureiros no nível 5. Nomes em negrito se referem a criaturas encontradas em material de D&D 5ª edição e serão seguidos por uma notação entre parênteses com o nome do livro e página em que se encontram.
Como sempre com aventuras prontas use como bem entender, mas tendo em mente que ao corrê-la para grupos maiores ou menores e em níveis diferentes o desafio pode ficar significativamente mais fácil ou difícil. Se decidir utilizar este encontro ou elementos dele peço apenas para que dê crédito ao blog e ao autor, no caso eu.

Ganchos de Aventura

Nosso grupo de aventureiros se encontra viajando do ponto A ao ponto B, seguindo rio acima pela margem quando avistam algo curioso. Ou tenha ouvido rumores sobre uma velha torre abandonada que todos os moradores locais evitam, já que quem foi lá jamais voltou e luzes e sons macabros se projetam do topo. Talvez esses mesmos moradores ofereceram recompensas para que os destemidos heróis visitem o local e verifiquem a veracidade da história, eliminando qualquer ameaça presente. Seja como for, subindo o rio eles se deparam com um... pacato pescador?

Localização

Este encontro pode se resolver em duas localidades: à beira do rio ou na torre abandonada. O rio... é um rio. Cortando uma floresta provavelmente, como todo rio em RPG. Não existe segredo, pode ser qualquer rio em qualquer mundo onde você goste de mestrar. Gosto da ideia de locálizá-lo no rio Styx em Avernus caso esteja correndo a campanha Baldur's Gate: Descent Into Avernus ou algo assim. Sendo um plano mal onde o grupo interage constantemente com figuras de caráter duvidoso os aventureiros estarão mais acostumados a interagir com o que antes eram apenas inimigos com alvos pintados na cabeça. O importante mesmo é que os aventureiros estejam seguindo contra o curso deste rio.
A torre fica ainda mais rio acima, e, sinceramente, não é o foco desta aventura. Use o layout de qualquer torre, ou qualquer construção na verdade. Uma torre funciona melhor mas no final fica a seu critério. Caso tenha interesse poderá desenvolver com mais detalhes, mas para o propósito deste encontro miojo não tem muita importância. O que interessa é o que os aventureiros avistam enquanto caminham.

1. Pescaria Macabra

À beira do rio, poucos metros a frente após passarem por algumas árvores, o grupo avista uma figura sentada com uma vara de pesca em mãos e olhando distraidamente para o nada. O ser humanoide parece um pouco desengonçado e, numa inspeção mais atenta ou próxima, é possível notar que não se trata de um humanoide normal, e sim de um Flesh Golem (Monster Manual, 169). Vestindo um chapéu de palha que por pouco não é levado pelo vento, ele lança olhares ocasionais para a água. A linha da sua vara de pesca está sempre em movimento e bastante tencionada, porém ele não a puxa.
Caso os jogadores observem por mais tempo ou demorem a tomar uma decisão, eles notam que a linha fica mais frouxa até que da água emerge uma Flameskull (MM, 134). De início apenas uma caveira humana flutuante, ela gira algumas vezes no ar para se secar e logo explode em eletricidade, que fica estalando ao seu redor. Use os status e habilidades da Flameskull, porém substitua a magia preparada "Fireball" por "Lightning Bolt", ambas de terceiro nível.
O crânio pertence a Ginolvam Tyerulzo, mago humano de índole no mínimo questionável há muito morto por outros aventureiros. Cursou artes mágicas em [insira grande cidade do cenário] mas jamais conseguiu seguir as linhas de pesquisa monótonas dos outros, o que o levou à reanimação. Graças a rituais diversos executados meio que corretamente por ele quando vivo, o mago conseguiu voltar a vida. De certa forma. Apenas sua cabeça animada e ossuda se reanimou e, desde então, ele habita sua torre, onde continua seus experimentos em constructos feitos com partes de criaturas vivas.
A dita torre foi recentemente atacada por heróis, ou como ele chama, "um bando de rufiões metidos a salvadores da pátria". Os tais rufiões dizimaram sua coleção de golens e o mataram. De novo. Após uma hora ele despertou, apenas para descobrir que tudo de valor que ele possuía havia sido roubado pelos malditos e que seus brinquedos foram despedaçados e boa parte de seus pedaços lançados no rio próximo. Quanta barbárie. Após muito esforço Ginolvam reconstruiu um dos golems com o que pôde achar e se colocou a busca do restante das partes que foram levadas rio abaixo. Com medo de que pudesse se distrair e ficar perdido, ou até mesmo arrastado pela correnteza, agora confia que #1B segure firme enquanto ele vasculha as pedras e a lama do fundo em busca das peças que precisa para reestabelecer seu exército.
Ginolvam já aparece em cena com um braço, perna ou outro membro de sua preferência, sendo erguido por uma Mão Mágica conjurada por ele, e o joga numa pilha que já contem algo como meia dúzia de outros. Ele então fala em tom autoritário com o golem por alguns momentos, informando que irá forçar um pouco mais pois acredita ter avistado um tronco preso à vegetação.Neste momento, caso os personagens não tenham se escondido ou a furtividade seja menor que 12 (Percepção passiva da Flameskull), Ginolvam os nota e se dirige a eles, perguntando com confiança o que buscam, ao mesmo tempo em que #1B se coloca de pé. Caso os aventureiros se aproximem ou enderecem-no amistosamente, ambas as partes podem conversar de forma tranquila.
Durante o diálogo Ginolvam se mostra autoritário e confiante porém certamente disposto a evitar um combate, uma vez que a reconstrução de um único golem sem ajuda e quando se é apenas um crânio flutuante com Mãos Mágicas é um tarefa hercúlea. Sem contar que dessa vez, pensa ele, talvez esses sejam um pouco mais espertos e de fato o matem de uma vez por todas. Nesta solução pacífica desenrole o encontro como social, e o grupo fica a par da história do mago, sua morte, experimentos, torre, o ataque e morte de novo. Ele também faz questão de frisar que jamais fez mal às comunidades próximas ou ativamente atacou viajantes, mas que se defende caso necessário. Tem interesse apenas em seus experimentos, que são os causadores dos sons e luzes que as pessoas veem de tempos em tempos. Um personagem pode verificar que Ginolvam diz a verdade com um teste de Sabedoria (Insight) de CD 10. Com alguns minutos de conversa civilizada o mago arrisca pedir ajuda do grupo.
Talvez os aventureiros apenas sigam viagem com uma história curiosa para contar. Se ajudarem a caveira a encontrar mais partes e levá-las para a torre siga para a parte 2. Caso mesmo após a conversa eles decidam que é melhor dar cabo da caveira e seu amigo golem e engajem em combate siga para o próximo parágrafo.
Numa inevitável luta execute da seguinte forma. Ginolvam ordena #1B a lutar com todas as forças e protegê-lo, assim que chegar seu turno, voa a 9m do chão, de onde atira seus Fire Ray e Magic Missiles, e ambos focam aqueles indivíduos que podem efetivamente ferir a caveira. Em seu primeiro turno ele conjura a magia Blur em si mesmo para aumentar sua sobrevivência, assim como Shield quando necessário. O mago é relutante em conjurar seu trunfo, Lightning Bolt, logo de cara, ainda mais caso a quantidade de alvos que consiga atingir seja sub-ótima. Ele o fará caso veja que esses novos rufiões que o atacaram sem motivo sejam muito fortes e estejam dando trabalho a ele e ao #1B. Se uma oportunidade de ouro se apresentar, com todos os aventureiros em linha perfeita esperando pelo choque ele conjura de uma vez o raio elétrico. A função do Golem não é segredo: ficar no solo absorvendo o máximo de dano que conseguir e batendo de volta. Caso entre em Berserker, Ginolvam não tentará domá-lo a menos que a luta já esteja ganha ou os aventureiros implorem muito por misericórdia. Se tudo der certo ele estará uns bons metros no ar, longe dos ataques do seu constructo. Se o grupo todo cair faça como você achar melhor. Um TPK mesmo e mais corpos para o mago ou quem sabe nosso amigo cabeça possa prender os atacantes e conduzir mais experiências. Vilões megalomaníacos fazem isso e repetidamente dão a oportunidade dos capturados escaparem com vida... tsc tsc, nunca aprendem. Caso a luta pareça perdida Ginolvam tentará escapar voando para longe e acessar o que consegue recuperar depois.

2. Torre Abandonada

Se no final os aventureiros se resolveram amigavelmente com a dupla de pescadores e os ajudaram a trazer partes para cá, ou se venceram o combate e eventualmente alcançaram a estrutura, use algum mapa que achar interessante. Uma coisa é fato, está tudo saqueado. Algumas partes de golens são visíveis, mobílias intactas e quebradas, livros, frascos, mesas de encantamento, penduricalhos diversos e tudo o que magos em RPG costumam colecionar. Marcas de batalha são visíveis e recentes - perfurações, chamuscados, flechas e frascos de poção recém usadas pelo chão. Em duvida faça um mapa simples. Existe um ou dois quartos, uma cozinha e sala, um depósito e um laboratório provavelmente no topo. A torre é o formato ideal pois Ginolvam precisa atrair raios para alguns de seus experimentos. Infelizmente ele não tem poderes o suficiente para conjurar o seu próprio mais que uma vez ao dia.
O único butim de valor é o grimório da velha caveira. Um tomo grosso cuja capa é feita de retalhos de pele e com páginas amareladas que contém as magias conhecidas do mago (leia-se, as que a Flameskull tem preparada contando a alteração que fizemos). Um Mago pode copiar qualquer uma das magias descritas ou é possível vender o livro por 50 pesos de ouro caso encontrem comprador interessado.
Se todos chegaram aqui como amigos, Ginolvam convida o grupo a ficar e pede #1B para preparar algo para eles enquanto ele começa a montar o próximo golem. Talvez todos fiquem desconfiados e, mais uma vez, depende de você DM. Minha ideia de "good ending" é todos ficarem em bons termos, tomarem um chá e conversarem. Caso tenha um mago no grupo, e ele seja decentemente sociável, Ginolvam o acha merecedor de estudar o seu grimório e copiar uma das magias que tenha lá. Se achar necessário peça um teste de Charisma (Persuasion) para o conjurador da sua mesa e, se achar bom o suficiente, o deixe copiar mais que uma. Ginolvam se mostra amigável mas ainda é alguém meio difícil de lidar. Ao final de tudo, se realmente foi um momento extremamente prazeroso e os personagens se ofereçam para ajudar nas tarefas, como arrumar a bagunça e montar os golens, e passem a noite na torre, eles conquistam amigos fiéis em Ginolvam e #1B e o mago os presenteia com um Damaged Flesh Golem (Explorer's Guide to Wildemount, 248) feito de partes sobressalentes e cujo mestre e dono pode ser decidido pelo grupo ou pela própria caveira. Eles até podem ver o processo de animação com Lighting Bolt, em que todos os corpos montados são enfileirados e alvejados pela magia para ganharem vida própria e servirem seu mestre.
Mas quer saber? Talvez Ginolvam não é um cara tão legal. Neste caso ele pode atacar o grupo a qualquer momento em sua torre. Seja assim que chegarem, durante o chá ou com um exército de golens novos construídos pelas próprias vítimas MUAHAHAHA!!! Se assim for a tática é basicamente a mesma descrita no último parágrafo da parte 1, Ginolvam se protege e dá cobertura à distância enquanto o(s) golem(s) arrebenta(m) com os convidados.

O Que Vem Depois

Aqui repito o que adoro falar a todo momento: depende de você. Uma aventura é sua assim que decide corrê-la para seu grupo. Modifique como quiser e bem entender para que seja mais desafiadora, divertida, engraçada, curiosa, assustadora.
Gostou da aventura? Tem alguma crítica, elogio ou sugestão? Deixe um comentário! Se tiver usado alguma ideia apresentada no texto comente aí como foi, adorarei ler como tudo se deu na sua mesa. Até a próxima.
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2020.07.01 04:44 lex7222 O segredo

Olá Lubisco tudo bemm? Sou nordestino então leia com aquele sotaque maravilhoso!
Bom , hoje a noite combinei de fazer alguma call com meus amigos ( que eram : Carls ( melhor amigo ) Lars ( melhor amiga ) e Karls ( amiga e Ex namorada q terminou cmg ;-; ) , estava com saudades pois já fazia uns 3 dias que não tinhamos tempo para fazer calls ( sou carente por não aguentar ficar 3 dias sem meus friends? talvez ) . Tivemos a belíssima ideia de jogar Ludo , após jogar 1 ou 2 partidas eu sai pra falar com meus pais ; quando voltei todos estavam falando sobre um suposto ''segredo'' , eu como sou curioso perguntei sobre quem estava ligado a esse segredo , Karls (a dona do segredo) falou que estava relacionado diretamente a Eu e Carls , mas também tinha relação com Lars (Que namora com Carls ) e Rurls ( Rurls é minha namorada a uns 8 meses ) , e aparentemente Lars sabia .
Eu pedi para falarem logo esse tal ''segredo'' , mas Lars e Karls não quiseram , após isso sai da chamada e meio que comecei a ''investigar'' ... E assim , não sou muito bom com esse negócio de detetive e não encontrei nada que me levaria a uma possivel resposta . Liguei para Carls e ele ligou as coisas e achou que Karls estava gostando Dele ou Eu , mas não achei que era isso . Fui falar com Lars para ver se ela desembuchava e falava logo a resposta , ela só acabou falando que era um coisa ''ruim'' e apesar de tudo não contou nada . Já tinha desistido de tentar descobrir , até q fui falar com Karls , conversamos e ela dizia que estava muito óbvio a resposta do segredo ( não sei se está , sou lerdo ) , mas eu discordei ; chegou um ponto que ela falou mais ou menos isso : ''Cara isso não vai fazer diferença na sua vida , n precisa saber'' , quando ela falou isso eu disse : Se não vai fazer diferença conta logo , oxente!
Ela acabou contando , foi isso que ela disse :' Cara , vou sentir muita vergonha depois disso , mas eu te amo '' . Eu fiquei surpreso pra caralho , mas se eu fosse falar merda só pioraria a situação , ela me bloqueou , fiquei confuso ... Depois de uns longos 10 minutos ela me desbloqueou e eu tentei acalmar ela , falei que se precisasse conversar cmg , estaria online , nós conversamos um pouco , eu disse que tava tudo bem . Ela também assumiu que ama meu melhor amigo ...
Cara , eu até agora to confuso , não sei oq eu penso ou falo , mas quero manter amizade com ela e quero manter as coisas como estão , eu com a Rurls etc . Eu precisava falar isso a alguém , não posso contar para meu amigo ( carls ) , não quero que ela fique mal e nem quero espalhar pra ninguém mas sei lá ... Conversem comigo sobre isso , ainda to meio desnorteado pois aconteceu a uns 30 minutos atrás então é isso ,
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2020.06.23 23:58 fekahmaguire5 SOU BABACA POR ME VINGAR DE UMA TRAIÇÃO?

Oi luba e todos que estão a ver,eu tenho uma história pra te contar,eu sei que vc ja tem várias histórias do cornagem no seu canal,mas eu acredito que essa pode ser diferente. Enfim,A história começa ano passado. Eu estava no terceiro ano do E.M e tinha uma namorada (pensa numa garota ciumenta,agora soma 15 e multiplica por 10,ai vc chega a 1/3 do que ela era.A gente estudava na mesma escola,mas de turmas diferentes e éramos aquele casalzinho que todo mundo admira. Aki na minha cidade tem um show no qual o público são adolescentes,e a minha namorada me chamou pra ir junto com ela,pq ela sabia que eu amava o cantor que ia colar lá,que no caso seria o Orochi.Eu falei que não ia pra Tai (a minha namorada) e eu achei que ela ia ficar triste por isso,mas ela implorou pra eu deixar ela ir sozinha no evento.No início eu falei que não,pq eu tava com medo dela me cornar,mas no fim eu acabei deixando ela ir,só que eu não sou burro,eu sabia que tinha um amigo meu que ia nessa mesma festa pra “vigiar” ela.Resumindo tudo,ela acabou me cornando e e meu amigo filmou a cena. Na hora que eu mostrei o vídeo ela começou a implorar pelo meu perdão,e eu acertei e vc ja vai ver o porquê.Eu estava voltando pra casa e estava abalado com tudo isso,ja que ela contou pra todo mundo e geral ficou me zuando de corno,e no meio do caminho eu parei em frente a casa de uma amiga minha que eu vou chamar de Lau,eu chamei ela pra conversar sobre o que tinha acontecido.E no meio da conversa ela pediu pra eu parar de falar sobre esse assunto porque magoava um pouco ela,(Meus amigos sempre falavam que ela tinha uma quedinha por mim,mas eu nunca levei fé,Até pq eu já tinha perguntado pra ela e ela disse que n sentia nada por mim). Voltando:Ela falou que doía ouvir o menino que ela gostava (no caso eu) falando da menina que ele gostava.Nesse tempo eu vi uma oportunidade perfeita de me vingar da Tai,e quando ela falou isso eu roubei um beijo dela,e enquanto a gente se beijava eu estava FILMANDO TUDO.Sim,eu usei a minha amiga brabamente,e disso eu me arrependo um pouco.Depois disso eu fui para casa e so lembrei do vídeo de novo a noite,e lembra do meu amigo que filmou a minha namorada me traindo,eu pedi ajuda dele de novo.Eu mandei o vídeo pra ele,e pedi pra gente ter uma conversa fake sobre isso. A conversa era basicamente ele me dando uma lição de moral, falando que como foi a décima vez que eu já tinha cornado a Tai ele ia contar pra ela,e eu falando pra ele não fazer isso e talz.E nisso eu pedi pra ele print da conversa, tomando cuidado pra não mostrar a data das mensagens e mandar o print + o vídeo pra minha namorada, falando que não aguenta mais esconder esse segredo e que eu e ela deveriam se resolver.E deu certo,no outro dia ela e as amigas dela me cercaram no pátio com a Tai chorando falando que eu era um idiota por ter feito tudo isso e ter cornado ela 10 vezes.Eu como estava me divertindo,resolvi botar pilha na conversa falando que não foram só dez vezes com uma cara de orochinho,digo,deboche.Naquele momento ela estava sentindo o que eu senti na hora,ou não, talvez eu tenha exagerado um pouco na vingança. Continuando,ela me perguntou quantas vezes foram,e eu respondi que parei de contar na décima segunda vez.Nesse momento tava todo mundo olhando e me achando um tremendo fdp,e foi ai que deu merda:Eu falei que pelo visto nosso namoro havia terminado e sai.E foi todo mundo consolar ela e eu fiquei pensando: “pq quando o garoto é corno ele é zuado mas quando a garota é corna ela é consolada?" Depois de uns dez minutos,a diretora do colégio me chamou.Pelo visto todo mundo era x9 e me dedaram pra ela.Eu fui de boassa pra diretoria quando eu vejo os pais da Tai la. No momento em que eu entrei o Pai dela quase voou em mim pra me dar um soco, só que os seguranças do colégio o seguraram. Resumindo a história,eu ganhei uma suspensão por ter “humilhado ela na frente de todo mundo" e ela não ganhou nada sendo que tudo isso não teria acontecido se ela não me traisse com outro alguém ou pelo menos não contasse pra geral.E também todos me acham um babaca, inclusive quem sabia que a história é fake.enfim,eu fui babaca?
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2020.06.15 05:13 meninasonhadora O Ex melhor amigo hipócrita

Olá Luba, editores, possível convidado e turma que está a ler, eu namorei um carinha durante 2 anos, fui apresentada aos amigos dele e um deles se tornou meu melhor amigo, naquela época eu estava passando por um período muito difícil de depressão e ansiedade, ele foi uma das pessoas que mais me ajudou, eu confiava muito nele, ele sabia todos os meus segredos, angústia, tinhamos uma intimidade muito grande, eu sempre dizia que amava ele, mandava textão, marcava nos memes, abraçava e beijava, ficávamos em ligação por horas, já assistimos filme juntos, esse é meu jeito de demonstrar amor as pessoas e fez ele confundi muitas coisas, quando meu relacionamento terminou, eu morria de medo de perder ele, implorei para ele não me abandonar, pra vc ver como eu amava esse menino, Porém, umas semanas depois que meu relacionando acabou, ele estava diferente comigo, começou a dar em cima de mim, coisa que ele nunca fez antes, conversei com minha melhor amiga e eu preferi acreditar que era coisa da minha cabeça ao invés de me precipitar, um mês depois eu tive um dos maiores surtos da minha vida, tentei me suicidar e contei pra ele, ele jogou toda a responsabilidade em mim, como se eu tivesse culpa de não deixar me ajudarem, fiquei muito chateada, uma semana depois ele me contou oq sentia por mim, tentei ser compreensiva para não magoar os sentimentos dele e achamos melhor nos afastar, 6 meses depois ele me chamou pedindo perdão e que nunca mais isso ia acontecer de novo, pouco tempo depois tudo voltou a mesma coisa, ele apaixonado por mim, e por mais que eu dissesse não, ele continuava, chegou a ser sufocante, até chorei, eu não sentia nada por ele, não queria ver ele sofrer, mas também não queria perder a amizade já que ele me ajudou muito, algumas coisas que ele já fez, tentou me beijar a força em uma festa, mentia sobre meu ex, queria fotos minhas o tempo todo entre outras coisas, eu e o meu ex temos uma relação muito boa, somos muito amigos, então conversamos sobre esse assunto, até porque, eu precisava de resposta, ouvi muitos boatos que me chatearam bastante, eu contei tudo que aconteceu, com prints, áudios e tudo que tenho direito, algumas coisas ele já sabia, porém, meu melhor amigo só contou que gostava de mim, o resto ele descobriu pelas outras pessoas, fomos sinceros um com o outro, não sabia o quanto ele ficou chateado com essa histórias, até pq são 10 anos de amizade né, ele resolveu conversar com meu melhor amigo que se fez de desentendido, me mandou mensagem dizendo que eu fiz ele parecer um cara ruim, que era só brincadeira e a culpa era minha de dar liberdade, que eu deveria ter falado com ele antes, me chamou de burra, hipócrita, babaca e um monte de coisa e me bloqueou (oh drama), eu disse que ele deveria ter contado toda a verdade desde o começo quando meu ex disse que ficou chateado e quando eu disse não a primeira vez, já faz uns meses essa história e resolvi desabafar, então, eu fui a babaca?
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2020.06.06 10:13 caneca_show Fui chifrado e expus um segredo do meu web amigo

Oie Lubixco, editores, animais, plantas e turma que está a ver
Hoje vim contar uma história que estava querendo contar a muuuito tempo, porém só hoje tomei coragem de assumir meu talvez erro
(Sou de uma cidadezinha pequena interior de São Paulo, então sotaque caipira é bem vindo)
Tudo começou quando eu entrei para um grupo de RP (RolePlay) e conheci uma menina que por algum motivo me conhecendo por 10 minutos no máximo começou a me chamar de fofo e que alguns dias depois me pediu em namoro
Eu tinha 11 anos então não hesitei em aceitar, nunca tinha visto a cara dela, mas nada de ruim poderia acontecer, certo?
Alguns meses depois por alguns motivos um amigo meu (único do grupo que eu conhecia em pessoa, meu grande amigo até hoje) foi adicionado ao grupo. De começo foram legais e bem respeitosos com ele, mas depois de um tempo começaram a humilhar ele sem motivo, como chegaram a fazer uma edição (ou mais, não tenho certeza) ofensiva sobre ele
Eu como não gostei de como estavam tratando meu amigo fiquei puto e fui tirar satisfação, mas acabei começando a ser tratado como ele após isso. Comecei a dizer a eles que sairia do grupo, que esses últimos tempos eles estavam babacas e tudo mais. E então eu saí do grupo junto com meu amigo, portanto, porém, por toda via, me chamaram para voltar e tentar conversar e resolver as coisas, eu acabei me resolvendo por um tempo até que minha webnamorada veio me questionar:
-Ei, por que você está xingando o carls, farls, tarls e todo mundo?
-Eles me xingaram primeiro ;-;

Com isso, segundo meus webamigos ela ficou "depressiva" e não saia mais do quarto dela, eu tentei conversar com ela, até mandei declarações, algo que eu nunca tinha feito por timidez, mas ela não parecia mais querem papo comigo
Um tempo depois me chegou a informação que ela havia dormido no mesmo colchão que um amigo dela, eu achei que era mentira como muitas outras coisas que eles diziam pra me humilhar, mas quando eu descobri que ela e este amigo estavam namorando, foi a gota d'água
Eu nem sequer recebi uma confirmação de término, foi literalmente do nada, eu na hora me senti triste, mas depois eu "estourei"
O jeito que eu era tratado e mais essa de eu ser webcorno me quebraram, eu comecei a ser bem babaca com eles e xingá-los bastante pelas costas com meu amigo (que não foi chamado de volta ao grupo), até o momento aonde postei prints de um segredo do meu web amigo (dono do grupo) no status do zap (era algo bem bobinho, era algo como ele ter brigado com um amigo por causa de uma menina que ele gostava ou algo assim), ele havia sido bem babaca comigo, mas eu não me aguentei, algumas pessoas me xingaram porque isso não é legal, mas eu apenas bloquei e ignorei
Ele muito puto veio falar comigo e discutimos, ele me excluiu do grupo e assim acabou
Cheguei a conversar com ele mais algumas vezes, mas nada muito haver com o assuntoCaso ele esteja vendo ou alguém desse tal grupo, quero dizer que não guardo mágoas e estou de bem com todos ;)
Mas afinal, Eu fui o babaca por expor meu amigo?
Beijos Lubixco amo seu canal e vídeos, sempre me animam ≥3
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2020.06.01 00:20 Queenwtfhoney Realizações = 0

Sempre fui muito decidida e esforçada quando criança e adolescente, mas de una anos pra cá minha vida virou de ponta cabeça.
[Aviso de Post Longo]
Fato 1: Com 17 anos fui assediada pelo meu cunhado. Passei 6 meses sofrendo, sem contar pra ninguém, tendo que conviver com ele vindo à minha casa, conversando e rindo com meus pais. Durante esse tempo, me afastei dele e, consequentemente, da minha irmã e do meu sobrinho de 3 meses. Não conseguia chorar nem por pra fora aquela dor, porque parecia que se começasse a chorar não conseguiria mais parar e todos descobririam. Depois desses 6 meses não aguentei mais e contei pra minha (outra) irmã, que contou pra minha mãe, que contou pra todo mundo, inclusive pra irmã (do marido que me assediou). Quando ela soube pediu pra conversar comigo e me fez repetir toda aquela história pra ela. Doeu demais ter que falar tudo de novo. Ela afirmou que nada iria mudar entre eu, ela e meu sobrinho, que ela me amava e tudo mais. Depois desse dia, eu a vi apenas mais uma vez. Ela cortou contato com todos nós.
Fato 2: Fiquei depressiva e larguei a Faculdade. Eu fazia Pedagogia. Era à distancia, mas não consegui aguentar depois de tudo o que aconteceu. Falhei.
Fato 3: Parei de falar com meu irmão há 2 anos. Minha cunhada, também conhecida como demônio encarnado, fez meu irmão brigar comigo e com minha irmã. Paramos de nos falar. Ele tem um filho, meu sobrinho, que só vi duas vezes... Ontem ele fez 30 anos...
Fato 4: Em 2018 nasceu a filha de uma prima que mora no mesmo quintal. Sempre fomo muito unidas, mais pela pouca diferença de idade. Com do tempo não trocávamos mais segredos como antigamente, mas sempre apoiamos uma a outra. E ela teve essa neném, se casou... Teve um rolo sinistro lá com o pai da criança e separou. Voltou pra casa da mãe dela (que é aqui no mesmo quintal) e pra ela ir pra faculdade, eu e minha irmã ficávamos com a neném pra ela, então ficamos muito próximas. Ela fez 2 anos há duas semanas... Sexta-feira ela brigou com a mãe e foi embora com a neném. Não sei nem pra onde. Eu nem me despedi.
Fato 5: Outra prima que não olha mais na minha cara. Essa outra prima também mora no mesmo quintal (e não é grande, pessoal). Éramos ótimas amigas! Até que a mãe dela e meu pai brigaram feio por causa da casa da minha falecida avó. Ela tomou partido, ficou do lado da mãe. Eu não tomei partido e fiquei sozinha, em cima do muro.
Fato 6: Não falo mais com minha melhor amiga. Nos conhecíamos desde os 2 anos. Eu a chamava de "best" e ela me chamava de "besta". Agora ela mora sozinha, tem novos amigos, e meio que me esqueceu. Fiquei sozinha mais uma vez...
Fato 7: O cara que mais amei na vida não era quem eu acreditava ser. Conhecia ele desde os 11 anos. Era como os amores dos filmes. Estávamos juntos, morávamos na mesma rua e quanto mais conversávamos mais próximos ficávamos. Decobrimos até que, antes de nos conhecer, estivemos no mesmo lugar... Só pensava em "Destino". Aí, depois de muitos anos investindo nessa relação que não saía do lugar, descobri que ele mentiu sobre quase tudo. Basicamente ele não mentiu sobre o nome. E por nada... Agora mora em outro estado, bem longe.
Fato 8: Só sei ser professora, mas não quero ser. Dou aula desde os 16 anos, quando terminei meu ensino médio com formação de professores. Sou boa nisso, mas não quero isso pro resto da vida. Aí chegamos ao impasse: pra estudar tem que ter dinheiro; pra ter dinheiro tem que trabalhar; trabalhando como professora de ensino fundamental ou educação infantil você não consegue fazer mais nada além de se dedicar ao trabalho, interamente e integralmente. Além de que sou pobre e da minha renda não sobre nada pra mim, porque moro com mais 3 pessoas, onde 2 estão desempregadas.
Fato 9: Não sei o que fazer pra mudar essa realidade. Encarando a pandemia eu só penso: vou morrer por causa da doença, de stress ou de fome. Muitas vezes fico paralisada, não consigo nem me mexer, ou esqueço como se respira (agora está começando um desses momentos) porque vejo que toda a minha vida se resume a: falta de nenéns, pessoas que me machucam e me deixam, infelicidade em todas as áreas da vida, pouco dinheiro e muito stress.
Fato 10: Ver que minha vida é resumida nesses 9 tópicos me enteistece. Nunca "curti" a vida: só beijei um cara, só fui numa balada uma vez nos 18 anos, não bebo, não fumo, nao nada. Sei que esses podem não ser os termos de diversão de todos ou até mesmo os "recomendados", mas me faz olhar pra traz e ver que vivi anos da minha vida e não vivi.
Obrigada a todos que leram até aqui. Talvez botar pra fora me ajude de alguma forma... Ou não... Quem vai saber.
submitted by Queenwtfhoney to desabafos [link] [comments]


2020.05.09 22:11 IBGE Ranking de convidados do nerdcast por número de participações

Tava com tempo livre, decidi tentar extrair estatísticas interessantes sobre o Nerdcast. Para você que gosta de números, eis o ranking de convidados do nerdcast, por número de participações:
Rank Participante Participações Primeira Data da Primeira Última Data da Última
1 Tucano 274 15 - X-Men nos Quadrinhos 25/05/2006 723 - Futurologia: O Pós-Corona 01/05/2020
2 JP 168 09 - Pérolas do RPG 21/04/2006 722 - Pandemias pela história 24/04/2020
3 Eduardo Spohr 162 13 - Google é meu pastor e nada me faltará 17/05/2006 722 - Pandemias pela história 24/04/2020
4 Carlos Voltor 141 01 - Super-Homem: Herói americano ou do mundo? 02/04/2006 708 - Mandalorian: A babá do baby Yoda 17/01/2020
5 Bluehand 113 10 - Nostalgia Tecnológica 28/04/2006 559 - Tecnologias do Futuro 3 17/03/2017
6 Sr.K 104 31 - DO IT NOW, DAMMIT! 22/09/2006 723 - Futurologia: O Pós-Corona 01/05/2020
7 Portuguesa 69 25 - Coca-Cola, Cheetos e Dança da Vassoura 04/08/2006 724 - Bariátricas Selvagens 2: Double Dumping 08/05/2020
8 Atila 63 249 - Evolução artificial da Seleção Natural 04/03/2011 723 - Futurologia: O Pós-Corona 01/05/2020
9 Affonso Solano 59 268 - Novos velhos games rebootados 15/07/2011 720 - Não vale usar Google! 10/04/2020
10 Caio Gomes 56 331 - Conjecturas sobre viagens no tempo 05/10/2012 715 - Você tem noção do perigo? 06/03/2020
11 Guga 54 38 - HQ no cinema: Passado e futuro 10/11/2006 548 - Rogue One: A Fan Service Story 23/12/2016
12 Sra. Jovem Nerd 52 25 - Coca-Cola, Cheetos e Dança da Vassoura 04/08/2006 705 - Pequenos Prazeres 2 20/12/2019
13 Rex 49 60 - Homem-Aranha – Back in Black! 04/05/2007 708 - Mandalorian: A babá do baby Yoda 17/01/2020
14 Mario Abbade 36 06 - V de Vingança 08/04/2006 126 - Rock n’ Roll – 70/80 05/09/2008
15 Andre Souza 35 339 - Distúrbios mentais 30/11/2012 719 - Saúde mental na quarentena 03/04/2020
16 Filipe Figueiredo 33 474 - A Batalha de Stalingrado 17/07/2015 722 - Pandemias pela história 24/04/2020
17 Diogo Braga 31 268 - Novos velhos games rebootados 15/07/2011 720 - Não vale usar Google! 10/04/2020
18 Fabio Yabu 29 105 - Fábio Yabu, o homem que matou o Jovem Nerd 21/03/2008 649 - Aquaman, uma estrela do mar #TurumTsss 07/12/2018
19 Jonny Ken 28 195 - Quem fez a internet 29/01/2010 609 - Nerdcast sem Fio 4 02/03/2018
20 Nick Ellis 28 85 - Nerdcast sem fio 01/11/2007 629 - Black Mirror precisa de um abraço! 20/07/2018
21 Beto Estrada 27 268 - Novos velhos games rebootados 15/07/2011 667 - Shazam nos quadrinhos 05/04/2019
22 Tresde 26 72 - Conspiração – “Constantinopla” 27/07/2007 641 - Traumas de Infância 2 12/10/2018
23 Android 25 186 - Isaac Asimov e seus escravos tchecos 06/11/2009 594 - Blade Runner 2049: menos noir e mais futurista 17/11/2017
24 Guga Mafra 24 358 - O Poder da Retórica 12/04/2013 705 - Pequenos Prazeres 2 20/12/2019
25 Leonel Caldela 24 379 - Literatura Fantástica Brasileira 06/09/2013 721 - Chegando no fundo do Poço 17/04/2020
26 Marco Gomes 23 211 - Profissão: Programador 28/05/2010 647 - Comidas Horríveis 23/11/2018
27 Cardoso 18 102 - Rambo: Missão Cumprida 29/02/2008 418 - Debate: #vaitercopa #nãovaitercopa 13/06/2014
28 Amigo Imaginario 16 27 - Animês – Dooka yoroshiku onegai itashimasu 18/08/2006 388 - O mundo conservado das embalagens 07/11/2013
29 Guilherme Briggs 16 94 - Max, Traga Minha Capa! – Entrevista com Guilherme Briggs 04/01/2008 564 - O lado bom da vida 21/04/2017
30 Marcelo Bassoli 15 599 - Star Wars: Os Últimos Jedi – Vem pro nosso lado! 22/12/2017 721 - Chegando no fundo do Poço 17/04/2020
31 Cris Dias 14 89 - Nerdca$h 30/11/2007 412 - Bugs e Gafanhotos Digitais 02/05/2014
32 Leila 12 611 - Histórias Desgraçadas 16/03/2018 713 - Gaveta: O deus do carnaval 21/02/2020
33 Gaveta 11 228 - Profissão: Mago dos Efeitos Visuais 24/09/2010 724 - Bariátricas Selvagens 2: Double Dumping 08/05/2020
34 Ana Arantes 10 492 - Divertida mente no divã 20/11/2015 719 - Saúde mental na quarentena 03/04/2020
35 Izzy Nobre 9 188 - Histórias de emigrantes 20/11/2009 534 - Pokemongo 16/09/2016
36 Lierson Mattenhauer 9 606 - Segredos dos Restaurantes 09/02/2018 713 - Gaveta: O deus do carnaval 21/02/2020
37 Pirula 9 398 - A Era dos Dinossauros 24/01/2014 681 - Reprogramação Quântica de Mindset 05/07/2019
38 Henrique Granado 8 54a - Star Wars – 20.000 Lactobacilos, vivos! 01/03/2007 622 - Han Solo: É o que tem pra hoje 01/06/2018
39 Jurandir Filho 8 99 - Oscar – Em 2008, o Nerdcast vai para… 08/02/2008 678 - Os Piores Crossovers 14/06/2019
40 Katiucha Barcelos 8 664 - Capitã Marvel: Representou? 15/03/2019 721 - Chegando no fundo do Poço 17/04/2020
41 David Preti 7 421 - Eu, colecionador 04/07/2014 712 - Assim que nasce o Corona 14/02/2020
42 Edney Souza 7 89 - Nerdca$h 30/11/2007 434 - Nerds Cervejeiros 03/10/2014
43 Francine 7 240 - Que fim levou…? 17/12/2010 625 - Permanentemente desgraçado da minha cabeça! 22/06/2018
44 Irado 7 207 - Bêbado e na Mão do Palhaço 2 30/04/2010 644 - Essa minha timidez 02/11/2018
45 Mauricio Saldanha 7 142 - Retrospectiva Nerd 2008 02/01/2009 375 - Breaking Bad: Chutando o Balde 09/08/2013
46 Rafael Calsaverini 7 324 - Alô criançada, o Bóson chegou! 17/08/2012 425 - A Ciência dos Super-Heróis 2 01/08/2014
47 Marcelo Forlani 6 99 - Oscar – Em 2008, o Nerdcast vai para… 08/02/2008 334 - Remakes relembrados 26/10/2012
48 Altay Souza 5 614 - Dormindo no ponto 06/04/2018 715 - Você tem noção do perigo? 06/03/2020
49 Carlos Merigo 5 57 - THIS IS SPARTA!!! 30/03/2007 440 - Making of Podcasts 13/11/2014
50 Dubox 5 27 - Animês – Dooka yoroshiku onegai itashimasu 18/08/2006 652 - O SOBRENATURAL NÃO ECZISTE! OU NÃO… 2 21/12/2018
51 Leo Lopes 5 307 - Nostalgia do humor brasileiro 20/04/2012 676 - Elton “Reginaldo” John: Gênio Extravagante 31/05/2019
52 Anderson Argentoni 4 58 - Tartarugas Mutantes Adolescentes Ninjas e Nerds 13/04/2007 121 - Nostalgia Animada – Parte 02 01/08/2008
53 Bia Kunze 4 85 - Nerdcast sem fio 01/11/2007 609 - Nerdcast sem Fio 4 02/03/2018
54 Borbs 4 49 - Oscar – E o Nerdcast vai para… 26/01/2007 329 - Bikini Girls with Machine Guns 2 21/09/2012
55 Bruno Carvalho 4 354 - O turno dos RTS games 15/03/2013 508 - A dimensão dos games de mundo aberto 18/03/2016
56 Evandro De Freitas 4 354 - O turno dos RTS games 15/03/2013 508 - A dimensão dos games de mundo aberto 18/03/2016
57 Marcela Versiani 4 390 - A Era de Battlefield 22/11/2013 621 - Profissão: Artista de Games 25/05/2018
58 Pri Ganiko 4 631 - League of Legends: Confia na call 03/08/2018 685 - MCU Fase 4 02/08/2019
59 Sergio Sacani 4 323 - Marte, Curiosity e a Fronteira Final 10/08/2012 670 - O buraco negro é mais embaixo 26/04/2019
60 Caue Moura 3 375 - Breaking Bad: Chutando o Balde 09/08/2013 418 - Debate: #vaitercopa #nãovaitercopa 13/06/2014
61 Fabio Lugar 3 398 - A Era dos Dinossauros 24/01/2014 572 - A origem da vida 16/06/2017
62 Guilherme Camillo 3 429 - Profissão: Cara do TI 29/08/2014 513 - Cloudcast 22/04/2016
63 Lady Lark 3 01 - Super-Homem: Herói americano ou do mundo? 02/04/2006 03 - Quadrinhos: A volta de Jason Todd (?!) 02/04/2006
64 Marcelinho 3 366 - Especial Dia dos Namorados 2013 07/06/2013 520 - Especial Dia dos Namorados 2016 10/06/2016
65 Marina Val 3 505 - Doctor… Who? 26/02/2016 664 - Capitã Marvel: Representou? 15/03/2019
66 Mauricio Cid 3 278 - Profissão: Blogueiro 23/09/2011 714 - Viajar é se f*der 4 28/02/2020
67 Max Valarezo 3 659 - Vidro todo Fragmentado, mas inquebrável 08/02/2019 710 - O Oscar 2020 vai para… 31/01/2020
68 Rogerio Bonfim 3 217 - As eleições da internet. Ou não. 09/07/2010 414 - Homem no volante, perigo constante 16/05/2014
69 Alek 2 429 - Profissão: Cara do TI 29/08/2014 481 - A Cronologia Metal Gear 04/09/2015
70 Alexander Stahlhoefer 2 574 - A Reforma Protestante 30/06/2017 588 - A Mãe segundo Aronofsky 06/10/2017
71 Alexandre Inagaki 2 217 - As eleições da internet. Ou não. 09/07/2010 255 - Como eram gostosas as pornochanchadas 15/04/2011
72 Almondega 2 222 - Nerdtour 2010 – Nobody tell nothing 13/08/2010 481 - A Cronologia Metal Gear 04/09/2015
73 Andre Gordirro 2 495 - A Revolução Star Wars 11/12/2015 497 - Star Wars VII – O despertar das emoções 25/12/2015
74 Andre Vianco 2 379 - Literatura Fantástica Brasileira 06/09/2013 435 - Criação de Mundos 10/10/2014
75 Barbara Russell 2 441 - Profissão: Engenheiro Civil 21/11/2014 636 - Viajar é se f*der 2 07/09/2018
76 Carlinhos Troll 2 580 - Road Trip 11/08/2017 585 - Junk Food 15/09/2017
77 Daniel Jezini 2 560 - Como funciona o Brasil: TCU 24/03/2017 626 - Como funciona o Brasil: Urna Eletrônica 29/06/2018
78 Dexter 2 369 - Profissão: Médico 28/06/2013 503 - Esse Zika é vírus! 11/02/2016
79 Erick Carvalho 2 57 - THIS IS SPARTA!!! 30/03/2007 704 - Traduzindo o Senhor dos Anéis 13/12/2019
80 Flavio Augusto 2 449 - Nômades Modernos 23/01/2015 470 - Expresso Empreendedor 5 19/06/2015
81 Gabriel Dread 2 384 - Minha Vida Não Convencional 11/10/2013 661 - Cultos, fanáticos e pelados 22/02/2019
82 Gica Yabu 2 311 - Decifrando Donnie Darko. Ou não. 18/05/2012 396 - Babycast 10/01/2014
83 Guilherme Novaes 2 604 - O Futuro da Educação 26/01/2018 612 - Blockchain, criptomoedas e lagosta 23/03/2018
84 Gustavo Guanabara 2 211 - Profissão: Programador 28/05/2010 332 - Profissão: Professor 12/10/2012
85 Hell 2 260 - A história das histórias em quadrinhos 20/05/2011 313 - HQ: Os Velhos Novos 52 01/06/2012
86 Ken Fujioka 2 169 - Profissão: Publicitário 10/07/2009 397 - Polêmicas da Publicidade 17/01/2014
87 Leon Martins 2 476 - Viajar é se f*der 31/07/2015 534 - Pokemongo 16/09/2016
88 Lucas "Marduk" Rampinelli 2 526 - A revolução buffada dos eSports 22/07/2016 631 - League of Legends: Confia na call 03/08/2018
89 Lucas Radaelli 2 256 - Cegos, nerds e loucos 22/04/2011 506 - Cegos, nerds e loucos 2 04/03/2016
90 Luquinhaz 2 638 - Profissão: Videomaker 21/09/2018 659 - Vidro todo Fragmentado, mas inquebrável 08/02/2019
91 Marcos Pontes 2 484 - Histórias de um mecânico espacial 25/09/2015 617 - A nova corrida espacial 27/04/2018
92 Mau Faccio 2 505 - Doctor… Who? 26/02/2016 717 - Nerds Vaidosos 20/03/2020
93 Mila 2 690 - O futuro (des)esperado das I.A.s 06/09/2019 698 - Filme bom, ciência ruim 01/11/2019
94 Pollar 2 71 - Transformers – Hora de morfar! 20/07/2007 95 - Japão – Quem tem Koku, tem Edo 11/01/2008
95 Sandro Magaldi 2 470 - Expresso Empreendedor 5 19/06/2015 604 - O Futuro da Educação 26/01/2018
96 Vinicius K-Max 2 346 - Hackers, Crackers e Dieckmans 18/01/2013 363 - The Deep, the bad and the dirty web 17/05/2013
97 Vinicius Schiavini 2 76a - Lost – Malditos Mind Games! 24/08/2007 111 - O Invencível Homem de Ferro… Velho 02/05/2008
98 Vivi 2 690 - O futuro (des)esperado das I.A.s 06/09/2019 698 - Filme bom, ciência ruim 01/11/2019
99 Yasodara Cordova 2 642 - Privacidade na Internet 19/10/2018 690 - O futuro (des)esperado das I.A.s 06/09/2019
Notas: só inclui o programa principal (e não NerdTech, empreendendor, etc) e apenas quem teve pelo menos duas participações. Feito com dados dos episódios 1 a 724. Pode conter pequenos erros.
De bônus, algumas curiosidades sobre participações que encontrei no processo:
Convidado que sumiu por mais tempo antes de voltar: Erick Carvalho, por quase 13 anos entre o 57 - THIS IS SPARTA!!! e o 704 - Traduzindo o Senhor dos Anéis . Os próximos da lista são Dubox (222 ao 652, 8 anos), Henrique Granado (220 ao 548, 6.5 anos), Cid (427 ao 714, 5.5 anos), Gabriel Dread (384 ao 661, 5.5 anos) e Irado (207 ao 480, 5.5 anos)
Nerdcast com mais participantes: 632 - O mundo depois de Thanos (10: Alottoni, Átila, Caio Gomes, Eduardo Spohr, Filipe Figueiredo, Marco Gomes, Pirula, Sr. K, Tucano e Azaghal). Como apontou u/NukeNipples, o 632 na verdade só tem 5 participantes. O nerdcast com mais participantes de verdade, então, provavelmente é o 219 - Lost: Desabafo!, com 9: Alottoni, Fábio Yabu, JP, Tucano, Maurício Saldanha, Nick Ellis, Android, Eduardo Spohr, e Azaghal.
Sugestões de outras estatíticas interessantes para calcular são bem vindas.
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2020.04.02 05:50 Vini_Skinhead Questionamentos a cerca do cristianismo

Valter Moraes Jesus morreu para salvar os pecadores, mas... ressuscitou JH McKenna, professor de História das Ideias Religiosas na Universidade de CA Irvine (EUA), sugeriu algumas simples reflexões que podem levar alguém a questionar a religião e a existência de Deus e, em consequência, se tornar ateu. Seguem 24 dessas reflexões 1 — Se Deus "revela" informações vitais apenas a algumas pessoas, isso mostra uma parcialidade injusta. Se Deus tivesse uma mensagem de salvação para a humanidade, por que ele não a tornou acessível a todos? 2 — Os mandamentos morais de Moisés não eram de modo algum "revelações" porque todas as tribos do planeta haviam chegado milênios antes a essas regras. 3 — Se Deus falou para o mundo, todos os cristãos estão convencidos da clareza e objetivo de suas palavras. Mas o que se tem é a discordância entre inúmeras seitas. As palavras de Deus existem para semear a paz ou a discórdia? 4 — Jesus como "filho de Deus" é tão suspeito como todos os outros "filhos de Deus" antigos cujas mães foram impregnadas por um ente divino. A propagação desse mito era comum no tempo em que o cristianismo surgiu e o cristianismo simplesmente o adotou. 5 — Nenhum sistema de justiça pode aceitar a morte de um inocente para salvar um culpado, o que significa que a crucificação de Jesus não é uma ideia moral. 6 — Se Jesus veio à Terra para 'sofrer' por nossos pecados, então ele deveria ter vivido muito tempo para passar por mais agruras. Ele deveria ter suportado uma doença incapacitante por dez anos, por exemplo. Deveria ter contraído demência. Deveria ter morrido de angústia mental e física aos 93 anos, não com 33. Em vez disso, Jesus morreu no auge de sua juventude e, depois de sofrer por três horas em uma tarde de sexta-feira, voltou para o paraíso. Ao longo do tempo, milhões de pessoas vêm sofrendo mais do que Jesus. E muitas delas aceitariam morrer jovens se soubessem que voltariam à vida três dias depois com fama, vida eterna e lugar garantido no paraíso. 7 — Se o propósito de Jesus era "morrer" pela humanidade, não faria diferença a causa de sua morte. Ele poderia ter morrido de varíola, de dengue ou ter dado uma escorregada fatal em uma casca de banana. 8 — Deus levou apenas seis dias para criar o universo. Por que ele não pode salvar a humanidade de uma só vez em uma semana? Milhares de anos precederam Jesus e ainda a maioria das pessoas não foi salva. 9 — Se Deus é tão poderoso como relata a Bíblia, por que ele ficou cansado com apenas seis dias de trabalho? 10 — Se Jesus tivesse a intenção de iniciar um novo sistema religioso, ele o teria escrito durante sua vida, como dezenas de profetas judeus anteriores. 11 — Jesus não praticava o que dizia: não amava seus inimigos e os repreendia com uma amargura injustificada. 12 — Um castigo eterno e atormentador sem reabilitação para os infratores é talvez a ideia mais imoral que alguém pode conceber E, no entanto, Jesus pregou o inferno. 13 — Como a maioria das pessoas que já viveram não foi cristã, ela foi para o inferno — e assim Satanás já ganhou a guerra contra Deus. 14 — Um plano de salvação que consiga salvar apenas uma pequena fração da raça humana é um plano de resgate fracassado. 15 — Há muitas discrepâncias nos evangelhos, como as histórias distintas sobre a ressurreição de Jesus. Quem afinal foi colocado no sepulcro? Quantos anjos estavam lá? O que os anjos estavam fazendo? Quem viu Jesus primeiro? Quando e onde Jesus apareceu pela primeira vez aos seus discípulos após ter ressuscitado? Onde Jesus subiu ao céu? Cada um dos quatro evangelhos tem informação diferente entre si para essas questões. Assim, como é possível dar um mínimo de crédito à Bíblia? 16 — José não teve nem um pouco de ciúmes quando soube que sua mulher foi impregnada por um fantasma? José, afinal, tinha sentimentos de humanos. Ou não? 17 — Como Maria, uma mulher casada já há algum tempo, podia continuar sendo virgem? José era impotente? A Bíblia não explica. 18 — Por que Deus não criou com barro uma mulher para ele, em vez de botar chifres em José? A atitude de Deus não se sustenta moralmente. 19 — Por que Judas e Pilatos não são considerados santos considerando que eles foram os responsáveis diretos pela morte salvadora de Jesus? Por que não há nas igrejas estátuas dos dois? 20 — Cristianismo diz que houve uma guerra no céu entre a turma de Satanás e os anjos de Deus. Como pode haver guerra entre seres sobrenaturais que não podem ser feridos e que não sangram? 21 — Se anjos pecaram no céu, como Satanás e seus rebeldes, os humanos não poderão fazer o mesmo quando chegarem lá? 22 — O que determina a religião das pessoas é a geografia. Quem nasce no Brasil, por exemplo, tende fortemente a ser cristão porque a grande maioria da população é cristã. Por isso, é justo que bilhões de chineses, para pegar só um caso, sejam mandados por Deus para o inferno porque em seu país praticamente não existe o cristianismo? 23 — Sem doutrinar crianças, poucas pessoas adotariam uma religião. As crianças se tornam crentes por intermédio de lavagem cerebral feita pelos seus pais e sociedade. Isso é justo? 24 — Teístas lutaram contra teístas até a morte por milhares de anos. Mas homens da ciência não lutam entre si. Exemplo: químicos não matam botânicos ou astrônomos não assassinam geólogos. 25 — O salmista que escreveu que "só um tolo diz em seu coração que não há Deus" quis dizer na verdade que "só um tolo não tem medo de anunciar sua incredulidade, em vez de guardá-la em segredo em seu coração". Com tradução para o português e síntese feitas por este site de texto publicado no Huffington Post. PEGUEI O TEXTO DE UM COMENTÁRIO NO FACEBOOK, NÃO SOU O DONO DELE, NEM O CARA QUE COMENTOU É, POREM ACHEI BONS QUESTIONAMENTOS.
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2020.01.20 03:58 altovaliriano Arya Stark

Mais uma vez o “sábado de personagens” deslocado para o domingo. E mesmo assim atrasa...
Hoje, Arya Stark é a personagem da semana.
Arya é literalmente a filha do meio de Catelyn e Eddard. A terceira de cinco. A segunda do sexo feminino. Mas é a única criança de Catelyn que se parece com uma Stark. Esta constatação, isoladamente, já revela como Arya se diferencia de seus irmãos.
Porém, o caso de Arya vai mais além. Ela herdou o espírito selvagem da família de Eddard, sendo especialmente parecida com sua falecida tia Lyanna. Talvez por isso que Ned tenha tanta tolerância com Arya e seus ímpetos aventureiros e inclinações marciais. De todo modo, Ned não poderia alegar desconhecer que sua filha não aceita exercer os papéis que são relegados às mulheres nos Sete Reinos:
– E eu posso ser conselheira do rei, construir castelos ou me tornar Alta Septã?
– Você – disse Ned, dando-lhe um suave beijo na testa – casará com um rei e governará seu castelo, e seus filhos serão cavaleiros, príncipes e senhores e, sim, talvez mesmo um Alto Septão.
Arya fez uma careta.
– Não – ela protestou –, esta é a Sansa – dobrou a perna direita e voltou aos exercícios deequilíbrio. Ned suspirou e a deixou ali.
(AGOT, Eddard V)
A natureza diferenciada de Arya, porém, tem seus custos. E o principal custo é sua convivência com sua irmã Sansa. Martin chegou a declarar (vide seção abaixo) que Arya foi criada primeiro, mas que a personagem estava muito bem relacionada com os demais irmãos. Assim, ele sentiu que era necessário criar Sansa para atazana-la.
De fato, o papel de Sansa e Jeyne Poole é apenas o de ridicularizar Arya e fazer com que ela frequentemente sentisse que não tinha competência para desempenhar os papéis que eram esperados dela como mulher. Ao longo dos livros, estes sentimentos parecem não se alterar. De modo que fica cada vez mais evidente que o afeto que as irmãs nutrem uma pela outra é, no máximo, distante:
Sansa era educada demais para sorrir da desgraça da irmã, mas havia o sorriso afetado de Jeyne no seu lugar. (AGOT, Arya I)
Arya saíra ao senhor seu pai. Os cabelos eram de um castanho sem brilho, e o rosto, longo e solene. Jeyne costumava chamá-la Arya Cara de Cavalo, e relinchava sempre que ela se aproximava. (AGOT, Arya I)
Sansa sonhara em ter uma irmã como Margaery; bela e gentil, com todas as graças do mundo às suas ordens. Arya havia sido completamente insatisfatória no que tocava a ser irmã. (ASOS, Sansa II)
A Agulha era Robb, Bran e Rickon, a mãe e o pai, até Sansa. (AFFC, Arya II)
Dentre seus irmãos, Arya somente desfruta de um relacionamento próximo com seu “meio-irmão” Jon Snow. Não é coincidência que Jon seja outra pessoa por quem Sansa nutre um afeto distante. Arya e Jon dividem algumas características. Ambos não se adaptam bem à atual dinâmica familiar de Winterfell e são os parentes de Eddard que mais se assemelham a ele. Estas peculiaridades provavelmente foram as responsáveis por unir Jon e Arya.
Entretanto, muitos leitores enxergam mais do que isso. Há durante toda a saga diversos momentos em que os “meio-irmãos” pensam um no outro em contextos que sugerem inclinações românticas, ainda que platônicas.
GRRM afirma (vide seção abaixo) que tais indícios eram fortes no primeiro livro, quando ainda existia a idéia de tornar Jon e Arya um par romântico, mas que isso foi sumindo dos livros ao longo da saga. Tudo não poderia ser algum tipo de complexo fraterno.
Entretanto, não é o que se verifica nos livros seguintes. A última vez que Arya e Jon se viram foi no começo de A Guerra dos Tronos, mas eles ainda estão pensando carinhosamente um no outro mesmo nos mais recentes volumes da série:
Ygritte trotou para o lado de Jon enquanto este reduzia o passo do garrano. Ela dizia ser três anos mais velha do que ele, embora fosse quinze centímetros mais baixa; qualquer que fosse a sua idade, a garota era uma coisinha rija. Cobra das Pedras chamara-a de “esposa de lança” quando a tinham capturado no Passo dos Guinchos. Não era casada e sua arma favorita era um pequeno arco curvado feito de chifre e represeiro, mas “esposa de lança” ajustava-se a ela mesmo assim. Lembrava a Jon um pouco sua irmã, Arya*, embora esta fosse mais nova e provavelmente mais magra. Era difícil dizer se Ygritte era magra ou gorda, comtodas as*peles que usava.
(ASOS, Jon II)
Ela nunca se incomodara em ser bonita, mesmo quando era a estúpida Arya Stark. Apenas seu pai já lhe chamara daquilo. Ele, e Jon Snow, algumas vezes*. Sua mãe costumava dizer que ela poderia ser bonita se lavasse e escovasse o cabelo e tomasse mais cuidado com suas roupas, do jeito que a irmã fazia. Para a irmã, as amigas dela e todo o resto, ela fora apenas Ary a Cara de Cavalo. Mas estavam todos mortos agora, até mesmo Arya, todos menos seu meio-irmão Jon. Algumas noites, ela ouvia falarem dele nas tavernas e bordéis do Porto do Trapeiro. O Bastardo Negro da Muralha, os homens o chamavam.* Nem mesmo Jon teria reconhecido a Cega Beth, aposto. Aquilo a deixava triste*.*
(ADWD, A Garota Cega)
Em todo caso, qualquer que seja, foi este sentimento que moveu Jon Snow a abandonar seus votos e desertar a Patrulha. Assim, é algo que move Jon em direção à Arya e o leva a aceita-la da forma que ela é.
Tal qual Eddard, Jon não desdenha da aptidões de Arya. Ele foi, em verdade, o primeiro patrocinador delas, antes mesmo do pai. Ao presentar a “irmã” com Agulha, Jon semeou o terreno para que Eddard oferecesse a Arya um treinamento de dançarina da água. É notório que Eddard estava tentando desviar Arya de ambições maiores (como a cavalaria, por exemplo), mas a história de Agulha e o treinamento com a Syrio Forel forem responsáveis por plantar prenúncios frutíferos na história.
O primeiro foi tornar Braavos uma cidade com a qual Arya tinha uma ligeira familiaridade. Assim, quando ela tivesse que ir para lá, não parecesse um total tiro no escuro. A segunda é a frase que Jon Snow diz antes mesmo de presentar a irmã:
Quanto mais tempo ficar escondida, mais severa a penitência. Costurará durante todo o inverno. Quando chegar o degelo da primavera, encontrarão seu corpo ainda com uma agulha bem presa entre os dedos congelados.
(AGOT, Arya I)
Muitos leitores veem nesta frase um prenuncio de que Arya poderia morrer durante a Batalha pela Alvorada. Assim, caso se corpo fosse encontrado com a espada Agulha presa às suas mãos, saberíamos que as palavras inocente de Jon se provaram proféticas. Até mesmo poderia servir para que o corpo de Arya fosse identificado mesmo se ela estivesse com um rosto diferente.
Outro fato de nota que ocorreu a Arya antes de partir para Porto Real e todas as aventuras que se seguiram daí foi a adoção da loba gigante Nymeria. Ainda que soe natural que Arya daria um nome de uma mulher ousada para sua loba, a referência dornesa parece de alguma forma distante demais da realidade nortenha para que não haja algum significado nesta escolha... ou talvez seja apenas um detalhe de construção de mundo.
Qualquer que seja o caso, Nymeria e Arya foram separadas com pouco tempo de criação e adestramento. Este tempo,entretanto, foi suficiente para que o dom como troca-peles de Arya fosse despertado. O fato de que Nymeria conseguiu sobreviver ao ser forçada a fugir foi determinante para o desenvolvimento à distância das aptidões de Arya.
Plantadas estas idéias no leitor, Martin segue até o final de A Guerra dos Tronos fazendo com que Arya passe por horas de treinamento, ocasionalmente usando-a como espectadora de eventos inusitados, como o encontro entre Illyrio e Varys no subsolo da Fortaleza Vermelha. Um fato curioso deste encontro é que Arya observa bem a fisionomia de Illyrio, mas não a de Varys (que está disfarçado). Dessa forma, uma amiga me questionou se isso não seria um indício de que Arya poderia ter que acabar recusando uma missão da Casa do Preto e do Branco para matar Illyrio no futuro, pois o “conhece”. É uma questão a se pensar...
De toda forma, Arya presencia em mais vivacidade o massacre dos homens Stark no momento da prisão de seu pai, assim como está presente quando ele tem sua cabeça cortada. A fuga da Fortaleza Vermelha, inclusive, a provoca a matar uma pessoa pela primeira vez na vida: um cavalariço de sua idade que poderia denunciá-la.
Quando Yoren a extrai de Porto Real para leva-la ao Norte, Arya começa a ter que sobreviver em meio ao luto. Assim como Sansa, Arya é deixada em circunstância hostis. Durante os A Fúria dos Reis, ambas as garotas suportam muitos abusos e humilhações, mas ao menos Sansa pôde contar com relativo conforto. Da parte de Arya, ainda que ela desde pequena se sinta à vontade em meio à plebe, a jornada se prova particularmente árdua. Especialmente porque Arya se vê pela primeira vez vivendo sobre uma nova identidade.
Após a morte de Yoren, não demora para que o grupo de órfãos vire presa de Gregor Clegane e seu bando. Conforme se passam no cárcere, Arya começa a bolar sua famosa lista, com todas as pessoas que ela julga responsável por trazer sofrimento a ela e àqueles ao seu redor. O que é curioso é que, apesar de listar o Rei Joffrey entre os albos, a garota de 9 anos não tenha o discernimento de que sua lista somente mira em capangas e fantoches, mas esquece de vilões de verdade, como Tywin Lannister.
Essa falta de discernimento se repete quando Arya está em Harrenhal e Jaqen a oferece 3 mortes em troca das vidas que ela salvou do incêndio. Novamente, a garota Stark se limita a indicar nomes sem importância. Quando surge a ideia de nomear Tywin Lannister, sentimentos nacionalistas a fazem burlar a barganha de Jaqen para convencê-lo a ajudá-la na libertação dos prisioneiros nortenhos e dos homens Frey. Portanto, Arya não demonstra não empregar seu potencial assassino para grandes causas, atendo-se a pequenas vinganças e revanches.
Ainda assim, Jaqen entrega a Arya a moeda de ferro que mais tarde a levaria a Braavos para o treinamento junto aos homens sem rosto. O que causa curiosidade seria o motivo pelo qual Jaqen selecionou a menina. O perfil dela não combina com o da seita, como vemos ao longo de Festim dos Corvos e Dança dos Dragões. Sem falar que ele a presenciou fazendo uma barganha contra o próprio Jaqen.
Fora de Harrenhal, Arya acaba novamente sendo feita prisioneira alguns dias depois de partir. Mas dessa vez, é reconhecida e fica permanentemente na expectativa de ser levada a sua mãe, não importa se vendida ou simplesmente entregue. Mas o objetivo da viagem que Martin a impõe é conhecer os efeitos da guerra sobre as Terras Fluviais, sob o ponto de vista dos camponeses.
Antes que essa jornada termine, porém, duas coisas ocorrem: Arya é raptada por alguém em sua lista (Sandor Clegane) e Roose Bolton informa que encontrou Arya e vai enviá-la ao Norte.
Como GRRM gosta de lembrar as semelhanças entre Arya e Lyanna, não há como não enxergar em seu rapto ecos do rapto de sua tia por Rhaegar Targaryen. Talvez haja aqui algum paralelismo que estamos deixando de enxergar. Mas as distinções são bem claras. Sandor estava levando Arya de volta pra casa, enquanto Rhaegar estava levando Lyanna para longe do Norte. Um detalhe incidental nesta questão é que Sandor “morre” à beira do Tridente tal qual Rhaegar (ainda que este tenha morrido no vau rubi, local que Arya e Sandor evitaram).
Quanto ao segundo evento, a farsa de Jeyne Poole como a falsa Arya permitiria que a verdadeira se tornasse, de fato, ninguém. A intenção, claro, era fechar uma ponta para resgatar a história dali a 5 anos, quando Jeyne Poole já estivesse estabelecida como Arya. Neste futuro que nunca aconteceu, Arya haveria florescido, o que era a intenção de Martin. Ele sempre cita como as histórias dos adultos não tinha tempo para esperar que “Arya chegasse a puberdade”.
De fato, como Arya é comparada com Lyanna diversas vezes, seria de se esperar que a puberdade lhe avivasse a beleza selvagem e que já a víssemos em Braavos em estado avançado de seu treinamento. Se sabe que o primeiro capítulo de Arya em Os Ventos do Inverno foi escrito antes de Martin abandonar o salto de 5 anos, portanto, as circunstâncias que ela parece que vai viver agora aos 11 anos seriam aquelas que, originalmente, se pensava que ela viveria ao 16 anos (aproximadamente a mesma idade que Lyanna tinha quando morreu).
Porém, o caminho seguido em O Festim dos Corvos e A Dança dos Dragões foi acompanhar o treinamento de Arya desde o começo. Muitos leitores acusam estes capítulos de serem encheção de linguiça, mas eu os entendo apenas como lentos. Há 3 linhas mestras acontecendo neles: 1) modificações na política de Braavos, 2) conflitos internos da própria Arya não querendo abandonar sua herança Stark, 3) revelação de segredos da Casa do Preto e do Branco.
Caso o salto temporal houvesse ocorrido, eu imagino que os 2 primeiros itens poderiam ser contados facilmente via flashbacks, sem necessidade de presenciarmos as sementes serem plantadas (que é o que Martin parece ter feito ao longo de Festim e Dança). Porém, o terceiro item me parece ser o cerne dos capítulos de Arya, como ou sem salto temporal.
Era de se esperar que os sacerdotes não fiquem contando segredos a acólitos tão novos como Arya. Mas o Homem Gentil parece estar estranhamente aberto a instruir uma aprendiz com menos de 1 ano de Casa sobre a história da seita e lhe permitir fazer missões com rostos novos. E Arya não está se provando ser digna dessa confiança.
Bem, na série da HBO, a Casa do Preto e do Branco tentou eliminar Arya, mas ela simplesmente se mostrou superior ninguém sabe como. Em A Dança dos Dragões, Arya demonstrou estar um passo à frente do Homem Gentil entrando na pele de um gato de rua que a seguiu até o templo. Com este truque ela conseguiu descobrir que era o sacerdote quem a surrou quando estava cega.
Muitos leitores especulam que esta habilidade sobrenatural seria uma vantagem que Arya usaria para trapacear nos treinamentos, haja vista que não é uma habilidade pela qual Homens Sem Rosto são famosos. Daí, afirmam esses leitores, quando a convivência na Casa do Preto e do Branco se tornar insustentável e um Homem Sem Rosto for enviado para eliminar a discípula rebelde, os poderes de troca-pele são o diferencial que faria com que Arya sobrevivesse ao ataque do assassino e pudesse escapar de Braavos para Westeros.
O retorno de Arya a Westeros é outra icógnita. Atualmente não sabemos de motivos que a tirariam de Essos. Alguns apontam a morte de Jon Snow como o combustível. Mas eu costumo argumentar que Arya matou o cantor Dareon simplesmente por ele ser um desertor, como Jon. Outros acreditam que Arya saberá sobre o próprio casamento com Ramsay e virá a Westeros para desfazer a farsa. E, por fim, há aqueles que dizem que ela simplesmente voltará para matar Freys, Boltons e o restante de sua lista.
Porém, há um grande consenso que esta volta implicará em um encontro com sua mãe, agora na forma de Senhora Coração de Pedra. Alguns acreditam que este encontro será chocante o suficiente para mudar a cabeça de Arya com relação ao seu desejo de vingança. Outros acreditam que a confluência de objetivos só tornará tudo duplamente letal.
Bem, qualquer quer seja o desfecho da história, ainda não foi publicado. Nos resta especular.

Declarações de GRRM sobre Arya

PERGUNTAS

  1. Jon e Arya têm inclinações românticas reais (ainda que platônicas) um pelo outro? Ou é apenas Freud em ação?
  2. A frase de Jon sobre Arya ser encontrada congelada com agulha na mão é um presságio de que ela morrerá na batalha da alvorada?
  3. O fato de ter nomeado sua loba como Nymeria, revela que Arya teria alguma propensão para viajar a Dorne nos próximos livros?
  4. Os poderes de troca-pele de Arya são alguma forma de trapaça para o treinamento dos Homens Sem Rosto?
  5. O rapto de Arya por Sandor ecoa de alguma forma o rapto de Lyanna por Rhaegar?
  6. Você acha que os capítulos de Arya em Braavos estão mais para encheção de linguiça ou escalada de tensão?
  7. Que diferença você acha que o abandonado “salto temporal de 5 anos” faria na história de Arya pós-A Tormenta de Espadas?
  8. Você acredita que os poderes de troca-peles de Arya a farão uma assassina particularmente perigosa entre os Homens Sem Rosto?
  9. O que você acha que vai levar Arya de volta a Westeros?
  10. Você acredita que Arya se encontrará novamente com seus irmãos, Jeyne Poole ou Senhora Coração de Pedra? Caso positivo, que tipo de reação você espera que ela tenha nestes encontros?
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2019.12.11 16:51 SunTzuManyPuppies História: O dia que comi pizza com o Motorhead

Desde pirralho eu curto rock e metal. Tive minha época de “metaleiro”, com cabelo até a bunda e só se vestia de preto, que durou até os 17 anos mais ou menos. O estilo mudou, o cabelo ficou curto pra depois dar lugar à calvície, mas o amor ao rock n roll continua o mesmo.
Tive a chance de ir em vários shows legais, e várias vezes tive a oportunidade de bater um papo com as bandas, que foram desde tirar uma foto rápida com o Dio, até encher a cara no hotel com o Edguy. Essa é uma dessas histórias.
Em 2009 ia ter show do Motorhead aqui em Curitiba. Eu queria muito ir, mas estava sem dinheiro. Já havia visto eles dois anos antes num festival na Alemanha (festival esse que jantei com o Dani Filth e visitei o camarim do Within Temptation – mas isso é outra história), então já estava meio conformado que iria perder a apresentação.
No dia do show, em torno de meio dia, fui visitar uma amiga que morava ao lado de um hotel Radisson. Estava chegando lá a pé, e vi que tinha cerca de 10 a 15 cabeludos vestidos de preto na frente do hotel. Perguntei pra alguém o motivo deles estarem ali. “O Motorhead está hospedado aqui, e vão sair daqui a pouco”. Pensei puxa que legal, vou esperar um pouco ver se bato um papo com eles. 5 minutos depois, sai o Phil Campbell e o Mikkey Dee, e os fãs ali na frente ficaram eufóricos, tiraram fotos, gaguejavam, pegavam autógrafos... e eu fiquei esperando eles atenderem todo mundo. O Lemmy não apareceu.
Quando o Phil ficou sozinho num canto, fui trocar uma ideia com ele. O segredo pra falar com artistas é não se aproximar como fã, e sim como se fosse um alguém qualquer (o que eles são). Cheguei apertando a mão dele “Hi Phil, how are you?”, dei parabéns a ele em relação ao novo álbum, perguntei o que ele estava achando de Curitiba até agora, e mencionei que vi eles em 2007. O fato de eu ter sido alfabetizado em inglês e falar sem sotaque ajuda nessas situações. Não pedi nenhuma foto ou autógrafo, mesmo porque não tinha câmera no celular na época, nem estava carregando caneta ou item pra autografar; queria só trocar uma ideia mesmo. Ficamos uns 10 minutos batendo papo sobre assuntos gerais.
Eu já estava deixando a menina esperando, então falei pra ele que tinha que ir. Ele perguntou “Ok, vejo você no show hoje à noite?” e eu disse que não iria, que estava sem dinheiro.
“O quê? Não, você vai sim.” Ele grita pro assistente/fotógrafo chileno dele que estava do outro lado “Ei, Fulano! Anota aí o nome do Lucas!” ele vira pra mim, “Lucas do quê?”, eu respondo com meu sobrenome, e ele grita de novo pro assistente “Lucas de Tal!”. Puxa, que legal, obrigado! Agradeci, e fui embora.
Chega algumas horas antes do show e vou até o Master Hall, local do show. A fila estava gigante, dando a volta no quarteirão, e eu estava meio cético que ia conseguir entrar, afinal ele não me deu um ingresso nem nada, só anotou meu nome.
Os portões abriram, mas não peguei a fila, fui direto lá na entrada. Perguntei pra um segurança sobre uma lista, ele apontou uma mulher ali na frente. Cheguei todo tímido “oi, ahm, meu nome tá na lista?”. Ela me olha com a maior cara de cu do mundo “Qual lista? Lista dos jornalistas? Dos promoters? Dos patrocinadores?” enquanto folheava uma planilha com centenas de nomes. Quando chega na última folha, no topo da página está escrito “Motorhead Personal Guest List”, com um único nome constando lá: o meu.
Nunca vou esquecer a cara que a mulher fez. Não lembro exatamente o que ela falou, mas foi algo tipo “ahh, então você é diferente”, e começou a me dar uma credencial atrás da outra. “Esse é pra entrada, essa é pro camarote, essa é pra pista vip, esse é pro camarim e esse é pro after party”.
Entrei na casa (sem pegar a fila quilométrica), e assisti o show inteiro do camarote. Fantástico, maravilhoso, sem palavras pra descrever a energia dos caras no palco. Quem viu, viu. Quem não viu, não vai mais ver.
Ao final do show, esperei a casa esvaziar e fui até a entrada do backstage. Estava eu, o Marcelus do Motorocker (que abriu o show) e o Julião da Caveira (líder da torcida Fanáticos e ex-vereador – um lixo que quem é de Curitiba conhece). Nos fizeram aguardar uns 20 minutos e depois liberaram a nossa entrada lá. Quando entro, está o Phil e o Mikkey Dee lá, além de alguns assistentes da banda. O Phil levanta “LUCAS! Olha galera, esse é o Lucas, o cara que eu falei! Porra, que bom que vc veio cara, senta aí!”. O Marcelus e o Julião tiraram umas fotos com a bandeira do Athlético e logo foram embora.
“Você tá com fome cara, pega uma pizza! Quer tomar alguma coisa, whiskey, cerveja?” Peguei um pedaço de pizza e uma coca, e fiquei lá numa roda de conversa com o fotógrafo da banda, o Phil Campbell e com o Mikkey Dee, que saía de 10 em 10 minutos pra ir ao banheiro (por que será? ⚡⚡⚡). Conversamos ali sobre bandas, músicas, ouvi histórias de turnês, fofocas de artistas... por quase uma hora. Admito que abusei um pouco da hospitalidade, o Phil agradeceu de novo minha presença e se retirou. Daí depois disso fui embora. Admito que estava esperando um after party estilo Spinal Tap, mas acho que todos ali já tinham passado dessa idade.
Infelizmente o Lemmy só deu uma passada rápida pela sala onde estávamos, cumprimentou cada um rapidamente “great show Guys”, apertou minha mão, e foi direto pro camarim dele. Compreensível, o cara fez um show destruidor e parecia estar exausto. O Phil me falou que ele precisa ficar um tempo no oxigênio depois dos shows.
Fui embora, ainda meio atordoado com a experiência surreal que tinha passado, e uma das melhores histórias pra contar da minha vida. Não cheguei a tirar nenhuma foto, eu não tinha máquina e meu celular não tinha câmera. De lembrança, ficaram só as credenciais e umas palhetas que ganhei do Phil.
Fiquei na esperança deles voltarem pra tentar encontrar o cara de novo e ver se ele se lembraria de mim (spoiler: não lembraria), mas quando eles vieram em 2015 eu estava fora do país, e pouco depois o Lemmy faleceu.
Talvez depois eu faça uma outra thread contando outros encontros que tive com outros grupos como Gamma Ray, Edguy, Masterplan, Sonata Arctica, Slash, Testament... Mas de todas as bandas que já conheci, Motorhead é a maior, então eles merecem um post só deles!
Credencial e palheta: https://i.imgur.com/A48RpcF.jpg
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2019.10.23 21:42 Brunoekyte Como Calcular o Orçamento para campanhas de marketing digital

Como Calcular o Orçamento para campanhas de marketing digital
Aplicar o orçamento ideal no marketing digital é o ponto de partida para aumentar o retorno do investimento. Neste conteúdo você aprenderá uma fórmula simples e inteligente para calcular um orçamento para campanhas online. Com o tempo e experiência, sua equipe poderá ajustar esta fórmula com base na evolução dos seus números reais.
Para facilitar este trabalho será disponibilizada a seguir uma Calculadora de Orçamento para Campanhas de Marketing Digital.

Quanto uma empresa deve investir em marketing

Diferentes literaturas abordam o assunto, mas não existe um consenso. Além disso, o mundo se transformou com a era digital e novos parâmetros são estabelecidos com frequência.
Segundo a Gartner, uma das mais importantes empresas de pesquisa e consultoria do mundo, em pesquisa realizada com mais de 600 grandes empresas em 2018, o investimento médio em marketing era de 11,2% do faturamento. (Fonte: ITForum365)
Usando a experiência prática com centenas de empresas e milhares de campanhas, é possível estimar um orçamento competitivo na era digital, sendo:
  • Negócios com 100% de venda online: de 15% a 20% do faturamento.
  • Negócios com venda física e online: de 5% a 15% do faturamento.
  • Negócios com 100% de venda física: de 4% a 12% do faturamento.
Esta estimativa deve ser reduzida em negócios com markup (índice aplicado sobre o custo do produto/serviço para a formação do preço de venda) inferior a 50%, pois quanto menor a margem, é necessário ser mais eficaz no retorno do investimento em marketing.
O investimento total em marketing soma os custos com:
  • Mão de obra (equipe e terceiros): 10% a 30%.
  • Tecnologia (ferramentas): 15% a 35%.
  • Mídia (anúncios e influenciadores): 50 a 60%.
É necessário investir em mídia, como Google Ads e Facebook Ads, tendo em mente o faturamento alvo do negócio, de forma equilibrada e paciente. É pouco provável investir hoje e colher amanhã.
Exemplo: a empresa fatura 7 milhões ao mês e deseja elevar para 10 milhões no prazo de 1 ano. O cálculo do orçamento deve ser sobre a meta (10 milhões). Durante este período de 1 ano, o investimento em mídia deve ir aumentando gradativamente, até que em torno de 6 meses, antes do prazo de alcançar a nova meta, já estará investindo um valor proporcional a ela.

Como calcular o orçamento por campanha

As variáveis ideias para calcular o orçamento de cada campanha são:
Como nem sempre é viável obter estas informações, vamos usar variáveis mais simples para criar uma fórmula que sugere um orçamento inicial. Com o tempo, os números reais vão surgir, e a partir disso poderá usá-los para aprimorar a fórmula.
a. Tamanho do público-alvo.
Quantas pessoas são seus consumidores potenciais? Faça sua própria estimativa ou use o Facebook Ads para criar um público e simular.
b. Cobertura de alcance.
Qual percentual do público é viável alcançar com o melhor custo-benefício? Nossa sugestão é 25%, porque mais do que isso se torna caro. Porém, quando um público apresenta um retorno muito positivo isso pode indicar a possibilidade de aumentar a cobertura.
c. Frequência de impacto.
Quantas vezes uma pessoa vai receber a mesma publicação? A repetição é importante no processo de persuasão. Sugerimos projetar alcançar 3 vezes cada pessoa com a mesma publicação.
d. Custo médio alcance.
Qual o custo no marketing digital para mostrar seu anúncio para uma pessoa? Depende do tipo de negócio, maturidade digital e canais de marketing. Trabalhamos com uma base histórica formada por milhões de acessos para permitir uma estimativa inicial. Cada R$1.000 em mídias digitais patrocinadas alcança em torno de 80 mil pessoas com 3 impressões por anúncio.
Resumo da estimativa simples:

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Então o custo médio por pessoa alcançada com 3 impressões é R$ 1.000 / 80 mil pessoas = R$ 0,0125.
e. Anúncios e canais de marketing
Quantos anúncios serão criados e quais canais de marketing serão utilizados? Vamos considerar a criação de 4 publicações em uma campanha, utilizando 2 canais de alcance, por exemplo Google e Facebook.
f. Fórmula
Os padrões variáveis que sugerimos são:
  • Público-alvo: 200.000 (simulação).
  • Cobertura: 25%.
  • Custo médio por pessoa alcançada com 3 impressões: R$ 0,0125.
  • Publicações: 4 (simulação).
  • Canais: 2 (simulação).
Simulando para um público segmentado de 200.000 pessoas, com 4 publicações em 2 canais:

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Lembrando que este raciocínio é um ponto de partida, pois existem outras variações que podem tornar as campanhas mais caras, como a concorrência nos leilões, produtos com alto valor agregado que exijam muitas exposições ou pouca relevância da marca que exija maior insistência.
Enfim, use o orçamento que tiver e brigue para conseguir mais, mostrando que o resultado é proporcional ao investimento.

Quem decide o orçamento na prática

Em muitos casos o orçamento não é definido de acordo com a sugestão da área de marketing, mas imposto pela liderança da empresa, baseado em três fatores:
  • Quanto a empresa pode investir.
  • Quanto a empresa já costuma investir.
  • Quanto a empresa confia no resultado do marketing digital.

O que fazer quando o orçamento real é menor que o calculado

Neste caso o segredo é priorizar canais de marketing mais relevantes e reduzir a quantidade de publicações.
Mostre resultados e ganhe a confiança da liderança para aumentar gradativamente o orçamento de marketing digital. Lembre-se que há um espaço de tempo entre as campanhas e os resultados, portanto este crescimento gradativo é importante para nivelar o investimento em relação ao retorno, equilibrando o caixa da empresa.

Calculadora de orçamento e simulador de mídias para marketing digital

Criamos uma ferramenta para lhe ajudar a Calcular o Orçamento para Campanhas de Marketing Digital ideal e escolher as mídias. Esta solução foi projetada a partir de 10 anos de experiência em marketing digital, com base em milhões de dados reais de campanhas.
Simule agora seu Plano de Campanhas de Marketing Digital.

Conclusão

O marketing digital só funciona com investimento. Orçamento baixo trará pouco resultado. Por outro lado, se for acima do necessário vai comprometer o ROI (retorno do investimento). O aumento do orçamento deve ser gradativo, porque há um tempo entre alcançar mais e vender mais.
Utilize a fórmula para Calcular o Orçamento para Campanhas de Marketing Digital inicial. Se o orçamento disponível for menor, reduza o escopo das campanhas.
Já pensou em utilizar um software para planejar campanhas, transformá-las em tarefas com um clique e controlar a produção em um fluxo criado exclusivamente para o marketing digital? Conheça o eKyte em www.ekyte.com
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2019.10.23 14:08 LambdarSpell Recrutamento Illuminati, parte 2!

Ontem recebi um daqueles emails de golpe que eventualmente vai pedir seu cartão de crédito ou pra fazer um depósito. Enfim, eu respondi já que eram "Os Illuminati" me recrutando! No meu último post também coloquei a respota cretina que dei pros caras, incrédulo de que eles seguiriam o contato, mas seguiram! Eis a resposta:
Caro indivíduo influente, adicione ([email protected]) aos seus contatos de e-mail. Alguns provedores de email incorretamente colocam mensagens oficiais do Illuminati em sua pasta de spam / lixo eletr?nico ou pasta de promo??o. Isso pode desviar e excluir nossas respostas aos seus e-mails. Adicionando-nos aos seus contatos de e-mail ou clicando em n?o-spam pode aliviar esse erro. Estamos encantados de ter a jornada de sua vida levando você a descobrir nossa organiza??o e gostaria de explicar uma breve introdu??o à nossa irmandade de The Illuminati. Talvez você tenha encontrado um dos nossos membros na carne. Ou talvez n?o; nós valorizamos o anonimato, vemos e conhecemos tudo exatamente como um pastor vê e conhece todo o rebanho, nossos olhos examinando as massas para identificar qualquer amea?a à sobrevivência da espécie humana. Nós somos portadores de novos amanheceres, os guardi?es da espécie humana. Nós somos a Pir?mide, o Olho, a Luz, o Círculo Eterno. Nós somos os Illuminati. O Illuminati é um coletivo de figuras proeminentes de todo o mundo que se uniram para proteger as espécies humanas da extin??o. Nossos membros carregam o peso da lideran?a de um planeta com a vida de 7 bilh?es em suas m?os. ? medida que o ser humano continua a se elevar acima de seus outros homólogos de animais, a regra do planeta se transformou em uma tarefa assustadora. Uma vez que um membro, os requisitos s?o livres e muitas vezes espa?ados entre muitos anos. Nossos pedidos s?o simples e, portanto, podem ser difíceis de entender, mas a deslealdade n?o é tolerada. Você deve entender isso antes de aplicar. Os membros devem cumprir seus juramentos aos Illuminati em todas as circunst?ncias e reconhecer que eles s?o apenas uma parte de um design universal muito maior. Durante séculos, nossa organiza??o separou os indivíduos da influência política, financeira ou cultural do grupo e os estabeleceu como pastores da espécie humana. Talvez você já tenha se provado nesses campos. Para isso, os Illuminati o felicitam oficialmente. Sua dedica??o dá esperan?a ao futuro da espécie humana. Por isso, você consegue manter o conteúdo de todos os nossos e-mails como segredo e confidencial para si mesmo, a fim de evitar a saída drástica revelando qualquer e-mail do Império do culto Illuminati. N?o procure o que n?o pode ver. Se você quiser continuar seu pedido, comece preenchendo o formulário abaixo. Ele irá adicioná-lo à nossa lista de potenciais candidatos para membros da Illuminati. Nós entraremos em contato para você se precisarmos de mais informa??es. 1) Nome completo: ........... 2) Nacionalidade: ......... 3) País de residência: ........... 4) Estado: ............. 5) Endere?o residencial: ............ 6) Número de telefone: ............. 7) Ocupa??o: ........... 8) Idade: ............ 9) Sexo: .......... 10) Renda mensal ........................... Anexe uma cópia digitalizada do seu passaporte ou carteira de motorista contendo seus detalhes completos, conte-nos pouco sobre você. Nenhum jogo sujo, nenhum sacrifício humano e nenhum mal ... ? uma irmandade de paz, um grande grupo de ilumina??o Ilumina??o, estamos sempre procurando por você. Esperamos sua resposta.
Sincerely.
PHILIP JAMES MAY (MR.)
(Initiation Agent) Call / WhatsApp Telephone Number: +919643356158
The Illuminati Members Satisfaction Is Guaranteed.
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2019.10.18 02:45 Rafaelkb Interface de carne (eu to traduzindo essa merda e é bem maneiro)

Nos experimentos da MKULTRA, a CIA dosou LSD em sujeitos sem seu conhecimento para ver como eles reagiriam. Oque ainda não veio a tona é que o MKULTRA era um projeto intra agência. A CIA criou novos departamentos e os fez ingerir doses regulares de LSD e outros psicoativos para ver como os departamentos iriam divergir e mudar comparado aos departamentos normais.
....
Inteiros projetos e hierarquias foram criadas com todos os involvidos inconscientemente sob influência de LSD. É assim que "cama portal de restrição " e "interfaces de carne" foram criadas. Por uma grandiosa hierarquia psico-mutada. A coisa toda tinha que ser eliminada, mas a tecnologia que ela criou foi revolucionária. O governo dos E.U.A. tentou pacificar o vietnam vila por vila usando o Programa Hamlet Estratégico, basicamente fechando vilas que tinham pouca ou nenhuma influência vietcong. Eles tentaram experimentos mais extremos onde eles isolaram as vilas ou grupos de vilas, não permitindo ninguém a entrar ou sair por períodos acima de quatro anos. Em algumas das vilas, pessoas simplesmente morreram de fome. Em outras, vilas mais auto-suficientes, as pessoas conseguiram passar raspando. Foi notado que em várias vilas em que essa técnica foi tentada, movimentos sociais messiânicos ou millenares começaram a se espalhar. Em 16 incidentes separados, vilas foram capazes de independentemente inventar "interfaces de carne" e "Portais não-eletricos", e foi suposto que essas vilas estavam sendo dosadas com LSD por longos períodos de tempo, e era sua mutação intelectual que permitia esses 'avanços'. As interfaces de carne foram eventualmente destruídas pelo exercito vietnamita do norte com um terrível custo de vidas. ... Estou surpreso que eles usaram submarinos nucleares nas Ilhas Malvinas, considerando a proximidade da batalha em relação a zona de incidente submersa ao redor do chamado portal Artigas. Oque eu entendi é que, o portal foi aberto por causa de experimentos na estação Antártica da CIA no começo dos anos 80, as ilhas Malvinas rapidamente se tornaram o centro de uma pesquisa sobre portais. Sendo submerso, o portal tinha uma enorme zona de incidentes, e segmentava baleias e os detritos sempre eram levados as margens das ilhas. Eles encontraram uma baleia que havia sido segmentada perfeitamente no meio por um disturbio na zona, fazendo um corte perfeito na criatura. Eles tambem encontraram centenas de criaturas "chitinous cruciform ", certamente não terrestres. De qualquer forma, se um submarino nuclear houvesse entrado na zona incidente , poderia ter sido desastroso, mas acho que eles consideraram o risco aceitável. ... Os soviéticos designaram grandes porções dos campos da Ucrânia como "populações de colheita". Basicamete, sua comida e água era dosada com LSD e eles alcançaram oque os Soviéticos chamam de "integração". Isto significa que a população local inventou interfaçes de carne de forma independente. O exercito soviético colocou a area sob quarentena e tentou remover as interfaces de carne para uso próprio. Geralmente sem sucesso e com grande perda de vidas.
Muitos soldados e cientistas foram segmentados, como acontecia na zona incidente. Então eles acabavam como pessoas faltando membros, cortados no meio, etc. O interessante é que pessoas podiam viver por até bastante tempo apesar da segmentação. Isso levou os soviéticos a acreditar que as partes que estavam faltando ainda existiam em algum lugar desconhecido. Uma das teorias é que estavam em algum lugar interdimensional. E eles erraram um pouco. ....
Dubai provavelmente tem o maior índice de incidentes com flutuações-livres não-interfaçe que qualquer outra area metropolitana do mundo. Em um incidente, um grande grupo de imigrantes trabalhadores foram segmentados em uma instalação subterrânea. Perfeita segmentação com cortes transversais pela parte frontal. Voce podia ver os pulmões funcionando, comida sendo digerida, sangue sendo bombeado dentro do coração, tudo. Eles sobreviveram quase 5 meses nesta condição. Absolutamente fascinante de se ver pessoalmente. Havia também um grupo escolar de crianças que foram levemente segmentadas, em algumas extremidades do corpo. Não há interfaces de carne conhecidas em Dubai. No entanto, é sugerido que a arquitetura é realmente baseada na geometria da interface e carrega um poder de potencial latente. As segmentações em massa continuam sendo um dos aspectos mais misteriosos das interfaces. Eles parecem mostrar que as interfaces se concentram na carne, fazendo juz ao seu nome. ... Basicamente, quando você olha as histórias do comportamento de Elizabeth Bathury, parece que ela está tentando construir uma interface de carne. Mas é conhecido que, para inventar uma interface de carne, deve-se estar sob a influência de LSD por longos períodos. Como o LSD não tinha sido inventado durante a vida de Elizabeth, provavelmente é apenas uma coincidênca. No entanto, é uma teoria tentadora. ... Obviamente, não consigo definir uma interface de carne em termos de propósito ou composição ou mecanismo. Só posso listar os vários fenômenos que estão relacionados a eles. O maior entre estes é a criação de uma zona de incidente em que os objetos são espontaneamente segmentados, quer dizer, partes dos objetos simplesmente desaparecem, mas os objetos continuam a se comportar como se as partes em falta ainda estão presentes.
Além disso, você vê túneis complexos criados na Terra. Estes foram chamados de "fazendas de formigas". Em interfaces submersas, você obtém organismos cruciformes citines. Estes organismos Sui Generis são pensados para ser o resultado em processos evolutivos que ocorreram em um ambiente diferente da terra. Esta é uma especulação, mas neste caso, eu concordo com ela. Então houve os cilindros metálicos gigantes que aparecem e sofrem segmentação espontânea contínua. Estes são geralmente com 10 metros de diâmetro no mínimo e podem ficar muito maiores, e só ocorrem em interfaces muito grandes, isto é, Portais. Além disso, os fenômenos são muito variados para mencionar, e diferentes para cada interface. ... Muitas pessoas pensam que um portal é simplesmente uma grande interface de carne. Isso é verdade. Um portal é uma grande interface de carne. Mas também é mais do que isso. Um portal é, como o nome implica, uma maneira de enviar objetos entre o local do portal e onde quer que as várias saídas estejam localizadas. (Isto é, as chamadas cidades alien irmãs) Os portais geralmente são, mas nem sempre, acompanhados pelos grandes cilindros metálicos flutuantes. O maior portal acima da água que eu conheço ocorreu na Nova Zemala e existiu por várias semanas antes de ser destruído pelos russos com a "Tsar bomba". Neste caso, os cilindros metálicos estavam há milhas de altura e cobertas de recursos raramente vistos em outros cilindros: luzes piscantes, nódulos e até coisas que chamavamos de antenas. Eles assumiram uma aparência muito artificial. Isto é, eles parecem ser construídos em tecnologia em vez de fenômenos que ocorrem naturalmente.
Os próprios cilindros são artefatos sendo enviados através dos portais? Ou eles são fenômenos criados pelas interfaces de carne da mesma forma que o gigante cogumelo de fumaça é criado por uma explosão nuclear? Isso não está claro. Eu queria poder mostrar fotos de vocês, cilindros Novaya Zemlya. Eles realmente eram lindos, levantando milhas no ar ártico, como grandes torres alienígenas, tingidos pela vastidão das distâncias envolvidas. Embora tenha sido certamente necessário destruí-los, e temos uma grande dívida para os esforços incansáveis dos sovieticos para destruir a interface, às vezes eu queria que ainda estivesse lá. Pelo menos então, haveria algo, alguma evidência. ... Em resposta ao que a CIA tinha "realizado" com sua estação antártica em Artigas, os soviéticos construíram uma estação maior em Novaya Zemlya no ártico. 30 mil prisioneiros e uma concentração de gás excepcionalmente pura criou uma interface de carne que passaram por todas as sete etapas em menos de treze minutos e se tornaram um portal completo. Dentro de um dia, os típicos cilindros metálicos flutuantes foram visíveis, e dentro de 3 dias estavam se estendendo milhas para o céu. Os soviéticos rapidamente perceberam que o portal estava crescendo fora de controle. Em instâncias anteriores, eles simplesmente teriam bombardeado o local do ar. Mas neste caso, os enormes cilindros e zona de incidente, se estendendo ate a borda do espaço, impossibilitava isso junto com ataques de mísseis. Havia também uma zona lateral de incidência excepcionalmente grande ao redor do portal, com segmentação ocorrendo a quilômetros de distância do local. Alarmado com o crescimento descontrolado da zona e o crescente túnel subterrâneo (também conhecido como "fazendas de formigas") os soviéticos trabalharam fervorosamente para construir uma bomba de hidrogênio de poder sem precedentes, que poderia ser detonada do lado de fora da zona de incidente e ainda derrubar o portal. A taxa constante de crescimento na zona de incidentes forneceu um prazo exato, que eles conseguiram cumprir com apenas duas horas de sobra. Um pouco mais tarde, a bomba não poderia ter sido colocada de modo a desmoronar a interface. Em suma, o mundo chegou em duas horas sendo submetido a uma interface de carne descontrolada e talvez ao fim da civilização como a conhecemos. Antes do colapso do portal, no entanto, os soviéticos haviam adquirido conhecimento em primeira mão de uma das chamadas cidades irmãs. Em outras palavras, alguém entrou no portal e voltou. ... Sempre achei o sonho de Lisa um bom ponto de partida ao tentar entender os efeitos psicológicos da "viagem". Lisa era uma menina de 9 anos enviada pela interface Groom Lake em 1975. A interface Groom Lake se conecta à chamada Cidade das Irmãs (tecnicamente, "locus persistente"), conhecida como "Os Templos Suspensos". Ela ficou lá por 5 dias no tempo normal, mas apenas 48 segundos além-do-tempo, uma discrepância acentuada. Ao retornar, ela não se lembrou de nada além de ficar sonolenta por um momento. Ela dormiu bem naquela noite e, pela manhã, contou um sonho aos médicos, antes de morrer mais tarde naquele dia. Uma transcrição direta do áudio de sua entrevista: " Era primavera e chovia o dia inteiro, mas a chuva parou logo antes do pôr do sol. Então, todas as nuvens estavam planas e o céu estava realmente laranja. E a grama estava toda molhada de chuva e havia vagalumes ao redor, e estavam lá em cima, lá no céu, e eram grandes. E eu e minha vó saímos para essas colinas, passando pela periferia da cidade, e embaixo das colinas havia pessoas dormindo. Não em cavernas. Eles estavam enterrados sob as colinas. As pessoas estavam dormindo, mas estavam se abraçando. Famílias, tipo mães e pais e crianças pequenas. Apenas embalados juntos, alguns milhares. As colinas foram explodidas como balões porque estavam cheias de pessoas. Como o estômago de uma mulher grávida. Minha avó me disse para me deitar, mas eu não queria. Ela deitou-se e foi sugada pelo chão. Eu ouvi a voz dela saindo do chão e me dizendo para entrar." ... Seria fácil dizer que os soviéticos descobriram o segredo de sobreviver a "viagem" porque eles eram mais implacáveis, mais dispostos a sacrificar vidas inocentes. Mas não havia realmente falta de implacência por parte da CIA. Foi realmente apenas uma questão de abordagem. Os soviéticos se aproximaram do mistério das interfaces de carne da mesma maneira que se aproximaram do seu programa espacial. Os primeiros seres humanos no espaço (os chamados "cosmonautas perdidos" que nunca foram oficialmente reconhecidos) eram apenas pessoas comuns, escolhidos dos gulags, sem mais controle sobre suas missões do que a cadela Laika. Os americanos, por outro lado, começaram com homens profissionais, geralmente das forças armadas. Da mesma forma, quando foi descoberto que objetos e até animais que entravam na interface da carne ocasionalmente voltavam ilesos, os americanos começaram a treinar homens para entrar nas interfaces. Porque eles selecionavam seus homens de certas fileiras militares, tinham idades semelhantes. Os soviéticos, no entanto, usavam prisioneiros, que tinham uma faixa etária muito mais ampla, e assim conseguiram descobrir a correlação essencial: quanto mais jovem uma pessoa, maior a probabilidade de sobreviver a "viajem", e maior o tempo que eles sobreviveriam após a viagem. Eles descobriram que pessoas com uns 20-e-alguma-coisa eram muito mais prováveis de sobreviver (embora em um estado horrivelmente alterado ") do que pessoas mais velhas. Eles descobriram que as pessoas nos seus vinte e poucos anos se saíam melhores do que aqueles com mais de vinte. Os adolescentes se saíam ainda melhores. Então, apesar de toda a computação moral, era realmente uma questão de tempo antes de enviar uma criança. E foi apenas depois que a primeira rodada de crianças que eles tiveram uma pequena idéia do que estava no "outro lado". ... Até encontrarmos a vila, suspeitávamos que os detectores fossem apenas acessórios. Ninguém acreditou que iria ser assustador. Apenas brinquedos dados pelos caras da CIA para nos tranquilizar. 3 dias através da selva, e esses detectores não detectaram uma maldita coisa. Mas antes mesmo de vermos a primeira cabana, as agulhas em todos os detectores começaram a se mover em uníssono. Se eles fossem brinquedos falsificados, seria um efeito especial legal. As agulhas balançaram para frente e para trás e todas as pequenas caixas de metal deixaram esse assustador ooaaoaaaaooo som em uníssono, como um coral escolar. Bem estranho. Nós desligamos eles. Como instruído, tratamos todas as vietnamitas como combatentes, e matamos todos eles. Embora não houvesse nenhuma resistência. Alguns tinham armas, mas a maioria estava desarmada. Nenhum lutou de volta. Eles nem sequer correram. Eles estavam apenas sentados ao redor, descansando embaixo do sol, e nós atiravamos neles onde os encontrávamos. Trabalho sombrio. E muito estranho. Isso provavelmente nos assustou mais do que os detectores. Era como se estivessem esperando para morrer. Depois de limpar a aldeia, não sabíamos o que fazer. Então, ligamos um dos detectores e andamos por aí para ver o que que estava rolando. O detector começou a ficar louco em torno de uma das maiores cabanas no meio da aldeia. Nós já tínhamos limpado ela, mas nós entramos novamente. Havia um grande altar no interior, com velas e budas e placas de ouro com letras e merdas. Achamos que talvez uma das estátuas de Buda estivesse acionando os detectores, mas não. A cabana estava muito quente e abafada. Mesmo para os padrões incrivelmente úmidos do Vietnã, era incrivelmente, incrivelmente úmido lá. Até as estátuas de Buda estavam suando. Seus rostos estavam literalmente revestidos com gotas de umidade. Todo mundo percebeu que havia algo estranho no ar. Havia algo de errado com a pressão. Então jogamos tudo. Pegamos toda a merda e jogamos fora da cabana. É claro que, quando pegamos a grande plataforma que segurava o altar, havia algo debaixo. Era um poço feito de carne. Talvez um metro e meio de diametro e descendo cerca de cinco metros antes de fazer uma curva e sair de vista. Quando eu digo, "feita de carne", quero dizer, parecia o interior da garganta de alguém. Molhado, avermelhado meio carne. Nós já ouvimos falar que eles estavam construindo túneis, mas isso era ... Nós realmente não conseguimos entender o que estávamos olhando. Estava respirando. A carne brilhante ondulava e este ar quente saiu, e sentia e cheirava como alguém respirando diretamente no rosto. O suficiente para te deixar enjoado. Eles nos disseram que "Nós saberíamos quando vessemos". Bem, nós vimos, e nós sabíamos. Nós passamos as coordenadas por radio e corremos pra cacete. ...
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2019.09.15 19:11 YareYareDaze007 Minha "breve" história amorosa

Essa História que será aqui contada, nesse livro, é a jornada de um garoto chamado Giovane, um garoto quieto, de poucos amigos, porém muito estudioso, sempre tirava boas notas na escola. E é exatamente lá que nossa história começa.
No ano de 2017, nosso protagonista está sentado tranquilamente em sua mesa, na sala de aula, quando repentinamente ao olhar de relance para a porta, ele percebe alguém entrando, mais especificamente uma garota, uma linda garota, que instantaneamente desperta o encanto de Giovane. Vale lembrar que naquela época, ele era um garoto de 13 anos, sem nenhuma preocupação além de vídeo-games e estudos, mas tudo aquilo estava prestes a mudar. Naquele momento, ele havia descoberto o amor, que muitas vezes pode ser comparado à uma benção ou maldição. Ao ver a garota de nome desconhecido entrar, Giovane logo ficou surpreso com tamanha beleza, porém no momento não fez muita coisa. Apenas voltou aos estudos e tentou não pensar muito naquilo, porém era quase impossível, a cada conta que fazia, a cada texto que lia, a imagem da garota continuava a aparecer em sua cabeça. O que era muito ruim, considerando o fato de Giovane sempre dar muita importância aos estudos, aquilo estava o atrapalhando. Mas logo o nome da garota foi revelado: Sabrina. Giovane ouvira a professora dizer esse nome na chamada e viu a garota responder.
Não demorou muito para ele se dar conta do que havia acontecido. Ele sabia que estava sob o efeito da droga mais poderosa que existe: O Amor. E para o amor não existe cura, apenas o tempo, que foi justamente o que decidiu fazer: dar um tempo e ver o que acontecia. Giovane Não tinha ideia de como os eventos se desenrolariam dali em diante, não sabia o quanto sofreria pensando nela.
Passado algum tempo, cerca de 3 meses, e o amor de Giovane por Sabrina continuava aumentando, como uma fogueira que é atiçada pelo vento. No entanto, uma dúvida ainda pairava sobre sua cabeça: O sentimento era recíproco? Sabrina via Giovane com outros olhos? Ele não sabia, e isso estava o enlouquecendo.
Um mês depois do acontecimento anterior, ele havia pensado em uma maneira de acabar com suas dúvidas, era o único modo que nosso protagonista havia pensado: Falar à Sabrina sobre seus sentimentos. Porém, Giovane era um garoto extremamente tímido, o que deixava essa hipótese quase impossível. Ele tinha medo de contar o que sentia e não ser correspondido, ou ainda pior, ser ridicularizado pelas pessoas ao redor da escola. Chega o fim do ano e Giovane não havia conseguido se declarar. "Meu Deus, mas e se ela não estiver aqui o ano que vem? " Pensava.
2018, início do ano. E para sua surpresa, ele estava na mesma sala que Sabrina. Seria o destino dando uma segunda chance a ele? Talvez. E como dito anteriormente, seu amor não diminuía, apenas crescia dia após dia. Nosso protagonista tem 14 anos agora, muito mais maduro, certo? Errado! Ele continuava com uma ideologia de " deixar o rio fluir ", ou seja, não fazer nada e deixar que o destino cuidasse do resto. Claramente essa tática não deu certo. Porém, Giovane possuía um amigo chamado Marcos, cujo qual se dava muito bem com as mulheres. E fui justamente a ele que Giovane foi pedir ajuda. E acontece que Marcos era realmente bom no que fazia, e milagrosamente conseguiu fazer Sabrina se aproximar consideravelmente de nosso protagonista, que estava pensando sobre a vida e as decisões que havia tomado e aparentemente não interagindo com Sabrina, o que fez Marcos aparecer e talvez ter causado o maior arrependimento da vida de Giovane. Ou não? Marcos chegou conversando com ambos e acabou deliberadamente por falar que Giovane estava apaixonado por Sabrina, o que deixou nosso protagonista completamente paralisado, como se tivesse visto um fantasma, sem nada para dizer, como se tivesse visto a morte cara-a-cara. E Sabrina pareceu incrédula do fato, tanto que até se levantou da cadeira na qual estava sentada e estava se dirigindo a seu lugar, quando Marcos a parou e tentou argumentar com ela, mas nada parecia dar certo. Enquanto isso, nosso protagonista continua sentado imóvel na mesma posição que havia começado a conversa. Passados cerca de 3 minutos, Sabrina chega à mesa de Giovane e pergunta:-O que aconteceu?
-Nada. Diz Giovane
-Você está com cara de bravo. Foi alguma coisa que eu fiz?
-Não, não foi nada.
E Sabrina sai daquela mesa e volta para a dela.
A partir daquele dia, Giovane se tornou outra pessoa, alguém completamente novo. Ao invés do garoto alegre e piadista de sempre, ele havia se tornado alguém quase depressivo, não falava quase nada, passava horas parado pensando na vida, não fazia mais tantas piadas. Até o dia 10 de agosto de 2018, quando ele decide que não vale mais a pena sofrer tanto por conta de falta de coragem. Na escola, durante a aula de geografia a lição era fazer um mapa-múndi e foi o que nosso protagonista fez, porém Marcos tinha um plano para ambos ganharem nota apenas com o esforço de Giovane, que aceitou ajudar já que poderia precisar de algum favor de Marcos algum dia. E foi um plano, absurdamente bem bolado, executado com maestria e finalizado com êxito.
Na noite daquele mesmo dia, Giovane decide cobrar a ajuda que ofereceu à marcos. Mandou uma mensagem para ele e combinou que iriam executar um plano para que nosso guerreiro Giovane tivesse a coragem de se declarar à belíssima donzela Sabrina. Marcos a convenceria a segui-lo e passaria por um local combinado, onde Giovane apareceria e abriria seu coração para ela, acabando de uma vez por todas com isso, do jeito bom, que Giovane sairia com uma namorada e se livraria de sua tristeza ou do modo ruim, que era o que Giovane achava mais provável, onde ele seria completamente rejeitado e jogado à depressão para sempre, porém esquecendo de Sabrina. Nada poderia impedir esse plano de funcionar.
Exceto uma coisa: O esquecimento de Marcos que não conseguiu atrair Sabrina até o local combinado, o que fez com que Giovane saísse vagando pela escola envolto em seus pensamentos, e andando sem parar, para praticar pelo menos de alguma maneira, algum exercício, contudo ao fazer a volta na escola várias e várias vezes, no caminho Giovane se deparava com Sabrina andando com uma amiga e seu namorado, e durante algumas dessas vezes ele pôde ouvir claramente a amiga de Sabrina dizer: " quem quer catar a Sabrina? " Duas vezes na mesma hora em que ele estava passando e ainda ouviu mais uma última vez: " Ela está se doando ". Giovane estava começando a ligar os pontos, tudo começava a fazer sentido em sua cabeça. A vontade dele era alterar o curso de sua caminhada e abrir seu coração a ela, porém se fizesse isso, ele estaria desperdiçando um favor de Marcos, então Giovane Simplesmente continuou sua jornada de volta à sala de aula. Ele estava prestes a descobrir o significado de tudo que aconteceu.
No final daquele dia, Giovane decidiu perguntar à marcos se ele havia se esquecido. E de fato ele havia, no entanto se ofereceu para fazer o mesmo plano no dia seguinte. Giovane concordou.
Terça-feira, 14 de agosto de 2018, nosso protagonista vai para a escola apreensivo pensando em como vai ser, no que ele vai dizer..., mas durante a aula de história, nosso herói percebe que Sabrina estava muito impressionada com o professor novo. Estaria ela realmente afim do professor? Ou seria apenas uma brincadeira? Ele não sabia e isso o deixava apreensivo. Na próxima aula, a de matemática, a professora havia mudado Sabrina de lugar. E coincidentemente, o lugar que ela foi designada era bem perto do lugar de Giovane. Seria esse o destino colaborando mais uma vez para que tudo desse certo em sua vida?
No recreio, tudo estava combinado com Marcos. Só lhe restava sair da sala e seguir com o plano. Acontece que um amigo de nosso protagonista, conhecido pelo codinome Sem Mão, decidiu segui-lo e ver o que aconteceria e como acabaria. Giovane conta o plano à Sem Mão, que fica impressionado e diz que aquele plano era como fazer roleta russa com 5 balas. No entanto, Marcos demorou muito para fazer o plano e quando fez, não fez corretamente: Ele simplesmente disse para Sabrina que Giovane gostaria de conversar separadamente com ela, enquanto nosso protagonista apenas passava por ela e ia direto ao banheiro, pois estava muito tenso. Acaba o intervalo e Giovane se dirige à sala de aula. Na última aula, logo em seguida da de educação física, todos voltam para a sala e se preparam para a aula de matemática e provavelmente a coisa mais inesperada desse livro acontece: Ele pensando na vida como sempre, consegue ouvir Sabrina e Vinícius, um outro colega de sala, discutirem sobre voltar ao lugar anterior deles, e de repente ouve ela dizer que aquele lugar era bom porque ela conseguia ter uma boa vista de uma coisa. Instantaneamente nosso protagonista percebeu que essa "coisa" era nada mais nada menos que ele mesmo, até porque em certo momento dessa conversa ele pôde perceber Vinícius responder: Do G? Que foi logo respondido com uma resposta de Sabrina: Por que você não grita logo de uma vez?! Seguido disso, Vinícius em tom de brincadeira, aumenta levemente sua voz e repete a frase anterior. A teoria das cinco balas de Sem Mão acabara de ser refutada, pois com essas informações, suas chances aumentaram consideravelmente, deixando a arma com apenas uma bala. Estava muito claro para Giovane que Sabrina aparentemente gostava dele, mas não queria que isso fosse exposto. Passado certo tempo da aula, mais uma vez Sabrina diz que é um bom lugar e que ela consegue observar muito bem essa "coisa" e foi respondia por Vinícius: Mas do seu lugar anterior, você também consegue ver. E logo veio a resposta: Sim, mas daqui eu consigo ver mais de perto, logo esse lugar é melhor. Ele sabia que, ou se tratava dele ou de algum de seus amigos que sentavam perto, e estava bem convencido de que se tratava dele. Nesse momento, Giovane estava pulando de alegria por dentro, mas por fora só se via sua expressão mais comum: a de indiferença. Ninguém simplesmente olhando, poderia saber a felicidade que residia dentro de Giovane naquele instante. Ele foi para casa se sentindo renovado e feliz, só não voltou saltitando por motivos de masculinidade. O que aconteceria depois?
No dia seguinte, Giovane não foi para a escola. Ele havia ido ao médico, e como o sistema de saúde do Brasil não é dos melhores, não conseguiu voltar a tempo de ir para a escola. Ainda nesse dia, pela primeira vez ele decide tirar seu bigode e por incrível que pareça, se achou mais bonito e se sentiu deveras confiante em sua jornada. Por volta das 18 horas, conversa por mensagens com seu amigo Sem Mão e lhe conta sobre o que havia descoberto ouvindo aquela conversa, e para desanimar um pouco nosso herói, Sem Mão diz que o "G" mencionado na conversa, poderia ser de Gustavo, outro aluno da mesma sala, mas Giovane prefere acreditar que ela se referia a ele. Logo em seguida, começa a conversar com Marcos, que também fica ciente da situação e diz:
- Ela está brincando com você, cara...
- Não, estou tão confiante que apostaria cinco reais que ela não está brincando!
- Cinco reais? Apostado então! Mas para você ganhar, ela tem de deixar explícito que aceita você. Assim como para eu ganhar, ela deve deixar explícito que rejeita você.
- Claro.
Giovane não possuía cinco reais, nem sabia onde conseguir, mas estava confiante.
16 de agosto de 2018, nosso protagonista aparece na escola e diferentemente do último dia, não parecia tão tenso, parecia até mesmo confiante do que iria fazer. Logo Marcos apareceu:
- Está fechada a aposta de hoje?
- Com certeza!
- Você sabe que vai perder, né?
- Certamente que não, estou tão confiante que nem trouxe o dinheiro, como sinal de que sei que não vou falhar! – Cada frase que nosso protagonista falava, era dita com convicção.
- Se está tão confiante assim, suba a aposta para dez reais!
Giovane pensou por alguns segundos. Ele não tinha esse dinheiro em mãos, mas para mostrar confiança à Marcos e a si mesmo, subiu a aposta.
- Feito!
No instante que disse isso, o sorriso malicioso que habitava o rosto de Marcos fora substituído por uma expressão de espanto. Não podia acreditar que nosso herói estava tão confiante. Porém, durante toda essa conversa na aula, Marcos decide contar à professora de ciências sobre a aposta, e para a surpresa de ambos, ela havia achado uma aposta interessante.
15:30, havia chegado a hora do intervalo, a hora da verdade. Quando pôs o pé para fora da sala de aula, soube que duas coisas importantíssimas estavam em jogo: Seu futuro amoroso e dez reais, que podem não parecer muito, mas na época que o país estava... Ele achava que seria fácil, mas estava muito enganado, pois quando estava fazendo o reconhecimento do melhor lugar para a abordagem, pôde sentir sua perna fraquejar. Depois de dar algumas voltas na escola e consequentemente acabar encontrando com Sabrina no caminho, ele havia achado que estava pronto e quando foi procurar seu alvo em movimento, não o encontrou, no entanto, logo descobriu que ela estava sentada, com sua amiga já mencionada anteriormente. Não havia mais escapatória, teria de se declarar na próxima volta e podia sentir seu coração bater cada vez mais forte ao se aproximar do local. Infelizmente, ao chegar e estar preparado, se depara com mais 4 garotas conversando com Sabrina e sua amiga, o que fez nosso herói alterar o curso e ao invés de parar, acabou seguindo sua trajetória comum. Faria na próxima volta, não importava o que acontecesse, porém, ao chegar novamente e ver que só estavam ela e sua amiga sentadas, não conseguiu. Era como se uma força desconhecida o impedisse.
Bate o sinal para todos voltarem para suas salas de aula e nosso protagonista entra e percebe que teria uma aula vaga, e logo seu lamento em não ter conseguido se declarar, se tornou em forças para tentar agora que não haviam tantas pessoas lá fora. E mais uma vez não conseguiu, até que Sem Mão propõe um desafio: reproduzir um desenho de seu amigo Raul, um cara vidrado em desenhar, e Giovane aceita, pois ficar andando e se lamentando não era a melhor atividade. Chegando onde Raul estava, Sem Mão explica o desafio, porém, por algum motivo Raul pega uma folha e corta em duas, dando uma parte para Sem Mão e outra a si mesmo. Giovane não se importa. Na verdade, parecia não se importar com mais nada depois de ter fracassado em conversar com uma garota. Sem Mão reproduz um desenho de um homem com terno roxo e gravata que Raul havia feito. A única diferença, no entanto, foi que sua reprodução ficou parecendo o cruzamento de um desenho de uma criança sem talento com um feto malformado em um pote com formol. Após isso, aparentemente Sem Mão ficou tão entediado quanto nosso protagonista e decidiu voltar a andar, quando de repente veem Marcos e o namorado da amiga de Sabrina tentando tirar a namorada de Marcos e a amiga de Sabrina de um banco no qual estavam todas sentadas. Giovane pensou que poderia ser Marcos querendo ajudá-lo a conseguir, mas qual seria sua motivação além de perder dinheiro? E eles conseguiram tirar as garotas do banco, deixando Sabrina sozinha, que decidiu levantar e começar a andar, mas nosso herói não pensou em abordá-la, simplesmente não tinha a coragem para isso. E acontece que ele era um cara muito corajoso quando se tratavam de brigas e tudo mais (até enfrentou um bando de garotos que estavam o incomodando uma vez), mas quando se tratava de garotas, ele não sabia o que fazer. Depois disso voltou para a sala a tempo de acompanhar as duas últimas aulas de geografia. Contudo, no final da última aula, Marcos veio conversar com nosso herói:
- E aí cara, cadê meus dez reais?
- Eu não falei com ela, logo não tomei um fora, o que significa que eu ainda fico com meu dinheiro.
- Porra, cara. Qual a dificuldade? É só chegar lá e falar " eu estou afim de você, vamos ficar juntos? " E acabou.
- Se fosse tão fácil assim, eu já teria feito há um ano e oito meses atrás...
- Mas é fácil!
- Não para mim. Me falta coragem.
Então Marcos decide tomar uma abordagem mais agressiva.
- Olha lá a bunda dela como é grande! Você não quer ter isso?
Giovane continuava dizendo que não tinha coragem.
- Olha lá, o cara foi dar tchau para ela e passou a mão na bunda dela! E ela ainda deu risada! Você vai deixar o cara fazer isso com sua futura esposa?
O sangue de Giovane fervia, como se ele mesmo fosse explodir a qualquer momento, mas ele era um cara calmo e conseguiu se manter normalmente apenas dizendo " calma e tranquilidade " a si mesmo enquanto Marcos dizia:
- Se amanhã você não conseguir, você vai ter de dizer para todo mundo que você é um merda e eu sou superior!
- Okay, já me considero um merda normalmente...
Mas aquela conversa lhe deu forças para o que ele faria no dia seguinte.
Dia 17 de agosto de 2018, nosso herói está prestes a sair de casa, enquanto seu pai assistia tevê, e de relance, pôde ver a notícia mais bizarra que já havia visto em toda a sua vida: " Homem-Aranha do crime " que aparentemente era um ladrão que escalava prédios tão bem que recebeu esse nome.
Chegando na escola, pronto para fazer um trabalho de artes, acaba descobrindo que haveria outra aula vaga, já que sua professora tinha faltado, o que o deixou feliz e enraivecido. Quando já havia saído da sala e estava andando pela escola, começa a falar com Sem Mão desse livro que está sendo escrito agora mesmo.
- Vai ter muita coisa nesse livro!
- Essa conversa também?
- Provavelmente, já que eu vou colocar qualquer coisa que pareça insignificante o suficiente no lugar de alguma informação que seria crucial, ou seja, essa conversa vai direto para ele.
- Bem, isso não seria meio que...
- Um Inseption muito foda!
- Eu ia dizer quebra da quarta parede, mas Inseption também está valendo.
- Não é bem uma quebra da quarta parede. Eu só estaria fazendo isso se eu dissesse: " Ei, você aí que está lendo esse livro, como é que você está? "
- É, realmente...
Ao andar, se deparava algumas vezes com Sabrina andando com Marcos e outra pessoa não apresentada anteriormente: Kauã. Em algum momento, Marcos tentou parar Giovane o empurrando e lembrando que ele tinha de concluir sua tarefa naquele dia, ou então seria um fracassado.
- Você tem até hoje para conseguir.
- Veja bem, meu amigo, até a meia-noite ainda é hoje.
E essa foi uma sacada bem esperta, tenho que admitir. Enfim, nosso protagonista continuou andando um pouco até que...
- Giovane! Chega aqui! – Disse Marcos aos berros sentado em um local perto de uma árvore.
- Porra... – Disse Giovane.
E foi andando até chegar a ele.
- Que foi, cara? – Perguntou em tom de desânimo.
Eu preciso que você tire uma foto.
" Uma foto? " Pensou Giovane, achando que poderia ter um esquema armado por Marcos.
- Ok, vamos lá!
E foram caminhando em direção à uma outra parte da escola. Quando chegaram, nosso herói se pôs em posição e segurando o celular de Marcos, estava pronto para fotografar. Enquanto olhava para a tela do celular, podia ver Sabrina e sua beleza, ao mesmo tempo que pensava " Caralho, eu sou um merda meu irmão! " E tirou a foto. No entanto, o que não sabia, é que quando já ia se retirando do local, Marcos o chamou e disse:
- Não, cara. A gente só quer que pegue essa parte da parede.
- Ah, ok.
E novamente estava em posição observando Sabrina pela câmera, e logo tirou outra foto. E dessa vez, conseguiu voltar à sua rota sem ser chamado mais uma vez. Andava e andava, sem rumo, sem destino, sem coragem, quando com sua super audição pôde ouvir Sabrina discutindo com Marcos, atrás dele.
Ouvindo isso, ela decide desafiar Marcos para uma briga, e ele logo se acovarda. Como Giovane, ele não tinha coragem. Quanta hipocrisia, não é mesmo, caro leitor? No entanto, ele logo teve uma ideia.
- Vai lá e usa essa raiva no Giovane!
E Giovane continuava andando na frente apenas ouvindo essa conversa, quando foi chamado.
- Giovane! Chega aqui!
E lá ele foi conversar com ele.
- O que foi dessa vez?
- A Sabrina quer te dar um soco.
Mas ela não queria.
- Não, eu não vou! – Disse ela.
- Por que não? – Perguntou Marcos
- Porque eu estou com raiva de você, não dele!
Mas depois dessa breve conversa, Giovane notou um olhar de Sabrina dirigido ao nosso herói. Sabrina realmente teria olhado para ele da forma que imaginava? Ou só estava ficando louco? Descobriria tudo isso em breve...
Dia 18 de agosto de 2018, sábado, por volta das 22:30 da noite Giovane é contatado por Marcos com uma mensagem:
- E aí, cara?
- Opa.
- Tudo beleza, cara?
- Tudo de boa.
- Então, cara... eu acho que você perdeu a aposta.
- Não, pois a aposta não tinha prazo. A única coisa que tinha prazo era eu dizer que sou um merda e a sexta já passou, então você foi enganado...
- Aí é que está, meu amigo quem está se enganando é você mesmo. O único que está sofrendo por amor é você.
- Sim, mas ainda assim, a cada dia minha coragem vai aumentando...
- Não se iluda meu pobre amigo. Esse seu coração não merece sofrer!
- Eu estou apenas contando os fatos.
- Não ame aquela garota, ela não merece você.
- Se fosse tão fácil assim... E você não vai me fazer desistir, porque sou brasileiro e brasileiro não desiste nunca!
- Entendo, apenas não quero que sofra por algo que não tem futuro.
- Eu já sofri para caralho, eu tentar isso não vai aumentar a dor que eu sinto por não estar ao lado dela.
- Você realmente quer isso, não quer?
- Sim, porra!
- Para que você possa ver que eu não estou mentindo. Eu nunca disse isso para você, porém... eu realmente não tenho nada para fazer.
- Etcha porra!
- Sim, essa foi a única palavra que você nunca me ouviu dizer.
- E qual seria? – Perguntou Giovane apenas para ver Marcos admitindo que estava tão perdido quanto ele.
- Eu não sei o que fazer.
- Ca ra lhou.
- Por conta dela, não tem muito o que fazer.
- Isso mostra que é um caso absurdamente difícil.
- Sim, porém não impossível.
- Até porque nada é impossível, exceto o Palmeiras ganhar um Mundial. Isso é impossível.
- Kkk verdade. Como eu já vi que você não vai desistir da Sabrina...
- Certamente que não.
- Eu vou pelo menos tentar ajudar.
- Que bondoso.
- Porém, como nada na vida é perfeito, eu vou usar minhas técnicas...
- Caralho. Tenho trauma dessas técnicas.
- Pode apostar! Até porque, eu aprimorei elas...
- Acho bom mesmo, kkk
- Porém não foi para um lado bom! Foi para um lado mais extremo.
- Puta merda.
- Eu já pensei no que vou fazer. Funciona muito em filmes e novelas.
- Diga-me.
- Vou trancar vocês dois, em algum lugar sozinho.
- Caralho. – Giovane já sabia que aquele plano não iria funcionar, porém decidiu ouvir até o fim.
- Vai ser perfeito. Você vai ver, aí é por sua conta. Na verdade, a parte mais difícil sempre vai ser para você.
- Eu estou com um certo medo do que pode acontecer.
- Ela pode falar tudo que sente por você, ou ela pode ficar de fato com você.
- Ou pode não acontecer nada.
Depois de um tempo de conversa Marcos se convenceu de que seu plano não era dos melhores. Até que disse:
- Eu te ajudo e você me ajuda. Eu te ensino o que sei, e você o que sabe...
- O que exatamente você precisa?
- Eu quero saber como você pensa tanto e quero saber como você é tão concentrado, etc....
- Caralho, sério?
- Sim.
- Ok, aqui vai. Não tem segredo: Você só tem que pensar que sua vida dependesse daquilo. Mas, o lance de ser pensativo, acho que é porque eu não tenho muito o que fazer, apenas pensar.
- Ótimo!
- Espero ter ajudado.
- Ajudou sim, muito obrigado. Agora o que você precisa?
- Fora o lance da Sabrina, nada.
- A melhor opção seria chegar nela em alguma hora em que ela estivesse sozinha ou falar que é uma conversa em particular.
- Sim, o lance é que eu preciso de coragem.
- Quer saber, você transmite confiança. Algo que eu queria muito transmitir.
- Só reprimir suas emoções e mostrar nos momentos mais cruciais.
- Como assim?
- Você nunca sabe se eu estou feliz ou triste, certo?
- Certo.
- Mas as minhas emoções mudam. Tudo que eu faço é mostrar o que eu quero que os outros vejam: A minha cara de indiferença de sempre.
- Porra.
- É basicamente só isso.
- Valeu, cara.
- Você me ajuda muito, estou retribuindo.
- Muito obrigado. Mesmo, cara.
- Não há de quê.
Dia 19 de agosto de 2018, Marcos envia uma mensagem por volta das 21:00 para Giovane:
- Cara, estamos na mesma situação. Eu me apaixonei e ela não dá bola para mim. Fudeu, eu me apaixonei. Isso não é natural no universo.
- Vamos conversar.
- Fudeu.
- Você se fodeu.
- Sim, Fudeu. Eu me apaixonei e isso não é normal da porra da natureza! Eu sou Marcos Ribeiro, não posso me apaixonar!
- Agora sente o que eu sinto há quase dois anos. Não é fácil quando é com você, né?
- Literalmente não. Mano, ela é maravilhosa e não me dá bola. Nem com meus truques e experiência não consigo.
- Você sabe que se eu conseguir ficar com a Sabrina e você não pegar essa mina, o mundo deu uma puta volta.
- Sim.
- Algo de errado não está certo.
- Nem um pouco. Mas, mano ela é perfeita! Pensa na Sabrina e multiplica por 20.
- Impossível!
- Juro.
- Para mim não existe nenhuma garota na face da terra que se compare à beleza da Sabrina. Acho que o amor faz isso...
- Mano, Fudeu. Eu me apaixonei. Pera aí...
- Eu poderia ser muito cuzão e não ajudar, mas você tentou me ajudar, então farei o que puder.
- Pronto. Não sou mais apaixonado.
O amor não é brincadeira de criança, é coisa séria e não se livra do amor tão rapidamente. E Giovane sabia disso, então ou Marcos não estava apaixonado desde o início, ou ainda estava apaixonado ou talvez estivesse inventando tudo aquilo.
- Ata kkk.
- Sério, passou. Eu me controlei.
- O amor vai e vem como uma montanha-russa.
- Não. Não comigo.
E foi então que nosso herói se preparou para fazer um dos melhores discursos de todos os tempos.
- Você pode ter esquecido agora, mas vai pensar nela de novo. E aí fodeu. Mas, se tem uma coisa que eu aprendi é que você tem que insistir...
- Não. Foda-se.
- ... até não ter mais forças. Você não vai esquece-la, apenas aceite o destino. Se você não tentar, alguém vai e você vai ficar muito arrependido. Então você não vai desistir, porra! Logo você, o cara que me incentivou a correr atrás da Sabrina, não pode simplesmente desistir. Essa pode ser a mulher da sua vida, então você teria que ser muito burro para deixar de tentar. E é por isso que você vai correr atrás dela.
Esse foi um puta discurso. Foi tão bom que parece que foi redirecionado a si mesmo e deu forças para ele fazer o que faria amanhã.
Dia 20 de agosto de 2018. O que nosso herói fez? Nada! Até tentaria falar com Sabrina, mas o problema é que não a via. Ficou todo depressivo por passar mais um dia sem conseguir e foi para casa. Chegando lá, sente uma certa fome e decide fazer uma omelete. Uma coisa que deve ser dita anteriormente, é que independente de quanta pimenta do reino colocasse, não conseguia sentir a picância que deveria. Fazendo a omelete, coloca pimenta do reino e seus dedos ficam sujos. Logo vem seu pai, com uma má intenção.
- Lambe a pimenta aí para você ver que não arde quase nada.
Giovane confiava em seu pai então provou e por um segundo pensou " nossa, não arde mesmo ", mas estava muito enganado e arrependido, pois depois de dizer isso, pôde sentir sua língua queimando como carvão em brasas, então pensou " vou tomar um copo de leite e estará tudo resolvido ", acontece que no momento a caixa de leite que estava na geladeira, havia acabado e Giovane teve que esperar cerca de trinta segundos de pura dor e sofrimento até conseguir abrir outra caixa de leite.
Esse pequeno conto não interfere em nada nossa história, mas achei que deveria ser compartilhado.
Quinta-feira, 23 de agosto de 2018. Nosso herói já está na escola durante a terceira aula, esperando o sinal para o intervalo. Ao ouvi-lo, Giovane, como sempre, começa a andar em voltas, porém, mais uma vez se depara com Sabrina, mas dessa vez ela não está andando, e sim parada com algumas garotas, o que eliminava completamente a possibilidade de tentar fazer seu plano, então apenas segue seu caminho. Voltando para a sala, ele não sabia, mas sua vida que já era depressiva, estava prestes a ficar pelo menos três vezes pior, por um tempo. Ao entrar e sentar em sua cadeira, pôde ouvir Yasmin, sua prima, dizer claramente que era um cupido, logo em seguida Sabrina conversa com alguém que ele não conseguira identificar, mas ouve a seguinte frase durante a conversa " Eu virei e dei um beijo na mina ". Naquele momento, não sabia o que fazer. Seus olhos começaram a lacrimejar como se estivesse cortando um milhão de cebolas enquanto um anão tailandês chicoteava suas costas. Sentiu que todo o sentido de sua vida havia acabado, sentiu-se como se o chão que estava aos seus pés havia desabado. Para esconder sua tristeza de todos e de si mesmo, Giovane adotou um comportamento bem agressivo, mas enquanto conversava com Marcos ouviu-o dizer:
- Vamos fazer uma aposta amanhã. Tipo os gringos jogam pôquer e apostam salgadinho essas coisas, já a gente que é fudido aposta bala. A gente poderia, sei lá, jogar algum jogo de azar tipo pôquer, truco...
- Eu toparia um truco. – Disse nosso protagonista.
- Ok, então amanhã todo mundo traz bala para apostar e a gente joga um truco.
Chegando em casa, de noite, Giovane decide contar a seus amigos sobre o motivo de ter ficado tão furioso a partir do intervalo, exceto por uma parte que ele não conseguia parar de rir como se fosse um retardado " Bebidas Xabás ". E ao contar para Semeão, ele recebe um discurso motivacional quase tão bom quanto o que havia feito para Marcos.
- Giovane, sabe o que você precisa?
- O que?
- TVNC
- Wtf?
- Tomar vergonha na cara.
- Porra, semeon.
- Criar coragem e ir.
- Sim. Só preciso do meu bigode, ele me transmite segurança.
- Não deixe que coloquem o dedo na sua cara e digam quem você é!
- Minha autoestima começou a subir...
- Virou mó conversa motivacionap. Maldito correto. R.
- Maldito analfabetismo!
- Cara, você é o cara!
- É bizarro que eu nunca pensei que não conseguiria por falta de coragem, mas sim por rejeição.
- Você vai conseguir. Se tiver a lábia mais do que perfeita, você é imbatível!
- Sim, eu só preciso chegar nela.
- E puxar um bom papo.
- Com puxar um papo, você deve saber que eu vou chegar fazendo a proposta.
- Hum, é mesmo?
- Se a porra do Marcos tivesse seguido o plano...
- Então quando você chegar nela, já sabe...
- Agora tenho que ir.
- Vou recobrar o favor do Marcos, mas falous.
- O Kauã está mandando eu jogar com ele.
- Olha só, escravatura, mas falous.
Naquele mesmo dia, ele cobrou o favor e Marcos concordou em ajudar.
Dia 24 de agosto de 2018, na escola durante a primeira aula que deveria ser de artes, mais uma vez é uma aula vaga. Ao andar com Sem Mão e Raul, como sempre nosso herói se depara com Sabrina sentada com algumas amigas. Dando algumas voltas, durante uma delas, ao passar pelo grupo de garotas, nosso protagonista consegue ver claramente Sabrina olhar diretamente para ele por cerca de três segundos. E não era qualquer olhar, era um olhar tão certeiro que não havia a possibilidade de ela estar olhando para algum outro lugar. Esse fator somado às informações que Giovane havia conseguido ouvir ao longo do tempo, lhe dava uma chance de 99% de Sabrina estar afim dele.
Feliz para cacete, depois que a aula vaga acaba, volta para a sala e vai fazendo as lições até chegar a última aula de geografia. Todos haviam se lembrado do que Marcos havia combinado sobre o truco. Mas ninguém trouxe um baralho.
Depois de tudo isso, com sua confiança, nosso herói faz uma das coisas que mais se arrependeria em sua vida, ele decide aumentar a aposta que havia feito com Marcos para 20 reais. Se ele conseguisse, seria ótimo ganhar esse dinheiro, mas Giovane não pensou no caso de não ganhar a aposta, pois estava cego pela ganância do dinheiro fácil. Marcos aceita a proposta e dessa vez foi mais esperto por ter colocado um prazo de dois dias na aposta.
Durante alguns dias, nada de tão importante acontece que deva ser mencionado nesse livro. Isso até o dia 30 de agosto de 2018...
Giovane decide que pediria Sabrina em namoro durante o recreio, mas para isso precisaria da ajuda de Marcos, que concordou em ajudar depois de certas negociações.
É chegado o intervalo e a tensão estava subindo, até porque agora além de Sabrina, 20 reais estavam em jogo, e nosso herói não tinha nem perto disso...
Giovane anda durante o recreio procurando Marcos e acaba o encontrando.
- Então, cara... agora seria uma ótima hora para aquela ajuda...- Disse nosso protagonista.
- Ah, sim claro, claro... A gente só precisa encontrar a Sabrina...
E lá se vão Marcos, Giovane e Thiago (Não o Sem Mão) procurando a garota. Até que Marcos tem uma genial ideia (sem sarcasmo).
- Giovane, faz o seguinte: fica ali na árvore que eu vou ver se eu encontro ela e chamo-a aqui.
Nosso herói concordou com a cabeça e foi se dirigindo à árvore. Chegando lá, não parava de pensar o que iria dizer, até que de relance, consegue ver Marcos caminhando com Sabrina em sua direção. Eles haviam chegado.
- Então, o Giovane tem um negócio para te falar...
"É agora", pensava Giovane. Não havia mais escapatória.
- É então, é sobre o lance que eu ia falar ontem... Sabrina eu sou absurdamente afim de você, e você sabe disso, então... quer namorar comigo?
- Então... no momento eu não estou disponível..., mas se quiser a amizade, estamos aí.
Ele se sentia arrasado, detonado, zuado, fudido, quebrado.
Aquelas palavras ecoaram na cabeça de Giovane, que agradeceu a Sabrina por ter cedido seu tempo e foi embora andando. Por incrível que pareça, ele se sentia libertado. Triste, porém, libertado.
E nossa história termina aqui com um final não tão feliz(ou será que não?).
E com essa finalização, eu agradeço por ter tirado um tempo do seu dia para ler isso.
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    4. Contra Relógio (do Arco da Rua Augusta) (565 points, 41 comments)
    5. “Se puderes olhar vê. Se puderes ver, repara”. José Saramago (514 points, 23 comments)
    6. Equilíbrio. Lisboa. Portugal. (354 points, 23 comments)
    7. Janelas de Lisboa. #1 (221 points, 13 comments)
    8. Terreiro do Paço, Lisboa. (205 points, 6 comments)
  8. 3950 points, 9 submissions: utilizador
    1. Lisboa, terça-feira, 27 de Junho de 1933 - Adeptos do Sporting ouvem através do rádio o jogo entre Sporting CP [3] vs FC Porto [1], em Coimbra para o desempate das meias finais do Campeonato Nacional de Portugal. (626 points, 34 comments)
    2. Começando com o hino da Espanha. (601 points, 66 comments)
    3. tremendous effort (591 points, 73 comments)
    4. Portugal in 1950 (588 points, 62 comments)
    5. para si, que é um homem... (438 points, 53 comments)
    6. Alta definição (335 points, 34 comments)
    7. Olha o robot. É prò menino e prà menina. Olha o robot. Trabalha muito e gasta pouco. Olha o robot. É muito útil pra quem manda. Olha o RADAR... em caixa de cartão? A foto é de hoje! Avenida Santos e Castro. (321 points, 76 comments)
    8. Dá jeito... o Hospital é ali perto e tudo! Road Rage Tuga Version! (286 points, 55 comments)
    9. Já tens carta? (164 points, 28 comments)
  9. 3814 points, 5 submissions: John-florencio
    1. Buraco negro visto através de um telescópio português! Incrível. (1848 points, 48 comments)
    2. Tenho feito estas ilustrações tradicionais para descansar do pc... eu divirto-me bastante a criar estas pequenas histórias! Mais nos comments. (678 points, 92 comments)
    3. Olá pessoal, vocês lembram-se desta imagem que partilhei aqui? Fiz uma uma campanha em alguns threads relacionados com o meu trabalho, e porque não fazer no Portugal também? Dou o ficheiro em alta resolução para fazerem um print (7k a 300dpi). ver comments para download. (589 points, 47 comments)
    4. CCCAPBCAD- Comité científico para a compreensão e análise das pessoas que bebem café antes de dormir. como sugerido por um user deste sub vou fazeou pelo menos tentar) um post semanal com estes velhotes. (385 points, 48 comments)
    5. Malta, partilho convosco a minha primeira banda desenhada, para um cliente na América, o que acham? (314 points, 112 comments)
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    3. “Cidade de Lisboa, Capital do Reino Portugal” pintura Japonesa do Século XVII. Museu de Kobe. Japão (453 points, 20 comments)
    4. Fidalgo Português montado em um elefante durante viagem a Nagasaki, Japão. Pintura japonesa do Século XVI. (338 points, 66 comments)
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    6. Brasão do Reino de Portugal. Escultura de Andrea Della Robbia. 1505 (223 points, 7 comments)
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2019.04.20 18:34 SignorHolmes [Indicação de leitura] Vocês conhecem mais livros como estes para me indicar?

Edição para esclarecimento: Aceito dicas de livros sobre qualquer tema, não precisa ser, necessariamente, sobre trabalho ou estudos. O que importa mesmo é que o livro se proponha a esclarecer o leitor sobre algum padrão de pensamento ou sobre uma forma de enxergar o mundo. Então, digamos que você leu um livro explicando sobre, por exemplo, relacionamentos, ou dinheiro, ou qualquer outra área e, por ter lido esse livro, você passou a entender e agir melhor nesse ramo, em relação a antes de ler o livro, então está valendo a indicação.

Edição para complementação: Já li Deep Work, de Cal Newport. Recomendo "So good they can't ignore you", do mesmo autor, também.
_________________________________________________________________________________________________________________________________________

Vou classificar os livros que uso como referência em duas categorias.
1. A primeira compreende os livros que tratam de padrões de pensamento, de ferramentas mentais eficazes em contribuir para o aperfeiçoamento do nosso "maquinário mental", de uma forma mais particular, e da nossa performance nas atividades do cotidiano, de uma forma mais ampla. São eles:
Nesse livro, os autores oferecem um modelo teórico-empírico para explicar o porquê de algumas pessoas atingirem níveis extraordinários de excelência em suas respectivas áreas de atuação, em contrapartida à ideia de "talento inato". Segundo esse modelo (a meu ver, muito mais plausível que a ideia de talento inato), a excelência é fruto da construção iterativa de estruturas mentais a respeito daquilo que se pretende virar um expert*,* o que é demonstrado ao longo da obra por meio de exemplos coletados em mais de 20 anos estudando o assunto. Eles tratam, também, de esclarecer melhor aquela estória de que são necessárias 10.000 horas de treino para que alguém chegue no nível de expertise em sua área, popularizada por Malcom Gladwell em seu livro "Outliers: The story of success" (no Brasil, "Fora de série - Outliers: Descubra por que algumas pessoas têm sucesso e outras não").

Ainda estou nas primeiras páginas do livro, mas a premissa trazida pelo autor é semelhante à do anterior, qual seja, a de que a performance de alguém em determinada área é um resultado da qualidade da estrutura de pensamento (nesse livro ele chama de "mental framework" enquanto os autores do livro anterior chamam de "mental structures", mas, até onde eu li, são ideias correlatas). Aqui nesse livro, especificamente, a proposta é ensinar ferramentas que sirvam para aperfeiçoar nossas habilidades de formular julgamentos mais claros, precisos e livres de equívocos.

Esse foi o primeiro livro que li com esse tipo de premissa. Nessa obra os autores, que são professores de Harvard (a edição gringa é publicada pela Harvard University Press), argumentam que existem patamares de complexidade mental que as pessoas podem atingir ao longo da vida ou não, em função do que a forma como elas lidam com as suas atividades acaba sendo mais ou menos eficientes. Eles fornecem uma espécie de plano para que o leitor possa avaliar em que patamar se encontra e consiga avançar para o seguinte. Eles também dissociam a tal da complexidade mental de conceitos como talento inato e QI, e frisam que a complexidade mental não necessariamente cresce em função da idade da pessoa.

Ainda não parei para ler esse livro de capa a capa. Li apenas alguns capítulos, não necessariamente na sequência do livro. O que o autor propõe nele são princípios (ooohhhh) que ele diz usar no seu dia a dia e que, diz ele, foram e continuam sendo fundamentais para que consiga enxergar o mundo de uma forma mais clara e tomar mais decisões acertadas que equivocadas.

Também pulei algumas partes do livro. A ideia da obra é a seguinte: lá pela década de 40 do século passado, alguns alunos da Universidade de Harvard considerados os mais desenvolvidos (pelos padrões do que se considerava alguém como sendo desenvolvido à época) foram recrutados para um estudo que se prolongaria por suas vidas inteiras. O estudo consistia em coletar informações biológicas, psicológicas e sociais de cada um deles com vistas e entender o que os diferenciava dos demais. Pulando para a década de 80, quando o livro foi publicado, o autor, que era o então curador do banco de dados formado ao longo do estudo, percebeu que, em que pese esses alunos serem tidos como os mais aptos, o rumo que a vida deles tomou (profissional, pessoal e socialmente) não necessariamente equivalia ao potencial de cada um e essa diferença, segundo entendeu, tinha uma forte correlação com o que ele chamou de "mecanismos de adaptação à vida". Ou seja, as pessoas que alcançaram uma maior plenitude em suas vidas tinham atributos mentais em comum entre si (mecanismos de adaptação maduros, pela classificação do autor), ao passo que aqueles não tão bem sucedidos (novamente, para os padrões do que se esperava desse seleto grupo), desenvolveram mecanismos de adaptação imaturos ou, mesmo, patológicos.

2. Na segunda categoria, eu enumero autobiografias que acabam servindo como exemplos práticos dos modelos teóricos que os livros acima proporcionam. Servem meio que como casos de estudo e, no fim das contas, ao menos para mim, funcionam como uma forma de contextualizar melhor as ideias que eu aprendo com os livros mais teóricos.
A autora foi criada por uma família que, dentre outras coisas, rejeitava a educação formal e, por isso, não pisou os pés em uma escola até os 17 anos de idade. Nesse meio tempo, ela passou a maior parte de sua vida ajudando o pai no ferro-velho do qual era dono, ou a mãe, que era parteira e curandeira. Não obstante isso, resolveu "correr atrás" e, no fim das contas, ganhou um Gates Scholar e foi estudar em Cambridge.

Tem um tempinho que eu li esse livro mas, pelo que eu lembro, o autor era um desses caras que não estão "nem aí para a Hora do Brasil", como se diz popularmente... sabe como é, só queria saber de malhar e ir à praia, nunca foi nenhum gênio (não sei se é verdade ou se só diz isso para criar um impacto maior no leitor com a sua estória), só tirava notas baixas mas, a partir do momento em que decidiu se dedicar a construir uma mentalidade mais madura e evoluída, passou a ter resultados melhores, conseguiu ingressar em uma boa Universidade se formar no topo da turma e, hoje, é um magnata dos EUA.

Arnold Schwarzenegger dispensa apresentações, não é mesmo? O que esse livro tem de mais interessante não são dicas fitness, mas sim a narração do que estava se passando na mente dele enquanto ele batalhava para conquistar o que conquistou no mundo do fisiculturismo e do cinema. Na época em que o livro foi lançado, ele ainda não tinha sido Governador da Califórnia mas, em uma entrevista ele menciona as ideias do livro e diz que sempre que precisa enfrentar algum desafio, é nelas que busca apoio, o que fez, inclusive, quando entrou para a política.
submitted by SignorHolmes to brasil [link] [comments]


2018.10.02 19:51 Chrono1984 13 motivos para não votar no PT no primeiro turno e 1 para votar no segundo turno.

01 - O PT escolheu o seu adversário. Faz a opção quando não ataca o coiso, quando aposta em mitologia ao invés da racionalidade. Uma opção que dificulta a discussão de ideias, projetos e soluções para o país. O eventual ganho eleitoral sobrepujou a oportunidade de ganho coletivo.
02 - A aposta na mitologia se justifica na medida em que o poder o PT como partido (e partido é diferente de pessoas individualmente agindo diferente) preferiu cooptar a mobilizar. Fica brincando de dar acenos e cargos para militância ao invés de usa-la para pressionar por reformas estruturais em manifestações e ocupações das galerias do espaço legislativo. A ausência no trabalho intensivo de base na universidade, nas portas de fábrica e de sindicatos ainda contribui para o fenômeno de substituição de uma militância orgânica por uma militância eleitoral que defende acriticamente o partido em toda e qualquer situação. E não é segredo algum que testemunhas de Jeová irritam quase qualquer um quando começam a pregar. E quando começa a aparecer um ensaio de crítica, eis que pão e circo são distribuídos na forma de promessas malucas, irrealizáveis ou apenas inconvenientes.
03 - E talvez nem tivesse como manter uma militância orgânica quando única reforma reforma estrutural feita pelo PT foi a do judiciário, reforma que ficou na metade quando não submeteu o STF ao CNJ, não transformou aquela corte em apenas corte constitucional (algo que encontra bastante apoio na comunidade jurídica) e mandatos nas cortes superiores (seguindo modelo europeu). Sim, passou também o Estatuto das Cidades que em boa medida é letra morta. Mas a pífia reforma agrária, a falta de universalidade de saneamento básico em pleno século XXI, e a precariedade dos serviços públicos (à parte algumas ilhas de excelência) permanecem lá.
04 - Ah sim, outro fator que atua contra a ideia de militância orgânica são as malditas alianças. Mesmo depois do golpe de 2016 segue fazendo alianças espúrias com os mesmos golpistas, sambando na cara de quem gritou que foi golpe sim! Mesmo alguém letrado teria dificuldades para defende-las (vide Haddad no debate da Record), então a defesa fica a fé mesmo.
05 - A tal da autocrítica. O PT nunca assume sua parcela de culpa em nada na vida. É a não omissão na revisão da lei de anistia, as várias indicações desastrosas para o STF, a aposta errada na política das desonerações e campeões nacionais da Dilma, não ter sequer colocado em votação a regulação da mídia quando havia condições políticas para tanto. Isso para ficar em medidas de caráter pedagógico. Sem falar é claro do abandono de um mínimo discurso ético (que é diferente do moralismo), justificável quando nada fez em relação a certas figuras (oi Agnelo) e se alia a outras (tudo bem Eunicio).
06 - O déficit de lideranças criado pela falta de militância real cria um problema na hora de se ter candidaturas competitivas, algo que vai ficando mais aparente conforme as lideranças antigas se aposentam, envelhecem ou simplesmente largar o PT. Deveriam prestar mais atenção no problema, mas o que fazem é continuamente usar lideranças novas para sacrifica-las em nome de alianças e propósitos questionáveis. Se fosse dentro da democracia interna do partido seria direito deles, mas muitas vezes a decisão é no pedaço mesmo. Os cearenses ainda podiam contar um pouco sobre a primeira candidatura e vitória da Luiziane Lins para a prefeitura de Fortaleza. Ou o recente caso de Marilia Arraes em Pernambuco.
07 - Se o PT deseja o dogmatismo internamente, deveria deixar as pessoas em paz para buscarem outros caminhos, certo? Mas o que acontece é que o PT sistematicamente sabota candidaturas de centro-esquerda e esquerda que não tenham sua benção. Várias alianças com os Sarney contra quem se postasse como alternativa, a grande aliança com o Cabral e o PMDB do RJ quando se sabe que lá o PSOL é extremamente competitivo mesmo com pouco tempo de TV, a sabotagem no acordo do PSB com o PDT que garantiria palanques e tempo de TV para o Ciro.
08 - Indo para o campo da economia, é necessário que se diga que o PT quer ser amado pela direita. Flerta com o mercado financeiro, pouco fala sobre o pré-sal, a venda da Embraer, a privatização das distribuidoras da Eletrobrás. Além disso, foi o responsável pela privatização dos aeroportos mais rentáveis do país, afetando a saúde financeira da Infraero. Ou ter de fato e de direito criado a crise tarifária do setor elétrico com outra aposta errada. Isso que é o mínimo que se espera de um resgate da ideia de um Brasil soberano. Não se cobra promessas de estatização de companhias ou coisas assim (isso fica para o PSTU).
09 - Um ponto de convergência entre economia e reforma estruturante é o avanço do agronegócio e a desindustrialização. É inacreditável que o setor primário sustente a balança comercial e tenha uma participação desproporcional no PIB. O fenômeno da desindustrialização criou uma situação estranho que nos tornamos uma economia de serviços sem que tenhamos atingindo o ápice do desenvolvimento industrial, isto é, os setores de alta tecnologia dependentes de serviços (fármacos, por exemplo) se encontram muitos estágios atrás dos países da OCDE. E nos setores que conseguimos competir (aeronáutico e petrolífero) não há uma defesa ampla em seu favor.
10 - A política da inclusão do consumo manifesta sua face perversa na crise. Uma não melhoria sistemática do SUS e do ensino público é perversa com quem quem perdeu renda. Para além disso, a opção do consumo e da necessária drenagem de recursos públicos para fins privados diretamente (PROUNI, FIES) ou indireta (deduções de IR e desonerações) é uma escolha até bem intencionada, mas que na prática é criadora de um abismo social que cria cidadãos de duas classes. A ideia do ganha-ganha provou-se insustentável. As promessas de fazer diferente estão lá, mas sempre estiveram lá.
11 - Por um lado a timidez, do outro o alijamento das minorias. Se é verdade que por um lado os parlamentares do PT são mais simpáticos às minorias, também é verdade que no governo federal as ações foram tímidas. A falta de demarcação de terras indígenas, a não criminalização da LGBTfobia, o fato do casamento civil de pessoas do mesmo sexo vir pela via judicial, a questão dos autos de resistência, da falta de prevenção na violência contra essas minorias… Mas o pior é a constatação do fato das minorias serem continuamente sacrificadas em negociações com as bancada ruralista e evangélica. Novamente, as promessas de fazer diferente estão lá, mas sempre estiveram lá.
12 - O PT se tornou um partido de caciques. Aliás, um único cacique. É algo mais grave que a o déficit de lideranças, pois quando a palavra de alguém (qualquer alguém) é a própria lei tem-se uma situação que os erros de qualquer espécie deste alguém deixam de ser pessoais para serem institucionais. Já os acertos sempre são pessoais. Com isso o processo político-eleitoral se veste novamente de tons teológicos enquanto ficam na dependência da iluminação.
13 - Com todos esses pontos, qualquer voto que não seja no PT significa também marcar território. Vale tanto para eleições do executivo quanto para o legislativo. Considere um voto na esquerda, na esquerda radical ou na centro-esquerda alternativa. Senão há opção boa fora do PT, ao menos evite votar em membros do partido que criaram ou se servem dessa situação. Não vote assim em membros da direção nacional do partido. Quem sabe com a perda de densidade eleitoral o PT acorde. Talvez seja muita esperança, mas não é só esperança quando acompanhado de ações práticas pela via do voto e da pressão. Mas é importante não criar ilusões, já que em boa medida o programa de governo do PT é o mesmo há nos. Idem para o o seu modus operandi na política.
00 - O PT não é fascista. Não vai te perseguir pela sua cor, raça, situação financeira. Também não vai cercar os espaços democráticos de luta, debate de ideias e informação. Tampouco vai implantar o plano econômico ultraliberal, criando direitos trabalhistas de duas classes (a tal da carteira de trabalho verde amarelo), não promete colocar em pauta a volta de tributos absolutamente regressivos sem qualquer atenuante (CPMF). Diferente do Bolsonaro também há trabalho a ser mostrado, com a memória de crescimento dos anos Lula e a posição de destaque no cenário internacional que ocupávamos.
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2018.09.11 11:06 Lithium64 O problema dos incels e a solução para ele

Eu vi no desabafos, um caso sobre um amigo de um usuário que se suicidou porque era incel. O comentário abaixo é mais ou menos o que comentei lá.
O problema dos incels é um exagero sobre a necessidade de ter um relacionamento sexual ou amoroso. Você pode ser feliz sem ter uma vida sexual ou amorosa ativa, também pode conseguir relacionamentos naturalmente sem uma estratégia mirabolante! Uma mulher é uma pessoa comum como eu e você, quando estiver com uma mulher basta conversar naturalmente como você faz com seus amigos e caso existam afinidades, esse relacionamento irá acontecer. Basta você ser um cara educado e sincero que uma hora ou outra você vai conseguir alguém. Hoje em dia esta ainda mais fácil de conhecer alguém, porque existem apps de relacionamento e redes sociais, sair para eventos e baladas para conhecer novas pessoas também não é uma má ideia.
Mulheres não se interessam apenas pela aparência física, eu diria que aparência tem pouca relevância para muitas mulheres comparado a atributos como status, condições financeiras e inteligência. Sim, existem mulheres que valorizam homens inteligentes e isso pode ser muito útil para para quem não tem os outros requisitos em patamares elevados. Se você sente extrema necessidade de ter uma relacionamento, procure mirar baixo. O mundo não é feito apenas de mulheres 10/10, eu desde moleque sempre soube que o segredo é começar de baixo. Se você não tem experiência ou confiança, a melhor forma de conseguir isso é tentar relacionamentos com mulheres não tão desejadas pelos homens.
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2017.11.29 20:20 tombombadil_uk Today I fucked up: a estranha sensação de reencontrar um amor do passado 12 anos depois / Parte 3

Galera, finalmente postando a última parte da saga. Depois de pensar para caralho, resolvi falar com ela pelo Facebook e marcamos de nos encontrar num café pertinho da praça onde nos esbarramos. Para quem não conhece a história desde o começo:
Parte 1 - TL/DR: sou casado, reencontrei uma garota por quem eu era apaixonado há 12 anos e só nesse reencontro eu percebi como eu fui um imbecil com ela. Em resumo, nós éramos grandes amigos, eu fiquei com medo de me declarar, meti o pé do curso de inglês que fazíamos sem dar nenhuma explicação e desapareci completamente da vida dela.
Parte 2 - TL/DR: comecei a me perguntar se aquela garota que eu reencontrei realmente era ela, já que ela parecia tão mais velha. Depois de dezenas de tentativas, achei ela no Facebook e sim, realmente era ela. Descobri que um amigo meu já tinha saído com uma prima dela há muito tempo e soube que ela teve uma vida bem escrota, foi abandonada por um marido meio babaca e agora basicamente vivia só pelo filho na casa dos pais.
Parte 3 - Taí. Nos reencontramos. Foi uma experiência que eu não sei classificar. Foi feliz, foi triste. Foi amargo, foi doce. Foi impressionante. A gente chorou um pouco junto. Escrevi um pouco ontem à noite e terminei hoje de manhã.
Só queria agradecer a todos os conselhos e dicas que recebi aqui. Reencontrar alguém do passado é uma coisa que mexe muito com a gente, faz com que nosso coração se sinta naquela época novamente. Essas quase três semanas foram muito estranhas. Foi quase uma viagem no tempo por coisas que eu achava já ter esquecido completamente. Infelizmente não posso dividir muito disso com amigos próximos, então fica aqui o desabafo.
Esse último ficou mais longo do que eu esperava. Honestamente, a gente conversou tanto que acho que resumi até demais. Como da primeira vez, fiz em formato de conto. Novamente, obrigado a todo mundo que deu um help nessa história, que finalmente se fechou.
Era um café bonito. Novo da região, era um daqueles negócios em que você vê o coração de um sonho do dono. As mesas rústicas de madeira, as lâmpadas suspensas que desciam do teto em fios de prata, como teias de aranha tecidas por vagalumes. O quadro negro cuidadosamente preenchido com os preços e até desenhos estilizados de alguns pratos. No fundo, um jazz instrumental marcava presença de forma tênue. Também era um daqueles negócios que você sabe que não vai durar muito. Que você bate o olho e pensa: “com essa crise, é melhor eu dar um pulo lá antes que feche”.
Eu presto atenção a cada detalhe ao meu redor. À roupa preta das atendentes, ao supermercado do outro lado da rua que vejo pela vitrine. Aos clientes que entram e saem de uma loja das Casas Pedro. Eu não quero esquecer de absolutamente nada. Era um ritual meu que fiz pela primeira vez aos 14 anos. Sempre tive boa memória, mas naquela época eu me esforcei para colocá-la inteiramente em ação. Era um verão e eu estava prestes a reencontrar uma prima que, anos atrás, fora minha primeira paixão. Ela nos visitava de anos em anos e, três anos após trocarmos beijos juvenis debaixo do cobertor, ela havia acabado de chegar à casa dos meus avós, onde se hospedaria.
Naquela noite, eu não consegui dormir. Por volta das 4h da manhã, peguei meu cachorro e caminhei 15 minutos em meio à madrugada até a casa da minha avó. Não, não fui fazer nenhuma surpresa matinal ou pular a janela em segredo. Eu apenas fiquei do outro lado da rua e observei tudo ao meu redor. “Eu vou lembrar desse reencontro para o resto da minha vida”, pensei, do alto dos meus 14 anos. “Eu quero lembrar de cada detalhe”.
E até hoje eu lembro. Da rua cujo chão estava sendo asfaltado, mas onde metade da pista ainda exibia os bons e velhos paralelepípedos. Das plantas da minha avó balançando ao vento, o som singelo dos sinos que ela mantinha na varanda e davam àquilo tudo um clima quase de sonho. Do meu cachorro, fiel companheiro que viria a morrer dois anos depois, sentado ao meu lado com metade da língua para fora. Do frescor da madrugada que precedia o calor inclemente das manhãs do verão carioca.
Mas não é dessa memória - e nem dessa paixão - que eu falo no momento. Eu falo dela. Dela, que eu reencontrei depois de tanto tempo. Que eu julgava já ter esquecido. Que, apenas mais de dez anos depois, eu percebi que tinha sido um babaca ao desaparecer sem qualquer despedida. Mesmo que ela jamais tivesse segundas intenções comigo, mesmo que fosse apenas uma boa amiga, eu havia errado. E aquela era o dia de colocar aquilo, e talvez mais, a limpo.
Foram três semanas de tortura comigo mesmo. Desde que achara seu perfil no Facebook e ouvira de um amigo em comum notícias de uma vida triste, seu rosto não me saía da cabeça. Ao menos uma vez por dia, eu pagava uma visita ao seu perfil e mirava aqueles olhos. As fotos, quase todas ao lado da mãe e do filho pequeno, tinham um sorriso fugaz encimado por olhos dúbios, tristes. Eles lembravam-me de mim mesmo. “Você tem um olhar de filhote de cachorro triste, por isso consegue tudo que quer”. “Você parece feliz, mas sempre que para de falar por um tempo, parece ter uns olhos tão tristes”. “Essa cara de pobre-coitado-menino-sofredor é foda de resistir, dá vontade de levar para casa e dar um banho”. Eu já havia perdido a conta de quantas vezes ouvira aquilo das minhas ex-namoradas e ficantes da faculdade. Os dela não eram muito diferentes. Quando ela finalmente apareceu, com sete minutos de atraso, eu pude perceber.
Meu coração parou por uma fração de segundo e depois disparou, como se os sineiros de todas as catedrais que haviam dentro de mim tivessem enlouquecido. Era engraçado como algumas pessoas passavam vidas inteiras sem mudar o jeito de se vestir. Ela ainda parecia com aqueles sábados em que nós nos encontrávamos no curso de inglês: os tênis All-Star, a calça jeans clara, uma camiseta simples - de alcinha, branca e com corações negros estampados - e o cabelo com rigorosamente o mesmo corte. “Talvez por isso que foi tão fácil reconhecê-la, mesmo depois de todo esse tempo”, pensei. Ou talvez eu reconhecesse aquele rosto e aqueles olhos - antes tão vivos e alegres - em qualquer lugar. Eu jamais saberia.
Como qualquer par de amigos que não se vê há milênios, falamos de amenidades no começo. Casei, separei. Sou funcionária pública, ela dizia. O relato do meu amigo, eu descobria agora, não estava perfeitamente certo. Ela não havia se demitido do trabalho, apenas se licenciado por algum tempo. “Fui diagnosticada com depressão”, ela admite, sem muitas delongas ou o constrangimento que tanta gente tem sobre o tema. “Meu casamento estava indo muito mal e eu desabei. Mas agora tá tudo bem”. Não estava, não era necessário ser um especialista para notar aquela tristeza escondida no canto do olhar.
Falei da minha vida para ela também. Contei que a minha ex-namorada que ela conheceu não deu certo e que, naquela época de fim da adolescência e início da vida adulta, eu tinha muita vergonha de falar sobre o que eu passava. Ela praticava gaslighting comigo, tinha crises de ciúme incontroláveis, me fazia sentir um crápula por coisas que eu sequer havia feito. “Você parecia tão feliz com ela”. “Eu finjo bem”, admiti. “E eu tinha vergonha de mostrar para os outros o que passava. Homem dizendo que a mulher é abusiva? Eu não queria que ninguém soubesse”.
Após quase meia hora de amenidades, eu exponho o elefante na sala de estar. Na verdade, quem começa é ela. Quando a adicionei no Facebook, falei que tinha esbarrado com ela na rua e que ficara com vergonha de cumprimentá-la na hora. Mas que queria muito revê-la depois de tanto tempo, tomar um café, falar sobre a vida. “Por que você sumiu?”, ela pergunta, no meio de um daqueles silêncios que duram mais do que deveriam. Eu tremi por dentro, mas não havia como continuar escondendo.
No começo, falei o básico. Que era de família humilde, como ela bem lembrava, e que o parente que pagava meu curso havia descoberto um câncer. Poucos meses depois, eu perdi meu emprego. Tudo isso num intervalo curto, de três ou quatro meses e perto da virada do ano. “Me ligaram do curso e ofereceram um desconto. Eu era pobre, mas sempre fui orgulhoso. Naquela época, era mais ainda. Burrice minha. Se bobear, eles iam acabar me oferecendo uma bolsa”. “Eles iam”, ela responde. “O Francisco - dono do curso - era maluco por você. Você era um ótimo aluno”. Ela dá um gole no mate que pediu. Meu café esfria ao meu lado. “Mas por quê você não falou nada comigo?”, ela continua.
Eu sabia que estava num daqueles momentos em que poderia mudar radicalmente o dia. Porque eu poderia ter mentido. “Eu não falei porque fiquei com vergonha de ter perdido o emprego”. “Eu não falei porque eu estava muito triste: parente próximo com câncer, desempregado, meu relacionamento com uma pessoa abusiva”. Eram mentiras com um pouco de verdade, mas não revelavam o grande problema. Naquele fim de tarde, eu escolhi não mentir. Nem me esconder. E eu já tinha ensaiado essas palavras dezenas de vezes nas últimas semanas.
“Olha, eu não sei se dava para reparar na época ou não. Não sei era muito óbvio, sinceramente. Mas eu era completamente apaixonado por você naquele tempo. Eu passava a semana inteira pensando no dia em que a gente ia se encontrar, trocar uma ideia no curso, caminhar junto até a sua casa. E eu tinha uma vergonha absurda disso. Eu tinha namorada, você tinha namorado e estava para se casar. Então eu achava errado expor aquilo, ser claro. E eu achava que você não gostava de mim. Eu tinha auto-estima muito baixa e esse relacionamento com essa ex-namorada abusiva só piorou as coisas. Eu me sentia um lixo, então achava que você não ia ligar se eu sumisse. Que ninguém ia ligar se eu sumisse. E foi o que eu fiz. Mas, se você quer uma versão curta da resposta, é essa: eu era completamente apaixonado por você naquela época e quis sumir, sair correndo”.
Enquanto eu falava aquilo tudo, a boca dela se abriu em alguns momentos. Às vezes parecia surpresa, às vezes parecia que ela tentaria falar alguma coisa que se perdia no caminho. Eu fazia esforço para olhá-la nos olhos, mas era difícil. Mesmo depois de todos esses anos. Tentei dar a entender com o tom de cada palavra que aquilo era uma coisa do passado, que não me incomodava mais, que agora eu queria apenas revê-la e saber como andava a vida.
O desabafo foi seguido de um silêncio que tornava-se mais pesado a cada segundo. Havia alguma coisa fervendo dentro dela, dava para ver. Foi aí que os olhos dela brilharam mais do deveriam, lacrimejando. Quando vejo aquilo, sinto que o mesmo vai acontecer comigo, mas me seguro. Ela vira o rosto e olha para além da vitrine, onde um ponto de ônibus está lotado com os clientes do supermercado e estudantes recém-saídos de suas escolas, o trânsito lento e infernal. A acústica é tão boa no bar que o caos de fim de tarde do outro lado do vidro parece uma televisão ligada no mudo. Quando ela me olha de volta, vejo que ela não faz qualquer esforço para esconder os olhos marejados.
“E você nunca me contou nada? Nem pensou em me contar?”.
Eu não sei quantos de vocês já ficaram sem notícias de um parente ou de alguém que você ama por muitos anos. Aconteceu comigo uma vez, com uma tia que desapareceu por quase 10 anos no exterior e reapareceu após ser mantida em cárcere privado por um namorado obsessivo. A sensação é estranha. É como descobrir que um livro que você tinha dado como encerrado tinha uma continuação secreta. As memórias de hoje se misturavam com as de 12 anos atrás, da última vez que li esse livro. Ela começou a contar tudo.
Ela, como eu já disse antes, era o meu ideal de felicidade. Casara cedo, tivera filho cedo, empregara-se no serviço público cedo. Era tudo com o que eu sonhava. Eu sempre quis constituir uma família, ter uma vida simples, ter um filho cedo para poder aproveitá-lo ao máximo. Mas a falta de dinheiro e a busca por uma parceira ideal sempre ficaram no caminho, assim como a carreira. O problema é que ela tinha uma vida muito diferente do que eu imaginava, muito mais parecida com a minha à época.
Acho que já deixei claro o quanto eu era apaixonado por ela no passado. Ela não era bonita nem feia, tinha o tipo de rosto que se perde na multidão sem ser notado. Filha de pai negro e mãe branca, era morena e tinha o cabelo liso levemente ondulado, quase até a cintura. Quando éramos adolescentes, ninguém a elegeria a mais bela da turma, mas dificilmente negariam que tinha seu charme. Eu a achava linda.
Mas ela, como eu, era o tipo de pessoa que tinha a auto-estima no fundo do poço. Como eu, também cresceu em um lar bem humilde. Também colecionou desilusões amorosas. E, como todo mundo já sabe, isso te transforma em um alvo perfeito para relacionamentos abusivos. O namorado dela, assim como a minha namorada à época, era muito bonito e manipulador. E ela achava que ele era a única pessoa que gostava dela, o único que lhe daria atenção. E isso fez com que, por anos, ela suportasse tudo que aconteceu entre eles. Traições, brigas, mentiras, chantagens, ameaças de abandono, ciúmes doentios. A história deles dois era tão parecida com a minha história com minha primeira namorada que eu fiquei assustado. Só que, diferente de nós, eles casaram. Eles colocaram um filho no mundo.
Ele só piorou com o nascimento da criança. Ele não era mau com o filho, ela dizia. Era um pai carinhoso, inclusive. Mas o pouco amor e bondade que ele tinha por ela transferiu-se todo para a criança. Vivia para o trabalho, para o filho e para os amigos.
“A gente chegou a ficar sem se falar por meses”.
“Morando na mesma casa e sem se falar?”.
“Sim. Nem bom dia. Nada. Eu me sentia um fantasma”.
Na contramão dele, ela dobrava-se para dentro de si própria. Abandonou a faculdade para cuidar do filho enquanto o marido formou-se com seu apoio fiel. Vivia para o filho e tinha seus problemas conjugais menosprezados pela família. “É coisa de garoto, ele vai melhorar”. “Homem quando acaba de ter filho é sempre assim”. “Vai passar”. Mas não passou, só piorou. As traições recorrentes evoluíram para uma equação desequilibrada de álcool e uma amante fixa no trabalho que ele sequer fazia questão de esconder. Ele anunciou que ia deixá-la, convenceu-a de que era um bom negócio vender o apartamento que eles haviam comprado. Racharam o dinheiro e ele foi viver a vida. Ela voltou a morar com a mãe, agora viúva.
O filho, nitidamente a coisa mais importante daquela mulher, tornou-se a única razão para viver. A pensão que a mãe recebia era baixa, o salário dela também não era bom. A pensão que o marido dava ajudava a manter uma vida extremamente funcional e sem luxos. As roupas eram das lojas mais baratas. Viagens não existiam. O único gasto relativamente alto era com uma escola particular de qualidade para o filho. O resto era sempre no básico.
Contei para ela sobre o meu sonho de casar cedo, de ter uma vida tranquila e estável. Falei que eu admirava muito a vida que ela escolheu no começo, que era a vida que eu queria ter vivido. A grama realmente é mais verde no jardim do vizinho, ao que parece.
“Mas a sua vida parecia tão tranquila, tão perfeita”.
“A minha?”.
“A sua namorada naquela época era uma menina tão bonita, eu lembro dela. Loira, bonita de corpo. Até lembro que ela fazia medicina e ainda era dançarina. Eu achava ela linda, perfeita. E você… você era sempre tão fofinho. Carinhoso e atencioso com todo mundo. Inteligente pra caralho, nem estudava e tinha as notas mais altas em tudo. Todo mundo gostava de você, todo mundo queria ser seu amigo e você nem se esforçava para isso”.
“Eu não lembro disso…”.
“Porque você não se achava bom. Você tinha 16, 17 anos e sentava para conversar de igual para igual sobre cinema e livro com uns professores de 40 e poucos anos. Você parecia fluente conversando com os professores em inglês e espanhol enquanto a gente tentava chegar perto disso. Passou no vestibular de primeira. Você não percebia, mas você era o queridinho de todo mundo. Você não era o garoto malhado bonitão, você era o garoto charmosinho e inteligente que todo mundo gostava. Eu gostava de você também. Gostava mesmo, de verdade. Eu tinha uma paixãozinha por você. Mas eu achava que eu não tinha a menor chance. Eu achava que eu merecia o meu namorado. Que eu era feia, ruim. Que ele estava certo em me falar aquelas coisas”.
“Eu era completamente apaixonado por você”, eu respondo. “Eu pensava em você todo dia”.
Engraçado como as pessoas se veem de maneira tão diferente. Eu me definia de três formas quando a conheci: eu sou gordo, eu sou feio, eu moro num dos bairros mais pobres e violentos da cidade. No dia seguinte, de manhã, eu olharia minhas fotos de 12, 14 anos atrás e me surpreenderia com quem eu via ali. Eu era bonito, só um pouco acima do peso. Com 16 anos, eu já era o barbado da turma antes de barba ser coisa hipster. Na foto do colégio, uma das últimas do terceiro ano, eu parecia tão dono de mim, tão no controle. Eu tinha aquela cara de inteligente e rebelde. Por dentro, eu era completamente diferente. Inseguro, assustado, sem auto-estima alguma e com uma namorada abusiva.
São sete e meia e a noite já começa a cair no horário de verão. Educadamente, uma das atendentes nos indica que a galeria onde o café funciona vai ser fechada em breve. Eu pago a conta e nós ficamos meio perdidos, sem saber o que fazer. Ela ainda tem os olhos inchados, eu também. Os funcionários da loja nos olham de forma surpreendentemente carinhosa, não sei o quanto eles escutaram do desabafo.
Saímos em silêncio do café, ela atendeu a uma ligação da mãe. Minha esposa estava fora do estado e só voltaria dali a alguns dias, então eu estava bem relaxado em relação às horas.
“Não sei se você precisa voltar para a casa por causa do Hugo, mas tem um bar aqui perto que é bem vazio a essa hora. A gente pode sentar pra conversar”, eu digo.
“A gente tem mais coisa para conversar?”. Ela pergunta sorrindo, não vejo nenhum traço de mágoa no seu rosto.
“Claro que tem. Doze anos não se resolvem em duas horas”.
Fomos para um bar pequeno ali perto, um que eu costumava frequentar nos tempos de faculdade. Nos tempos em que eu pensava nela e não me achava capaz de tê-la. Ele pouco havia mudado de 12 anos para cá: a mesma atmosfera que fazia dele aconchegante e levemente depressivo ao mesmo tempo. Era um bar das antigas, com azulejos portugueses azuis e poucos frequentadores. O atendimento era excelente e o preço razoável para a região, mas aquela estética de 40 anos atrás parecia espantar os frequentadores mais jovens. Os poucos que iam lá, no entanto, eram fiéis. Como eu fui no passado.
Nos sentamos no fundo do bar vazio em plena terça-feira e desnudamos nossas vidas um para o outro. “Eu quero saber quem você é”, eu comecei. “A gente falava sobre um monte de coisa, mas eu não sei nada sobre você. Sobre sua família. Sobre sua infância, quem você é. E você não sabe nada sobre mim”. Ela riu. “Você é maluco”. “Não, só quero te conhecer melhor. Compensar por ter sido um babaca há doze anos”.
A conversa foi agridoce. O que mais me assustava era como tínhamos origens semelhantes, desde a família até a criação. Os dois criados no subúrbio do Rio de Janeiro, os dois de famílias humildes que, por conta da pobreza e da necessidade de contar uns com os outros, permaneciam unidas. Primos de terceiro ou quarto grau criados próximos, filhos que casavam e formavam suas famílias nas casas dos pais. Assim como a minha família, a dela investiu tudo que tinha para que ela estudasse em um colégio particular até que eventualmente ela passou para uma escola pública de elite.
Nossas duas famílias tinham essa estranha tradição carioca que mistura catolicismo, umbanda e espiritismo, um sincretismo religioso que eu, como ateu, tenho dificuldade em entender - mesmo tendo crescido nesse meio. Assim como eu, achava-se feia, indesejada na adolescência. Isso fez com que rapidamente trocasse o mundo cor de rosa pelo rock e pelos livros. No meu caso, eu acrescentaria videogames e RPG, mas o resto não mudava muito.
“Na minha escola, tinha muita patricinha, muito playboy. Eu não aguentava eles. E eles sabiam que eu era pobre, então não se misturavam muito comigo”. Contei a minha versão para ela. “Eu gostava de ler, RPG e jogar videogame. Mas eu era muito pobre, fodido mesmo. E isso tudo era coisa de gente com grana na época, né? Então eu acabei ficando amigo dos nerds na época por conta dos gostos comuns. Eu tive sorte, demoraram a perceber que eu era pobre. Eu tenho toda a pinta de gente com grana, essa cara de europeu que engana. Quando perceberam que eu era duro, foi só no segundo grau. Ali eu já era um pouco mais cascudo, tinha bons amigos”. Ela não.
Era tudo tão igual que, em dado momento, eu parei de falar que havia sido igualzinho comigo. Eu esperava ela terminar a parte dela. Falava a minha. E intercalávamos nossas histórias, os dois surpresos com as semelhanças. Provavelmente a grande diferença era a vida dela após ter o filho e abandonar a faculdade. Ela trabalhava em uma repartição pública onde tinha 20 anos a menos do que a segunda funcionária mais nova, se afastou dos amigos. Era estranho conversar com ela. Não usava redes sociais praticamente, apenas para trocar mensagens com parentes distantes e mostrar fotos do filho para eles. Não via séries, não tinha Netflix - só novelas. Não conhecia bandas novas, não era muito de ir ao cinema. Era uma sensação estranha, mas parecia que boa parte da vida dela tinha parado em 2006 ou 2005. Os hábitos dela e poucos hobbies pareciam os de uma pessoa de 50 e poucos anos.
Me doeu imaginar o que poderia ter sido, o que poderíamos ter feito juntos, como poderíamos ter sido bons um para o outro. Pensei na minha esposa, que tem um perfil familiar radicalmente diferente do meu. Ela vem de uma família de classe alta, só com engenheiros e funcionários públicos de elite. O mundo dela era muito diferente do meu, tão diferente que às vezes me assustava. Famílias que não se falavam e que, mesmo endinheiradas, brigavam por herança e cortavam laços de vida por conta de bens que eles não precisavam. Todos católicos ou evangélicos, sem exceção. No máximo um ou outro ateu escondido no armário, como eu.
Essa diferença nos causava estranhezas, pontos de atrito que me surpreendiam. Quando eu elogiava a decoração de uma festa, ela falava do preço e da empresa que a produziu. Ela sentia uma obrigação social em aparecer em eventos familiares ou do círculo social deles, de ser e parecer uma boa esposa. Eu só queria estar onde eu estava afim e quando eu estivesse afim, nunca vi a família como uma obrigação social. Eles discutiam herança entre irmãos com os pais bem vivos, nós nos preocupávamos em fazer companhia à minha mãe quando meu pai morreu. Já era meio subentendido que abriríamos mão de qualquer coisa e deixaríamos tudo para minha mãe, tendo direito ou não.
Havia uma preocupação com patrimônio, normais sociais e aparências que, por muitas vezes, me assustavam. Muitas vezes ela parecia desgastada ou enojada com isso também, mas fazia porque alguém na família tinha que fazer, porque era tradição, porque sempre foi assim. Eu assistia àquilo atônito, impressionado como uma família tão numerosa quanto a minha - com literalmente dezenas de primos e tios até de terceiro grau que moravam em um mesmo bairro - era tão mais simples e unida do que uma dúzia de endinheirados que pareciam brigar por coisas fúteis.
Ela, que estava ali do meu lado, não. Tudo que ela me contava soava como uma cópia fiel da minha família, apenas em escala ligeiramente menor. Pensei em como as coisas seriam simples ao lado dela, despreocupadas, tranqulas. Que eu não passaria a vida sendo julgado pela família da minha companheira como o ex-pobre com pinta de hipster que conseguiu ganhar algum dinheiro, mas não tem muita classe nem é muito cristão, como nos últimos anos.
As palavras que saíram da boca dela depois de uns dois ou três copos de cerveja poderiam muito bem ter sido lidas do meu pensamento. “Você acha que a gente teria sido um bom casal? Que a gente ia se dar bem?”.
“Não tem como saber”, eu respondi. “Mas a gente pode imaginar”. E a gente começou a brincadeira mais dolorosa da noite, imaginando como seria se tivéssemos ficado juntos 12 anos atrás.
“Eu jogava videogame para caralho, você ia se irritar. E eu ia te pentelhar para jogar comigo”, eu comecei.
“Eu gostava de videogame, só não jogava muito. Eu ia te arrastar para show da Avril Lavigne e da Pitty, você não ia gostar”.
Eu sorri. “Eu não tenho nada contra as duas”.
“Britney e Justin Timberlake também”.
“Porra, aí você já tá forçando a barra, amor tem limite”.
Falamos sobre meus primeiros estágios, sobre como eu era maluco e fazia dois estágios e faculdade ao mesmo tempo. Saía de casa às cinco da manhã e voltava às onze da noite. Tudo para conseguir ter uma grana legal, já que na minha área os estágios eram ridiculamente baixos. Ela falava sobre a rotina de estudos para concurso, sobre como foi difícil conciliar a faculdade - que ela eventualmente abandonou por causa do filho - com o recém-conquistado emprego público. Eu falava do meu início de carreira, que foi bem melhor do que eu jamais imaginara, como subi rapidamente. Como eu achava estranho ganhar a grana que eu ganhava - que não era nada extravagante, garanto - mas meus hábitos simples faziam com que eu mal gastasse metade do salário. Ela falava da depressão que tomou conta dela ao perceber que estava num emprego extremamente burocrático e ineficaz, deixando-a incapaz de buscar outras alternativas. Falamos sobre a morte dos nossos pais, que parecem ter conspirado para falecer no mesmo ano.
Em algum momento, a cabeça dela repousou no meu ombro. Eu não soube o que fazer. Pensava apenas na minha esposa, em jamais ter traído ela nem nenhuma outra mulher. Foi aí que eu percebi que ela chorava e, novamente, eu chorei também.
“É engraçado a gente ter saudade de algo que a gente não teve”, eu disse, lembrando de um livro que eu li há muito tempo.
“Acho que a gente seria um casal do caralho”, ela disse, com um inesperado sorriso entre as lágrimas.
“Ou talvez a gente se detestasse e desse tudo errado, a gente nunca vai saber”.
“A gente nunca vai saber”, eu repeti, mentalmente. Como um vírus, a ideia se espalhou dentro de mim rapidamente. “Eu posso fazer uma diferença na vida dessa mulher, na vida do filho dela, na própria família dela. Eu posso ter uma vida mais tranquila ao lado dela, sem essas picuinhas de família rica. Minha esposa pode encontrar um homem muito melhor para ela. Um cara rico, cristão e que tenha a classe e pose que a família dela tanto quer. Isso pode acabar bem para todo mundo”.
Mas não podia. Lá no fundo, eu sabia que não podia. Eu tinha quase uma década de história com minha esposa. Eu tinha um casamento plenamente feliz atrapalhado por alguns poucos problemas familiares e inseguranças minhas. Tínhamos uma química ótima, gostos parecidos para livros e filmes, nos dávamos bem na cama. Valia a pena jogar aquele relacionamento tão bom e funcional - algo que me parece cada vez mais raro hoje em dia - por uma aventura fugaz? Um remorso do passado? Em um relacionamento com uma estranha que eu estava voltando a conhecer havia algumas horas?
“Você nem a conhece”, dizia a cabeça. “Ela é igual a você”, dizia o coração.
No fim das contas, eu segui a cabeça. Conversamos até quase dez da noite. Pegamos um Uber e fiz questão de deixá-la em casa, um prédio pequeno em um bairro abandonado do subúrbio. Quando o carro parou, ela se demorou um pouco do meu lado e, por impulso, eu segurei a mão dela. Ela me encarou assustada e ansiosa. Eu pensei em beijá-la, em ligar o foda-se e jogar tudo para o alto ali mesmo. Mas eu só desci do carro com ela na rua deserta e caminhamos juntos para dentro do prédio, sem saber exatamente o que a gente estava fazendo. Pedi para o motorista me esperar e disse que depois acertava uma compensação com ele.
“Eu vi o seu Facebook. Você é casado com uma mulher linda. E inteligente. Você não vai me trocar por ela. Nem eu quero acabar com o seu casamento”.
“Você acha ela linda e inteligente?”.
“Você sabe que ela é”.
E então eu desabafei. Falei que passei as últimas semanas reavaliando meu casamento e meu futuro, encarando a foto dela no Facebook de tempos em tempos. Que meu coração quase parou quando encontrei-a pela primeira vez. Que eu gostava de tudo nela. Da dedicação como mãe, da simplicidade, dessa aura de pessoa correta que ela exalava sem fazer esforço, desse espírito suburbano e familiar que ela tinha. Dos olhos dela, tão animados no passado e tão tristes agora. De como eu estava me segurando para não beijá-la naquele dia todo.
“Você é linda. Eu sei que você se acha feia, eu sei que você acha que ninguém vai se interessar por você. Mas você é uma mulher foda, e nem preciso subir para saber que você é uma mãe foda, uma filha foda. Não deixa a vida passar. Eu tenho certeza que tem mais gente que, igual a mim, já percebeu isso em você e não sabe como falar. Não faz de novo a mesma coisa que a gente fez lá atrás. Eu só queria que você soubesse disso porque eu acho que você merece ser muito mais feliz do que você é agora. E você não tem ideia de como você me deixou maluco esses dias todos. Eu sou bem casado com uma mulher linda sim, mas só de encontrar você eu tive vontade de jogar tudo para o alto”.
Foi um monólogo mais longo do que eu esperava. De novo, ela chorou. Dessa vez, eu contive as lágrimas. O abraço que partiu dela foi um dos melhores e mais tristes que já ganhei na minha vida. Havia ali uma história de amor não vivida, saudades de uma história que jamais colocamos no papel, de um mundo que nunca existiu. Ela me apertou forte e eu sentia minhas mãos tremerem.
Encostamos as laterais do rosto um do outro, aquele prenúncio de um beijo adiado. E que tive que usar todo auto-controle do mundo para manter adiado. Me afastei, olhei nos olhos dela, sorri e fui embora. Quando o Uber saiu, ela ainda estava parada na portaria e minhas mãos ainda tremiam.
Eu não sei se essa história acaba aqui ou não. Mas eu tenho quase certeza que sim. Algum dia eu vou contar tudo isso para a minha esposa, mas vou esperar esse sentimento morrer primeiro. Eu conheço ela o suficiente para saber que, em um bom momento, ela não ficaria triste com essa história. Eu até consigo imaginar a reação dela, repetindo a frase que ela me diz desde que a gente casou. “Eu te conheço. Você não vai me trair com alguma gostosona oferecida por aí. Se alguma coisa acontecer, você vai se apaixonar por alguém. Eu te conheço, você é romântico. Mas a gente se resolve”.
Quando cheguei na minha casa vazia, sentei e escrevi quase tudo isso de uma tacada só. Sem revisão, sem pensar muito. Eu acho que eu poderia escrever dezenas de páginas sobre os detalhes da conversa, mas isso aqui já está longo demais. Antes de dormir, eu vejo que tenho uma mensagem no Whatsapp.
“Foi muito bom encontrar você”.
Toda aquela tentação de falar algo mais grita dentro de mim, se debate.
“Foi bom te ver também :) “.
Por via das dúvidas, coloquei o celular em modo avião e suspirei. “Eu tô feliz ou triste?”, me perguntei. Parece uma pergunta simples e relativamente objetiva, mas eu não soube responder. Eu custei a dormir, com medo de sonhar com ela. Quando eu acordo no dia seguinte e me preparo para ir ao trabalho, a impressão que eu tenho é de que tudo foi um sonho. Vê-la, reencontrá-la, chorar, abraçá-la.
E, como quando a gente acorda de um sonho triste, eu volto a viver minha vida normal para esquecer. Hoje tem reunião com cliente. À noite, preciso pegar minha esposa no aeroporto.
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2017.08.11 21:54 feedreddit Esfera de influência: como os libertários americanos estão reinventando a política latino-americana

Esfera de influência: como os libertários americanos estão reinventando a política latino-americana
by Lee Fang via The Intercept
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Para Alejandro Chafuen, a reunião desta primavera no Brick Hotel, em Buenos Aires, foi tanto uma volta para casa quanto uma volta olímpica. Chafuen, um esguio argentino-americano, passou a vida adulta se dedicando a combater os movimentos sociais e governos de esquerda das Américas do Sul e Central, substituindo-os por uma versão pró-empresariado do libertarianismo.
Ele lutou sozinho durante décadas, mas isso está mudando. Chafuen estava rodeado de amigos no Latin America Liberty Forum 2017. Essa reunião internacional de ativistas libertários foi patrocinada pela Atlas Economic Research Foundation, uma organização sem fins lucrativos conhecida como Atlas Network (Rede Atlas), que Chafuen dirige desde 1991. No Brick Hotel, ele festejou as vitórias recentes; seus anos de trabalho estavam começando a render frutos – graças às circunstâncias políticas e econômicas e à rede de ativistas que Chafuen se esforçou tanto para criar.
Nos últimos 10 anos, os governos de esquerda usaram “dinheiro para comprar votos, para redistribuir”, diz Chaufen, confortavelmente sentado no saguão do hotel. Mas a recente queda do preço das commodities, aliada a escândalos de corrupção, proporcionou uma oportunidade de ação para os grupos da Atlas Network. “Surgiu uma abertura – uma crise – e uma demanda por mudanças, e nós tínhamos pessoas treinadas para pressionar por certas políticas”, observa Chafuen, parafraseando o falecido Milton Friedman. “No nosso caso, preferimos soluções privadas aos problemas públicos”, acrescenta.
Chafuen cita diversos líderes ligados à Atlas que conseguiram ganhar notoriedade: ministros do governo conservador argentino, senadores bolivianos e líderes do Movimento Brasil Livre (MBL), que ajudaram a derrubar a presidente Dilma Rousseff – um exemplo vivo dos frutos do trabalho da rede Atlas, que Chafuen testemunhou em primeira mão.
“Estive nas manifestações no Brasil e pensei: ‘Nossa, aquele cara tinha uns 17 anos quando o conheci, e agora está ali no trio elétrico liderando o protesto. Incrível!’”, diz, empolgado. É a mesma animação de membros da Atlas quando o encontram em Buenos Aires; a tietagem é constante no saguão do hotel. Para muitos deles, Chafuen é uma mistura de mentor, patrocinador fiscal e verdadeiro símbolo da luta por um novo paradigma político em seus países.
O presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, à esquerda, dentro de um carro em direção ao aeroporto, onde pegaria um voo para a Nicarágua nos arredores de San José. Domingo, 28 de junho de 2009.
Foto: Kent Gilbert/AP
Uma guinada à direita está em marcha na política latino-americana, destronando os governos socialistas que foram a marca do continente durante boa parte do século XXI – de Cristina Kirchner, na Argentina, ao defensor da reforma agrária e populista Manuel Zelaya, em Honduras –, que implementaram políticas a favor dos pobres, nacionalizaram empresas e desafiaram a hegemonia dos EUA no continente. Essa alteração pode parecer apenas parte de um reequilíbrio regional causado pela conjuntura econômica, porém a Atlas Network parece estar sempre presente, tentando influenciar o curso das mudanças políticas.
A história da Atlas Network e seu profundo impacto na ideologia e no poder político nunca foi contada na íntegra. Mas os registros de suas atividades em três continentes, bem como as entrevistas com líderes libertários na América Latina, revelam o alcance de sua influência. A rede libertária, que conseguiu alterar o poder político em diversos países, também é uma extensão tácita da política externa dos EUA – os _think tanks_associados à Atlas são discretamente financiados pelo Departamento de Estado e o National Endowment for Democracy (Fundação Nacional para a Democracia – NED), braço crucial do _soft power_norte-americano.
Embora análises recentes tenham revelado o papel de poderosos bilionários conservadores – como os irmãos Koch – no desenvolvimento de uma versão pró-empresariado do libertarianismo, a Atlas Network – que também é financiada pelas fundações Koch – tem usado métodos criados no mundo desenvolvido, reproduzindo-os em países em desenvolvimento. A rede é extensa, contando atualmente com parcerias com 450 _think tanks_em todo o mundo. A Atlas afirma ter gasto mais de US$ 5 milhões com seus parceiros apenas em 2016.
Ao longo dos anos, a Atlas e suas fundações caritativas associadas realizaram centenas de doações para _think tanks_conservadores e defensores do livre mercado na América Latina, inclusive a rede que apoiou o Movimento Brasil Livre (MBL) e organizações que participaram da ofensiva libertária na Argentina, como a Fundação Pensar, um _think tank_da Atlas que se incorporou ao partido criado por Mauricio Macri, um homem de negócios e atual presidente do país. Os líderes do MBL e o fundador da Fundação Eléutera – um _think tank_neoliberal extremamente influente no cenário pós-golpe hondurenho – receberam financiamento da Atlas e fazem parte da nova geração de atores políticos que já passaram pelos seus seminários de treinamento.
A Atlas Network conta com dezenas de _think tanks_na América Latina, inclusive grupos extremamente ativos no apoio às forças de oposição na Venezuela e ao candidato de centro-direita às eleições presidenciais chilenas, Sebastián Piñera.
Protesto a favor do impeachment da presidente Dilma Rousseff diante do Congresso Nacional, em Brasília, no dia 2 de dezembro de 2015.
Photo: Eraldo Peres/AP
Em nenhum outro lugar a estratégia da Atlas foi tão bem sintetizada quanto na recém-formada rede brasileira de _think tanks_de defesa do livre mercado. Os novos institutos trabalham juntos para fomentar o descontentamento com as políticas socialistas; alguns criam centros acadêmicos enquanto outros treinam ativistas e travam uma guerra constante contra as ideias de esquerda na mídia brasileira.
O esforço para direcionar a raiva da população contra a esquerda rendeu frutos para a direita brasileira no ano passado. Os jovens ativistas do MBL – muitos deles treinados em organização política nos EUA – lideraram um movimento de massa para canalizar a o descontentamento popular com um grande escândalo de corrupção para desestabilizar Dilma Rousseff, uma presidente de centro-esquerda. O escândalo, investigado por uma operação batizada de Lava-Jato, continua tendo desdobramentos, envolvendo líderes de todos os grandes partidos políticos brasileiros, inclusive à direita e centro-direita. Mas o MBL soube usar muito bem as redes sociais para direcionar a maior parte da revolta contra Dilma, exigindo o seu afastamento e o fim das políticas de bem-estar social implementadas pelo Partido dos Trabalhadores (PT).
A revolta – que foi comparada ao movimento Tea Party devido ao apoio tácito dos conglomerados industriais locais e a uma nova rede de atores midiáticos de extrema-direita e tendências conspiratórias – conseguiu interromper 13 anos de dominação do PT ao afastar Dilma do cargo por meio de um impeachment em 2016.
O cenário político do qual surgiu o MBL é uma novidade no Brasil. Havia no máximo três _think tanks_libertários em atividade no país dez anos atrás, segundo Hélio Beltrão, um ex-executivo de um fundo de investimentos de alto risco que agora dirige o Instituto Mises, uma organização sem fins lucrativos que recebeu o nome do filósofo libertário Ludwig von Mises. Ele diz que, com o apoio da Atlas, agora existem cerca de 30 institutos agindo e colaborando entre si no Brasil, como o Estudantes pela Liberdade e o MBL.
“É como um time de futebol; a defesa é a academia, e os políticos são os atacantes. E já marcamos alguns gols”, diz Beltrão, referindo-se ao impeachment de Dilma. O meio de campo seria “o pessoal da cultura”, aqueles que formam a opinião pública.
Beltrão explica que a rede de _think tanks_está pressionando pela privatização dos Correios, que ele descreve como “uma fruta pronta para ser colhida” e que pode conduzir a uma onda de reformas mais abrangentes em favor do livre mercado. Muitos partidos conservadores brasileiros acolheram os ativistas libertários quando estes demonstraram que eram capazes de mobilizar centenas de milhares de pessoas nos protestos contra Dilma, mas ainda não adotaram as teorias da “economia do lado da oferta”.
Fernando Schüler, acadêmico e colunista associado ao Instituto Millenium – outro _think tank_da Atlas no Brasil – tem uma outra abordagem. “O Brasil tem 17 mil sindicatos pagos com dinheiro público. Um dia de salário por ano vai para os sindicatos, que são completamente controlados pela esquerda”, diz. A única maneira de reverter a tendência socialista seria superá-la no jogo de manobras políticas. “Com a tecnologia, as pessoas poderiam participar diretamente, organizando – no WhatsApp, Facebook e YouTube – uma espécie de manifestação pública de baixo custo”, acrescenta, descrevendo a forma de mobilização de protestos dos libertários contra políticos de esquerda. Os organizadores das manifestações anti-Dilma produziram uma torrente diária de vídeos no YouTube para ridicularizar o governo do PT e criaram um placar interativo para incentivar os cidadãos a pressionarem seus deputados por votos de apoio ao impeachment.
Schüler notou que, embora o MBL e seu próprio _think tank_fossem apoiados por associações industriais locais, o sucesso do movimento se devia parcialmente à sua não identificação com partidos políticos tradicionais, em sua maioria vistos com maus olhos pela população. Ele argumenta que a única forma de reformar radicalmente a sociedade e reverter o apoio popular ao Estado de bem-estar social é travar uma guerra cultural permanente para confrontar os intelectuais e a mídia de esquerda.
Fernando Schüler.Foto:captura de tela do YouTubeUm dos fundadores do Instituto Millenium, o blogueiro Rodrigo Constantino, polariza a política brasileira com uma retórica ultrassectária. Constantino, que já foi chamado de “o Breitbart brasileiro” devido a suas teorias conspiratórias e seus comentários de teor radicalmente direitistas, é presidente do conselho deliberativo de outro _think tank_da Atlas – o Instituto Liberal. Ele enxerga uma tentativa velada de minar a democracia em cada movimento da esquerda brasileira, do uso da cor vermelha na logomarca da Copa do Mundo ao Bolsa Família, um programa de transferência de renda. Constantino é considerado o responsável pela popularização de uma narrativa segundo a qual os defensores do PT seriam uma “esquerda caviar”, ricos hipócritas que abraçam o socialismo para se sentirem moralmente superiores, mas que na realidade desprezam as classes trabalhadoras que afirmam representar. A “breitbartização” do discurso é apenas uma das muitas formas sutis pelas quais a Atlas Network tem influenciado o debate político.
“Temos um Estado muito paternalista. É incrível. Há muito controle estatal, e mudar isso é um desafio de longo prazo”, diz Schüler, acresentando que, apesar das vitórias recentes, os libertários ainda têm um longo caminho pela frente no Brasil. Ele gostaria de copiar o modelo de Margaret Thatcher, que se apoiava em uma rede de _think tanks_libertários para implementar reformas impopulares. “O sistema previdenciário é absurdo, e eu privatizaria toda a educação”, diz Schüler, pondo-se a recitar toda a litania de mudanças que faria na sociedade, do corte do financiamento a sindicatos ao fim do voto obrigatório.
Mas a única maneira de tornar tudo isso possível, segundo ele, seria a formação de uma rede politicamente engajada de organizações sem fins lucrativos para defender os objetivos libertários. Para Schüler, o modelo atual – uma constelação de _think tanks_em Washington sustentada por vultosas doações – seria o único caminho para o Brasil.
E é exatamente isso que a Atlas tem se esforçado para fazer. Ela oferece subvenções a novos _think tanks_e cursos sobre gestão política e relações públicas, patrocina eventos de _networking_no mundo todo e, nos últimos anos, tem estimulado libertários a tentar influenciar a opinião pública por meio das redes sociais e vídeos online.
Uma competição anual incentiva os membros da Atlas a produzir vídeos que viralizem no YouTube promovendo o _laissez-faire_e ridicularizando os defensores do Estado de bem-estar social. James O’Keefe, provocador famoso por alfinetar o Partido Democrata americano com vídeos gravados em segredo, foi convidado pela Atlas para ensinar seus métodos. No estado americano do Wisconsin, um grupo de produtores que publicava vídeos na internet para denegrir protestos de professores contra o ataque do governador Scott Walker aos sindicatos do setor público também compartilharam sua experiência nos cursos da Atlas.
Manifestantes queimam um boneco do presidente Hugo Chávez na Plaza Altamira, em protesto contra o governo.
Foto: Lonely Planet Images/Getty Images
Em uma de suas últimas realizações, a Atlas influenciou uma das crises políticas e humanitárias mais graves da América Latina: a venezuelana. Documentos obtidos graças ao “Freedom of Information Act” (Lei da Livre Informação, em tradução livre) por simpatizantes do governo venezuelano – bem como certos telegramas do Departamento de Estado dos EUA vazados por Chelsea Manning – revelam uma complexo tentativa do governo americano de usar os _think tanks_da Atlas em uma campanha para desestabilizar o governo de Hugo Chávez. Em 1998, a CEDICE Libertad – principal organização afiliada à Atlas em Caracas, capital da Venezuela – já recebia apoio financeiro do Center for International Private Enterprise (Centro para a Empresa Privada Internacional – CIPE). Em uma carta de financiamento do NED, os recursos são descritos como uma ajuda para “a mudança de governo”. O diretor da CEDICE foi um dos signatários do controverso “Decreto Carmona” em apoio ao malsucedido golpe militar contra Chávez em 2002.
Um telegrama de 2006 descrevia a estratégia do embaixador americano, William Brownfield, de financiar organizações politicamente engajadas na Venezuela: “1) Fortalecer instituições democráticas; 2) penetrar na base política de Chávez; 3) dividir o chavismo; 4) proteger negócios vitais para os EUA, e 5) isolar Chávez internacionalmente.”
Na atual crise venezuelana, a CEDICE tem promovido a recente avalanche de protestos contra o presidente Nicolás Maduro, o acossado sucessor de Chávez. A CEDICE está intimamente ligada à figura da oposicionista María Corina Machado, uma das líderes das manifestações em massa contra o governo dos últimos meses. Machado já agradeceu publicamente à Atlas pelo seu trabalho. Em um vídeo enviado ao grupo em 2014, ela diz: “Obrigada à Atlas Network e a todos os que lutam pela liberdade.”
Em 2014, a líder opositora María Corina Machado agradeceu à Atlas pelo seu trabalho: “Obrigada à Atlas Network e a todos os que lutam pela liberdade.”No Latin America Liberty Forum, organizado pela Atlas Network em Buenos Aires, jovens líderes compartilham ideias sobre como derrotar o socialismo em todos os lugares, dos debates em _campi_universitários a mobilizações nacionais a favor de um impeachment.
Em uma das atividades do fórum, “empreendedores” políticos de Peru, República Dominicana e Honduras competem em um formato parecido com o programa Shark Tank, um _reality show_americano em que novas empresas tentam conquistar ricos e impiedosos investidores. Mas, em vez de buscar financiamento junto a um painel de capitalistas de risco, esses diretores de _think tanks_tentam vender suas ideias de marketing político para conquistar um prêmio de US$ 5 mil. Em outro encontro, debatem-se estratégias para atrair o apoio do setor industrial às reformas econômicas. Em outra sala, ativistas políticos discutem possíveis argumentos que os “amantes da liberdade” podem usar para combater o crescimento do populismo e “canalizar o sentimento de injustiça de muitos” para atingir os objetivos do livre mercado.
Um jovem líder da Cadal, um _think tank_de Buenos Aires, deu a ideia de classificar as províncias argentinas de acordo com o que chamou de “índice de liberdade econômica” – levando em conta a carga tributária e regulatória como critérios principais –, o que segundo ela geraria um estímulo para a pressão popular por reformas de livre mercado. Tal ideia é claramente baseada em estratégias similares aplicadas nos EUA, como o Índice de Liberdade Econômica da Heritage Foundation, que classifica os países de acordo com critérios como política tributária e barreiras regulatórias aos negócios.
Os _think tanks_são tradicionalmente vistos como institutos independentes que tentam desenvolver soluções não convencionais. Mas o modelo da Atlas se preocupa menos com a formulação de novas soluções e mais com o estabelecimento de organizações políticas disfarçadas de instituições acadêmicas, em um esforço para conquistar a adesão do público.
As ideias de livre mercado – redução de impostos sobre os mais ricos; enxugamento do setor público e privatizações; liberalização das regras de comércio e restrições aos sindicatos – sempre tiveram um problema de popularidade. Os defensores dessa corrente de pensamento perceberam que o eleitorado costuma ver essas ideias como uma maneira de favorecer as camadas mais ricas. E reposicionar o libertarianismo econômico como uma ideologia de interesse público exige complexas estratégias de persuasão em massa.
Mas o modelo da Atlas, que está se espalhando rapidamente pela América Latina, baseia-se em um método aperfeiçoado durante décadas de embates nos EUA e no Reino Unido, onde os libertários se esforçaram para conter o avanço do Estado de bem-estar social do pós-guerra.
Mapa das organizações da rede Atlas na América do Sul.
Fonte: The Intercept
Antony Fisher, empreendedor britânico e fundador da Atlas Network, é um pioneiro na venda do libertarianismo econômico à opinião pública. A estratégia era simples: nas palavras de um colega de Fisher, a missão era “encher o mundo de _think tanks_que defendam o livre mercado”.
A base das ideias de Fisher vêm de Friedrich Hayek, um dos pais da defesa do Estado mínimo. Em 1946, depois de ler um resumo do livro seminal de Hayek, O Caminho da Servidão, Fisher quis se encontrar com o economista austríaco em Londres. Segundo seu colega John Blundell, Fisher sugeriu que Hayek entrasse para a política. Mas Hayek se recusou, dizendo que uma abordagem de baixo para cima tinha mais chances de alterar a opinião pública e reformar a sociedade.
Enquanto isso, nos Estados Unidos, outro ideólogo do livre mercado, Leonard Read, chegava a conclusões parecidas depois de ter dirigido a Câmara de Comércio de Los Angeles, onde batera de frente com o sindicalismo. Para deter o crescimento do Estado de bem-estar social, seria necessária uma ação mais elaborada no sentido de influenciar o debate público sobre os destinos da sociedade, mas sem revelar a ligação de tal estratégia com os interesses do capital.
Fisher animou-se com uma visita à organização recém-fundada por Read, a Foundation for Economic Education (Fundação para a Educação Econômica – FEE), em Nova York, criada para patrocinar e promover as ideias liberais. Nesse encontro, o economista libertário F.A. Harper, que trabalhava na FEE à epoca, orientou Fisher sobre como abrir a sua própria organização sem fins lucrativos no Reino Unido.
Durante a viagem, Fisher e Harper foram à Cornell University para conhecer a última novidade da indústria animal: 15 mil galinhas armazenadas em uma única estrutura. Fisher decidiu levar o invento para o Reino Unido. Sua fábrica, a Buxted Chickens, logo prosperou e trouxe grande fortuna para Fisher. Uma parte dos lucros foi direcionada à realização de outro objetivo surgido durante a viagem a Nova York – em 1955, Fisher funda o Institute of Economic Affairs (Instituto de Assuntos Econômicos – IEA).
O IEA ajudou a popularizar os até então obscuros economistas ligados às ideias de Hayek. O instituto era um baluarte de oposição ao crescente Estado de bem-estar social britânico, colocando jornalistas em contato com acadêmicos defensores do livre mercado e disseminando críticas constantes sob a forma de artigos de opinião, entrevistas de rádio e conferências.
A maior parte do financiamento do IEA vinha de empresas privadas, como os gigantes do setor bancário e industrial Barclays e British Petroleum, que contribuíam anualmente. No livro Making Thatcher’s Britain(A Construção da Grã-Bretanha de Thatcher, em tradução livre), dos historiadores Ben Jackson e Robert Saunders, um magnata dos transportes afirma que, assim como as universidades forneciam munição para os sindicatos, o IEA era uma importante fonte de poder de fogo para os empresários.
Quando a desaceleração econômica e o aumento da inflação dos anos 1970 abalou os fundamentos da sociedade britânica, políticos conservadores começaram a se aproximar do IEA como fonte de uma visão alternativa. O instituto aproveitou a oportunidade e passou a oferecer plataformas para que os políticos pudessem levar os conceitos do livre mercado para a opinião pública. A Atlas Network afirma orgulhosamente que o IEA “estabeleceu as bases intelectuais do que viria a ser a revolução de Thatcher nos anos 1980”. A equipe do instituto escrevia discursos para Margaret Thatcher; fornecia material de campanha na forma de artigos sobre temas como sindicalismo e controle de preços; e rebatia as críticas à Dama de Ferro na mídia inglesa. Em uma carta a Fisher depois de vencer as eleições de 1979, Thatcher afirmou que o IEA havia criado, na opinião pública, “o ambiente propício para a nossa vitória”.
“Não há dúvidas de que tivemos um grande avanço na Grã-Bretanha. O IEA, fundado por Antony Fisher, fez toda a diferença”, disse Milton Friedman uma vez. “Ele possibilitou o governo de Margaret Thatcher – não a sua eleição como primeira-ministra, e sim as políticas postas em prática por ela. Da mesma forma, o desenvolvimento desse tipo de pensamento nos EUA possibilitou o a implementação das políticas de Ronald Reagan”, afirmou.
O IEA fechava um ciclo. Hayek havia criado um seleto grupo de economistas defensores do livre mercado chamado Sociedade Mont Pèlerin. Um de seus membros, Ed Feulner, ajudou o fundar o _think tank_conservador Heritage Foundation, em Washington, inspirando-se no trabalho de Fisher. Outro membro da Sociedade, Ed Crane, fundou o Cato Institute, o mais influente _think tank_libertário dos Estados Unidos.
_O filósofo e economista anglo-austríaco Friedrich Hayek com um grupo de alunos na London School of Economics, em 1948._Foto: Paul PoppePopperfoto/Getty Images
Em 1981, Fisher, que havia se mudado para San Francisco, começou a desenvolver a Atlas Economic Research Foundation por sugestão de Hayek. Fisher havia aproveitado o sucesso do IEA para conseguir doações de empresas para seu projeto de criação de uma rede regional de _think tanks_em Nova York, Canadá, Califórnia e Texas, entre outros. Mas o novo empreendimento de Fisher viria a ter uma dimensão global: uma organização sem fins lucrativos dedicada a levar sua missão adiante por meio da criação de postos avançados do libertarianismo em todos os países do mundo. “Quanto mais institutos existirem no mundo, mais oportunidade teremos para resolver problemas que precisam de uma solução urgente”, declarou.
Fisher começou a levantar fundos junto a empresas com a ajuda de cartas de recomendação de Hayek, Thatcher e Friedman, instando os potenciais doadores a ajudarem a reproduzir o sucesso do IEA através da Atlas. Hayek escreveu que o modelo do IEA “deveria ser usado para criar institutos similares em todo o mundo”. E acrescentou: “Se conseguíssemos financiar essa iniciativa conjunta, seria um dinheiro muito bem gasto.”
A proposta foi enviada para uma lista de executivos importantes, e o dinheiro logo começou a fluir dos cofres das empresas e dos grandes financiadores do Partido Republicano, como Richard Mellon Scaife. Empresas como a Pfizer, Procter & Gamble e Shell ajudaram a financiar a Atlas. Mas a contribuição delas teria que ser secreta para que o projeto pudesse funcionar, acreditava Fisher. “Para influenciar a opinião pública, é necessário evitar qualquer indício de interesses corporativos ou tentativa de doutrinação”, escreveu Fisher na descrição do projeto, acrescentando que o sucesso do IEA estava baseado na percepção pública do caráter acadêmico e imparcial do instituto.
A Atlas cresceu rapidamente. Em 1985, a rede contava com 27 instituições em 17 países, inclusive organizações sem fins lucrativos na Itália, México, Austrália e Peru.
E o _timing_não podia ser melhor: a expansão internacional da Atlas coincidiu com a política externa agressiva de Ronald Reagan contra governos de esquerda mundo afora.
Embora a Atlas declarasse publicamente que não recebia recursos públicos (Fisher caracterizava as ajudas internacionais como uma forma de “suborno” que distorcia as forças do mercado), há registros da tentativa silenciosa da rede de canalizar dinheiro público para sua lista cada vez maior de parceiros internacionais.
Em 1982, em uma carta da Agência de Comunicação Internacional dos EUA – um pequeno órgão federal destinado a promover os interesses americanos no exterior –, um funcionário do Escritório de Programas do Setor Privado escreveu a Fisher em resposta a um pedido de financiamento federal. O funcionário diz não poder dar dinheiro “diretamente a organizações estrangeiras”, mas que seria possível copatrocinar “conferências ou intercâmbios com organizações” de grupos como a Atlas, e sugere que Fisher envie um projeto. A carta, enviada um ano depois da fundação da Atlas, foi o primeiro indício de que a rede viria a ser uma parceira secreta da política externa norte-americana.
Memorandos e outros documentos de Fisher mostram que, em 1986, a Atlas já havia ajudado a organizar encontros com executivos para tentar direcionar fundos americanos para sua rede de think tanks. Em uma ocasião, um funcionário da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID), o principal braço de financiamento internacional do governo dos EUA, recomendou que o diretor da filial da Coca-Cola no Panamá colaborasse com a Atlas para a criação de um _think tank_nos moldes do IEA no país. A Atlas também recebeu fundos da Fundação Nacional para a Democracia (NED), uma organização sem fins lucrativos fundada em 1983 e patrocinada em grande parte pelo Departamento de Estado e a USAID cujo objetivo é fomentar a criação de instituições favoráveis aos EUA nos países em desenvolvimento.
Alejandro Chafuen, da Atlas Economic Research Foundation, atrás à direita, cumprimenta Rafael Alonzo, do Centro de Divulgação do Conhecimento Econômico para a Liberdade (CEDICE Libertad), à esquerda, enquanto o escritor peruano Mario Vargas Llosa aplaude a abertura do Fórum Liberdade e Democracia, em Caracas, no dia 28 de maio de 2009.
Foto: Ariana Cubillos/AP
_ _Financiada generosamente por empresas e pelo governo americano, a Atlas deu outro golpe de sorte em 1985 com a chegada de Alejandro Chafuen. Linda Whetstone, filha de Fisher, conta um episódio ocorrido naquele ano, quando um jovem Chafuen, que ainda vivia em Oakland, teria aparecido no escritório da Atlas em San Francisco “disposto a trabalhar de graça”. Nascido em Buenos Aires, Chafuen vinha do que ele chamava “uma família anti-Peronista”. Embora tenha crescido em uma época de grande agitação na Argentina, Chafuen vivia uma vida relativamente privilegiada, tendo passado a adolescência jogando tênis e sonhando em se tornar atleta profissional.
Ele atribui suas escolhas ideológicas a seu apetite por textos libertários, de Ayn Rand a livretos publicados pela FEE, a organização de Leonard Read que havia inspirado Antony Fisher. Depois de estudar no Grove City College, uma escola de artes profundamente conservadora e cristã no estado americano da Pensilvânia, onde foi presidente do clube de estudantes libertários, Chafuen voltou ao país de nascença. Os militares haviam tomado o poder, alegando estar reagindo a uma suposta ameaça comunista. Milhares de estudantes e ativistas seriam torturados e mortos durante a repressão à oposição de esquerda no período que se seguiu ao golpe de Estado.
Chafuen recorda essa época de maneira mais positiva do que negativa. Ele viria a escrever que os militares haviam sido obrigados a agir para evitar que os comunistas “tomassem o poder no país”. Durante sua carreira como professor, Chafuen diz ter conhecido “totalitários de todo tipo” no mundo acadêmico. Segundo ele, depois do golpe militar seus professores “abrandaram-se”, apesar das diferenças ideológicas entre eles.
Em outros países latino-americanos, o libertarianismo também encontrara uma audiência receptiva nos governos militares. No Chile, depois da derrubada do governo democraticamente eleito de Salvador Allende, os economistas da Sociedade Mont Pèlerin acorreram ao país para preparar profundas reformas liberais, como a privatização de indústrias e da Previdência. Em toda a região, sob a proteção de líderes militares levados ao poder pela força, as políticas econômicas libertárias começaram a se enraizar.
Já o zelo ideológico de Chafuen começou a se manifestar em 1979, quando ele publicou um ensaio para a FEE intitulado “War Without End” (Guerra Sem Fim). Nele, Chafuen descreve horrores do terrorismo de esquerda “como a família Manson, ou, de forma organizada, os guerrilheiros do Oriente Médio, África e América do Sul”. Haveria uma necessidade, segundo ele, de uma reação das “forças da liberdade individual e da propriedade privada”.
Seu entusiasmo atraiu a atenção de muita gente. Em 1980, aos 26 anos, Chafuen foi convidado a se tornar o membro mais jovem da Sociedade Mont Pèlerin. Ele foi até Stanford, tendo a oportunidade de conhecer Read, Hayek e outros expoentes libertários. Cinco anos depois, Chafuen havia se casado com uma americana e estava morando em Oakland. E começou a fazer contato com membros da Mont Pèlerin na área da Baía de San Francisco – como Fisher.
Em toda a região, sob a proteção de líderes militares levados ao poder pela força, as políticas econômicas libertárias começaram a se enraizar.De acordo com as atas das reuniões do conselho da Atlas, Fisher disse aos colegas que havia feito um pagamento _ex gratia_no valor de US$ 500 para Chafuen no Natal de 1985, declarando que gostaria de contratar o economista para trabalhar em tempo integral no desenvolvimento dos _think tanks_da rede na América Latina. No ano seguinte, Chafuen organizou a primeira cúpula de _think tanks_latino-americanos, na Jamaica.
Chafuen compreendera o modelo da Atlas e trabalhava incansavelmente para expandir a rede, ajudando a criar _think tanks_na África e na Europa, embora seu foco continuasse sendo a América Latina. Em uma palestra sobre como atrair financiadores, Chafuen afirmou que os doadores não podiam financiar publicamente pesquisas, sob o risco de perda de credibilidade. “A Pfizer não patrocinaria uma pesquisa sobre questões de saúde, e a Exxon não financiaria uma enquete sobre questões ambientais”, observou. Mas os _think tanks_libertários – como os da Atlas Network –não só poderiam apresentar as mesmas pesquisas sob um manto de credibilidade como também poderiam atrair uma cobertura maior da mídia.
“Os jornalistas gostam muito de tudo o que é novo e fácil de noticiar”, disse Chafuen. Segundo ele, a imprensa não tem interesse em citar o pensamento dos filósofos libertários, mas pesquisas produzidas por um _think tank_são mais facilmente reproduzidas. “E os financiadores veem isso”, acrescenta.
Em 1991, três anos depois da morte de Fisher, Chafuen assumiu a direção da Atlas – e pôs-se a falar sobre o trabalho da Atlas para potenciais doadores. E logo começou a conquistar novos financiadores. A Philip Morris deu repetidas contribuições à Atlas, inclusive uma doação de US$ 50 mil em 1994, revelada anos depois. Documentos mostram que a gigante do tabaco considerava a Atlas uma aliada em disputas jurídicas internacionais.
Mas alguns jornalistas chilenos descobriram que _think tanks_patrocinados pela Atlas haviam feito pressão por trás dos panos contra a legislação antitabagista sem revelar que estavam sendo financiadas por empresas de tabaco – uma estratégia praticada por _think tanks_em todo o mundo.
Grandes corporações como ExxonMobil e MasterCard já financiaram a Atlas. Mas o grupo também atrai grandes figuras do libertarianismo, como as fundações do investidor John Templeton e dos irmãos bilionários Charles e David Koch, que cobriam a Atlas e seus parceiros de generosas e frequentes doações. A habilidade de Chafuen para levantar fundos resultou em um aumento do número de prósperas fundações conservadoras. Ele é membro-fundador do Donors Trust, um discreto fundo orientado ao financiamento de organizações sem fins lucrativos que já transferiu mais de US$ 400 milhões a entidades libertárias, incluindo membros da Atlas Network. Chafuen também é membro do conselho diretor da Chase Foundation of Virginia, outra entidade financiadora da Atlas, fundada por um membro da Sociedade Mont Pèlerin.
Outra grande fonte de dinheiro é o governo americano. A princípio, a Fundação Nacional para a Democracia encontrou dificuldades para criar entidades favoráveis aos interesses americanos no exterior. Gerardo Bongiovanni, presidente da Fundación Libertad, um _think tank_da Atlas em Rosario, na Argentina, afirmou durante uma palestra de Chafuen que a injeção de capital do Center for International Private Enterprise – parceiro do NED no ramo de subvenções – fora de apenas US$ 1 milhão entre 1985 e 1987. Os _think tanks_que receberam esse capital inicial logo fecharam as portas, alegando falta de treinamento em gestão, segundo Bongiovanni.
No entanto, a Atlas acabou conseguindo canalizar os fundos que vinham do NED e do CIPE, transformando o dinheiro do contribuinte americano em uma importante fonte de financiamento para uma rede cada vez maior. Os recursos ajudavam a manter _think tanks_na Europa do Leste, após a queda da União Soviética, e, mais tarde, para promover os interesses dos EUA no Oriente Médio. Entre os beneficiados com dinheiro do CIPE está a CEDICE Libertad, a entidade a que líder opositora venezuelana María Corina Machado fez questão de agradecer.
O assessor da Casa Branca Sebastian Gorka participa de uma entrevista do lado de fora da Ala Oeste da Casa Branca em 9 de junho de 2017 – Washington, EUA.
Foto: Chip Somodevilla/Getty Images
_ _No Brick Hotel, em Buenos Aires, Chafuen reflete sobre as três últimas décadas. “Fisher ficaria satisfeito; ele não acreditaria em quanto nossa rede cresceu”, afirma, observando que talvez o fundador da Atlas ficasse surpreso com o atual grau de envolvimento político do grupo.
Chafuen se animou com a eleição de Donald Trump para a presidência dos EUA. Ele é só elogios para a equipe do presidente. O que não é nenhuma surpresa, pois o governo Trump está cheio de amigos e membros de grupos ligados à Atlas. Sebastian Gorka, o islamofóbico assessor de contraterrorismo de Trump, dirigiu um _think tank_patrocinado pela Atlas na Hungria. O vice-presidente Mike Pence compareceu a um encontro da Atlas e teceu elogios ao grupo. A secretária de Educação Betsy DeVos trabalhou com Chafuen no Acton Institute, um _think tank_de Michigan que usa argumentos religiosos a favor das políticas libertárias – e que agora tem uma entidade subsidiária no Brasil, o Centro Interdisciplinar de Ética e Economia Personalista. Mas talvez a figura mais admirada por Chafuen no governo dos EUA seja Judy Shelton, uma economista e velha companheira da Atlas Network. Depois da vitória de Trump, Shelton foi nomeada presidente da NED. Ela havia sido assessora de Trump durante a campanha e o período de transição. Chafuen fica radiante ao falar sobre o assunto: “E agora tem gente da Atlas na presidência da Fundação Nacional para a Democracia (NED)”, comemora.
Antes de encerrar a entrevista, Chafuen sugere que ainda vem mais por aí: mais think tanks, mais tentativas de derrubar governos de esquerda, e mais pessoas ligadas à Atlas nos cargos mais altos de governos ao redor do mundo. “É um trabalho contínuo”, diz.
Mais tarde, Chafuen compareceu ao jantar de gala do Latin America Liberty Forum. Ao lado de um painel de especialistas da Atlas, ele discutiu a necessidade de reforçar os movimentos de oposição libertária no Equador e na Venezuela.
Danielle Mackey contribuiu na pesquisa para essa matéria. Tradução: Bernardo Tonasse
The post Esfera de influência: como os libertários americanos estão reinventando a política latino-americana appeared first on The Intercept.
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